O objetivo de todo aprendizado e ensino do evangelho é aprofundar nossa conversão e ajudar a nos tornarmos mais semelhantes a Jesus Cristo. Por esse motivo, quando estudamos o evangelho, não estamos simplesmente buscando novas informações; queremos nos tornar uma “nova criatura” (2 Coríntios 5:17). Isso significa confiar no Pai Celestial e em Jesus Cristo para mudar nosso coração, nossa opinião, nossas ações e até nossa natureza.
Mas o tipo de aprendizado do evangelho que fortalece nossa fé e conduz à mudança milagrosa não acontece de uma vez. Ele vai além da sala de aula, tocando nosso lar e nosso coração. Requer esforços consistentes e diários para se entender e viver o evangelho. A verdadeira conversão requer a influência do Espírito Santo.
O Espírito Santo nos guia para a verdade e presta testemunho dela (ver João 16:13). Ele ilumina nossa mente, vivifica nosso entendimento e toca nosso coração com as revelações de Deus, a fonte de toda a verdade. O Espírito Santo purifica nosso coração. Ele nos motiva a desejar viver de acordo com a verdade e sussurra em nós os meios de fazermos isso. Sem dúvida, “o Espírito Santo (…) [nos] ensinará todas as coisas” (João 14:26).
Por essas razões, ao nos esforçarmos para viver, aprender e ensinar o evangelho, precisamos primeiramente buscar a companhia do Espírito. Essa meta deve governar nossas escolhas e guiar nossos pensamentos e nossas ações. Devemos buscar tudo o que convida a influência do Espírito e rejeitar tudo o que afasta essa influência, pois sabemos que, se formos dignos da companhia do Espírito Santo, também seremos dignos de viver na presença do Pai Celestial e de Seu Filho, Jesus Cristo.
Vem, e Segue-Me é para qualquer pessoa que deseja aprender com as escrituras — individualmente, em família e nas aulas da Igreja. Se você não costumava estudar as escrituras regularmente, este recurso pode ajudá-lo a começar. Se você já tem o bom hábito de estudar as escrituras, este material pode ajudá-lo a ter mais experiências significativas.
O lugar ideal para aprender o evangelho é em casa. Seus professores na igreja podem apoiá-lo e você pode obter o incentivo de outros membros da ala. Mas, para sobreviver espiritualmente, você e sua família precisam se nutrir diariamente com a “boa palavra de Deus” (Morôni 6:4; ver também Russell M. Nelson, “Considerações iniciais”, Liahona, novembro de 2018, p. 6).
Use este material de maneira que seja útil para você. Os esboços destacam algumas verdades eternas encontradas no Velho Testamento. Eles também sugerem ideias e atividades para ajudá-lo a estudar as escrituras individualmente com sua família ou com amigos. Ao estudar, siga a orientação do Espírito para encontrar verdades eternas que sejam significativas para você. Procure as mensagens de Deus para você e siga a inspiração que receber.
Vem, e Segue-Me — Para Uso em Casa e na Igreja é o currículo das aulas dominicais da Primária, da Escola Dominical para jovens e adultos, das classes das Moças e das reuniões dos quóruns do Sacerdócio Aarônico. Se você ensina em qualquer um desses ambientes, recomendamos que use os esboços deste recurso em seu estudo pessoal e ao se preparar para ensinar. Comece por ter suas próprias experiências com as escrituras. Sua preparação mais importante ocorrerá ao pesquisar as escrituras e buscar a inspiração do Espírito Santo. Busque verdades eternas que ajudem você a se tornar mais semelhante ao Pai Celestial e a Jesus Cristo. Vem, e Segue-Me pode ajudar você a identificar algumas dessas verdades e entender o contexto das escrituras.
Tenha em mente que o melhor aprendizado do evangelho é centralizado no lar e apoiado pela Igreja. Em outras palavras, sua principal responsabilidade é apoiar as pessoas a quem você ensina em seus esforços para aprender e viver o evangelho em casa. Não se preocupe em apresentar a elas conteúdo exclusivo em sala de aula. Em vez disso, dê a elas a oportunidade de compartilhar suas experiências, seus pensamentos e suas perguntas sobre as passagens das escrituras que leram em casa. Peça-lhes que contem quais foram as verdades eternas que encontraram. Fazer isso é mais importante do que abordar determinada quantidade de material.
Uma das principais razões pelas quais nos reunimos nas aulas da Escola Dominical é apoiar e incentivar uns aos outros enquanto nos esforçamos para seguir a Jesus Cristo. Uma maneira simples é fazer uma pergunta como a seguinte: “O que o Espírito Santo ensinou a você esta semana ao estudar as escrituras?” As respostas a essa pergunta podem levar a debates significativos que edificam a fé em Jesus Cristo e em Seu evangelho.
Depois, você poderia promover um debate com base nas sugestões de estudo encontradas no Vem, e Segue-Me. Por exemplo, uma ideia de estudo pode sugerir examinar Isaías 53 procurando palavras que descrevam a missão do Salvador. Você pode pedir aos membros da classe que compartilhem pensamentos ou sentimentos que essas palavras inspiraram neles. Ou você pode passar algum tempo procurando essas palavras em classe.
Quando os quóruns do Sacerdócio Aarônico e as classes das Moças se reúnem aos domingos, seu propósito é um pouco diferente do propósito de uma aula da Escola Dominical. Além de ajudar uns aos outros a aprender o evangelho de Jesus Cristo, esses grupos também se reúnem em conselho a respeito da realização da obra de salvação e exaltação (ver Manual Geral, item 1.2). Eles o fazem com a direção de presidências de classe e de quórum.
Por esse motivo, cada reunião de quórum ou classe deve começar com um membro do quórum ou da presidência de classe liderando um debate a respeito dos esforços para, por exemplo, viver o evangelho, ministrar aos necessitados, compartilhar o evangelho ou participar do trabalho de templo e história da família.
Após esse tempo reunindo-se em conselho, um instrutor deve liderar a classe ou o quórum no aprendizado do evangelho. Líderes adultos ou membros da classe ou do quórum podem ser designados para ensinar. A presidência da classe ou do quórum, consultando líderes adultos, faz essas designações.
As pessoas designadas para ensinar devem se preparar usando as sugestões de aprendizado contidas no esboço semanal do Vem, e Segue-Me. Em cada esboço, este ícone indica uma atividade que é especialmente relevante para os jovens. No entanto, qualquer uma das sugestões contidas no esboço pode ser usada como uma atividade de aprendizagem para os jovens.
Para um exemplo de agenda para reuniões de quórum e classe, consulte o apêndice D.
Sua preparação para ensinar na Primária começa quando você estuda as escrituras pessoalmente e com sua família. Ao fazer isso, esteja aberto a impressões espirituais e à inspiração do Espírito Santo sobre as crianças em sua classe da Primária. Ore e o Espírito poderá inspirá-lo com ideias para ajudar as crianças a aprender o evangelho de Jesus Cristo.
Ao se preparar para ensinar, você pode obter mais inspiração explorando as ideias de ensino contidas em Vem, e Segue-Me — Para Uso em Casa e na Igreja. Cada esboço deste recurso tem uma seção intitulada “Sugestões para ensinar as crianças”. Pense nessas ideias como sugestões para estimular sua inspiração. Você conhece as crianças em sua classe da Primária — e as conhecerá ainda melhor à medida que interagir com elas em sala de aula. Deus também as conhece e vai inspirá-lo com as melhores maneiras de ensiná-las e abençoá-las.
É possível que as crianças de sua classe já tenham feito algumas das atividades do Vem, e Segue-Me com a família. Isso é normal. Repetir é bom. Considere convidar as crianças a contar o que aprenderam em casa — embora você também deva planejar maneiras de as crianças participarem mesmo que não estejam aprendendo em casa. As crianças aprendem os princípios do evangelho com mais eficácia quando são ensinadas repetidamente por meio de atividades variadas. Caso você perceba que uma atividade de aprendizado é eficaz para as crianças, pense na possibilidade de repeti-la, especialmente se estiver ensinando crianças menores. Você também pode rever uma atividade de uma lição anterior.
Nos meses em que há cinco domingos, os professores da Primária são incentivados a substituir o conteúdo do Vem, e Segue-Me do quinto domingo por uma ou mais atividades de aprendizado do “Apêndice B: Para a Primária — Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Ao estudar o evangelho do Salvador em casa e na igreja, considere as seguintes perguntas:
Como você pode convidar o Espírito para estar presente em seu estudo?
Como você se concentra no Salvador em seu estudo?
Como você pode aproveitar os momentos de aprendizado que acontecem no dia a dia?
Como você pode incentivar os membros de sua família e de sua classe a estudar as escrituras por conta própria e compartilhar o que estão aprendendo?
A seguir estão algumas maneiras simples para aperfeiçoar seu estudo da palavra de Deus.
As escrituras são a palavra de Deus, então peça a Ele que o ajude a compreendê-las.
Todas as coisas testificam de Cristo (ver 2 Néfi 11:4; Moisés 6:63); portanto, talvez seja interessante fazer anotações ou marcar versículos que testificam do Salvador, aprofundam o amor que você tem por Ele e ensinam como segui-Lo. Às vezes, as verdades sobre o Salvador e Seu evangelho aparecem em uma declaração direta; em outras ocasiões, elas estão implícitas em exemplos ou histórias. Ao ler, pergunte a si mesmo: “Que verdades eternas esses versículos ensinam? O que essas verdades me ensinam sobre o Salvador?”
Preste atenção aos seus pensamentos e sentimentos mesmo que eles não estejam relacionados ao que você está lendo. Essas impressões podem ser o que o Pai Celestial quer que você saiba.
Há muitas maneiras de anotar suas impressões enquanto estuda. Por exemplo, você pode achar certas palavras e frases nas escrituras que o inspiram; você pode marcá-las e registrar seus pensamentos como uma anotação nas escrituras. Você também pode escrever um diário com ideias, sentimentos e impressões que receber ao estudar.
Conversar sobre o que lhe vem à mente durante seu estudo pessoal não somente é uma boa maneira para ensinar outras pessoas, mas também ajuda a aumentar seu entendimento sobre o que leu. Compartilhe com familiares e amigos o que você está aprendendo (presencialmente ou de maneira digital) e os convide a fazer o mesmo.
Pense em como as histórias e os ensinamentos que você está lendo se aplicam à sua vida. Por exemplo, você pode se perguntar: “Que experiências tive que são semelhantes ao que estou lendo?”
Ao estudar as escrituras, algumas perguntas podem surgir em sua mente. Essas perguntas podem estar relacionadas ao que você está lendo ou à sua vida em geral. Pondere sobre essas perguntas e procure respostas à medida que continua estudando as escrituras.
Para compreender melhor os versículos que estiver lendo, use as notas de rodapé, o Guia para Estudo das Escrituras e outros auxílios de estudo.
Você pode obter conhecimento significativo sobre uma passagem de escritura se considerar seu contexto, as circunstâncias ou o local onde ocorreu o que é descrito na escritura. Por exemplo, conhecer o histórico e as crenças do povo a quem Deus falou pode ajudar você a entender a intenção de Suas palavras.
Leia o que os profetas e apóstolos atuais ensinaram sobre os princípios que você encontrar nas escrituras.
O estudo das escrituras não deve apenas nos inspirar, mas também deve nos levar a mudar nossa maneira de viver. Enquanto lê, ouça o que o Espírito o inspira a fazer e então coloque essas inspirações em prática.
Hinos sugeridos e músicas para crianças são encontrados ao longo do Vem, e Segue-Me. Utilize música sagrada para convidar o Espírito e aprofundar sua fé e seu testemunho a respeito das verdades do evangelho.
Escolha uma passagem das escrituras que seja significativa para você, sua família ou sua classe e a memorize, repetindo-a diariamente ou fazendo um jogo de memorização.
Encontre objetos que se relacionam com os capítulos e versículos que você está estudando. Pense em como cada objeto se relaciona aos ensinamentos das escrituras.
Leia alguns versículos e depois desenhe algo relacionado ao que você leu. Você também pode procurar uma gravura no Livro de Gravuras do Evangelho ou em outro recurso da Biblioteca do Evangelho. Você pode também tirar uma foto que ilustre o que aprendeu.
Depois de ler uma história, convide os membros de sua família ou da classe a encenar o que leram. Em seguida, comentem como a história se aplica a situações que vocês têm vivenciado.
Se você tiver familiares que não estejam dispostos a participar do estudo das escrituras em família, procure outras maneiras de se conectar com eles. Por exemplo, será que você poderia compartilhar verdades eternas naturalmente em suas conversas ou falar de uma escritura significativa de maneira que não pareça um sermão ou um discurso? O estudo das escrituras não tem que ser igual em todas as famílias. Alguns filhos podem aprender melhor se estudarem só com uma pessoa. Ore e procure seguir os sussurros do Espírito.
Reuniões de conselho de ensino para os pais. Se quiser ajuda adicional em seus esforços para ensinar seus filhos, verifique se sua ala tem realizado reuniões de conselho de ensino para os pais (ver Manual Geral, item 17.5). Essas reuniões são uma oportunidade para que os pais se aconselhem e aprendam juntos sobre como melhorar seu ensino. Eles podem debater os princípios de Ensinar à Maneira do Salvador, as ideias para melhorar o estudo das escrituras em família, encontradas nestas páginas, e as sugestões de ensino e aprendizado contidas em Vem, e Segue-Me.
Leitura do Velho Testamento
Quando Néfi quis inspirar seus irmãos a confiar no Senhor, ele contou histórias sobre Moisés e os ensinamentos de Isaías. Quando o apóstolo Paulo quis incentivar os primeiros cristãos a ter fé nas promessas de Deus, ele os lembrou sobre a fé de Noé, Abraão, Sara, Raabe e outros. E quando Jesus Cristo disse aos líderes dos judeus que “[examinassem] as escrituras”, explicando que elas “de mim testificam” (João 5:39), as escrituras sobre as quais Ele estava falando eram os escritos que chamamos de Velho Testamento.
Em outras palavras, quando você lê o Velho Testamento, está lendo palavras que têm inspirado, consolado e encorajado as pessoas de Deus por literalmente milhares de anos.
Mas será que algo que foi escrito há tanto tempo pode realmente ajudar você a encontrar soluções para os problemas de hoje? Sim, é possível! Especialmente se você se lembrar sobre quem o Velho Testamento fala.
Sejam quais forem os desafios que você e sua família estejam enfrentando, a resposta é sempre Jesus Cristo. Então, para encontrar respostas no Velho Testamento, procure-O. Nem sempre será fácil. Talvez seja preciso ponderar pacientemente e buscar orientação espiritual. Às vezes, as referências a Ele são muito diretas, como na declaração de Isaías: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, (…) e o seu nome se chamará (…) Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). Em outros lugares, o Salvador é representado de maneira mais sutil, por meio de símbolos e semelhanças — por exemplo, por meio de descrições de sacrifícios de animais ou do relato de José perdoando seus irmãos e os salvando da fome.
Se buscar maior fé no Salvador ao estudar o Velho Testamento, você a encontrará. Talvez essa seja a meta de seu estudo este ano. Ore para que o Espírito o guie para encontrar passagens, histórias e profecias que o aproximem de Jesus Cristo e se concentre nelas.
Não espere que o Velho Testamento apresente uma história completa e precisa da humanidade. Não é isso que os autores e compiladores originais estavam procurando criar. A preocupação maior deles era ensinar algo a respeito de Deus — sobre Seu plano para Seus filhos, sobre o que significa ser o povo de Seu convênio e sobre como encontrar redenção quando ficamos aquém do esperado. Às vezes, eles faziam isso relacionando eventos históricos como eles os entendiam, incluindo histórias da vida de grandes profetas. Gênesis é um exemplo disso, assim como os livros de Josué, Juízes e 1 e 2 Reis. Mas outros escritores do Velho Testamento não tiveram a intenção de ser históricos. Em vez disso, ensinaram por meio de obras de arte como poesia e literatura. Salmos e Provérbios se encaixam nessa categoria. E também há as palavras preciosas dos profetas, como Isaías e Malaquias, que falaram a palavra de Deus à antiga Israel — e, por meio do milagre da Bíblia, ainda nos falam hoje.
Todos esses profetas, poetas e compiladores sabiam que suas palavras seriam lidas por pessoas de todo o mundo milhares de anos mais tarde? Não sabemos. Mas nos maravilhamos que isso seja exatamente o que aconteceu. Nações se levantaram e caíram, cidades foram conquistadas, reis viveram e morreram, mas o Velho Testamento sobreviveu a todos eles, de geração em geração, de escriba a escriba, de tradução em tradução. É claro que algumas coisas foram perdidas ou modificadas; contudo, de alguma maneira, muito foi milagrosamente preservado.
Essas são apenas algumas coisas a se ter em mente ao ler o Velho Testamento este ano. Deus preservou esses escritos antigos porque Ele conhece você e sabe o que está passando. Ele preparou uma mensagem espiritual para você nessas palavras, que o aproximará mais Dele e edificará sua fé em Seu plano e em Seu Filho Amado. Talvez Ele o leve a uma passagem ou a um pensamento que abençoará alguém que você conheça — uma mensagem que você possa compartilhar com um amigo, um membro da família ou um amigo da Igreja. Há tantas possibilidades. Não é emocionante pensar sobre isso?
Néfi disse: “Minha alma se deleita nas escrituras” (2 Néfi 4:15). Talvez você sinta o mesmo ao ler muitas das mesmas palavras que Néfi leu; o que hoje chamamos de Velho Testamento.
Livros do Velho Testamento
Na maioria das versões cristãs do Velho Testamento, os livros são organizados de maneira diferente de como foram compilados pela primeira vez em uma coleção. Assim, enquanto a Bíblia hebraica agrupa os livros em três categorias — a lei, os profetas e os escritos —, a maioria das Bíblias cristãs organiza os livros em quatro categorias: lei (Gênesis a Deuteronômio), história (Josué a Ester), livros poéticos (Jó a Cantares de Salomão) e profetas (Isaías a Malaquias).
Por que essas categorias são importantes? Porque saber que tipo de livro você está estudando pode ajudá-lo a entender como estudá-lo.
Aqui está algo para ter em mente quando você começar a ler “a lei” ou os cinco primeiros livros do Velho Testamento. Esses livros, que são tradicionalmente atribuídos a Moisés, provavelmente passaram pelas mãos de inúmeros escribas e compiladores ao longo do tempo. E sabemos que, ao longo dos séculos, “muitas partes que são claras e sumamente preciosas” foram retiradas da Bíblia (ver 1 Néfi 13:23–26). Ainda assim, os livros de Moisés são a palavra inspirada de Deus embora sejam — como qualquer obra de Deus transmitida por meio de mortais — sujeitos a imperfeições humanas (ver Moisés 1:41; Regras de Fé 1:8). As palavras de Morôni, referindo-se ao registro sagrado do Livro de Mórmon que ele ajudou a compilar, são úteis aqui: “Se há falhas, são erros dos homens; não condeneis, portanto, as coisas de Deus” (página de título do Livro de Mórmon). Em outras palavras, um livro de escrituras não precisa estar livre de erros humanos para ser a palavra de Deus.
Introdução ao Velho Testamento
Quando você pensa em estudar o Velho Testamento este ano, como se sente? Ansioso? Incerto? Preocupado? Todas essas emoções são compreensíveis. O Velho Testamento é uma das coleções mais antigas de escritos do mundo, e isso pode torná-lo emocionante e intimidador. Esses escritos vêm de uma cultura antiga que pode parecer diferente e, às vezes, estranha ou até desconfortável. E, no entanto, nesses escritos vemos pessoas tendo experiências que parecem familiares. Reconhecemos temas do evangelho que testificam da divindade de Jesus Cristo e de Seu evangelho. Sim, pessoas como Abraão, Sara, Ana e Daniel viveram vidas que, de alguma maneira, eram muito diferentes da nossa. Mas também experimentaram a alegria em família e a discórdia familiar, momentos de fé e momentos de incerteza, sucessos e fracassos, como acontece a todos nós. Mais importante ainda, eles exerceram fé, arrependeram-se, fizeram convênios, tiveram experiências espirituais e nunca desistiram da promessa de um Salvador. Ao aprendermos como Deus agiu na vida dessas pessoas, também O vemos agir na nossa e dizemos com o salmista: “A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho. (…) Portanto, o teu servo a ama” (Salmos 119:105, 140).
Uma maneira de encontrar um rico alimento espiritual no Velho Testamento é procurar o Pão da Vida, Jesus Cristo (ver João 6:48). Por exemplo, como você vê o Salvador no seguinte?
Maná (Êxodo 16:4, 11–15; João 6:35)
O cordeiro sacrificial (Êxodo 12:3–5; João 1:29)
A serpente de bronze (Números 21:4–10; João 3:14)
Jonas (Jonas 1:4–17; Mateus 12:38–41)
O que esses exemplos ensinam sobre Ele? Com que outras referências a Jesus Cristo no Velho Testamento você já está familiarizado?
Em sua mensagem “Jesus Cristo é o tesouro”, o élder Dale G. Renlund nos incentivou a nos “[lembrarmos] de Jesus Cristo e a sempre [nos concentrarmos] Nele” (Liahona, novembro de 2023, p. 98). Você pode ler a mensagem dele e procurar coisas que pode fazer para encontrar Jesus Cristo não apenas no Velho Testamento, mas também em sua vida.
Ver também “Simbolismos ou símbolos de Cristo” no item Jesus Cristo, do Guia para Estudo das Escrituras, “Jesus Cristo”, Biblioteca do Evangelho; “Buscarei cedo ao Senhor”, Músicas para Crianças, p. 67.
Procurar símbolos que testifiquem de Jesus Cristo. O Senhor ensinou a Adão: “Todas as coisas têm sua semelhança e todas as coisas são criadas e feitas para prestar testemunho de mim” (Moisés 6:63). Quer esteja estudando ou ensinando, concentrar-se em Jesus Cristo pode ajudar a encontrar significado nas escrituras e aumentar seu amor e sua fé Nele (ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 7).
O presidente Dallin H. Oaks ensinou: “Depois da Queda, o Pai apresentou Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, como nosso Salvador e Redentor, e nos deu o mandamento de ouvi-Lo. Com essa orientação, concluímos que os registros bíblicos das palavras proferidas por ‘Deus’ ou pelo ‘Senhor’ são quase sempre as palavras de Jeová, nosso Senhor ressurreto, Jesus Cristo” (“Os ensinamentos de Jesus Cristo”, Liahona, maio de 2023, p. 102).
Quando os líderes dos judeus desafiaram Jesus sobre Sua identidade, Ele declarou: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Essas palavras chocaram as pessoas que ouviram Jesus, e elas estavam prontas para apedrejá-Lo (ver João 8:58–59). Você pode ler Êxodo 3:13–15; 6:3–5 para ver por que alguns judeus ficaram tão aborrecidos com o que Jesus disse.
Por que é importante para você saber que Jesus Cristo é Jeová?
Em uma visão, o Senhor mostrou a Néfi o surgimento da Bíblia, explicando que “muitas coisas claras e preciosas” seriam tiradas dela. Você pode ler 1 Néfi 13:21–29, 38–42 e identificar como o Senhor planejou “divulgar as coisas claras e preciosas”. De acordo com 2 Néfi 3:12, como a Bíblia e o Livro de Mórmon trabalham juntos?
Ao estudar o Velho Testamento este ano, você também estudará alguns dos “outros livros” que Néfi previu. Eles incluem:
O livro de Moisés, parte da tradução da Bíblia feita por Joseph Smith. Ele restaura verdades e relatos não encontrados no texto atual de Gênesis 1–6.
O livro de Abraão, que foi revelado a Joseph Smith enquanto ele examinava papiros egípcios antigos (ver Tópicos e Perguntas, “Livro de Abraão”, Biblioteca do Evangelho).
Várias passagens da Tradução de Joseph Smith, algumas das quais aparecem nas notas de rodapé, no apêndice da Bíblia e no Guia para Estudo das Escrituras.
Aqui estão alguns exemplos de relatos do Velho Testamento restaurados por Joseph Smith: a cidade de Enoque, Sião (Moisés 7:18–19), a visão de Abraão do Conselho dos Céus (Abraão 3:22–28) e o ministério de Melquisedeque (Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:25–40). Por que esses relatos são “[claros] e [preciosos]” para você?
O Velho Testamento é a história de Deus procurando nos tornar Sua “propriedade peculiar” por convênio (Êxodo 19:5). Por esse motivo, uma boa maneira de se preparar para ler o Velho Testamento é aprender sobre convênios — especificamente o convênio eterno que Deus ofereceu a profetas antigos como Abraão, Isaque, Jacó e sua posteridade. E uma ótima maneira de aprender sobre convênios é estudando a mensagem do presidente Russell M. Nelson “O convênio eterno” (Liahona, outubro de 2022, p. 4).
Ao ler, pergunte a si mesmo: Por que os convênios são importantes para mim? Que “tipo especial de amor e misericórdia” recebo de Deus ao guardar meus convênios com Ele? Ao ler o Velho Testamento este ano, fique atento às coisas que Deus quer lhe ensinar sobre seu relacionamento de convênio com Ele.
Ver também Jeremias 31:31–34.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
As palavras e a cultura do Velho Testamento podem ser difíceis para as crianças entenderem, mas você pode ajudá-las a ver Jesus Cristo em símbolos e histórias. Você e seus filhos podem ver a imagem abaixo: O Profeta Isaías Prediz o Nascimento de Cristo. Deixe que seus filhos apontem os detalhes que veem. Chame a atenção deles, em particular, para o menino Jesus. Depois, leia com eles o que Isaías escreveu sobre o nascimento do Salvador em Isaías 7:14; 9:6. Compartilhe com seus filhos como você se sente ao procurar o Salvador no Velho Testamento este ano.
Você e seus filhos também podem ler Salmos 23 ou Isaías 53:3–9 e encontrar palavras que os lembrem de Jesus Cristo. O que essas palavras nos ensinam sobre a vida e a Expiação de Cristo?
Os convênios são um tema importante no Velho Testamento. Para apresentar esse tema a seus filhos, converse com sua família ou com seus amigos sobre as promessas que eles fazem e cumprem e por que cumprir essas promessas é importante. Você pode então olhar para a gravura de um batismo e falar sobre a promessa, ou o convênio, que fazemos com Deus quando somos batizados (ver Mosias 18:10, 13). Você também pode mostrar uma gravura do templo e falar de seus sentimentos sobre os convênios que fazemos lá.
A página de atividades desta semana pode ajudar seus filhos a ficar animados para fazer e guardar convênios com o Pai Celestial. Você também pode cantar uma música sobre fazer convênios, como “Quando eu for batizado” (Músicas para Crianças, p. 53).
Seus filhos conhecem alguém que usa nomes diferentes em diferentes ambientes? Talvez um pai ou professor seja abordado de forma diferente no trabalho, em casa e na igreja. Fale sobre esses nomes; depois, leiam Êxodo 6:3 juntos e convide seus filhos a encontrar os nomes pelos quais Jesus Cristo era conhecido antes de nascer (ver também a tradução Joseph Smith na nota de rodapé c).
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
A Bíblia começa com as palavras “no princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Mas o que existia antes desse “princípio”? E por que Deus criou tudo isso? Por intermédio do profeta Joseph Smith, o Senhor esclareceu essas perguntas.
Por exemplo, Ele nos deu o relato de uma visão na qual Abraão viu nossa existência como espíritos “antes de o mundo existir” (ver Abraão 3:22–28). O Senhor também nos deu uma tradução ou revisão inspirada dos primeiros seis capítulos de Gênesis, chamada livro de Moisés — que não começa com “no princípio”. Em vez disso, começa com uma experiência que Moisés teve que oferece algum contexto para a história da Criação. Juntas, essas escrituras dos últimos dias são um bom ponto de partida para o estudo do Velho Testamento, porque abordam algumas questões fundamentais que contextualizam nossa leitura: Quem é Deus? Quem somos nós? Qual é a obra de Deus e qual é nosso papel nela? Os capítulos iniciais de Gênesis podem ser vistos como a resposta do Senhor ao pedido de Moisés: “Sê misericordioso para com teu servo, ó Deus, e dize-me o que concerne a esta Terra e a seus habitantes e também aos céus” (Moisés 1:36).
“Se o Senhor estivesse falando diretamente a vocês”, ensinou o presidente Russell M. Nelson, “a primeira coisa que Ele se certificaria de que entendessem é sua verdadeira identidade” (“Escolhas para a eternidade”, devocional mundial para jovens adultos, maio de 2022, Biblioteca do Evangelho). Portanto, Satanás tentaria confundir você nesse mesmo ponto. Identifique esse padrão na mensagem de Deus a Moisés em Moisés 1:4, 6 e nas mensagens de Satanás em Moisés 1:12. O que você aprendeu com esses versículos sobre as diferenças entre Deus e Satanás?
O presidente Nelson também ensinou: “A maneira como pensam sobre quem vocês realmente são afeta quase todas as decisões que tomarão” (“Escolhas para a eternidade”). Você pode fazer uma lista das escolhas que você faz porque sua identidade como filho de Deus vem antes de outros rótulos.
Que versículos ou frases adicionais em Moisés 1 o ajudam a entender seu valor divino? Você também pode ler mais sobre a mensagem do presidente Nelson na seção de “Escolhas para a eternidade” intitulada “Primeiro: conheçam a verdade sobre quem vocês são”. O que você se sente inspirado a fazer para tornar sua identidade como filho ou filha de Deus seu identificador mais importante?
Ver também “Sou um filho de Deus”, Hinos, 1985, nº 193; “Nossa Verdadeira Identidade” (vídeo), Biblioteca do Evangelho; Tópicos e Perguntas, “Filhos de Deus”, Biblioteca do Evangelho.
Como Moisés 1 mostra claramente, experiências espirituais poderosas não significam que nunca mais seremos tentados. Na verdade, uma das táticas de Satanás é nos tentar a duvidar dessas experiências. Ao ler a resposta de Moisés a Satanás nos versículos 12–26, o que você aprendeu que pode ajudá-lo a permanecer fiel ao testemunho que recebeu? O que foi que finalmente ajudou Moisés a vencer Satanás?
Outra lição contida na experiência de Moisés é que Satanás nos tenta com imitações da verdade e do poder de Deus. Pense em algumas versões falsas de coisas, como uma planta artificial ou um boneco de bebê. Como você pode saber que são falsos? Em seguida, considere as falsidades que Satanás usa hoje para tentar você. O que você aprendeu com Moisés 1:13–18 sobre como reconhecer e rejeitar essas falsidades? Como o Senhor pode ajudá-lo? (Ver Moisés 1:24–26.)
Ver também Mateus 4:1–11; Gary E. Stevenson, “Não me enganes”, Liahona, novembro de 2019, p. 93; “Sou um Filho de Deus” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
O aprendizado em casa pode ser planejado mas também espontâneo. “As oportunidades de ensino na família frequentemente ocorrem em momentos informais e diários — enquanto comem uma refeição, fazem tarefas domésticas, participam de um jogo, no caminho para o trabalho” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 33). Por exemplo, além de ler sobre como Moisés resistiu a Satanás em Moisés 1, você pode passar alguns momentos na hora do jantar conversando em família sobre como resistiu à influência do adversário.
Depois de contemplar uma visão das criações de Deus, Moisés disse ao Senhor: “Dize-me (…) por que essas coisas são assim” (Moisés 1:30). O que mais o impressiona na resposta do Senhor em Moisés 1:31–39? Qual é a diferença entre imortalidade e vida eterna? (Ver Tópicos e Perguntas, “Vida eterna”, Biblioteca do Evangelho.) Como Jesus Cristo ajuda a realizar as duas coisas? Abraão também teve uma visão, que foi registrada em Abraão 3. O que você encontra nos versículos 24–26 que pode ajudar a responder ao pedido de Moisés?
Sabemos muito pouco sobre nossa vida pré-mortal. Mas muito do que sabemos vem da visão de Abraão em Abraão 3:22–28. Ao ler esses versículos, faça uma lista das verdades que encontrar; inclusive as verdades sobre você e sobre Jesus Cristo. Por que essas verdades são valiosas para você? Que diferença elas fazem em sua vida?
Ver também Tópicos e Perguntas, “Vida pré-mortal”, Biblioteca do Evangelho.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Após lerem juntos a mensagem de Deus a Moisés em Moisés 1:4, você pode deixar seus filhos olharem para o reflexo deles no espelho e darem a si mesmos uma mensagem semelhante: “Sou filho (ou filha) de Deus”. Depois, eles poderiam passar a mesma mensagem um para o outro: “Você é filho (ou filha) de Deus”. Você pode até encontrar gravuras de várias pessoas e pedir a seus filhos que apontem para cada uma delas e digam: “Este é filho (ou filha) de Deus”. Compartilhem uns com os outros por que vocês estão felizes em saber que são filhos de Deus. Como esse conhecimento muda a maneira como vocês tratam a si mesmos e aos outros?
Você e seus filhos podem comparar a mensagem de Deus a Moisés em Moisés 1:4 com as palavras de Satanás no versículo 12. Como você pode ajudar seus filhos a distinguir entre as mensagens de Deus para eles e as de Satanás?
Ao ler Moisés 1:6 com seus filhos, converse com eles sobre a “obra” que Deus tinha para Moisés. Você pode usar o Livro de Gravuras do Evangelho, nº 13 a nº 16, ou Histórias do Velho Testamento, pp. 64–84, para ajudar seus filhos a ver o que Moisés realizou com a ajuda do Pai Celestial. Qual é a obra que Deus tem para fazermos? (Ver, por exemplo, Doutrina e Convênios 11:20.)
Ao estudar Moisés 1:12–26 com seus filhos, ajude-os a descobrir o que Moisés fez para resistir a Satanás (ver os versículos 13, 15, 18, 20–22, 26). Pode ser divertido encenar coisas que eles podem fazer para resistir à tentação (como orar, afastar-se ou pedir ajuda).
Saber sobre a vida pré-mortal pode inspirar seus filhos a fazer escolhas com base em princípios eternos. Para ajudá-los a aprender sobre isso, você pode lhes dar algumas palavras e frases-chave para encontrar em Abraão 3:22–28, como “antes de o mundo existir”, “espíritos”, “faremos uma terra” e “provaremos”. O que esses versículos nos ensinam sobre por que o Pai Celestial nos enviou à Terra?
Uma música como “Vou cumprir o plano de Deus” (Músicas para Crianças, pp. 86–87) pode reforçar o que Abraão 3 ensina. Talvez você possa convidar seus filhos a fazer desenhos que combinem com as palavras.
Ajude seus filhos a pensar em situações em que eles têm que escolher se querem ou não fazer o que Deus lhes pediu (ver Abraão 3:25; ver também Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas). Deixe-os praticar possíveis respostas a essas situações. Como o Salvador pode nos ajudar quando fazemos uma escolha errada?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Gênesis 1–2; Moisés 2–3; Abraão 4–5
Como o mundo ao nosso redor é tão belo e majestoso, é difícil imaginar a Terra quando era “sem forma e vazia” e “vazia e desolada” (Gênesis 1:2; Abraão 4:2). Algo que a história da Criação nos ensina é que Deus pode, com o tempo, fazer algo magnífico de algo desorganizado. É útil lembrar disso quando a vida parecer caótica. O Pai Celestial e Jesus Cristo são Criadores, e Seu trabalho de criação conosco ainda não está terminado. Eles podem fazer a luz brilhar em momentos sombrios de nossa vida. Eles podem preencher nosso vazio com vida. Eles podem nos transformar nos seres divinos que deveríamos ser. Isso é o que significa ser criado à imagem de Deus, à Sua semelhança (ver Gênesis 1:26). Temos o potencial de nos tornar como Ele: celestiais, exaltados, glorificados.
Para uma visão geral do livro de Gênesis, ver “Gênesis” no Guia para Estudo das Escrituras.
Gênesis 1:1–25; Moisés 2:1–25; Abraão 4:1–25
Embora não saibamos tudo sobre como o mundo foi criado, é interessante observar o que Deus escolheu revelar sobre a Criação. O que Deus ensina sobre isso em Gênesis 1:1–25; Moisés 2:1–25 e Abraão 4:1–25? Por que Ele quer que você saiba dessas coisas? Ao ponderar sobre esses relatos, pense também no que eles ensinam sobre o Pai Celestial, Jesus Cristo, o mundo e você mesmo.
Para enriquecer seu estudo, leia esses versículos enquanto estiver entre as criações de Deus ou enquanto ouve uma música como “Ó criaturas do Senhor” (Hinos, nº 29). Você pode encontrar gravuras de Suas criações que o ajudem a sentir reverência pelo Criador. Você pode compartilhar essas gravuras, juntamente com seu testemunho, com outras pessoas.
Ver também Doutrina e Convênios 101:32–34.
Gênesis 1:26–27; Moisés 2:26–27; Abraão 4:26–27
Ao ler Gênesis 1:26–27; Moisés 2:26–27 e Abraão 4:26–27, pondere o que significa ser criado à “imagem” ou “semelhança” de Deus, homem e mulher. Por que é importante que você conheça as verdades contidas nesses versículos? Por exemplo, como essas verdades afetam a maneira como você vê a si mesmo, aos outros e a Deus? Como elas podem ajudar você quando tiver sentimentos negativos a respeito de si mesmo?
Para lhe ajudar a pensar sobre essas perguntas, procure completar uma frase como esta: “Por saber que fui criado à imagem de Deus, escolho…”. Estudar “Seu corpo é sagrado”, Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas (pp. 22–29) pode ajudar. Você pode escolher algo que fará para mostrar a Deus que você sabe que seu corpo é sagrado.
No vídeo “A Maior Criação de Deus” (Biblioteca do Evangelho), o presidente Russell M. Nelson presta testemunho sobre o milagre do corpo humano. Ao assistir a esse vídeo, pergunte a si mesmo: “Como o Pai Celestial quer que eu me sinta em relação ao meu corpo?” Como isso difere das mensagens que você pode ouvir de outras pessoas?
Algumas pessoas podem dizer que ser criado à imagem de Deus significa que todos os nossos pensamentos, sentimentos e desejos são aprovados por Ele e que não precisamos (ou não podemos) melhorar. O que você diria sobre isso? O que você aprendeu com Mosias 3:19 e Éter 12:27?
Ver também Russell M. Nelson, “Seu corpo: Uma dádiva magnífica a ser valorizada”, Liahona, agosto de 2019, p. 50.
Gênesis 1:27–28; 2:18–25; Moisés 3:18, 21–24; Abraão 5:14–18
“Adão e Eva foram unidos em matrimônio para o tempo e toda a eternidade pelo poder do sacerdócio eterno” (Russell M. Nelson, “O que aprendemos de Eva”, A Liahona, janeiro de 1988, p. 85). Pondere sobre isso ao ler Gênesis 1:27–28; 2:18–25; Moisés 3:18, 21–25 e Abraão 5:14–19. Como você pode tratar o casamento com a santidade que Deus lhe deu?
Ver também 1 Coríntios 11:11; “A Família: Proclamação ao Mundo”, Biblioteca do Evangelho.
Gênesis 1:28; Moisés 2:28; Abraão 4:28
O que Gênesis 1:28; Moisés 2:28 e Abraão 4:28 sugerem sobre nossa responsabilidade para com as criações de Deus? O que Doutrina e Convênios 59:16–21 e 104:13–18 acrescentam ao seu entendimento?
Ver também Gérald Caussé, “Nossa mordomia terrena”, Liahona, novembro de 2022, p. 57; Tópicos e Perguntas, “Responsabilidade com o meio ambiente e sua conservação”, Biblioteca do Evangelho.
Gênesis 2:2–3; Moisés 3:2–3; Abraão 5:2–3
Deus santificou o Dia do Senhor e nos pede que façamos o mesmo. Ao ler Gênesis 2:2–3; Moisés 3:2–3 e Abraão 5:2–3, pense no que torna o Dia do Senhor “abençoado” para você.
Ver também Doutrina e Convênios 59:9–13; “O Domingo é um Deleite”, (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Gênesis 1:1–25; Moisés 2:1–25; Abraão 4:1–25
Como você fazer com que o aprendizado sobre a Criação seja divertido para seus filhos? Você poderia levá-los a uma pesquisa externa sobre os tipos de coisas que foram feitas durante cada período da Criação. Seus filhos também podem olhar gravuras de coisas que Jesus criou (ver “A Criação da Terra”, Histórias do Velho Testamento, pp. 8–12). Depois de lerem sobre a Criação, você e seus filhos podem falar sobre como se sentem a respeito de Jesus Cristo.
Vocês podem cantar juntos uma música sobre nosso belo mundo, como “Meu Pai Celestial me tem afeição” (Músicas para Crianças, pp. 16–17). Talvez seus filhos possam acrescentar à música outras coisas que Deus criou que os ajudam a sentir Seu amor.
Ajudar as crianças a expressar a criatividade delas. “Quando você convida as crianças a desenhar, construir, colorir ou escrever algo relacionado a um princípio do evangelho, você está ajudando-as a entender melhor o princípio e dando a elas um lembrete tangível do que aprenderam” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 34).
Gênesis 1:26–27; Moisés 2:26–27; Abraão 4:26–27
Seus filhos podem desenvolver um senso de reverência e respeito pelo próprio corpo e pelo corpo de outras pessoas ao aprenderem que todos fomos criados à imagem de Deus. Para ajudá-los a entender o que isso significa, deixe que seus filhos vejam a própria imagem em um espelho ou uma fotografia enquanto você lê Moisés 2:26–27 para eles. Você também pode mostrar a eles como os filhotes de animais são frequentemente à “semelhança” de seus pais (veja a imagem neste esboço, por exemplo). Isso pode levar a uma conversa sobre por que é importante para você saber que foi criado à imagem do Pai Celestial.
Você e seus filhos podem gostar de desenhar um corpo humano e recortar os desenhos em quebra-cabeças. Enquanto seus filhos montam seus quebra-cabeças, eles podem falar sobre maneiras de mostrar ao Pai Celestial que são gratos pelo corpo que têm.
Gênesis 2:2–3; Moisés 3:2–3; Abraão 5:2–3
Ao ler Moisés 3:2–3, peça a seus filhos que prestem atenção ao que Deus fez no sétimo dia. Ajude seus filhos a encontrar ou desenhar coisas que eles podem fazer no domingo para torná-lo um dia santo e diferente de outros dias. Compartilhem uns com os outros por que é importante que vocês santifiquem o Dia do Senhor.
Ajude seus filhos a fazer uma dramatização explicando a um amigo por que decidiram fazer coisas no domingo que honrem o Pai Celestial e Jesus. Sugira às crianças que usem Gênesis 2:2–3 em suas explicações. De que maneira guardar o Dia do Senhor mostra nosso amor pelo Pai Celestial e por Jesus Cristo?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Adão e Eva, de Douglas M. Fryer
A princípio, a história da Queda de Adão e Eva parece uma tragédia. Adão e Eva foram expulsos do belo Jardim do Éden. Foram lançados em um mundo de dor, tristeza e morte (ver Gênesis 3:16–19). E foram separados de seu Pai Celestial. Mas as verdades restauradas por meio do profeta Joseph Smith no livro de Moisés nos dão uma perspectiva única da Queda.
Sim, o Jardim do Éden era lindo. Mas Adão e Eva precisavam de mais além de belas paisagens. Eles precisavam — e todos precisamos — de uma oportunidade para crescer. Sair do Jardim do Éden foi o primeiro passo necessário para retornar a Deus e eventualmente se tornar como Ele. Isso significava enfrentar a oposição, fazer escolhas, cometer erros, aprender a se arrepender e confiar no Salvador, cuja Expiação possibilita a progressão e “a alegria de nossa redenção” (Moisés 5:11). Portanto, quando você ler sobre a Queda de Adão e Eva, não se concentre na aparente tragédia, mas nas possibilidades — não no paraíso que Adão e Eva perderam, mas na glória que sua escolha nos permite receber.
É verdade que a escolha de Adão e Eva resultou em muitas das dificuldades que enfrentamos na mortalidade. Mas isso não significa que lamentamos sua escolha. Ao ler Gênesis 3 e Moisés 4, você pode se perguntar: Por que a Queda foi importante para o plano de Deus?
De acordo com Moisés 5:9–12, como Adão e Eva se sentiram em relação à Queda? Como você pode aplicar as palavras deles às suas experiências neste mundo decaído? O que aprendemos em 2 Néfi 2:19–25?
Ver também Mosias 3:19; Alma 12:21–37 e Doutrina e Convênios 29:39–43.
Gênesis 3:1–7; Moisés 4:22–31; 5:4–15
A história de Adão e Eva é uma história de esperança e redenção por meio de Jesus Cristo. Para saber por que, você pode começar procurando os resultados da Queda em Gênesis 3:1–7 e Moisés 4:22–31 e marcar ou listar o que encontrar. Como esses resultados o afetam? Depois, examine Moisés 5:4–15 e identifique o plano de Deus para nos redimir desses efeitos. Por que Adão e Eva estavam “alegres” depois que o anjo os visitou? O que você aprendeu com eles sobre o plano do Pai Celestial?
Ver também “Graças a Ele” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Essa passagem das escrituras às vezes tem sido mal interpretada sugerindo que um marido é justificado ao tratar sua esposa com maldade. Em nossos dias, os profetas do Senhor têm ensinado que marido e mulher devem ver um ao outro como parceiros iguais no cumprimento de suas responsabilidades divinas na família (ver “A Família: Proclamação ao Mundo”, Biblioteca do Evangelho). O élder Dale G. Renlund e a irmã Ruth Lybbert Renlund explicaram que um marido justo “ministrará; ele reconhecerá seu erro e buscará perdão; ele será rápido em elogiar; ele considerará as preferências dos membros da família; ele sentirá o grande peso da responsabilidade de atender ‘às necessidades de vida e proteção’ de sua família; ele tratará sua esposa com o maior respeito e consideração. (…) Ele abençoará sua família” (The Melchizedek Priesthood: Understanding the Doctrine, Living the Principles, 2018, p. 23).
O élder Dale G. Renlund ensinou: “O objetivo de nosso Pai Celestial ao nos ensinar não é que Seus filhos façam o que é certo, é ajudar Seus filhos a escolherem fazer o que é certo e, por fim, tornarem-se semelhantes a Ele” (“Escolhei hoje”, Liahona, novembro de 2018, p. 104). Por que é tão importante no plano do Pai Celestial que escolhamos fazer o que é certo?
Ao ler Moisés 4:1–4, identifique o que o Pai Celestial e Jesus Cristo fizeram para proteger seu direito de escolher — seu arbítrio. Como você pode acessar o poder de proteção Deles? Para ideias, você pode estudar a seção “Fazer escolhas inspiradas”, Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas (pp. 4–5).
Leia também o que Leí ensinou sobre o arbítrio em 2 Néfi 2:11–20, 25–30. Por que a oposição é necessária para o arbítrio? Como você pode demonstrar gratidão a Jesus Cristo por torná-lo “[livre] para escolher”? (2 Néfi 2:27.)
Ver também Dallin H. Oaks, “Oposição em todas as coisas”, A Liahona, maio de 2016, p. 114; Tópicos e Perguntas, “Arbítrio”, Biblioteca do Evangelho; “Faze o bem, escolhendo o que é certo”, Hinos, nº 148.
Aumente a participação. Muitas atividades de aprendizado podem ser realizadas individualmente, em família ou em classe, em pequenos grupos ou em pares. Use métodos diferentes ao ensinar, do contrário algumas pessoas não terão oportunidade de participar. Para esta atividade, você pode convidar uma pessoa ou grupo a ler Moisés 4 e o guia Força dos Jovens enquanto outro grupo estuda os versículos de 2 Néfi 2. Depois, eles podem ensinar uns aos outros o que aprenderam em sua respectiva seção.
Ao ler Moisés 4:4–12; 5:13–33, você pode listar maneiras pelas quais Satanás tentou Adão e Eva e seus filhos. Como ele procura fazer o mesmo hoje em dia? Como o Pai Celestial o ajuda a resistir às tentações de Satanás?
Depois de comerem do fruto proibido, Adão e Eva procuraram cobrir a própria nudez. Mais tarde, o Senhor Se ofereceu para vesti-los. Ao ler Moisés 4:13–16, 27, pondere sobre o seguinte:
Pondere sobre o que a nudez e as vestes podem representar nas escrituras (ver, por exemplo, Apocalipse 7:9, 13–15; 2 Néfi 9:14; Doutrina e Convênios 109:22–26, 76). O que você aprendeu com a experiência de Adão e Eva com a nudez e as roupas?
Se você recebeu a investidura no templo, pense no que Adão e Eva podem dizer a você sobre o significado de seu garment do templo e o que ele representa.
Ver também “Sacred Temple Clothing” [As Vestimentas Sagradas do Templo] (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Ao estudar Moisés 5:4–9, 16–26, pense nas atitudes de Adão e Eva e de seus filhos Caim e Abel em relação ao sacrifício. Por que o Senhor aceitou o sacrifício de Abel, mas não o de Caim?
O que o Senhor pede que você sacrifique? Há algo nesses versículos que influencia a maneira como você pensa sobre esses sacrifícios?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para ajudar seus filhos a entender melhor a Queda de Adão e Eva, você pode copiar as gravuras de “Adão e Eva” (Histórias do Velho Testamento, pp. 13–16) e recortá-las. Depois vocês podem colocar juntos as gravuras em ordem enquanto conversam sobre as experiências de Adão e Eva. Ao fazê-lo, fale sobre por que foi importante, no plano do Pai Celestial, que Adão e Eva saíssem do Jardim do Éden.
Seus filhos podem sentir gratidão pela Expiação de Jesus Cristo ao entenderem como Ele vence os efeitos da Queda. Ao lerem juntos Moisés 4:25; 6:48; Romanos 5:12; 2 Néfi 2:22–23, ajude seus filhos a encontrar maneiras de completar esta frase: “Por causa da Queda, eu…” Depois, ao lerem juntos Moisés 5:8–11, 14–15; 6:59; Alma 11:42, eles poderiam completar esta frase: “Graças a Jesus Cristo, eu…” Compartilhem uns com os outros sua gratidão por Jesus Cristo.
Pense em uma lição objetiva simples para introduzir o princípio do arbítrio: convide seus filhos a colorir a página de atividades desta semana, mas dê a eles apenas uma cor para usar. Por que seria melhor ter opções? Depois, leiam juntos Moisés 4:1–4 e conversem sobre por que Deus quer que sejamos capazes de escolher entre o certo e o errado. Como o Pai Celestial e Jesus Cristo nos ajudam a fazer boas escolhas?
Ajude seus filhos a pensar em boas escolhas que podem fazer para seguir Jesus Cristo e depois desenhá-las. Ou vocês podem cantar juntos uma música sobre fazer boas escolhas, como “Escolhendo o que é certo” (Músicas para Crianças, pp. 82–83). Vocês podem contar uns aos outros sobre uma ocasião em que fizeram uma boa escolha e falar sobre como se sentiram depois.
Quando Adão e Eva tiveram que sair do Jardim do Éden, eles não puderam mais estar com o Pai Celestial. Leia Moisés 5:4, 8 com seus filhos e ajude-os a descobrir o que Adão e Eva fizeram para se sentirem perto Dele e ouvi-Lo. O que podemos dizer ao Pai Celestial em nossas orações?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Melhor Que o Paraíso, de Kendal Ray Johnson
A maior parte de Gênesis 5 é uma lista das gerações entre Adão e Eva e Noé. Lemos muitos nomes, mas não aprendemos muito sobre eles. Em seguida, lemos esta linha intrigante, mas inexplicável: “E Enoque andou com Deus; e não estava mais, porquanto Deus para si o tomou” (Gênesis 5:24). Com certeza há uma história por trás desse versículo! Mas, sem maiores explicações, a lista de gerações continua.
Felizmente, Moisés 6 revela os detalhes da história de Enoque; e é uma ótima história. Aprendemos sobre a humildade de Enoque, suas inseguranças, o potencial que Deus viu nele e a grande obra que ele realizou como profeta de Deus. Também temos um entendimento mais claro da família de Adão e Eva à medida que progredia ao longo das gerações. Lemos sobre o “grande domínio” de Satanás, mas também sobre os pais que ensinavam aos filhos “os caminhos de Deus” (Moisés 6:15, 21). Especialmente precioso é o que aprendemos sobre a doutrina que esses pais ensinaram: fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo e recebimento do Espírito Santo (ver Moisés 6:50–52). Essa doutrina, como o sacerdócio que a acompanha, “existia no princípio [e] existirá também no fim do mundo” (Moisés 6:7).
Ao estudar Moisés 6:26–36, o que você aprendeu sobre os efeitos do pecado? Como você observou esses efeitos? Que atributos Enoque tinha que o ajudaram a superar esses efeitos? Como Deus o abençoou como resultado disso?
Se você se sentir sobrecarregado com o que o Senhor o chamou para fazer, você não está sozinho. Até Enoque se sentiu assim quando o Senhor o chamou para ser um profeta. Ao ler Moisés 6:26–36, procure os motivos de Enoque se sentir inadequado e o que o Senhor disse para lhe dar coragem.
Nos versículos 37–47, você também pode procurar as maneiras pelas quais o Senhor apoiou Enoque e o capacitou para fazer Seu trabalho (ver também Moisés 7:13). Você pode comparar a experiência de Enoque com a de outros profetas que se sentiram inadequados, como Moisés (ver Êxodo 4:10–16), Jeremias (ver Jeremias 1:4–10), Néfi (ver 2 Néfi 33:1–4) e Morôni (ver Éter 12:23–29). O que você sente que Deus quer que você aprenda com essas escrituras sobre o trabalho que Ele lhe deu para fazer?
Muitos apóstolos e profetas atuais expressaram sentimentos semelhantes aos de Enoque quando descreveram como se sentiram ao receber seu chamado. Por exemplo, veja o testemunho do élder Ulisses Soares em “Os profetas falam pelo poder do Espírito Santo” (Liahona, maio de 2018, p. 98).
O que você pode aprender com esses profetas e apóstolos sobre seus sentimentos de inadequação? Em que ocasiões você sentiu que o Salvador o ajudou quando Ele pediu que você fizesse coisas difíceis? Você pode escrever algumas experiências em seu futuro nas quais precisará contar com a ajuda do Salvador. Como você pode abordar esses eventos com fé em Jesus Cristo?
Ver também David A. Bednar, “Tu permanecerás em mim e eu, em ti; portanto, anda comigo”, Liahona, maio de 2023, p. 123; “Aonde mandares irei”, Hinos, nº 167.
Por termos o livro de Moisés, sabemos que Deus desde o início tem ensinado Seus filhos a encontrar a redenção desde Adão e Eva. Ao estudar Moisés 6:48–68, procure o que devemos saber e fazer para sermos redimidos. Observe a pergunta de Adão no versículo 53. Você já se perguntou isso? O que você aprendeu com a resposta do Senhor nos versículos 53–65? Você pode pensar nesses versículos como a mensagem do Senhor na reunião batismal de Adão. O que você aprendeu sobre o batismo com essa mensagem? Por que você acha que Ele comparou o batismo a “nascer de novo”? (Versículo 59.) O que você pode fazer para continuar a “nascer de novo” durante toda a sua vida?
Procure símbolos. Nas escrituras, os objetos ou eventos muitas vezes podem representar ou simbolizar verdades espirituais, especialmente verdades sobre o Salvador (ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 7). Esses símbolos podem enriquecer seu entendimento sobre Ele e Sua doutrina. Por exemplo, o que você aprende com os símbolos de coração e ouvidos em Moisés 6:27, olhos e barro em Moisés 6:35 ou água em Moisés 6:59–60?
Depois de ensinar a Adão as verdades do evangelho de Jesus Cristo, em Moisés 6:51–63, o Senhor disse a Adão que as ensinasse às gerações futuras. Você pode fazer uma lista dessas verdades. (Pode ser útil dividir a passagem em grupos menores de versículos, como os versículos 51–52, 53–57, 58–60, 61–63.) Por que essas verdades são valiosas para a nova geração? O que mais você pode aprender com as instruções do Senhor aos pais em Mosias 4:14–15 e Doutrina e Convênios 68:25–28; 93:40–50?
Ler sobre o “livro de recordações” mantido pela família de Adão e Eva pode inspirar você ou sua família a fazer seu próprio livro de recordações. Em sua opinião, o que o Senhor gostaria que você incluísse? Considere salvar as informações de seu livro de recordações em FamilySearch.org.
Ver também Dieter F. Uchtdorf, “Jesus Cristo é a força dos pais”, Liahona, maio de 2023, p. 55; “Parenting: Touching the Hearts of Our Youth”, “But Why?” (vídeos), Biblioteca do Evangelho.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Quando Enoque foi chamado para pregar o evangelho, ele teve receio de falhar. Mas Deus o ajudou. Leiam juntos essa história em Moisés 6:26–34 (ver também “Enoque, o Profeta”, Histórias do Velho Testamento, pp. 19–21). Por que Enoque achava que não poderia pregar o evangelho? (Ver Moisés 6:31.) Como Deus ajudou Enoque? (Ver Moisés 6:32–34; 7:13.)
Seus filhos podem gostar de compartilhar ou encenar outros exemplos de quando Deus ajudou as pessoas a fazer coisas difíceis — por exemplo, Noé, Davi, Amon ou Samuel, o Lamanita (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 7, nº 19, nº 78 e nº 81). Você também pode compartilhar uma experiência própria e deixar que seus filhos falem sobre como Deus os ajuda a fazer coisas difíceis.
Deus ensinou a Adão o que é preciso fazer para retornar a Ele: ter fé em Jesus Cristo, arrepender-se, ser batizado e receber o dom do Espírito Santo. Ajude seus filhos a encontrar esses princípios em Moisés 6:52, 57. Depois, você pode ajudá-los a escrever um breve discurso sobre um dos princípios. Cada discurso poderia incluir uma escritura de Moisés 6, uma experiência e um testemunho. Deixe que compartilhem seus discursos entre si.
Você também pode mostrar gravuras que representem os primeiros princípios do evangelho (ver a quarta regra de fé). Coloque-as em uma linha que leve a uma imagem de Jesus Cristo. Ao ler Moisés 6:52, seus filhos podem ficar ao lado da gravura correta quando ouvirem as palavras que a gravura representa.
Talvez seus filhos queiram cantar músicas que ensinem os princípios em Moisés 6:52, como “Fé”, “Quando eu for batizado” e “O Espírito Santo” (Músicas para Crianças, pp. 50–51, 53, 56). Ajude-os a encontrar esses princípios em Moisés 6:52.
Para incentivar seus filhos a apoiar os pais em seu papel de professores do evangelho, peça a uma criança que leia Moisés 6:58 e identifique o mandamento que Deus deu aos pais. Depois, mostre uma gravura de Adão e Eva ensinando os filhos deles (como a que está no final deste esboço) e deixe que seus filhos falem sobre o que veem na gravura. Seus filhos podem fazer desenhos de sua família lendo as escrituras juntos, orando juntos ou brincando juntos.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Enoque Vê o Meridiano dos Tempos, de Jennifer Paget
Ao longo da história, as pessoas buscaram alcançar o que Enoque e seu povo conseguiram: construir uma sociedade ideal em que não haja pobreza ou violência. Como povo de Deus, compartilhamos esse desejo. Chamamos isso de edificar Sião, e isso inclui — além de cuidar de pessoas necessitadas e promover a paz — fazer convênios, habitar juntos em retidão e nos tornar unos uns com os outros e com Jesus Cristo, “o Rei de Sião” (Moisés 7:53). Se o mundo, sua comunidade ou sua família não são exatamente o que você deseja, é útil perguntar: Como Enoque e seu povo conseguiram isso? Como eles se tornaram “unos de coração e vontade” (Moisés 7:18) apesar da discórdia ao redor deles? Entre os muitos detalhes que Moisés 7 nos dá sobre Sião, um que pode ser particularmente valioso para os santos dos últimos dias é: Sião não é apenas uma cidade — é uma condição do coração e do espírito. Sião, da maneira como o Senhor ensinou, são “os puros de coração” (Doutrina e Convênios 97:21). Assim, a melhor maneira de edificar Sião é começar estabelecendo-a em nosso próprio coração e lar.
Quando o profeta Joseph Smith ouviu pela primeira vez sobre Enoque e sua cidade de santidade, ele foi inspirado. Ele “[sabia] que havia chegado o dia em que o Senhor estabeleceria novamente Sião na Terra” (Santos, vol. 1, p. 109) e iniciou uma jornada de toda a vida para edificar Sião. Ler Moisés 7 pode inspirar você a continuar esse esforço hoje.
Você pode começar explorando as perguntas “O que é Sião?” e “Qual é a diferença dela em relação ao resto do mundo?” Você pode listar as respostas que chegam até você ao estudar Moisés 7, em particular os versículos 16–21, 27, 53, 62–69.
Suas respostas a essas perguntas podem deixar claro que ainda temos muito trabalho a fazer para edificar Sião. E como fazemos isso? Pode ser útil pensar em ocasiões em que você sentiu que era “[uno] de coração e vontade” com alguém (Moisés 7:18). Talvez tenha sido em uma ala, uma família ou um grupo, no trabalho ou na escola. O que as pessoas fizeram para criar união justa?
Aqui estão alguns outros recursos que você pode explorar para encontrar ideias e inspiração. Escolha uma ou mais delas para estudar e depois escreva o que você se sente inspirado a fazer para edificar Sião:
Filipenses 2:1–4; 4 Néfi 1:15–18; Doutrina e Convênios 97:21; 105:5.
Ulisses Soares, “Irmãos e irmãs em Cristo”, Liahona, novembro de 2023, p. 70.
D. Todd Christofferson, “Um em Cristo”, Liahona, maio de 2023, p. 77.
“We Come Together and Unite as One” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
O que significa ter Jesus Cristo como seu Rei? Observe os outros títulos de Jesus Cristo nesse versículo. O que elas ensinam sobre Ele? O que vocês acham que significa “entrar pela porta e subir por [intermédio Dele]”?
Ver também “Ó vem, Supremo Rei”, Hinos, nº 28.
Algumas pessoas veem Deus como um ser distante que não Se envolve emocionalmente com o que acontece conosco. Enoque adquiriu uma visão diferente de Deus na visão registrada em Moisés 7. O que ele aprendeu sobre Deus — e o que você aprende — nos versículos 28–40? Por que você acha que Enoque ficou surpreso ao ver Deus chorar? Por que é importante que você saiba que Ele chora?
À medida que a visão continuava, Enoque também chorou. Mas Deus também compartilhou com ele motivos para se regozijar. Procure-os em Moisés 7:41–69. O que você aprendeu com a visão de Enoque que pode ajudar você a “[animar-se] e [alegrar-se]” apesar da “[amargura]” em sua vida (versículo 44)?
Ver também Jeffrey R. Holland, “A grandiosidade de Deus”, A Liahona, novembro de 2003, p. 70.
A visão de Enoque, especialmente o que está registrado em Moisés 7:59–67, é uma das primeiras profecias da história sobre a Segunda Vinda do Salvador. O que o impressiona na maneira como esses versículos descrevem os últimos dias? Por exemplo, pense em como você sente que as profecias do versículo 62 estão sendo cumpridas. O que essas frases lhe ensinam sobre a obra de Deus nos últimos dias?
Ver também Henry B. Eyring, “Irmãs em Sião”, Liahona, novembro de 2020, p. 67.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para ajudar seus filhos a aprender sobre Enoque e Sião, você pode usar “Enoque, o Profeta”, Histórias do Velho Testamento (pp. 19–21) ou a segunda estrofe de “Segue o profeta” (Músicas para Crianças, pp. 58–59). Depois, peça a seus filhos que o ajudem a recontar a história com as próprias palavras. As gravuras de Enoque neste esboço podem ajudar.
Aqui está uma maneira de ajudar seus filhos a entender o que significa ser “unos de coração e vontade” (Moisés 7:18): Faça um coração de papel e corte-o em pedaços, o suficiente para cada criança ter um. Deixe que escrevam o nome na peça e trabalhem juntas para formar o coração. Enquanto elas fazem isso, você pode falar sobre coisas que aprecia em cada criança.
Ajude seus filhos a contar quantas vezes a palavra “Sião” aparece em Moisés 7:18–21, 62–63, 68–69. Toda vez que encontrarem a palavra, ajude-os a descobrir o que o versículo diz sobre Sião (ver também Guia para Estudo das Escrituras, “Sião”, Biblioteca do Evangelho). Como podemos ser mais semelhantes às pessoas descritas nesses versículos?
Incentivem o estudo diário das escrituras. Quer você esteja ensinando sua família em casa ou uma aula no domingo, uma das melhores maneiras de ajudar outras pessoas a edificar uma fé duradoura em Jesus Cristo é ajudá-las a estabelecer o hábito de buscar experiências pessoais com as escrituras. Compartilhe as experiências que você está tendo com as escrituras e incentive os membros da família ou da classe a compartilhar as experiências deles. Quando ouvimos sobre como ler as escrituras está abençoando outras pessoas, muitas vezes somos inspirados a buscar essas mesmas bênçãos do Senhor (ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 25).
Para apresentar Moisés 7:32–33 a seus filhos, converse com eles sobre uma escolha que tiveram que fazer recentemente. Depois, vocês podem ler os versículos juntos para descobrir o que o Pai Celestial quer que escolhamos. Que escolhas podemos fazer para mostrar que escolhemos o Pai Celestial? Talvez seus filhos possam se revezar encenando uma dessas escolhas enquanto os outros adivinham o que a ação representa.
Em Moisés 7:59, Enoque faz uma pergunta ao Senhor. Peça a seus filhos que a encontrem e depois peça-lhes que encontrem a resposta no versículo 60. Você também pode conversar com eles sobre uma ocasião em que esperavam que alguém voltasse para casa. Pergunte-lhes como se sentiram e o que fizeram para se preparar. Como podemos nos preparar para a volta de Jesus?
Você pode mostrar gravuras de ocasiões em que o Salvador apareceu às pessoas (como Livro de Gravuras do Evangelho, nº 60, nº 82, nº 83 e nº 84). O que as pessoas estão fazendo nas gravuras? Como as pessoas se sentiram quando se encontraram com Jesus? Você também pode cantar uma música sobre a Segunda Vinda do Salvador, como “Quando Jesus voltar” (Músicas para Crianças, pp. 46–47) e lhes perguntar como acham que será quando Jesus voltar. Deixe as crianças compartilharem como se sentem sobre ver Jesus quando Ele voltar.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Jeová Cumpre uma Promessa, de Sam Lawlor
Vivendo nos últimos dias, temos motivos especiais para prestar atenção à história do Dilúvio. Quando Jesus Cristo ensinou como devemos estar atentos à Sua Segunda Vinda, Ele disse: “Como foi nos dias de Noé, assim será também na vinda do Filho do Homem” (Joseph Smith—Mateus 1:41). Além disso, palavras que descrevem a época de Noé como “corrompida” e “cheia de violência” poderiam facilmente descrever nossa época (Gênesis 6:12–13; Moisés 8:28). A história da Torre de Babel também parece aplicável aos nossos dias, com sua descrição de orgulho seguida de confusão e então divisão.
Esses relatos antigos são valiosos não apenas porque nos mostram que a iniquidade se repete ao longo da história. Mais importante, eles nos ensinam o que devemos fazer. Noé “encontrou graça aos olhos do Senhor” (Moisés 8:27). E as famílias de Jarede e seu irmão buscaram ao Senhor e foram protegidas da confusão e da divisão em Babel (ver Éter 1:33–43). Se quisermos saber como manter a nós mesmos e nossa família em segurança durante a corrupção e a violência, as histórias desses capítulos têm muito a nos ensinar.
Você vê alguma coisa na descrição da época de Noé que se pareça com as condições de nossos dias? Em particular, olhe em Moisés 8:15–24, 28. Que temas você vê que estão se repetindo?
Uma semelhança importante que você verá é que Deus chamou Noé para ser um profeta, e Ele chamou um profeta hoje também. Você pode fazer uma lista das verdades que aprendeu sobre os profetas em Moisés 8:13–30. De que modo nosso profeta vivo é semelhante a Noé? É claro que o profeta do Senhor hoje não está alertando sobre um Dilúvio ou nos convidando a ajudar a construir uma arca. Mas sobre o que ele está nos alertando? E o que ele está nos convidando a fazer? Para ajudar a responder a essas perguntas, você pode examinar um capítulo de Ensinamentos dos Presidentes da Igreja na Biblioteca do Evangelho, especialmente a seção “Convites e promessas”. Talvez você possa escolher uma advertência e um convite que parecem especialmente importantes para você.
O élder Allen D. Haynie ensinou: “Um Pai Celestial perfeito e amoroso escolheu o padrão de revelar a verdade a Seus filhos por meio de um profeta” (“Um profeta vivo para os últimos dias”, Liahona, maio de 2023, p. 25). Você pode estudar a mensagem do élder Haynie e procurar motivos pelos quais ter um profeta é um sinal do amor do Pai Celestial. Como seguir o profeta do Senhor o ajudou a se sentir seguro vivendo nos últimos dias?
Ver também Tópicos e Perguntas, “Profetas”, Biblioteca do Evangelho; “Why Do We Have Prophets?” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Algumas pessoas se perguntam sobre a justiça de Deus em enviar o Dilúvio para “[destruir] o homem” (Gênesis 6:7). O élder Neal A. Maxwell explicou que na época do Dilúvio “a corrupção impedia de tal maneira o arbítrio a ponto de nenhum espírito poder ser enviado para cá em justiça” (We Will Prove Them Herewith, 1982, p. 58). Você também pode ponderar sobre como o Dilúvio foi um ato de misericórdia. O que você encontra em Gênesis 6:5–13 que mostra a terna misericórdia e o amor do Senhor pelo povo?
De acordo com Gênesis 9:8–17, o que um arco-íris lhe traz à mente? O que a Tradução de Joseph Smith, Gênesis 9:21–25 (apêndice da Bíblia) acrescenta a seu entendimento? Você também pode fazer uma lista de outras coisas (como símbolos, objetos ou qualquer outra coisa) que Deus lhe deu para lembrá-lo de seus convênios. O que essas coisas ensinam a você? Como elas o ajudam a se lembrar?
Ver também Gerrit W. Gong, “Recordá-Lo sempre”, A Liahona, maio de 2016, p. 108.
O relato do povo de Babel construindo uma torre oferece um contraste interessante com o relato de Enoque e seu povo edificando Sião, que vocês estudaram na semana passada. Ambos os grupos de pessoas estavam tentando chegar ao céu, mas de modo diferente. Como o povo de Sião obteve o céu? (Ver Moisés 7:18–19, 53, 62–63, 69.) O que você aprendeu em Gênesis 11:1–9 e Helamã 6:26–28 sobre o povo de Babel? O que isso nos ensina sobre nossos próprios esforços para retornarmos à presença de Deus? O que Deus providenciou para nos ajudar a “[tocar] nos céus”? (Gênesis 11:4; ver também João 3:16.)
Aprenda ativamente. O aprendizado pode envolver mais do que apenas ler ou ouvir. Por exemplo, ao aprender sobre a Torre de Babel, você, sua família ou sua classe podem escrever, em tiras de papel, coisas que nos afastam de Deus. Depois, em outras tiras de papel, você pode escrever coisas que nos aproximam de Deus. Organize o primeiro grupo de papéis no formato de uma torre e o segundo grupo no formato de um templo.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Gênesis 6:14–22; 7–8; Moisés 8:16–24
A maioria das crianças adora a história de Noé e a arca. Você pode dar a seus filhos oportunidades de compartilhar o que sabem sobre o assunto. Para ajudá-las, você pode usar as gravuras deste esboço, “Noé e sua família”, Histórias do Velho Testamento (pp. 22–25), e a terceira estrofe de “Segue o profeta” (Músicas para Crianças, pp. 58–59). Seus filhos podem gostar de encenar partes da história. Por exemplo, fingir usar uma ferramenta para construir a arca ou andar como os animais entrando na arca.
Ao conversarem sobre Noé, ajude seus filhos a ver como somos abençoados por termos um profeta de Deus hoje em dia. Ajude seus filhos a pesquisar Moisés 8:16–24 para encontrar coisas que Noé ensinou e que os profetas do Senhor ainda ensinam hoje. De que modo somos abençoados quando obedecemos a esses ensinamentos?
Seus filhos podem gostar de desenhar ou colorir um arco-íris enquanto você fala sobre o que ele representa (ver Tradução de Joseph Smith, Gênesis 9:21–25, apêndice da Bíblia). Em que Deus queria que Noé e sua família pensassem sempre que vissem um arco-íris?
Você também pode mostrar aos seus filhos algo que você tenha e que o lembre de algo importante em sua vida, como uma aliança de casamento, uma foto ou um diário. Deixe seus filhos contarem seus próprios exemplos. Isso pode levar a uma conversa sobre coisas que nos ajudam a lembrar de nossos convênios, como o sacramento, que nos ajuda a lembrar de nosso convênio batismal de seguir Jesus Cristo (ver Doutrina e Convênios 20:75–79).
Pode ser divertido construir uma torre de blocos ou outros objetos com seus filhos. Ao fazê-lo, explique-lhes que o povo de Babel pensou que poderia chegar ao céu construindo uma torre alta. Vocês podem então olhar juntos para uma gravura do Salvador e perguntar a seus filhos como Ele nos ajuda a chegar ao céu. Depois, conversem uns com os outros sobre coisas que podem fazer para seguir o Salvador.
Além de ler a história da torre de Babel em Gênesis 11:1–9, você e seus filhos podem ler Helamã 6:28. De acordo com esse versículo, por que o povo de Babel construiu a torre? Por que a construção dessa torre era o caminho errado para alcançar o céu? Depois, examine 2 Néfi 31:20–21 e Helamã 3:28 a fim de encontrar o caminho certo para alcançar o céu. Que conselhos daríamos ao povo de Babel?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
O convênio
Em todo o Velho Testamento, você frequentemente encontrará a palavra convênio. Hoje em dia, pensamos em convênios como promessas sagradas com Deus, mas, no mundo antigo, os convênios também eram uma parte importante das interações das pessoas umas com as outras. Para sua segurança e sobrevivência, as pessoas precisavam confiar umas nas outras, e os convênios eram uma maneira de garantir essa confiança.
Portanto, quando Deus falou a Enoque, Noé, Moisés e outros sobre convênios, estava lhes pedindo que tivessem um relacionamento de confiança com Ele. Chamamos esse convênio de novo e eterno convênio ou convênio abraâmico — uma referência ao convênio que Deus fez com Abraão e Sara e depois renovou com seus descendentes Isaque e Jacó (também chamado de Israel). No Velho Testamento, ele era conhecido simplesmente como “o convênio”. Você verá que o Velho Testamento é fundamentalmente a história de pessoas que se consideravam herdeiras desse convênio — o povo do convênio.
O convênio abraâmico continua a ser importante hoje, especialmente para os santos dos últimos dias. Por quê? Porque também somos o povo do convênio, independentemente se somos ou não descendentes diretos de Abraão, Isaque e Jacó. Por esse motivo, é importante entender o que é o convênio abraâmico e como se aplica a nós hoje.
Abraão queria “ser maior seguidor da retidão” (Abraão 1:2), então Deus o convidou a fazer um convênio com Ele. Abraão não foi o primeiro a ter esse desejo, e ele não foi o primeiro a receber um convênio. Afinal, era um convênio eterno. Ele buscou “as bênçãos dos pais” (Abraão 1:2) — bênçãos que foram oferecidas por convênio a Adão e Eva e, posteriormente, às pessoas que as buscaram diligentemente.
O convênio de Deus com Abraão prometia bênçãos maravilhosas: uma herança de terra, uma grande posteridade, acesso às ordenanças do sacerdócio e um nome que seria honrado pelas gerações vindouras. Mas o foco desse convênio não era apenas as bênçãos que Abraão e sua família receberiam, mas também as bênçãos que seriam para o restante dos filhos de Deus. “Tu serás uma bênção”, Deus declarou, “e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:2–3).
Esse convênio deu a Abraão, Sara e seus descendentes uma posição privilegiada entre os filhos de Deus? Somente no sentido de que é um privilégio abençoar as outras pessoas. A família de Abraão deveria “[levar] este ministério e Sacerdócio a todas as nações”, compartilhando “as bênçãos do Evangelho, que são as bênçãos de salvação, sim, de vida eterna” (Abraão 2:9, 11). Ser o povo do convênio de Deus não significava que eles fossem melhores do que os outros; significava que eles tinham o dever de ajudar os outros a serem melhores.
Esse convênio era a bênção pela qual Abraão estava ansiando. Depois de recebê-la, Abraão disse em seu coração: “Teu servo procurou-te fervorosamente; agora te encontrei” (Abraão 2:12).
Isso foi há milhares de anos, mas esse convênio foi restaurado em nossos dias. E atualmente está sendo cumprido na vida do povo de Deus. O cumprimento do convênio está ganhando força nos últimos dias à medida que a obra de Deus progride, abençoando as famílias em todo o mundo. E qualquer pessoa que, como Abraão, quer ser maior seguidor da retidão — qualquer um que busque o Senhor fervorosamente — pode fazer parte disso.
Você é um filho ou uma filha do convênio. Você faz um convênio com Deus ao ser batizado e ao tomar o sacramento. E você recebe a plenitude do convênio com as ordenanças sagradas do templo.
Por meio desses convênios e dessas ordenanças, nós nos tornamos o povo de Deus. Estamos ligados a Ele “com laços eternos”. “Quando fazemos um convênio com Deus”, ensinou o presidente Russell M. Nelson, “deixamos para sempre o terreno neutro. Deus não abandonará Seu relacionamento com aqueles que forjaram esse vínculo com Ele. Na verdade, todos os que fizeram um convênio com Deus têm acesso a um tipo especial de amor e misericórdia. (…) Por causa de nosso convênio com Deus, Ele nunca Se cansará de procurar nos ajudar, e nunca esgotaremos Sua paciência misericordiosa para conosco”. Vocês verão isso na história do povo do convênio de Deus, no Velho Testamento, e verão isso em sua própria vida como um de Seus filhos do convênio.
Esse é o precioso entendimento concedido a nós por causa da Restauração do convênio abraâmico por meio do profeta Joseph Smith. Portanto, quando você ler sobre convênios no Velho Testamento, não pense apenas no relacionamento de Deus com Abraão, Isaque e Jacó. Pense no relacionamento Dele com você. Quando você ler sobre a promessa de posteridade inumerável, não pense apenas nos milhões que hoje chamam Abraão de pai. Pense também na promessa de Deus a você de famílias eternas e crescimento eterno. Quando ler sobre a promessa de uma terra de herança, não pense apenas na terra prometida a Abraão. Pense também no destino celestial da própria Terra — uma herança prometida aos “mansos” que “esperam no Senhor” (Mateus 5:5; Salmos 37:9, 11). E, quando você ler sobre a promessa de que o povo do convênio de Deus abençoará “todas as famílias da Terra” (Abraão 2:11), não pense apenas no ministério de Abraão ou dos profetas que descendem dele. Pense também no que você pode fazer, como um seguidor do convênio de Jesus Cristo, a fim de ser uma bênção para as famílias ao seu redor.
Melquisedeque Abençoa Abrão, de Walter Rane (detalhe)
Por causa do convênio que Deus fez com ele, Abraão foi chamado “o pai dos fiéis” (Doutrina e Convênios 138:41) e “amigo de Deus” (Tiago 2:23). Milhões hoje o honram como seu antepassado direto, e outros foram adotados em sua família por meio da conversão ao evangelho de Jesus Cristo. No entanto, o próprio Abraão veio de uma família conturbada — seu pai, que havia abandonado a verdadeira adoração a Deus, tentou sacrificar Abraão a deuses falsos. Apesar disso, Abraão desejava “ser maior seguidor da retidão” (Abraão 1:2), e o relato de sua vida mostra que Deus honrou seu desejo. A vida de Abraão permanece como um testemunho de que o futuro pode ser cheio de esperança, não importa qual tenha sido a história da família de uma pessoa.
“Somos todos influenciados por nossa família [e] nossa cultura”, ensinou o élder Neil L. Andersen, “e ainda assim acredito que há um lugar dentro de nós que controlamos e criamos individual e unicamente. (…) Por fim, nossos desejos internos ganham vida e são vistos em nossas escolhas e ações” (“Educate Your Desires, Elder Andersen Counsels”, ChurchofJesusChrist.org). Pense em como Abraão 1:1–19 demonstra o que o élder Andersen ensinou. Perguntas como estas podem ajudar:
O que Abraão desejou? Como seus desejos eram evidentes em suas ações? Como Deus apoiou seus desejos?
Quais são seus desejos? Como eles são evidentes em suas ações? Como Deus o apoia?
Que mensagem esses versículos têm para pessoas cujos membros da família não desejam a retidão?
Um dos maiores desejos de Abraão e Sara — ter um filho — ficou sem ser realizado por muitos anos (ver Gênesis 15:1–6). O que você aprende em Hebreus 11:8–13 sobre como Abraão e Sara enfrentaram essa provação? Como o Salvador o ajuda a “[abraçar]” Suas promessas mesmo que elas estejam “longe”?
Ver também “O Livramento de Abraão” (vídeo), na Biblioteca do Evangelho.
Gênesis 12:1–3; 13:15–16; 15:1–6; 17:1–8, 15–22; Abraão 2:6–11
Por que é importante que você conheça o convênio que Deus fez com Abraão? Porque Deus quer fazer um convênio semelhante com você. Ele prometeu que esse convênio continuaria na posteridade de Abraão, ou “semente”, e que “todos os que receberem este Evangelho serão (…) contados como tua semente” (ver Abraão 2:10–11). Em outras palavras, o convênio continua em você — quando você é batizado e mais plenamente quando faz convênios no templo (ver Gálatas 3:26–29; Doutrina e Convênios 132:30–32).
Por esse motivo, você pode estudar Abraão 2:6–11 e fazer uma lista do que, exatamente, Deus prometeu a Abraão e Sara (ver também Gênesis 12:1–3; 13:15–16; 15:1–6; 17:1–8, 15–22). Como essas bênçãos se aplicam a você?
Algumas dessas promessas têm paralelos eternos. Como as promessas são como uma terra de herança ou uma grande posteridade cumpridas eternamente? (Ver Doutrina e Convênios 131:1–4; 132:20–24, 28–32.)
Além de prometer bênçãos, Deus disse a Abraão que ele “[fosse] uma bênção” (Gênesis 12:2; grifo do autor). Em sua opinião, o que isso significa? Como você será uma bênção? (Ver Abraão 2:11.)
Para ensinar sobre convênios, o élder Dale G. Renlund falou sobre ondas gigantes no rio Amazonas, e a presidente Emily Belle Freeman falou sobre trilhar um caminho rochoso com um tornozelo quebrado (ver “Acessar o poder de Deus por meio dos convênios”, Liahona, maio de 2023, p. 35; “Trilhar o caminho do relacionamento por convênio com Cristo”, Liahona, novembro de 2023, p. 76). Pesquise uma ou ambas as mensagens em busca de frases que ajudem a responder à pergunta: “Por que Deus quer que eu faça convênios com Ele?”
Convide as pessoas a ensinar umas às outras. Se você estiver ensinando sua família ou uma classe da Igreja sobre convênios, você pode dar a cada pessoa uma parte da mensagem do élder Renlund ou da presidente Freeman para estudar. Depois, eles podem compartilhar com o restante da família ou da classe o que aprenderam. Isso permite que as pessoas testifiquem e aprendam umas com as outras, e isso convida o Espírito (ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 26).
Ver também Tópicos e Perguntas, “Convênio abraâmico”, Biblioteca do Evangelho; “Para ponderar: O convênio” neste recurso.
Gênesis 14:18–19; Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:25–40
Imagine que você estava apresentando Melquisedeque a alguém que não o conhecia. O que você diria? Procure por ideias em Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:26–27, 33–38 (no Apêndice da Bíblia); Alma 13:13–19; Doutrina e Convênios 107:1–4. Que qualidades cristãs você encontra nessas descrições de Melquisedeque? Como seu estudo da vida de Melquisedeque afeta a maneira como você vê o Sacerdócio de Melquisedeque?
Gênesis 14:18–24; Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:36–40
O que você aprende sobre a atitude de Abraão em relação à riqueza em Gênesis 14:18–24 e Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:36–40 (no apêndice da Bíblia)? Por exemplo, observe a resposta dele ao rei de Sodoma em Gênesis 14:23. Como a obediência à lei do dízimo afetou sua visão do dinheiro?
Ao ler Gênesis 16, pense em uma ocasião em que sentiu que estava sendo tratado injustamente, como Agar. Observe que “Ismael” significa “Deus ouve”. Como Deus já lhe mostrou que o ouviu?
Ver também “Secreta oração”, Hinos, nº 81.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Enquanto você e seus filhos leem Abraão 1:18 e 2:8, peça-lhes que prestem atenção à parte do corpo que é mencionada nos dois versículos. Talvez você possa jogar um jogo em que uma criança fecha os olhos e você a leva a algum lugar pela mão. Depois, você pode falar sobre como é ter Jesus Cristo nos conduzindo pela mão ou nos protegendo.
Seus filhos podem gostar de encenar a história de Gênesis 13:5–12, fingindo ser Abraão, Ló e os pastores. Como podemos seguir o exemplo de Abraão de ser um pacificador com nossa família ou nossos amigos? Tente encenar as respostas.
Gênesis 13:16; Gênesis 15:1–6; 17:1–8; Abraão 2:9–11
Você pode mostrar a seus filhos um recipiente com areia, as estrelas no céu noturno ou a gravura no final deste esboço. Isso pode ajudá-los a entender as promessas de Deus em Gênesis 13:16; 15:1–6. Fale sobre como você aprendeu a confiar nas promessas de Deus mesmo quando elas pareciam impossíveis.
Para ensinar seus filhos sobre convênios, peça-lhes que contem sobre uma ocasião em que fizeram uma promessa ou quando alguém fez uma promessa a eles. Se for útil, compartilhe alguns exemplos seus — inclusive os convênios que você fez com Deus no batismo ou no templo. Como seus convênios afetaram seu relacionamento com Deus? Escolha algumas frases de Gênesis 15:1–6; 17:1–8; Abraão 2:9–11 para compartilhar algumas das bênçãos que Deus prometeu a Abraão e Sara.
A fim de ajudar seus filhos a se prepararem para fazer um convênio com Deus quando forem batizados, você pode usar algumas das ideias de atividades sugeridas no apêndice A ou no apêndice B.
Abraão 1:12–17; Gênesis 16:7–11
Quando a vida de Abraão estava em perigo, ele clamou a Deus. Quando Agar estava sozinha no deserto, ela aprendeu que Deus a ouviu. Você pode compartilhar estas duas histórias com seus filhos: “Abraão e Sara” e “Agar”, Histórias do Velho Testamento, pp. 28–31, 32–33. O que podemos aprender sobre Deus com essas histórias? Depois, vocês podem compartilhar experiências de quando sentiram que Deus os ouviu. Uma música como “Oração de uma criança” (Músicas para Crianças, pp. 6–7) poderia reforçar esse princípio.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Sara e Isaque, de Scott Snow
A vida de Abraão e Sara, cheia de acontecimentos tristes e edificantes, é prova de uma verdade que ele aprendeu em uma visão — de que estamos na Terra a fim de ser provados “para ver se [faremos] todas as coisas que o Senhor [nosso] Deus [nos] ordenar” (Abraão 3:25). Abraão e Sara se mostrariam fiéis? Será que eles continuariam a ter fé na promessa de Deus de uma grande posteridade mesmo quando ainda não tivessem filhos em sua velhice? E, depois que Isaque tivesse nascido, a fé deles suportaria o impensável — uma ordem para sacrificar o próprio filho por meio de quem Deus havia prometido cumprir o convênio?
Abraão e Sara confiaram em Deus, e Ele confiou neles (ver Gênesis 15:6; Romanos 4:3). Em Gênesis 18–23, encontramos histórias da vida de Abraão, Sara e de outras pessoas que nos fazem pensar sobre nossa própria vontade de acreditar nas promessas de Deus, de fugir da iniquidade e nunca olhar para trás, e confiar em Deus independentemente do sacrifício. Ao nos provar, Deus também nos aperfeiçoa.
O Senhor fez promessas gloriosas aos fiéis, mas às vezes as circunstâncias de nossa vida podem nos fazer pensar em como essas promessas podem ser cumpridas. Abraão e Sara podem ter se sentido assim. O que podemos aprender com suas experiências? Pode ser útil começar seu estudo analisando o que o Senhor tinha prometido em Gênesis 17:4, 15–22. Como Abraão e Sara reagiram? (Ver Tradução de Joseph Smith, Gênesis 17:23, em Gênesis 17:17, nota de rodapé b; Gênesis 18:9–12.) Como o Senhor os ajudou a ter mais fé em Suas promessas? (Ver Gênesis 18:14.)
O que você encontra nesses versículos que edifica sua fé? Que outras experiências — em sua vida ou de outra pessoa — fortaleceram sua fé de que o Senhor cumprirá Suas promessas em Seu próprio tempo e à Sua maneira? Você também pode ponderar sobre como manter sua fé quando as bênçãos prometidas não são recebidas nesta vida. Que conselhos você encontra em Hebreus 11:8–13 e na mensagem do presidente Russell M. Nelson “Cristo ressuscitou; a fé que temos Nele moverá montanhas”? (Liahona, maio de 2021, p. 101.)
Ver também Doutrina e Convênios 88:68.
Que lições você aprende sobre fugir da iniquidade ao ler sobre Ló e sua família? Por exemplo, o que o impressiona sobre o que os anjos disseram e fizeram para ajudar Ló e sua família a escaparem da destruição? (Ver Gênesis 19:12–17.) Como o Senhor ajuda você e sua família a fugir ou encontrar proteção contra as influências malignas do mundo? Pense em situações em que você pode ser tentado a “[olhar] para trás” (versículo 26) quando deveria estar olhando para frente com fé no Salvador. O que Lucas 9:62 acrescenta a seu entendimento desse conceito?
Ver também Tradução de Joseph Smith, Gênesis 19:9–15 (no apêndice da Bíblia).
O élder Jeffrey R. Holland ensinou:
“Aparentemente, o erro da mulher de Ló não foi apenas o de olhar para trás. Em seu coração, ela queria voltar para lá. Parece que, mesmo antes de sair dos limites da cidade, ela já sentia falta das coisas que Sodoma e Gomorra tinham a lhe oferecer. (…)
É possível que a mulher de Ló tenha olhado para trás com ressentimento contra o Senhor pelo que Ele estava pedindo que ela abandonasse. (…) Então, não se trata apenas de olhar para trás. Ela olhou para trás com desejo de voltar. Em resumo, seu apego ao passado era maior do que sua confiança no futuro. Isso, aparentemente, foi ao menos parte de seu pecado.
(…) Rogo-lhes que não se apeguem aos dias que se foram nem que anseiem em vão pelo passado, por melhor que tenham sido esses dias. Devemos aprender com o passado, mas não viver nele. Olhamos para trás a fim de colher as brasas das boas experiências, e não as cinzas. E, quando tivermos aprendido o que precisamos aprender e carregado conosco o melhor que vivenciamos, devemos então olhar para frente e lembrar que a fé sempre aponta para o futuro. (…)
Esse apego ao passado, inclusive aos erros passados, simplesmente está errado! Não faz parte do evangelho de Jesus Cristo. (…)
Para pessoas assim, de todas as gerações, conclamo: ‘Lembrai-vos da mulher de Ló’ (Lucas 17:32). A fé tem a ver com o futuro. A fé edifica sobre o passado, mas não tem o desejo de permanecer ali. A fé confia que Deus tem coisas grandiosas reservadas para todos nós e que Cristo é realmente ‘o sumo sacerdote dos bens futuros’ (Hebreus 9:11)” (“O melhor está por vir”, A Liahona, janeiro de 2010, pp. 17–18, 20–21).
Não sabemos todas as razões pelas quais Deus ordenou a Abraão que oferecesse Isaque como sacrifício. Sabemos que foi um teste de sua fé em Deus. Também sabemos que foi “à semelhança de Deus e seu Filho Unigênito” (Jacó 4:5). Ao ler Gênesis 22:1–19, você pode procurar símbolos ou semelhanças entre a oferta de Isaque por Abraão e a oferta de Seu Filho, Jesus Cristo, feita pelo Pai. Você pode escrever o que encontrar numa tabela como esta:
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Abraão e Isaque |
Pai Celestial e Jesus Cristo |
|---|---|
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Isaque foi o filho unigênito de Abraão e Sara (Gênesis 22:2; ver também Hebreus 11:17) |
Jesus é o Unigênito do Pai (João 3:16) |
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Isaque seria oferecido no lugar de um cordeiro (Gênesis 22:7–9) |
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus (João 1:29) |
Que símbolos ou semelhanças com o sacrifício expiatório do Salvador você considera mais significativos? Você pode cantar ou ler a letra de um hino que demonstre o amor do Pai Celestial por nós, como “Deus tal amor por nós mostrou”, Hinos, nº 107. Você também pode registrar seus sentimentos sobre o Pai Celestial e Jesus Cristo e o sacrifício que Eles fizeram por você.
Se quiser estudar mais sobre o sacrifício de nosso Salvador, leia a mensagem do presidente Jeffrey R. Holland “Eis aqui o Cordeiro de Deus” (Liahona, maio de 2019, p. 44). Por que um cordeiro é um símbolo tão poderoso do Filho de Deus? O que o presidente Holland ensinou que aumenta sua reverência pela dádiva do Pai Celestial?
Ver também “Akedá (Isaque É Atado para o Sacrifício)” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Use recursos visuais para ensinar. Para acrescentar variedade no ensino e no aprendizado, você pode usar uma ou mais das gravuras deste esboço ao estudar as histórias em Gênesis 18–23. Por exemplo, você e sua família ou classe podem anotar detalhes nas gravuras de Abraão e Isaque. Fale sobre por que esses detalhes são importantes para a história e encontre esses detalhes nas escrituras. Como eles destacam o simbolismo da história do sacrifício do Filho de Deus?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Gênesis 17:5–21; 18:14; 21:1–7
Para aprender sobre a confiança de Abraão e Sara nas promessas de Deus, você e seus filhos podem falar sobre uma ocasião em que tiveram que esperar por algo que realmente queriam. Você pode então olhar para a gravura de Sara e Isaque no início deste esboço e falar sobre a promessa que Deus fez a ela e a Abraão (ver também “Abraão e Sara”, Histórias do Velho Testamento, pp. 28–31). Ajude seus filhos a pensar nas coisas que Deus nos prometeu se formos fiéis. Incentive-os a serem pacientes e a confiarem que Deus cumprirá Suas promessas.
Para ajudar seus filhos a aprender a importante verdade em Gênesis 18:14, você pode escrever cada palavra da primeira frase desse versículo em pedaços de papel separados. Em seguida, misture os papéis e convide seus filhos a colocar as palavras na ordem correta. Você e seus filhos podem então ler Gênesis 17:15–21; 21:1–7 para encontrar um exemplo de algo que o Senhor fez que parecia impossível. Compartilhe com seus filhos sua fé de que o Senhor cumprirá Suas promessas mesmo que pareçam impossíveis ou demorem muito tempo.
Pergunte a seus filhos sobre situações em que alguém pode convidá-los a fazer algo que eles sabem que não é certo. Como “fugiríamos” dessas situações? Faça um resumo de Gênesis 19:15–26 e explique que a família de Ló vivia em uma cidade muito iníqua e os anjos os advertiram a sair. Enquanto você e seus filhos leem juntos os versículos 15–17, 26, pergunte-lhes o que pode significar para nós hoje “escapar” do mal e “não [olhar] para trás” (versículo 17).
Usar gravuras de Abraão e Isaque e da Crucificação (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 9 e 57) pode ajudar seus filhos a comparar a história de Gênesis 22 com o sacrifício do Salvador (ver Mateus 27:26–37). O que podemos aprender sobre o Pai Celestial e Jesus Cristo com os relatos de Abraão e Isaque e o da Crucificação? (Ver também “Abraão e Isaque”, Histórias do Velho Testamento, pp. 34–37.)
Você consegue pensar em um jogo simples para brincar com seus filhos que exija que eles sigam instruções? Talvez as instruções possam levar a uma imagem oculta do Salvador. O jogo pode dar início a uma conversa sobre as coisas que o Pai Celestial nos ordenou que fizéssemos para podermos viver com Ele e Jesus Cristo novamente. Vocês podem cantar um hino como “Guarda os mandamentos” (Músicas para Crianças, pp. 68–69). A página de atividades desta semana também pode ajudar.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
A casa de Israel
Em algum lugar no deserto a Leste de Canaã, Jacó aguardava nervosamente um encontro com seu irmão gêmeo, Esaú. Na última vez que Jacó viu Esaú, cerca de 20 anos antes, Esaú queria matá-lo. Jacó passou a noite toda em uma luta, buscando uma bênção de Deus. Como resultado da fé, persistência e determinação de Jacó, Deus respondeu às suas orações. Naquela noite, o nome de Jacó foi mudado para Israel, um nome que significa, entre outras coisas, “ele persevera com Deus” (Gênesis 32:28, nota de rodapé b).
Essa é a primeira vez que o nome Israel aparece na Bíblia, e é um nome que permanece ao longo do livro e da história. O nome logo passou a se referir a mais do que apenas um homem. Israel teve 12 filhos, e seus descendentes eram conhecidos coletivamente como “casa de Israel”, “tribos de Israel”, “filhos de Israel” ou “israelitas”.
Ao longo da história, os filhos de Israel atribuíram grande significado à descendência de uma das 12 tribos de Israel. Sua linhagem era uma parte importante de sua identidade de convênio. O apóstolo Paulo proclamou que ele era “da tribo de Benjamim” (Romanos 11:1). Um dos motivos pelos quais Leí enviou seus filhos a Jerusalém para recuperar as placas de latão foi o fato de que as placas continham “uma genealogia de seus pais” (1 Néfi 5:14). Leí descobriu que era descendente de José, e o entendimento de sua posteridade sobre a conexão deles com a casa de Israel se mostrou importante para eles nos anos seguintes.
Na Igreja hoje, você ouve sobre Israel em expressões como “a coligação de Israel”. Cantamos “Cantando louvamos”, “Juventude da promessa” e “Ó élderes de Israel”. Nesses casos, não estamos falando ou cantando sobre o antigo reino de Israel ou sobre a nação moderna chamada Israel. Na verdade, estamos nos referindo às pessoas que foram coligados das nações do mundo na Igreja de Jesus Cristo. Estamos nos referindo a pessoas que perseveram em Deus, que buscam sinceramente Suas bênçãos e que, por meio do batismo, se tornaram Seu povo do convênio. Nas palavras do presidente Russell M. Nelson, ser de Israel significa “permitir que Deus prevaleça em nossa vida, (…) escolher permitir que Deus seja a influência mais forte em nossa vida”.
Sua bênção patriarcal declara sua ligação com uma das tribos da casa de Israel. Isso é mais do que uma parte interessante da história da família. Também tem a ver com seu presente e futuro. Fazer parte da casa de Israel significa que você tem um relacionamento de aliança com o Pai Celestial e Jesus Cristo. Significa que você, como Abraão, é destinado a “[ser] uma bênção” aos filhos de Deus (Gênesis 12:2; Abraão 2:9–11). Significa, nas palavras de Pedro, que “vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Significa que você “[permite] que Deus prevaleça” e é quem “persevera com Deus” ao honrar seus convênios com Ele.
Esaú Vende Sua Primogenitura, de Glen S. Hopkinson (detalhe)
Como você pode obter para si mesmo uma bênção de Deus? Pode-se dizer que o relato de Jacó, neto de Abraão e Sara, é a história de um homem que aprendeu a resposta para essa pergunta. Em uma cultura em que o primogênito recebia uma bênção de primogenitura, Jacó nasceu em segundo lugar, segurando o calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú. O nome “Jacó” significa “suplantador” — aquele que substitui outra pessoa. Jacó fez jus a esse nome ao buscar, mais de uma vez, suplantar Esaú como herdeiro da bênção da primogenitura porque Esaú era indigno dela (ver Gênesis 25:30–34; 26:34–35; 27:36). O resultado foi discórdia na família, e Jacó teve que fugir para o deserto a fim de salvar sua vida.
Anos mais tarde, Deus ordenou a Jacó que voltasse para casa. No caminho, Jacó, humilde, buscou novamente uma bênção de Deus. As escrituras descrevem esse tempo como uma “luta” para Jacó, e ele declarou que não desistiria “se não [fosse abençoado]” (Gênesis 32:26). Então veio a lição — e a bênção. Deus mudou o nome de Jacó para Israel — que significa, entre outras coisas, “permitir que Deus prevaleça”. Israel aprendeu que, para receber as bênçãos mais valiosas de Deus, Suas bênçãos do convênio, não é necessário suplantar outra pessoa. Suas bênçãos não são compradas, confiscadas ou conquistadas. Ele as concede gratuitamente a todos os que vivem à altura do nome de Israel — que permitem que Deus prevaleça em sua vida.
Ao ler Gênesis 24, pergunte-se por que Abraão considerava o casamento de seu filho Isaque tão importante. Por que o casamento é importante para Deus?
Que qualidades você encontra em Rebeca que contribuiriam para um casamento e uma família fortes? (Ver especialmente os versículos 15–28, 57–61.)
Ver também Tópicos e Perguntas, “Casamento”, Biblioteca do Evangelho.
Na cultura de Isaque e Rebeca, o filho mais velho recebia a primogenitura, o que significava uma herança maior, além de maiores responsabilidades para cuidar da família. Ao ler Gênesis 25:29–34, considere por que Esaú estava disposto a desistir de seu direito de primogenitura em troca de uma refeição. Que lições esse relato traz para você? Pode ser útil fazer duas listas: (1) bênçãos eternas que Deus quer dar a você e (2) coisas do mundo que podem distraí-lo. Em seguida, você pode ler a passagem, substituindo “primogenitura” por algo da primeira lista e “guisado” por algo da segunda lista. Como você vai se concentrar no Salvador e nas bênçãos eternas de Seu evangelho?
Ver também Mateus 6:19–33; M. Russell Ballard, “Lembrar-se das coisas que mais importam”, Liahona, maio de 2023, p. 105.
Enquanto dormia sobre um travesseiro de pedras, Jacó teve um sonho que mudou sua vida. Foi uma experiência tão sagrada que Jacó deu ao lugar o nome de Betel, ou “casa de Deus”, declarando: “Certamente o Senhor está neste lugar” (Gênesis 28:16).
Ao ler Gênesis 28, você pode se perguntar o que tornou essa experiência tão sagrada para Jacó. O que ele estava passando na época? Como ele poderia estar se sentindo? Você também pode procurar palavras e frases nos versículos 10–22 que o lembrem da Casa do Senhor. Que impressões você recebe sobre Deus, Sua casa e Seus convênios?
No final deste esboço, há uma pintura que retrata o sonho de Jacó; você pode consultá-lo enquanto lê. Se você fosse criar sua própria representação artística do sonho dele, o que você faria? Que verdades da história você procuraria retratar?
O hino “Mais perto quero estar” (Hinos, nº 62) foi baseado na experiência de Jacó. Que conexões você vê entre essa música e Gênesis 28:10–22? Como o templo o ajuda a se sentir mais próximo de Deus? Procure respostas para essa pergunta na mensagem do presidente Russell M. Nelson “O templo e o nosso alicerce espiritual” (Liahona, novembro de 2021, p. 93). Você também pode examinar os convênios e as bênçãos da Casa do Senhor no Manual Geral, item 27.2 (Biblioteca do Evangelho). Como o cumprimento desses convênios traz o poder de Deus para sua vida?
Seja criativo. Há muitas maneiras de aprender com as escrituras além de apenas lê-las. Algumas pessoas acham que entendem melhor as escrituras se desenharem os relatos. Outros encontram inspiração espiritual nas músicas sagradas relacionadas às escrituras. Não se limite a uma maneira de aprender; esteja aberto a experimentar uma variedade de abordagens.
Ao ler Gênesis 29:31–35 e 30:1–24, identifique palavras que descrevam a misericórdia de Deus para com Raquel e Lia. Pondere sobre como Deus tem “[visto] a [sua] aflição” e lembrado de você (Gênesis 29:32; 30:22).
Quando Jacó voltou a Canaã, ele “temeu muito, e angustiou-se” porque não sabia como seu irmão, Esaú, o receberia (Gênesis 32:7). Ao ler Gênesis 32–33, pondere sobre seus próprios relacionamentos familiares — talvez especialmente um que precisa ser curado. Talvez essa história o inspire a falar com alguém. Perguntas como estas ajudam a guiar sua leitura:
Como Jacó se preparou para encontrar Esaú?
O que mais chama sua atenção sobre a oração de Jacó encontrada em Gênesis 32:9–12?
O que aprendemos sobre perdão com o exemplo de Esaú?
Como o Salvador pode nos ajudar a curar nossos relacionamentos familiares?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para destacar o impressionante exemplo de bondade de Rebeca, você pode mostrar a seus filhos a gravura a seguir ou a página de atividades desta semana enquanto resume a história em Gênesis 24:10–21. Seus filhos podem gostar de encenar a história. Isso pode levar a uma conversa sobre atos de bondade que você e seus filhos têm visto.
Vocês podem cantar juntos uma música sobre gentileza, como “A bondade por mim começará” (Músicas para Crianças, p. 83). Seus filhos podem ouvir a palavra “bondade” (ou uma palavra semelhante) e ficar de pé quando a ouvirem. Como podemos ser gentis como Rebeca?
Você pode usar “Jacó e Esaú” (Histórias do Velho Testamento, pp. 38–41) para ajudar seus filhos a entender a história em Gênesis 25:21–34. Talvez seus filhos possam imaginar que Esaú pediu conselhos a eles sobre se ele deveria trocar sua primogenitura pelo guisado. O que seus filhos diriam a ele?
Que coisas importam eternamente para você e seus filhos? Talvez seus filhos possam encontrar gravuras ou objetos que representem essas coisas. Como podemos mostrar ao Senhor que essas coisas são importantes para nós?
Ao lerem juntos Gênesis 28:10–22, vocês podem usar uma escada (ou uma gravura como a que está no final deste esboço) para falar sobre como nossos convênios são semelhantes a uma escada. Talvez seus filhos possam fingir que estão subindo uma escada e, a cada degrau, falar sobre as ocasiões em que prometemos obedecer a Deus, como quando somos batizados, tomamos o sacramento ou vamos ao templo. Como nossos convênios nos aproximam de Deus?
Para apresentar esses versículos, você pode explicar que, depois de muitos anos de sentimentos difíceis, Jacó iria encontrar Esaú novamente. Leiam juntos Gênesis 32:6–11. Como Jacó se sentiu? O que ele fez para conseguir ajuda? Leiam juntos Gênesis 33:1–4 para identificar como o Senhor respondeu à oração de Jacó. Se Jacó e Esaú pudessem falar conosco hoje, o que poderiam dizer para nos ajudar quando há contendas em nossa família?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
José e Seus Irmãos, de Sam Lawlor
Sabemos que Deus abençoa as pessoas que confiam Nele e guardam Seus mandamentos. Mas, às vezes, não parece ser assim. Às vezes, a pessoa que confia em Deus é maltratada e abandonada por membros da família. Às vezes, a pessoa que corajosamente se recusa a violar a lei da castidade é falsamente acusada de qualquer maneira. Quando coisas assim acontecem conosco, podemos ser tentados a ficar com raiva de Deus. Podemos nos perguntar: “Qual é o sentido de me esforçar para fazer a coisa certa se isso só parece tornar a vida mais difícil?”
José, filho de Jacó, poderia ter imaginado isso. Às vezes, esse homem fiel prosperava; em outras ocasiões, parecia que, quanto mais fiel ele fosse, mais dificuldades ele enfrentava. Mas José nunca abandonou o Senhor, e o Senhor nunca o abandonou. Isso não significa que o Senhor impediu que coisas ruins acontecessem a José, mas, em meio a tudo isso, “o Senhor estava com ele” (Gênesis 39:3).
Muitas vezes, a felicidade pareceu abandonar José, mas o Senhor nunca o abandonou. Ao ler a história de José, pondere sobre perguntas como estas: O que José fez para ficar próximo do Senhor? Como o Senhor estava “com ele”? (Ver Gênesis 39; 40:1–19; 41:9–45.) O que você aprendeu com a história de José que poderia lhe ajudar a reconhecer a presença do Senhor em sua vida?
Você pode fazer as mesmas perguntas com relação à sua vida. Que evidências você viu de que o Senhor não o abandonou em períodos de desafios? Pense em como você pode compartilhar suas experiências com os membros da família e as gerações futuras (ver 1 Néfi 5:14).
É claro que você terá outras provações no futuro. O que você pode fazer agora para garantir que essas provações não o afastem do Senhor? Você pode escrever uma carta para incentivar seu futuro eu a permanecer perto Dele, não importa o que aconteça. Você pode incluir ideias da vida de José ou da mensagem do élder D. Todd Christofferson “Nosso relacionamento com Deus” (Liahona, maio de 2022, p. 78).
Ver também João 14:18; Romanos 8:28; Alma 36:3; Doutrina e Convênios 121:7–8; “Comigo habita”, Hinos, nº 97.
José tinha o dom de discernir as mensagens do Senhor por meio de sonhos. O que você pode aprender com Gênesis 37:5–11; 40:5–8; 41:14–25, 37–38 sobre receber e entender revelações do Senhor? Por exemplo, o que você pode aprender com o exemplo de José quando a revelação parece difícil de entender? (Ver Gênesis 40:8; 41:16.)
Pondere sobre como o Senhor está revelando a vontade Dele a você. O que você está fazendo para agir de acordo com a revelação que Ele tem lhe dado? Como você está buscando orientação adicional Dele?
Se José desse conselhos sobre como resistir à tentação de cometer pecado sexual, em sua opinião, o que ele diria? Pense a respeito disso ao ler sobre essa experiência em Gênesis 39. Por exemplo, pense em como José poderia responder a preocupações como estas:
Se ninguém mais sabe o que estou fazendo, qual é o grande problema? (Ver os versículos 8–9.)
Tento resistir, mas a tentação parece não parar (ver o versículo 10).
O que devo fazer quando estiver em uma situação em que a tentação é forte? (Ver o versículo 12.)
Como você explicaria por que obedecer à lei da castidade é importante? (Ver Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, pp. 23–28.)
O exemplo de José, é claro, pode se aplicar a outros tipos de tentação. Com a experiência de José em mente, faça um plano para evitar a tentação e resistir a ela. Por exemplo, você pode pensar em uma tentação e anotar situações a serem evitadas e como você vai “fugir” quando a tentação surgir.
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Tentação |
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Situações a evitar |
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Plano de resposta |
Aqui estão algumas outras escrituras que podem orientar seu plano. O que você aprende com cada uma delas sobre como o Salvador pode ajudar você a resistir à tentação? Mateus 4:1–11; 1 Coríntios 10:13; 1 Néfi 15:23–24; 3 Néfi 18:17–18.
Ao fazer seu plano, também pode ser útil pensar em ocasiões no passado em que você conseguiu evitar a tentação ou resistir a ela com sucesso. Como o Salvador o ajudou? (Ver 2 Néfi 4:18–33.)
A interpretação de José do sonho do Faraó levou a alguns conselhos muito sábios e práticos para sobreviver à fome (ver Gênesis 41:15–57). Pense nas mensagens espirituais que o Senhor pode ter para você nesse relato. Como você acha que Ele quer que você se prepare para as dificuldades futuras?
Ver também David A. Bednar, “E assim os provaremos”, Liahona, novembro de 2020, p. 8.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Ler sobre os ressentimentos da família de José pode levar a um debate sobre como devemos tratar os membros da família. Para contar a história de José e seus irmãos em Gênesis 37, você pode usar as gravuras neste esboço ou em “Os sonhos inspirados de José” (Histórias do Velho Testamento, pp. 47–51). Deixe que seus filhos compartilhem os detalhes que sabem sobre a história. Você pode pedir a seus filhos que imaginem que estão na família de José. O que eles teriam dito ou feito para serem pacificadores na família? Por exemplo, o que significa “falar (…) pacificamente” em nossa família? (Versículo 4.) Como Jesus Cristo é um pacificador na família de Deus?
Gênesis 37:18–28; 39:20–23; 41:38
Quando seus filhos enfrentarem momentos difíceis, eles precisam saber que o Senhor estará com eles, assim como esteve com José. Talvez você possa ajudar seus filhos a fazer uma lista das coisas difíceis que aconteceram com José (ver Gênesis 37:23–28; 39:20; ou “Os sonhos inspirados de José” e “José no Egito”, Histórias do Velho Testamento, pp. 47–51, 52–56). Depois de cada dificuldade que encontrarem, peça a seus filhos que repitam: “O Senhor estava com José” (Gênesis 39:2).
Seus filhos podem procurar em Gênesis 39:1–3, 20–23 cada exemplo da frase “O Senhor estava com José” e frases semelhantes. Deixe que eles compartilhem o que acham que essa frase significa. Como sabemos que o Senhor está conosco? Falem um ao outro sobre como sentiram que Deus estava com vocês durante um período desafiador.
Aqui está uma lição com objetos que pode ajudar seus filhos a seguir o exemplo de José ao fugir da mulher de Potifar: use dois ímãs para representar Jesus Cristo e Satanás. Use um pequeno objeto de metal, como um clipe de papel, para nos representar. Em seguida, deixe seus filhos verem como a influência de um ímã sobre o objeto de metal é mais forte quando eles movem o objeto para mais perto dele. Como a experiência de José em Gênesis 39:7–12 ilustra essa verdade? O que podemos fazer para nos afastar do pecado e nos aproximar de Jesus? O vídeo “A Tentação Desvanece Quando Buscamos a Cristo em Cada Pensamento” (Biblioteca do Evangelho) e um hino como “Careço de Jesus” (Hinos, nº 61) podem ajudar nesse debate.
Utilize músicas. “Os hinos e as músicas da Igreja podem ajudar as crianças a sentir o amor de Deus, sentir o Espírito e aprender as verdades do evangelho. As melodias, os ritmos e as rimas simples podem ajudar as crianças a se lembrar das verdades do evangelho por muitos anos. Ao cantar com as crianças, ajude-as a descobrir e entender os princípios ensinados nas canções” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 32).
Ajude seus filhos a pensar nas tentações que podem enfrentar. Deixe-os encenar como eles podem “fugir” dessas tentações.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
O Perdão, de Megan Rieker
Fazia cerca de 22 anos que os irmãos de José o haviam vendido como escravo. José havia sofrido muitas provações, inclusive falsas acusações e prisão. Quando finalmente viu seus irmãos novamente, José era o governador de todo o Egito, ficando apenas abaixo do faraó. Ele poderia facilmente ter se vingado de seus irmãos; e, considerando o que tinham feito a José, isso seria compreensível. Mesmo assim, José os perdoou. Não apenas isso, mas ele os ajudou a ver o propósito divino em seu sofrimento. “Deus o intentou para bem” (Gênesis 50:20), disse-lhes, porque o colocou em posição de salvar “toda a casa de seu pai” (Gênesis 47:12) da fome.
De muitas maneiras, José era como Jesus Cristo. Embora nossos pecados tenham causado a Jesus grande sofrimento, Ele oferece perdão, livrando a todos nós de um destino muito pior que a fome. Se precisamos receber perdão ou estendê-lo — em algum momento, todos precisamos fazer ambos —, o exemplo de José nos direciona ao Salvador, a verdadeira fonte de cura e reconciliação.
Você notou alguma semelhança entre a vida de José e a missão expiatória de Jesus Cristo? Para ver alguns exemplos dessas semelhanças, tente comparar:
Gênesis 37:3 com Mateus 3:17.
Gênesis 45:5–7 com Lucas 4:18.
Gênesis 47:12 com João 6:35.
Que impressões você tem sobre o Salvador e Sua missão ao ler essas passagens?
A leitura da história de José perdoando seus irmãos pelas coisas terríveis que eles fizeram pode levá-lo a pensar em alguém que você está lutando para perdoar. As perguntas a seguir podem ajudar você ao se esforçar para aplicar esse princípio:
Por que deve ter sido difícil para José perdoar seus irmãos? (Para rever o que fizeram com ele, ver Gênesis 37.) Que experiências ou atitudes podem ter dado a José a força para perdoar? (Ver, por exemplo, Gênesis 45:1–15 ou 50:15–21.)
Que bênçãos José recebeu ao perdoar seus irmãos? Por exemplo, compare os relacionamentos na família de Jacó no início da história (ver, por exemplo, Gênesis 37:3–11) com os relacionamentos no final (ver Gênesis 45:9–15; 50:15–21). Como as coisas teriam sido diferentes se José não estivesse disposto a perdoar?
Você pode escrever o nome de alguém que talvez precise de seu perdão — independentemente de ter pedido perdão ou não. O que você pode fazer para convidar o poder de cura do Salvador para essa situação? Se perdoar parecer difícil demais, examine o conselho do élder Gerrit W. Gong nos últimos seis parágrafos de sua mensagem “Felizes e para sempre” (Liahona, novembro de 2022, pp. 84–85). O que você encontrou que lhe dá esperança de que pode perdoar?
Ver também Doutrina e Convênios 64:9–11; “Perdão: Meu Fardo Tornou-Se Leve” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
As bênçãos de Jacó para sua posteridade contêm imagens vívidas, mas não são fáceis de entender. Felizmente, o evangelho restaurado nos dá alguma ajuda. Quando ler sobre as bênçãos de José em Gênesis 49:22–26, leia os seguintes versículos também e observe as perspectivas que eles oferecem: 1 Néfi 15:12; 2 Néfi 3:4–5; Jacó 2:25; Doutrina e Convênios 50:44.
Ao ler sobre a bênção de Judá em Gênesis 49:8–12, lembre-se de que Jesus Cristo era descendente de Judá. O que você encontra nesses versículos que o lembra do Salvador? (Ver também Apocalipse 5:5–6, 9; 1 Néfi 15:14–15; Doutrina e Convênios 45:59; 133:46–50.)
Ler essas bênçãos pode inspirá-lo a rever sua bênção patriarcal — ou, se não tiver uma, a recebê-la. Que palavras e frases em sua bênção direcionam seus pensamentos a Jesus Cristo?
Ver também Randall K. Bennett, “Sua bênção patriarcal — Orientação inspirada do Pai Celestial”, Liahona, maio de 2023, p. 42.
Embora possa não ter ficado claro quando ele estava passando por isso, José, por fim, conseguiu relembrar sua adversidade no Egito e ver que “Deus o intentou para bem” (Gênesis 50:20). Se você pudesse ter visitado José enquanto ele estava no poço ou na prisão, como o teria consolado? Como Gênesis 50:19–21 pode ajudar você em seus momentos de provação?
Ver também Doutrina e Convênios 122; “Que firme alicerce”, Hinos, nº 42.
Ao ler Gênesis 50:24–25 e Tradução de Joseph Smith, Gênesis 50:24–38 (no apêndice da Bíblia), pondere por que teria sido importante que José conhecesse Moisés e Joseph Smith com tantos séculos de antecedência. Como Joseph Smith cumpriu as profecias de José sobre ele? (Ver Doutrina e Convênios 1:17–23; 20:7–12; 39:11; 135:3.)
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Pode ser divertido para seus filhos encenar a história de José reunindo sua família (ver Gênesis 42–44). Ou eles podem usar “José e a fome” (Histórias do Velho Testamento, pp. 57–60) ou as gravuras deste esboço para ensinar a história uns aos outros. Aqui estão algumas perguntas que podem ajudar seus filhos a aprender com a história:
O que José fez para demonstrar amor por sua família? (Ver Gênesis 45:4–15.)
Por que você acha que José perdoou seus irmãos?
Como vocês acham que os irmãos de José se sentiram quando descobriram que José os havia perdoado? Quem em sua vida precisa ser perdoado? Como você pode demonstrar amor e perdão?
Ao se preparar para ensinar, pergunte: “O que meus filhos farão para aprender?” Por exemplo, nesta atividade, seus filhos estão encenando ou recontando uma história. Isso vai ajudá-los a se lembrar tanto do que aconteceu quanto dos princípios do evangelho contidos na história.
Você ou seus filhos podem contar uma experiência em que perdoaram alguém ou quando alguém os perdoou. Vocês podem então cantar um hino como “Amai-vos uns aos outros” (Músicas para Crianças, p. 74) ou “Faze-me, ó Pai, perdoar” (Músicas para Crianças, p. 52).
Você e seus filhos podem olhar para a gravura de Jacó abençoando seus filhos no final deste esboço e debater o que está acontecendo (ver Gênesis 48:8–9). Se necessário, explique-lhes que Jacó, o pai de José, queria dar bênçãos do sacerdócio a sua família. Talvez vocês possam compartilhar experiências pessoais que tiveram ao receber ajuda de Deus por meio de uma bênção do sacerdócio. Quais são algumas das razões pelas quais podemos pedir uma bênção do sacerdócio?
Como você pode ajudar seus filhos a ver o Salvador na história de José salvando sua família da fome? Você pode fazer uma tabela com duas colunas intituladas José e Jesus Cristo. Ajude seus filhos a pesquisar os seguintes pares de escrituras e preencher o quadro com coisas que José e Jesus têm em comum: Gênesis 37:3 e Mateus 3:17; Gênesis 37:26–28 e Mateus 26:14–16; Gênesis 45:5–7 e Lucas 4:18; Gênesis 47:12 e João 6:35.
Pergunte a seus filhos o que significa salvar ou resgatar alguém. Se algum deles já teve uma experiência de ser salvo ou resgatado do perigo, convide-o a compartilhar. Como José salvou seus irmãos? (Ver Gênesis 42:1–3; 45:5–7.) Depois, vocês podem olhar juntos para uma gravura do Salvador e pedir a seus filhos que falem sobre como Jesus nos salva.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Moisés e a Sarça Ardente, de Jerry Thompson
O convite para viver no Egito salvou a família de Jacó. Mas, depois de centenas de anos, seus descendentes foram escravizados e aterrorizados por um novo faraó que “não conhecera José” (Êxodo 1:8). Seria normal os israelitas se perguntarem por que Deus permitiu que isso acontecesse com eles, Seu povo do convênio. Ele Se lembrava do convênio que tinha feito com eles? Eles ainda eram Seu povo? Ele conseguia ver o quanto estavam sofrendo?
Pode haver momentos em que você queira fazer perguntas semelhantes. Você pode se perguntar: “Deus sabe o que estou passando? Ele pode ouvir minhas súplicas por ajuda?” A libertação de Israel do Egito responde claramente a essas perguntas: Deus não Se esquece de Seu povo. Ele Se lembra de Seus convênios conosco e os cumprirá em Seu próprio tempo e modo. Ele declara: “Vos resgatarei com braço estendido”. “Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas” (Êxodo 6:6–7).
Para uma visão geral do livro de Êxodo, ver “Êxodo” no Guia para Estudo das Escrituras.
O que o impressiona nas mulheres descritas em Êxodo 1–2? Como elas ajudaram a cumprir o plano de Deus para Seu povo? O que os esforços delas ensinam sobre servir na obra de Deus?
Antes de começar a ler Êxodo, pense em uma dificuldade pela qual esteja passando — algo de que espera que o Senhor o livre. Que palavras ou frases em Êxodo 1–3 são semelhantes ao cativeiro espiritual ou a outras coisas que enfrentamos hoje? Observe também como os filhos de Israel buscaram libertação e como o Senhor reagiu (ver, por exemplo, Êxodo 2:23–25; 3:7–8). Como o Senhor “[desceu] para livrá-lo”?
Ao longo do livro de Êxodo, você também pode notar algumas semelhanças entre Moisés e Jesus Cristo (ver Deuteronômio 18:18–19; 1 Néfi 22:20–21). Por exemplo, que semelhanças você vê entre Êxodo 1:22; 2:1–10 e Mateus 2:13–16? Ou entre Êxodo 24:18 e Mateus 4:1–2? Em sua opinião, o que o Senhor quer que você entenda sobre Ele mesmo e Seu poder?
Procurar símbolos que testifiquem de Jesus Cristo. “Você pode (…) encontrar paralelos com a vida do Salvador na vida dos profetas e de outros homens e outras mulheres fiéis nas escrituras. [Fazer isso] revela verdades sobre o Salvador em lugares que talvez você não prestaria muita atenção” (ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 7; ver também Oseias 12:10).
Você consegue pensar em uma ocasião em que algo o encheu de admiração? Como você reagiu? Como você descreveria as emoções que sentiu?
Com isso em mente, leia Êxodo 3:1–6. O que o impressiona na experiência inspiradora de Moisés? O que Moisés fez para mostrar reverência a Deus? Que conexões você vê entre suas ações e a reverência pelas coisas sagradas?
A leitura desses versículos pode levar você a pensar em coisas e lugares santos em sua vida. Por que eles são sagrados para você? Como você os trata de maneira diferente das coisas que são comuns? Para guiar sua ponderação, você pode consultar a seção intitulada “Lembrar-se das promessas” na mensagem do élder David A. Bednar “Grandíssimas e preciosas promessas” (A Liahona, novembro de 2017, pp. 91–92). Você também pode cantar ou ouvir um hino que inspire admiração, como “Assombro me causa” (Hinos, nº 112) e ponderar sobre o que o evangelho tem de surpreendente para você.
É claro que, mesmo quando temos experiências espirituais maravilhosas, corremos o risco de nos tornarmos muito descuidados com as coisas sagradas. Como você evita isso? Aqui estão duas mensagens que abordam esse problema; escolha uma e procure declarações que o ajudem: Ulisses Soares, “Maravilhar-se com Cristo e Seu evangelho” (Liahona, maio de 2022, p. 115); Gérald Caussé “Ainda é maravilhoso para você?” (Liahona, maio de 2015, p. 98).
Ver também Doutrina e Convênios 6:10–12; 63:64.
Hoje sabemos que Moisés foi um grande profeta e líder. Mas Moisés não se via assim quando o Senhor o chamou pela primeira vez. Ao ler Êxodo 3–4, liste as preocupações de Moisés e como o Senhor respondeu a cada uma delas. O que você encontra nesses capítulos que pode inspirá-lo quando se sentir inadequado? Em que ocasiões você viu Deus capacitar você ou outras pessoas para fazer Sua obra?
Ver também “The Church Gives Us Opportunities to Assist in God’s Work”, em “Church Organization”, em Tópicos e Perguntas, Biblioteca do Evangelho.
Pode ser desanimador quando nossos esforços sinceros para fazer o bem parecem não estar funcionando — quando estamos nos esforçando para fazer a vontade do Senhor, mas não estamos vendo os resultados que esperávamos. Para saber mais sobre uma experiência semelhante que Moisés teve, leia Êxodo 5:4–9, 20–23. Como o Senhor ajudou Moisés a vencer seus sentimentos de desânimo? (Ver Êxodo 6:1–13.) Como o Senhor o ajudou a persistir em fazer Sua vontade?
Ver também Jeffrey R. Holland, “Esperar no Senhor”, Liahona, novembro de 2020, p. 115.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Como este domingo é o quinto domingo do mês, os professores da Primária são incentivados a usar atividades de aprendizado no “Apêndice B: Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Moisés teve um papel muito importante na libertação de Israel do cativeiro. Mas ele não conseguiria realizar isso se sua mãe, sua irmã, a filha do Faraó e outras mulheres fiéis não o tivessem protegido e zelado por ele. Ajude seus filhos a aprender sobre essas mulheres em Êxodo 1:15–20; Êxodo 2:2–10 (ver também Números 26:59); e Êxodo 2:16–21. Você também pode usar a página de atividades desta semana e “O bebê Moisés” (Histórias do Velho Testamento, pp. 61–63) para contar suas histórias. Como essas mulheres ajudaram a cumprir o plano de Deus? Conversem sobre outras pessoas que você admira e que ajudam na obra de Deus, inclusive de maneiras pequenas e simples. Como podemos seguir o exemplo delas?
Depois de lerem juntos Êxodo 3:1–5, peça a seus filhos que resumam esses versículos com suas próprias palavras (ver também “Moisés, o Profeta”, Histórias do Velho Testamento, pp. 64–66). Como Moisés demonstrou reverência na presença do Senhor? Como o Senhor quer que demonstremos reverência? Você também pode pedir a seus filhos que o ajudem a encontrar (ou desenhar) lugares ou atividades sagrados em que devemos ser reverentes. O que podemos fazer para tornar nosso lar um lugar sagrado?
Cantem juntos uma música sobre reverência, como “Reverência é amor” (Músicas para Crianças, p. 12). Ao fazê-lo, seus filhos podem encontrar palavras ou frases que expliquem o que significa ser reverente. Se trouxéssemos um amigo para a igreja pela primeira vez, como explicaríamos o que significa ser reverente?
Usando o relato em Êxodo 3 e 4:1–17, deixe que seus filhos se revezem fingindo ser Moisés. Pode ser divertido incluir objetos ou acessórios simples, como uma lanterna e uma planta para representar a sarça ardente. Ajude seus filhos a descobrir como Moisés se sentiu em relação à designação que o Senhor lhe deu (ver Êxodo 3:11; 4:1, 10). Talvez vocês possam compartilhar uns com os outros momentos em que tiveram sentimentos semelhantes. Que conselho poderíamos dar a Moisés para ajudá-lo? Leia sobre como o Senhor encorajou Moisés em Êxodo 3:12; 4:2–9, 11–12. Conte às crianças como o Salvador o ajudou a cumprir um chamado, seguir uma inspiração ou fazer algo que foi difícil para você.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Páscoa
Ilustração do sepulcro vazio
A vida de Jesus Cristo “é o ponto central de toda a história humana” (“O Cristo Vivo: O Testemunho dos Apóstolos”, Biblioteca do Evangelho). O que isso quer dizer? Em parte, isso significa que a vida do Salvador influencia o destino eterno de todos que já viveram ou viverão. Você também pode dizer que a Ressurreição de Jesus Cristo, naquele primeiro domingo de Páscoa, conecta todo o povo de Deus ao longo da história: aqueles que nasceram antes de Sua Ressurreição esperaram por ela com fé (ver Jacó 4:4), e aqueles que nasceram depois a recordam com fé. Ao lermos os relatos e as profecias do Velho Testamento, nunca vemos o nome Jesus Cristo, mas vemos a evidência da fé e o anseio dos antigos fiéis pelo Messias e Redentor. Então, nós, que somos convidados a nos lembrarmos Dele, podemos sentir uma conexão com aqueles que O aguardavam. Porque Jesus Cristo verdadeiramente suportou “a iniquidade de todos nós” (Isaías 53:6; grifo do autor), e “em Cristo todos serão vivificados” (1 Coríntios 15:22; grifo do autor).
Muitas passagens no Velho Testamento se referem ao ministério e sacrifício expiatório do Salvador. A tabela a seguir relaciona algumas dessas passagens. Ao ler esses versículos, que sentimentos você teve sobre o Salvador?
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Velho Testamento |
Novo Testamento |
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As profecias que ensinam sobre o Salvador são ainda mais abundantes e claras no Livro de Mórmon. Pense em como sua fé é fortalecida por passagens como estas: 1 Néfi 11:31–33; 2 Néfi 25:13; Mosias 3:2–11; Alma 7:10–13.
Os profetas atuais continuam a prestar testemunho especial de Jesus Cristo e de Sua missão expiatória. Ao ouvir a conferência geral neste fim de semana de Páscoa, anote os testemunhos de Cristo que ouvir. O que elas ensinam sobre Ele?
A Páscoa é uma época de alegria, porque é uma época para celebrar a Expiação e a Ressurreição do Salvador. E, no entanto, mesmo durante a Páscoa, há muitas pessoas que não se sentem felizes por vários motivos. O que você pode fazer para espalhar a paz e a alegria do Salvador nesta Páscoa?
Uma ideia é encontrar mensagens nas escrituras sobre a paz e a alegria que Jesus Cristo oferece, como estas: Salmos 16:8–11; 30:2–5; Isaías 12; 25:8–9; 40:28–31; João 14:27; 16:33; Alma 26:11–22. Pense em como você pode compartilhar essas mensagens com outras pessoas. Por exemplo, talvez você possa criar cartões de Páscoa para compartilhar com base nessas mensagens. Ore sobre quem precisa receber sua saudação de Páscoa. Você também pode compartilhar suas mensagens nas mídias sociais, nas quais muitas pessoas podem vê-las.
Hinos sobre Cristo e a Ressurreição, como “Cristo é já ressuscitado” (Hinos, nº 119), também podem nos ajudar a sentir paz e alegria na Páscoa. Procure frases no hino que, em sua opinião, expressem a alegria da Páscoa.
Ver também Jeffrey R. Holland, “A paz que o mundo não dá”, Liahona, maio de 2021, p. 35; Mark S. Palmer, “Nossa tristeza se converterá em alegria”, Liahona, maio de 2021, p. 88.
Aqui está uma atividade que pode ajudar você a ver as muitas bênçãos que vêm por meio de Jesus Cristo e Sua Expiação. Leia as escrituras a seguir sobre o que Jesus Cristo nos ajuda a vencer. Procure classificar as passagens nestas categorias: pecado, morte, provações e fraquezas (algumas passagens podem se encaixar em mais de uma categoria). Ao ler, que impressões você teve sobre o poder do Salvador?
Como você explicaria a um amigo que não é cristão por que Jesus Cristo é importante para você? A mensagem do élder Ahmad S. Corbitt “Você sabe por que eu, sendo cristão, acredito em Cristo?” (Liahona, maio de 2023, p. 119) pode ajudar.
Ver também Reyna I. Aburto, “A sepultura não tem vitória”, Liahona, maio de 2021, p. 85; Tópicos e Perguntas, “Expiação de Jesus Cristo”, “Ressurreição”, Biblioteca do Evangelho.
O que você aprende com os versículos a seguir sobre o preço que Jesus Cristo pagou por sua salvação: Isaías 53:3–5; Mosias 3:7; Doutrina e Convênios 19:16–19? Qual foi o preço pago pelo Pai Celestial? (Ver João 3:16.)
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
A semana da Páscoa é uma boa época para ensinar seus filhos sobre o que o Salvador fez por nós no Getsêmani e na cruz. Você pode começar mostrando as gravuras a seguir e deixando que falem sobre o que está acontecendo nelas. Enquanto seus filhos olham para as gravuras, você pode ler versículos que descrevem esses acontecimentos (ver Mateus 26:36–46; 27:35–50; Lucas 22:39–46; João 19:16–30). Seus filhos podem apontar detalhes nas gravuras que ouvirem nos versículos.
Como somos abençoados por causa do sacrifício de Jesus por nós? Ajude seus filhos a procurar palavras e frases que respondam a essa pergunta em Isaías 53:4–12; Alma 7:11–13 e Doutrina e Convênios 19:16–19. Compartilhem uns com os outros como se sentem a respeito do Salvador depois de lerem essas escrituras.
Você pode usar a página de atividades desta semana ou outras gravuras deste esboço para contar a seus filhos a história da Ressurreição (ver também “A Ressurreição de Jesus”, Histórias do Novo Testamento, pp. 139–144). Depois, deixe que seus filhos contem a história de volta para você.
Pense em como você ajudará seus filhos a encontrar alegria em Cristo nesta Páscoa. Por exemplo, vocês podem cantar juntos um hino de Páscoa favorito, como “Cristo já ressuscitou” (Hinos, nº 120) ou “Getsêmani” (Biblioteca do Evangelho). Para encontrar outras músicas sobre a ressurreição, você pode procurar no índice por assunto de Hinos e Músicas para Crianças. Você e seus filhos podem compartilhar uns com os outros por que você gosta dessas músicas e como se sente quando as canta. O que esses hinos nos ensinam sobre o Pai Celestial e Jesus Cristo?
As crianças podem sentir o Espírito, mas podem precisar de ajuda para reconhecer Sua influência. “Ensine as crianças sobre as diferentes maneiras pelas quais o Espírito Se comunica conosco. Ajude-as a reconhecer Sua voz quando Ele falar com elas. Isso vai ajudá-las a desenvolver o hábito de buscar e agir de acordo com a revelação pessoal ao longo da vida (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 35). Por exemplo, ao cantar músicas sobre o Salvador com seus filhos, ver gravuras Dele ou ler histórias sobre Ele, contem uns aos outros os sentimentos espirituais que vocês têm.
A Biblioteca do Evangelho tem uma coleção de vídeos de Páscoa que seus filhos podem gostar. Talvez você possa deixá-los escolher um para assistir. Pergunte-lhes o que aprenderam sobre Jesus Cristo com o vídeo. Você também pode pedir a eles que resumam a mensagem do vídeo em uma frase.
Enquanto você e seus filhos assistem juntos à conferência geral neste fim de semana de Páscoa, ajude-os a perceber quando as testemunhas especiais do Salvador prestam testemunho da Ressurreição. Talvez você possa fazer uma brincadeira — convidá-los a ficar de pé toda vez que ouvirem palavras como Páscoa, Expiação ou Ressurreição. Compartilhem uns com os outros por que vocês são gratos pelo testemunho dos profetas vivos sobre o Salvador.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Ilustração de Moisés e Aarão na corte do Faraó, de Robert T. Barrett
Praga após praga afligiram o Egito, mas o Faraó ainda se recusava a libertar os israelitas. E, no entanto, Deus continuou a demonstrar Seu poder e a dar ao Faraó oportunidades de aceitar “que eu sou o Senhor” e “não há outro como eu em toda a terra” (Êxodo 7:5; 9:14). Enquanto isso, Moisés e os israelitas devem ter observado com admiração essas manifestações do poder de Deus em favor deles. Certamente, esses sinais contínuos confirmaram a fé que eles tinham em Deus e fortaleceram a disposição de seguirem o profeta de Deus. Então, depois de nove terríveis pragas não terem conseguido libertar os israelitas, foi a décima praga — a morte dos primogênitos, inclusive o primogênito do Faraó — que finalmente acabou com o cativeiro. Isso parece apropriado porque, em todos os casos de cativeiro espiritual, realmente há apenas uma maneira de escapar. É somente o sacrifício de Jesus Cristo, o Primogênito — o sangue do Cordeiro imaculado —, que nos salvará.
Esperamos que sua vontade nunca seja oposta à vontade de Deus como era a do Faraó. Ainda assim, todos temos momentos em que nosso coração não está tão brando quanto deveria. O que chama sua atenção na resposta do Faraó às pragas em Êxodo 7:14–25; 8:5–32; 9:1–26; 10:12–29; 12:29–33? Observe o esclarecimento na Tradução de Joseph Smith de Êxodo 7:3, 13; 9:12.
Por que “duro” é uma boa descrição do coração do Faraó? Pense no que você aprendeu com esses versículos sobre ter um coração brando: 1 Néfi 2:16; Mosias 3:19; Alma 24:7–8; 62:41; Éter 12:27. Ao ler sobre as consequências da dureza do coração do Faraó, pondere sobre a condição de seu coração. Que mudanças você se sente inspirado a fazer?
A única maneira de os israelitas serem poupados da décima praga, descrita em Êxodo 11:4–5, era seguir com precisão as instruções que o Senhor deu a Moisés em Êxodo 12, um ritual conhecido como Páscoa. A Páscoa nos ensina por meio de símbolos que, assim como o Senhor libertou os israelitas da escravidão no Egito, Ele também pode nos libertar da escravidão do pecado. Para explorar esse simbolismo em Êxodo 12:1–42, você pode usar uma tabela como esta:
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Símbolo |
Possíveis significados |
A mensagem de Deus para mim |
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O início dos meses (versículo 2; o Senhor ordenou aos israelitas que usassem esse evento para marcar o início de seu calendário). |
Esse seria um novo começo para Israel. Eles deveriam “nascer de novo”. |
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O cordeiro (versículos 3–5). |
Ver João 1:29; 6:54; 1 Pedro 1:19. |
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Sangue do cordeiro nos umbrais das portas (versículos 7, 13, 23). |
Ver Mosias 4:2; Apocalipse 12:11. |
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Pães ázimos (versículos 8, 15, 19–20). |
O fermento, ou levedura, pode ser um símbolo de corrupção porque estraga facilmente. Ver Mateus 16:6–12; João 6:35. |
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Ervas amargosas (versículo 8). |
Um lembrete da amargura do pecado e do cativeiro. Ver Êxodo 1:14; Moisés 6:55. |
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Comer apressadamente, vestir-se para sair (versículo 11). |
Um símbolo de urgência em sair do cativeiro do pecado. Ver Gênesis 39:12; 2 Timóteo 2:22. |
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O destruidor (versículos 13, 23). |
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Os israelitas foram libertados (versículos 29–32). |
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O que você encontra nas instruções e nos símbolos da Páscoa que o faz lembrar de Jesus Cristo e de Sua Expiação? O que esses símbolos aconselham sobre como receber as bênçãos de Sua Expiação?
Acheguem-se a Cristo identificando símbolos que testifiquem Dele. “Todas as coisas”, declarou o Senhor, “são criadas e feitas para prestar testemunho de mim” (Moisés 6:63; ver também 2 Néfi 11:4). Em Êxodo 12, símbolos como cordeiro, sangue, pão ázimo, milagres e libertação apontam para Cristo. “Assim que entendermos como esses objetos se relacionam com o Salvador, eles podem nos ensinar sobre Seu poder e Seus atributos” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 7).
Êxodo 12:14–17, 24–27; 13:1–16
O Salvador ordenou aos israelitas que celebrassem a Páscoa todos os anos para ajudá-los a lembrar que Ele os havia libertado mesmo depois que seu cativeiro se tornou uma lembrança distante. Ao ler Suas instruções em Êxodo 12:14–17, 24–27; 13:1–16, pense no que você está fazendo para se lembrar das bênçãos de Deus para você. Como você pode preservar essa lembrança em suas gerações? (Ver Êxodo 12:14, 26–27.)
Que semelhanças você vê entre a festa da Páscoa e o sacramento? O que vocês podem fazer para sempre se lembrar de Jesus Cristo? (Morôni 4:3; 5:2.)
Você também pode ponderar sobre outras coisas das quais o Senhor quer que você se lembre; ver, por exemplo, Helamã 5:6–12; Morôni 10:3; Doutrina e Convênios 3:3–5, 10; 18:10; 52:40.
Ver também Kevin W. Pearson, “Vocês ainda têm o desejo?”, Liahona, novembro de 2022, p. 67; “Recordá-Lo Sempre” (vídeo), Biblioteca do Evangelho; “Lembrando a morte de Jesus”, Hinos, nº 111.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
As pragas descritas em Êxodo 7–11 mostraram aos egípcios e aos israelitas que o Senhor tem grande poder. O Senhor ajudará seus filhos por toda a vida quando tiverem fé em Seu poder. Para ajudá-los a aprender com essa história, você pode entregar a cada criança um papel dividido em dez seções e convidá-los a fazer desenhos das pragas descritas nestes versículos: Êxodo 7:17–18; 8:1–4; 8:16–17; 8:20–22; 9:1–6; 9:8–9; 9:22–23; 10:4–5; 10:21–22; 11:4–7 (ver também “As pragas do Egito”, Histórias do Velho Testamento, pp. 67–69). Leiam juntos Êxodo 7:5 e 9:14 para explicar por que o Senhor enviou as pragas.
Compartilhe com seus filhos como o Senhor mostrou a você “que não há outro como [Ele] em toda a terra” (Êxodo 9:14). Deixe-os compartilhar como sabem que o Senhor é poderoso.
Para ajudar seus filhos a visualizar o que significa ter um coração brando, pode ser divertido lhes mostrar um objeto duro, como uma pedra, e outro macio e absorvente, como uma esponja. Você também pode derramar água sobre esses objetos para demonstrar com que facilidade um coração brando recebe a palavra do Senhor. Vocês poderiam ler juntos alguns versículos descrevendo como o Faraó reagiu às pragas enviadas pelo Senhor (ver Êxodo 8:28–32; 9:7). Que objetos melhor representam o coração ou a atitude do Faraó? O que quer dizer ter um coração brando? (Ver Mosias 3:19.)
Você e seus filhos podem fazer uma lista de algumas ações que podem mostrar quando temos um coração duro (por exemplo, usar palavras rudes ou não estar disposto a compartilhar). Como podemos mostrar ao Senhor que queremos ter um coração brando?
A Páscoa ensinou os israelitas a esperar pelo Salvador e por Seu sacrifício por nós. Ao estudarem juntos Êxodo 12:1–13, ajude seus filhos a ver conexões entre os detalhes da Páscoa e a Expiação de Jesus Cristo (ver também “A Páscoa”, Histórias do Velho Testamento, pp. 70–74). Por exemplo, de que modo Jesus é semelhante ao cordeiro descrito no versículo 5?
Hoje, tomamos o sacramento para recordar o sacrifício de Jesus. Você pode mostrar a seus filhos uma gravura do sacramento e falar sobre como essa ordenança nos ajuda a lembrar de Jesus Cristo. Você pode ajudar seus filhos a encontrar a palavra “lembrança” nas orações sacramentais (ver Morôni 4–5). Ou cantem juntos um hino favorito sobre o sacramento e ajude seus filhos a perceber o sentimento de paz que eles têm quando pensam no Salvador. Como podemos buscar esse sentimento quando tomamos o sacramento?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Os israelitas estavam presos. O Mar Vermelho estava de um lado, e o exército do Faraó avançava do outro. A fuga deles do Egito, ao que parecia, duraria pouco. Mas Deus tinha uma mensagem para os israelitas que Ele queria que se lembrassem por gerações: “Não temais; (…) o Senhor pelejará por vós” (Êxodo 14:13–14).
Desde aquela época, quando o povo de Deus precisava de fé e coragem, eles têm contado essa história. Quando Néfi quis inspirar seus irmãos, ele disse: “Sejamos fortes como Moisés; porque ele por certo falou às águas do Mar Vermelho e elas dividiram-se para um e outro lado; e nossos pais saíram do cativeiro passando sobre terra seca” (1 Néfi 4:2). Quando o rei Lími desejou que seu povo cativo “[levantasse] a cabeça e [se regozijasse]”, ele os relembrou dessa mesma história (Mosias 7:19). O mesmo fez Alma quando quis testificar a seu filho sobre o poder de Deus (ver Alma 36:28). E, quando nos sentimos presos — quando precisamos de um pouco mais de fé para “[ver] o livramento do Senhor” —, podemos nos lembrar de como “o Senhor salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios” (Êxodo 14:13, 30).
Ao ler Êxodo 14:1–10, imagine como os israelitas devem ter se sentido quando viram o exército do Faraó se aproximando. Talvez você sinta que precisa de um milagre para sobreviver a um desafio difícil que está enfrentando. O que você encontra em Êxodo 14:13–31 que pode inspirá-lo a buscar o poder de Deus em sua vida? Pondere sobre como você viu o poder Dele no passado. O que você aprendeu sobre Ele a partir dessas experiências?
Êxodo 15:1–19 é um cântico de louvor que os israelitas entoaram depois que o Senhor abriu o Mar Vermelho. Que frases dessa música você acha especialmente significativas? Talvez haja um hino que você sinta vontade de cantar quando o Senhor fez algo incrível por você, como “Cantando louvamos” (Hinos, nº 50). Você pode cantá-lo ou ouvi-lo como parte de sua adoração hoje.
Ver também Doutrina e Convênios 8:2–3.
Êxodo 15:22–27; 16:1–15; 17:1–7
Ler sobre a jornada de Israel pode levar você a pensar em coisas em sua vida que pareciam “amargas” como as águas de Mara (ver Êxodo 15:23–27). Como o Senhor tornou doces as coisas amargas de sua vida? Qual é o valor dessas experiências em sua vida?
Você notará mais exemplos de experiências amargas para os israelitas em Êxodo 16 e 17. É tentador criticar os murmúrios ou as reclamações, mas, ao ler, pense se você já fez a mesma coisa. O que você aprendeu com as experiências dos israelitas que pode ajudá-lo a murmurar menos e confiar mais em Deus? O que esses versículos lhe ensinam sobre Deus?
Ver também 1 Néfi 2:11–12.
Como todos precisamos comer, o Senhor muitas vezes compara as coisas espirituais ao alimento. Identifique Suas lições espirituais nas experiências dos israelitas com o maná em Êxodo 16. Por exemplo, o que você encontra nas instruções do Senhor em Êxodo 16:16, 19, 22–26 que se aplica à sua nutrição espiritual?
Para descobrir outras lições que o Senhor deseja que você aprenda com esse milagre, pondere sobre perguntas como estas:
O que o Senhor me dá que é semelhante ao maná diário que Ele deu aos israelitas?
O que posso fazer que se assemelha ao ato de recolher o maná?
Você pode encontrar ideias adicionais em um ou mais destes vídeos: “O Pão de Cada Dia: Modelo”, “O Pão de Cada Dia: Experiência” e “O Pão de Cada Dia: Mudança” (Biblioteca do Evangelho).
Pense em outras coisas, além de comer, que você faz todos os dias. Por que certas coisas precisam ser feitas diariamente para serem eficazes? O que você se sente inspirado a fazer para buscar experiências espirituais diárias?
Ver também Dieter F. Uchtdorf, “Nossa restauração diária”, Liahona, novembro de 2021, p. 77; “Restauração Diária” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Pense no Salvador ao ler Êxodo 17:1–7. De que modo Jesus Cristo é como uma rocha para você? (Ver Salmos 62:6–7; Helamã 5:12.) De que modo Ele é como a água? (Ver João 4:10–14; 1 Coríntios 10:1–4; 1 Néfi 11:25.)
Procure objetos físicos que testifiquem de Cristo. Sempre que as escrituras descrevem coisas que poderiam ser símbolos de Jesus Cristo, como em Êxodo 17:1–7, pode ser uma oportunidade para uma lição objetiva. Olhar ou tocar uma rocha ou água pode facilitar o entendimento de como esses objetos são semelhantes a Jesus Cristo. Se você puder envolver vários sentidos no aprendizado, será mais memorável e impactante.
Pode haver momentos em sua vida em que você possa se identificar com Moisés — quando outras pessoas dependem de você, mas suas “mãos (…) [parecem] pesadas” (Êxodo 17:12). Outras vezes, você pode ser mais parecido com Aarão, Hur e Jetro, que apoiaram Moisés. Coloque-se no lugar de cada uma dessas pessoas ao ler Êxodo 17:8–16; 18:13–26 e veja o que o Senhor lhe ensina sobre Sua obra.
Ver também Mosias 4:27; 18:8–9.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Quando o Senhor abriu o Mar Vermelho, Moisés e os israelitas viram como Ele é poderoso. Deixe que seus filhos o ajudem a pensar em uma maneira divertida de encenar a história de Êxodo 14:5–22 (ver também “A Páscoa”, Histórias do Velho Testamento, pp. 70–74). Talvez você possa arrumar cadeiras ou cobertores e “[dividi-los]” como o Mar Vermelho. Depois, vocês podem compartilhar uns com os outros como viram o poder de Deus em sua vida.
O que Doutrina e Convênios 8:2–3 acrescenta a nosso entendimento da história de Êxodo 14? Você pode contar a seus filhos uma experiência em que o Espírito Santo lhe disse algo em sua mente ou seu coração e convidá-los a falar sobre as experiências deles. Vocês também podem cantar um hino sobre o Espírito Santo, como “Santo Espírito de Deus” (Hinos, nº 80).
Talvez você e seus filhos possam beber algo doce e algo amargo enquanto estudam Êxodo 15:22–25 juntos. Como o Salvador tornou “doces” as experiências “amargas” em nossa vida?
Êxodo 15:23–25; 16:14–15; 17:1–6
À medida que você e seus filhos lerem Êxodo 15:23–25; 16:14–15; 17:1–6, deixe que eles o ajudem a encontrar objetos para contar cada história — como um galho (para curar a água de Mara), uma jarra ou um vaso (para encher com maná) e uma pedra (para a água de Horebe). O que essas histórias nos lembram sobre o que Jesus Cristo faz por nós? Como parte do debate, vocês podem ler Mateus 7:24–27; João 4:10–14; 6:29–35, 48–51; Helamã 5:12; Doutrina e Convênios 20:77, 79.
Ao ler Êxodo 17:8–16, peça a uma criança que levante as mãos no ar. Quando a criança se cansar, outras crianças poderiam ajudar, da mesma maneira que Aarão e Hur ajudaram Moisés. O que essa história ensina sobre como podemos ajudar o reino de Deus a ser bem-sucedido? Você também pode ler Êxodo 18:13–26 e falar sobre as pesadas responsabilidades das pessoas que servem em sua ala. O que podemos fazer hoje para ajudar nossos líderes da Igreja, assim como Aarão e Hur ajudaram o profeta Moisés?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Moisés e as Tábuas, de Jerry Harston (detalhe)
Embora os filhos de Israel tivessem murmurado e vacilado no passado, quando Moisés leu a lei ao pé do monte Sinai, o povo fez este convênio: “Tudo o que o Senhor falou faremos, e obedeceremos” (Êxodo 24:7). Deus então chamou Moisés à montanha e o instruiu a construir um tabernáculo para que Ele pudesse “[habitar] no meio deles” (Êxodo 25:8).
Mas, enquanto Moisés estava no alto da montanha aprendendo como os israelitas poderiam ter entre eles a presença de Deus, os israelitas estavam no pé da montanha moldando um ídolo de ouro para adorar. Logo depois de prometerem que “não [teriam] outros deuses”, eles “se [desviaram] depressa” de suas promessas (Êxodo 20:3; 32:8; ver também Êxodo 24:3). Foi uma virada surpreendente, mas sabemos por experiência própria que a fé e o compromisso, às vezes, podem ser vencidos pela impaciência, pelo medo ou pela dúvida. Ao buscarmos a presença do Senhor em nossa vida, é encorajador saber que o Senhor não desistiu da antiga Israel e não desistirá de nós e das pessoas que amamos — pois Ele é “misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em benevolência e verdade” (Êxodo 34:6).
O presidente Russell M. Nelson ensinou: “No Velho Testamento, a palavra hebraica que foi traduzida como peculiar era segullah, que significa ‘propriedade valiosa’ ou ‘tesouro’. (…) Sermos identificados pelo Senhor como Seu povo peculiar é um elogio da mais alta grandeza” (“Filhos do convênio”, A Liahona, julho de 1995, p. 35). Como as palavras do presidente Nelson afetam a maneira como você entende Êxodo 19:3–6? Como o Senhor lhe mostrou que Ele o valoriza?
O Senhor disse a Moisés que os filhos de Israel precisavam ser preparados antes que pudessem ir “ao encontro de Deus” (Êxodo 19:10–11, 17) e guardar o convênio Dele (ver Êxodo 19:5). Como você se prepara para experiências espirituais, incluindo o sacramento e as ordenanças do templo? Como você pode ajudar outras pessoas a se preparar? O que você aprende sobre preparação em Lucas 6:12–13; Enos 1:2–6; Alma 17:2–3?
Enquanto estavam reunidos ao pé do monte Sinai, os israelitas ouviram a voz de Deus dar os Dez Mandamentos (ver Deuteronômio 4:12–13). Esses, é claro, não são os únicos mandamentos de Deus — há muitos outros nas escrituras. Então, ao ler Êxodo 20:1–17, pergunte a si mesmo por que Deus enfatizou esses dez em particular. Aqui está um exemplo de tabela que você pode usar ao ponderar sobre a importância dos Dez Mandamentos em sua vida:
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Mandamento |
Em outras palavras, o Senhor está me pedindo que… |
Bênçãos que advêm de viver este mandamento |
|---|---|---|
Como guardar esses dez mandamentos o ajuda a guardar os dois grandes mandamentos que Jesus deu em Mateus 22:34–40?
Quais são as coisas que você pode ser tentado a colocar antes de Deus? Que bênçãos você já viu por colocar Deus em primeiro lugar?
Como você responderia a alguém que dissesse que os Dez Mandamentos foram dados há muito tempo e não se aplicam hoje? Que exemplos de sua vida você compartilharia como parte de sua resposta? Como o hino “Deus nos rege com amor” (Hinos, nº 47) afeta a maneira como você explica os mandamentos de Deus às pessoas?
Como o Senhor cumpriu a promessa de Êxodo 20:6 em sua vida?
Ver também “O grande mandamento — Amar ao Senhor”, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Ezra Taft Benson, 2014, pp. 41–49; Dallin H. Oaks, “Não terás outros deuses”, A Liahona, novembro de 2013, p. 72; Tópicos e Perguntas, “Mandamentos”, Biblioteca do Evangelho.
Ao ler Êxodo 24:3–8, pense nos convênios que você fez com Deus. Embora o convênio de Israel incluísse rituais diferentes dos que Deus exige hoje, você pode notar algumas semelhanças. Por exemplo, os versículos 4, 5 e 8 mencionam o altar, o sacrifício de animais e o sangue. O que eles representam e de que modo se relacionam a seus convênios?
Procure se colocar no lugar dos israelitas — você está no deserto, Moisés está desaparecido há 40 dias e um confronto com os cananeus sobre a terra prometida está por vir (ver Êxodo 32:1–8). Em sua opinião, por que os israelitas queriam um ídolo de ouro? O que é inspirador para você na súplica de Moisés ao Senhor em Êxodo 33:11–17?
Embora o pecado dos israelitas tenha sido grave, essa história também inclui uma mensagem da misericórdia e do perdão de Deus. O que Êxodo 34:1–10 ensina sobre o Salvador? (Ver Êxodo 32:30–32; Mosias 14:4–8; 15:9; Doutrina e Convênios 45:3–5.)
O presidente Russell M. Nelson explicou: “Quando eu era bem mais jovem, estudei o trabalho de outros que tinham compilado listas de coisas para fazer e coisas para não fazer no Dia do Senhor. Foi só mais tarde que aprendi nas escrituras que minha conduta e minha atitude no Dia do Senhor constituíam um sinal entre mim e meu Pai Celestial [ver Êxodo 31:13; Ezequiel 20:12, 20]. Com esse entendimento, não precisei mais de listas do que fazer ou evitar. Quando tinha que tomar a decisão sobre uma atividade ser ou não adequada para o Dia do Senhor, simplesmente me perguntava: ‘Que sinal quero dar a Deus?’ Essa pergunta fez com que minhas escolhas para o Dia do Senhor ficassem bem claras” (“O Dia do Senhor é deleitoso”, A Liahona, maio de 2015, p. 130). Pondere sobre que sinal você quer dar a Deus ao guardar o Dia do Senhor.
Quando Moisés desceu do monte, ele trouxe a lei gravada em tábuas de pedra. Depois de descobrir que os israelitas quebraram o convênio que fizeram, Moisés quebrou as tábuas (ver Êxodo 31:18; 32:19). Posteriormente, Deus ordenou a Moisés que fizesse outro conjunto de tábuas de pedra e o levasse de volta à montanha (ver Êxodo 34:1–4). A Tradução de Joseph Smith, Êxodo 34:1–2 (no apêndice da Bíblia) esclarece que o primeiro conjunto de tábuas de pedra incluía as ordenanças da “santa ordem” do Sacerdócio de Melquisedeque. O segundo conjunto incluía “a lei de um mandamento carnal”. Essa era uma lei menor administrada pelo “sacerdócio menor” (ver Doutrina e Convênios 84:17–27), que tinha como objetivo preparar os israelitas para a lei maior e o sacerdócio maior, e, assim, serem admitidos na presença de Deus.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
De que maneira você pode tornar o aprendizado sobre os Dez Mandamentos algo divertido para sua família? Ao lerem juntos Êxodo 20:3–17, deixe que seus filhos o ajudem a encontrar ou desenhar uma gravura que represente cada um dos Dez Mandamentos. Depois, seus filhos podem se revezar escolhendo uma gravura e falando sobre como podem viver esse mandamento. Compartilhem uns com os outros como viver esse mandamento lhes traz felicidade.
Vocês também podem cantar um hino como “Guarda os mandamentos” (Músicas para Crianças, pp. 68–69). Ajude seus filhos a encontrar palavras na música que lhes ensinem por que Deus quer que guardemos Seus mandamentos.
Quando as crianças contam experiências espirituais, seu testemunho cresce. As perguntas que você faz podem incentivar seus filhos a dizerem como se sentem a respeito do Salvador e como são abençoadas por viver o evangelho (ver Ensinar à Maneira do Salvador, pp. 34–35). Quando elas fazem isso, estão prestando testemunho. Pense em como você pode fazer isso ao debater as bênçãos que advêm de viver os Dez Mandamentos.
Ajude seus filhos a aprender a frase: “Honra teu pai e tua mãe” (Êxodo 20:12). Talvez você queira explicar que “[honrar]” uma pessoa pode significar mostrar respeito por ela ou lhe trazer felicidade. O que Jesus fez para honrar Sua mãe mortal e Seu Pai Celestial? (Ver Lucas 2:48–51; João 19:26–27.) Talvez seus filhos possam se revezar encenando coisas que podem fazer para honrar seus pais, enquanto as outras crianças adivinham o que estão fazendo.
Seus filhos podem gostar de ver exemplos de sinais, como sinais de trânsito ou sinais em um edifício. Quais são as finalidades dos sinais? Depois, seus filhos podem encontrar a palavra “sinal” em Êxodo 31:13, 16–17. O que o Senhor disse que é um sinal entre nós e Ele? Compartilhem uns com os outros algumas das maneiras pelas quais você e sua família procuram demonstrar amor pelo Senhor no Dia do Senhor.
Você pode usar “Moisés no monte Sinai” (Histórias do Velho Testamento, pp. 77–82) para ajudar seus filhos a aprender a história em Êxodo 32:1–8, 19–24. Por que era errado para os israelitas adorar uma estátua em vez de adorar a Deus?
Pode ser divertido criar um caminho no chão (ou encontrar um perto de sua casa) para ilustrar estas palavras de Êxodo 32:8: “E se desviou depressa do caminho”. Enquanto caminham pelo caminho, seus filhos podem falar sobre as tentações que enfrentamos para nos afastarmos de Deus. O que nos ajuda a permanecer no caminho de Deus — e a retornar a ele se tivermos nos desviado? (Ver Êxodo 34:6–7.)
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
O tabernáculo e o sacrifício
Às vezes, ao lermos o Velho Testamento, encontramos longas passagens sobre coisas que eram claramente importantes para o Senhor, mas que parecem não ser tão relevantes para nós hoje. Êxodo 25–30; 35–40 e Levítico 1–9; 16–17 são alguns exemplos. Esses capítulos descrevem em detalhes o tabernáculo de Israel no deserto e os sacrifícios de animais que seriam realizados ali. O tabernáculo era um templo portátil, a habitação do Senhor entre Seu povo.
Nossos templos atuais compartilham semelhanças com o tabernáculo de Israel, mas certamente não correspondem à descrição em Êxodo. E não matamos animais em nossos templos — a Expiação do Salvador encerrou o sacrifício de animais há quase 2.000 anos. No entanto, apesar dessas diferenças, é de grande valor hoje ler sobre as formas de adoração da antiga Israel, especialmente se as virmos como o povo de Deus no Livro de Mórmon — como uma maneira de “fortalecer-lhes a fé em Cristo” (Alma 25:16). Quando entendemos o simbolismo do tabernáculo e do sacrifício de animais, podemos adquirir entendimento espiritual que também fortalecerá nossa fé em Cristo.
Quando Deus ordenou a Moisés que construísse um tabernáculo no acampamento dos israelitas, Ele declarou que era Seu propósito “[habitar] no meio deles” (Êxodo 25:8). Dentro do tabernáculo, a presença de Deus era representada pela arca do testemunho — uma caixa de madeira, revestida de ouro, contendo o registro escrito do convênio de Deus com Seu povo. A arca era mantida na sala mais sagrada e interna, separada do restante do tabernáculo por um véu. Esse véu pode simbolizar nossa separação da presença de Deus por causa da Queda, bem como nosso caminho de volta a Ele — por meio do Salvador.
Além de Moisés, sabemos que apenas outra pessoa poderia entrar naquele “lugar santíssimo” (Êxodo 26:34) — o sumo sacerdote. Como os outros sacerdotes, ele primeiro tinha que ser lavado e ungido e vestido com as roupas sagradas que simbolizavam seu ofício. Uma vez por ano, em um dia chamado Dia da Expiação, o sumo sacerdote oferecia sacrifícios em nome do povo antes de entrar no tabernáculo sozinho. No véu, queimava incenso. A fumaça perfumada ascendendo ao céu representava as orações do povo subindo a Deus. Em seguida, o sumo sacerdote, carregando o sangue do sacrifício do animal, passava pelo véu e se aproximava do trono de Deus, simbolizado pela arca do testemunho.
Com base no que sabe a respeito de Jesus Cristo e de Seu papel no plano do Pai Celestial, você consegue ver como o tabernáculo nos direciona ao Salvador? Assim como o tabernáculo e a arca dentro dele representavam a presença de Deus entre Seu povo, Jesus Cristo era a presença de Deus entre Seu povo. Como o sumo sacerdote, Jesus Cristo é o Mediador entre nós e Deus, o Pai. Ele atravessou o véu para interceder por nós em virtude do sangue de Seu próprio sacrifício.
Alguns aspectos do tabernáculo de Israel podem parecer familiares, especialmente se você já foi ao templo para receber suas ordenanças. O templo é a Casa do Senhor — Sua habitação entre Seu povo. Semelhante ao lugar santíssimo do tabernáculo, a sala celestial do templo representa a presença de Deus. Para entrar, primeiro devemos ser lavados e ungidos. Vestimos roupas sagradas. Fazemos convênios. Oramos em um altar do qual as orações sobem a Deus. E, finalmente, passamos por um véu até a presença de Deus.
Talvez a semelhança mais importante entre os templos atuais e o tabernáculo antigo é que ambos, se entendidos corretamente, fortalecem nossa fé em Jesus Cristo e nos enchem de gratidão por Seu sacrifício expiatório. Deus deseja que todos os Seus filhos entrem em Sua presença; Ele quer “um reino de sacerdotes” e sacerdotisas (Êxodo 19:6). Mas nossos pecados nos impedem de obter essa bênção, pois “nada que é impuro pode habitar com Deus” (1 Néfi 10:21). Portanto, Deus, o Pai, enviou Jesus Cristo, nosso “sumo sacerdote dos bens futuros” (Hebreus 9:11). Ele abre o véu por nós e capacita todo o povo de Deus a vir “com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia” (Hebreus 4:16).
Hoje, o propósito dos templos é mais do que obter exaltação para nós mesmos. Depois de recebermos nossas próprias ordenanças e fazermos convênios com Deus, podemos nos colocar no lugar de nossos antepassados e receber ordenanças em nome deles. Em certo sentido, podemos nos tornar parecidos com o antigo sumo sacerdote — e o Grande Sumo Sacerdote —, abrindo o caminho para outros à presença de Deus.
Os princípios de expiação e reconciliação são ensinados vigorosamente na antiga prática do sacrifício de animais, que existia muito antes da lei de Moisés. Adão e Eva ofereceram sacrifícios. Eles entenderam sua referência simbólica ao sacrifício do Salvador. E eles ensinaram isso a seus filhos.
O simbolismo do sacrifício de animais talvez fosse especialmente comovente no antigo Dia da Expiação de Israel (“Yom Kippur” em hebraico). A necessidade dessa cerimônia anual foi expressa em Levítico 16:30: “Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor”. Isso permitiu que a presença de Deus permanecesse entre o povo. Essa expiação era realizada por meio de várias cerimônias. Em uma delas, um bode era morto como oferta pelos pecados do povo, e o sumo sacerdote levava o sangue do bode ao lugar santíssimo. Posteriormente, o sumo sacerdote colocava as mãos sobre um bode vivo e confessava os pecados dos filhos de Israel — transferindo simbolicamente esses pecados para o bode. O bode era, então, expulso do acampamento de Israel.
Nesses rituais, os bodes simbolizavam Jesus Cristo, tomando o lugar das pessoas pecadoras. O pecado não deve ser permitido na presença de Deus. Mas, em vez de destruir ou expulsar os pecadores, Deus providenciou outra maneira — um bode seria morto ou expulso em seu lugar. “Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles” (Levítico 16:22).
Esses rituais demonstravam que Jesus Cristo e Sua Expiação eram a maneira que Deus providenciara para nos trazer de volta a Sua presença. O Salvador suportou “as nossas enfermidades, e as nossas dores”, sim, “a iniquidade de todos nós” (Isaías 53:4, 6). Ele ficou em nosso lugar, deu Sua vida para pagar a penalidade do pecado e depois venceu a morte por meio de Sua Ressurreição. O sacrifício de Jesus Cristo era o “grande e último sacrifício; sim, não um sacrifício de homem nem de animal”, mas “um sacrifício infinito e eterno” (Alma 34:10). Ele era o cumprimento de tudo para o que apontavam os antigos sacrifícios.
Por essa razão, depois que concluiu Seu sacrifício, Ele disse: “E vós não me oferecereis mais derramamento de sangue; (…) vossos sacrifícios e holocaustos cessarão (…). E oferecer-me-eis como sacrifício um coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:19–20).
Então, quando encontrar escrituras no Velho Testamento sobre os sacrifícios e o tabernáculo (ou, mais tarde, o templo) — e você encontrará muitas delas —, lembre-se de que o objetivo principal de tudo é fortalecer sua fé no Messias, Jesus Cristo. Conecte o que você lê e aprende com sua adoração na casa Dele. Deixe que seu coração e sua mente se voltem a Ele. Pondere sobre o que Ele fez para trazê-lo de volta à presença de Deus — e o que você fará para segui-Lo.
Êxodo 35–40; Levítico 1; 4; 16; 19
Sair do Egito, por mais importante que tenha sido, não concluía totalmente os propósitos de Deus para os filhos de Israel. Mesmo uma vida confortável na terra prometida não era o objetivo final de Deus para eles. Esses eram apenas passos em direção ao que Deus realmente queria para Seu povo: “Santos sereis, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2). Como Deus planejou santificar Seu povo depois de terem vivido em cativeiro por gerações? Ele lhes ordenou que criassem um lugar de santidade no deserto — um tabernáculo. Ele deu convênios e leis para orientar suas ações e transformar seu coração. E ordenou-lhes que fizessem sacrifícios de animais para ensiná-los sobre a expiação de seus pecados. Tudo isso foi feito a fim de direcionar a mente, o coração e a vida deles para o Salvador. Ele é o verdadeiro caminho para a perfeição, tanto para os israelitas quanto para nós. Todos passamos algum tempo no cativeiro do pecado e todos somos convidados a deixar o pecado para trás e a seguir Jesus Cristo, que prometeu: “Posso tornar-vos santos” (Doutrina e Convênios 60:7).
Para uma visão geral do livro de Levítico, ver “Levítico” no Guia para Estudo das Escrituras.
Êxodo 35-40 descreve os esforços dos israelitas para construir um tabernáculo, no qual as ordenanças sagradas os ajudariam a se tornar um povo santo. Ao ler esses capítulos, identifique as coisas que o Senhor pediu que Seu povo colocasse no tabernáculo. O que esses itens representam? O que eles sugerem sobre crescer em santidade? Considere especialmente como esses itens direcionam seus pensamentos ao Salvador. A tabela a seguir pode ajudá-lo:
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Que objetos você encontrou? |
O que isso pode representar? |
|---|---|
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Arca do testemunho (Êxodo 37:1–9; 40:20–21) |
(Ver Êxodo 25:20–22; Guia para Estudo das Escrituras, “Arca da Aliança”) |
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Altar do incenso (Êxodo 40:26–27; ver também Êxodo 30:1, 6–8) |
(Ver Apocalipse 8:3–4) |
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Candelabro de ouro (Êxodo 37:17–24) |
(Ver Mateus 5:14–16; João 8:12) |
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Altar do sacrifício (Êxodo 38:1–7; ver também Êxodo 27:1; 29:10–14) |
(Ver Guia para Estudo das Escrituras, “Sacrifício”) |
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Pia de bronze (pia de água) (Êxodo 30:17–21) |
(Ver 2 Crônicas 4:6; Isaías 1:16; Jeremias 33:8) |
É claro que apenas permanecer em lugares sagrados não nos torna santos. Levítico 19 descreve as leis e os mandamentos dados pelo Senhor para ajudar os israelitas a crescer em santidade. O que você encontra nesses mandamentos que poderia ajudá-lo a buscar a santidade do Senhor? O que você se sente inspirado a fazer para viver esses princípios mais plenamente?
Ver também Henry B. Eyring, “Santidade e o plano de felicidade”, Liahona, novembro de 2019, p. 100; “O Tabernáculo” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Utilizar música sagrada. A música tem grande poder para convidar a influência do Espírito e edificar a fé em Jesus Cristo. As mensagens dos hinos geralmente reforçam a doutrina das escrituras. Por exemplo, cantar um hino como “Mais vontade dá-me” (Hinos, nº 75) pode reforçar algumas das mensagens ensinadas em Levítico 19. Também pode ajudar você a pensar sobre o que significa se tornar mais santo como o Salvador e ponderar como Ele está ajudando você a aumentar sua santidade.
No ano seguinte à saída do Egito, o relacionamento dos filhos de Israel com Jeová poderia ser descrito como inconsistente. No entanto, ao ler Êxodo 35:4–35 e 36:1–7, observe como os israelitas reagiram ao mandamento de construir o tabernáculo. O que você aprendeu com os israelitas que poderia ajudá-lo a servir melhor ao Senhor?
Ele não pode lhe pedir metais preciosos, lençóis ou madeira para um tabernáculo. O que o Senhor lhe deu e o que Ele está pedindo que você ofereça? Quando foi que seu “coração [o] movera a se chegar à obra”?
Ver também Tópicos e Perguntas, “Sacrifício”, Biblioteca do Evangelho.
Êxodo 40:12–14 se refere às ordenanças antigas que também são administradas em nossos dias na Casa do Senhor. Aqui estão alguns versículos adicionais que podem ajudar você a aprender sobre como essas ordenanças testificam de Jesus Cristo:
Lavagem: Salmos 51:2; Ezequiel 36:25–27
Vestir-se com vestes santas: Isaías 61:10; Mateus 22:11–14; Apocalipse 19:7–8
Unção: Lucas 4:18–19; Atos 10:38
A maior parte do livro de Levítico pode parecer estranha para nós: sacrifícios de animais, rituais envolvendo sangue e água e leis que governam os pequenos detalhes da vida. Mas esses rituais e leis foram concebidos para ensinar princípios conhecidos — o arrependimento, a santidade e a Expiação do Salvador. A fim de encontrar esses princípios, ao ler Levítico 1:1–9; 4; 16, pense em perguntas como estas:
Que palavras ou frases encontro que me fazem lembrar de Jesus Cristo e de Seu sacrifício expiatório?
O que aprendo com esses sacrifícios sobre o sacrifício do Salvador?
De que modo sou semelhante às pessoas que fizeram esses sacrifícios?
O Senhor não exige mais sacrifícios de animais. Mas o sacrifício ainda é um princípio importante do evangelho. Para aprender sobre os tipos de sacrifício que o Senhor requer, estude 3 Néfi 9:19–20; Doutrina e Convênios 64:34. Como você está oferecendo esse tipo de sacrifício? O que Moisés 5:7 ensina sobre como você deve encarar seus sacrifícios?
Ver também “Para ponderar: O tabernáculo e o sacrifício”.
No final deste esboço, há uma gravura do tabernáculo dos israelitas no deserto. Você pode olhar para ele com seus filhos e perguntar a eles quais materiais teriam sido necessários para construir o tabernáculo. Depois, vocês podem ler juntos Êxodo 35:20–29 para descobrir como esses materiais foram fornecidos. Como o Senhor nos convidou a contribuir para a edificação de Seu reino?
Você pode ler com eles Êxodo 36:1 a fim de descobrir o que o Senhor deu a Bezalel e Aoliabe para ajudar a construir o tabernáculo. Você pode então conversar com seus filhos sobre o que sente que o Senhor lhes deu para ajudar a edificar Seu reino. Como podemos usar essas coisas para abençoar outras pessoas?
Êxodo 40:17–34 relaciona coisas que faziam parte do tabernáculo dos israelitas. Talvez você e seus filhos possam encontrá-las nesses versículos e na gravura do tabernáculo no final deste esboço. Fale sobre como cada parte do tabernáculo pode ensinar sobre o Salvador ou o Pai Celestial. Por exemplo, a arca do testemunho pode nos lembrar dos mandamentos de Deus, o altar pode nos lembrar do sacrifício de Jesus Cristo e assim por diante.
Que lugares santos temos hoje que nos ajudam a nos sentir mais próximos de Jesus Cristo? Como parte dessa conversa, vocês podem assistir juntos ao vídeo “Temples” (Biblioteca do Evangelho). Vocês também podem cantar uma música como “Holy Places” (Biblioteca do Evangelho). Compartilhem uns com os outros como se sentem a respeito de lugares sagrados como o templo.
Os sacrifícios de animais descritos no Velho Testamento tinham o objetivo de ensinar aos filhos de Israel sobre o perdão por meio de Jesus Cristo. Pense em como ler sobre esses sacrifícios poderia fazer o mesmo por seus filhos. Você pode mostrar gravuras de Jesus Cristo no Getsêmani e na cruz (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 56 e nº 57) enquanto lê com as crianças Levítico 1:1–4. Ajude-as a encontrar palavras ou frases que as lembrem do sacrifício de Jesus Cristo.
Vocês também podem ler juntos 3 Néfi 9:19–20 para descobrir o que nos é ordenado sacrificar em vez de animais. O que significa oferecer ao Senhor um coração quebrantado e um espírito contrito? Consulte o Guia para Estudo das Escrituras, “Coração quebrantado” (Biblioteca do Evangelho) a fim de obter ajuda para responder a essa pergunta.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Deserto perto da península do Sinai
Mesmo a pé, não demoraria 40 anos para viajar do deserto do Sinai à terra prometida em Canaã. Mas foi o tempo que os filhos de Israel precisaram, não para percorrer a distância geográfica, mas a distância espiritual: a distância entre quem eles eram e quem poderiam se tornar como povo do convênio de Deus.
O livro de Números descreve parte do que aconteceu durante aqueles 40 anos, inclusive as lições que os filhos de Israel precisaram aprender antes de entrar na terra prometida. Eles aprenderam a ser fiéis aos servos do Senhor (ver Números 12). Aprenderam a confiar no poder do Senhor mesmo quando não há esperança no futuro (ver Números 13–14). E aprenderam que ser descrente traz prejuízo espiritual, mas eles podiam se arrepender e buscar a cura do Salvador (ver Números 21:4–9).
De algumas maneiras, somos parecidos com os israelitas. Sabemos o que é estar em um deserto espiritual, e as lições que eles aprenderam podem nos ajudar a nos preparar para entrar em nossa terra prometida: a vida eterna com nosso Pai Celestial.
Para uma visão geral do livro de Números, ver “Números” no Guia para Estudo das Escrituras.
Em Números 11:11–17, 24–29, observe o problema que Moisés enfrentava e a solução proposta por Deus. Em sua opinião, o que Moisés quis dizer ao afirmar que gostaria que “todo o povo do Senhor fosse profeta”? (Versículo 29.) Ao ponderar sobre essa pergunta, procure possíveis respostas na mensagem do presidente Russell M. Nelson “Revelação para a Igreja, revelação para nossa vida” (Liahona, maio de 2018, p. 93).
Dizer que todos podemos receber revelação, no entanto, não significa que todos podemos liderar o povo de Deus da maneira que Moisés fez. O incidente em Números 12 deixa isso claro. Quais são os cuidados que você encontra nesse capítulo? Em sua opinião, o que o Senhor quer que você compreenda sobre revelação pessoal e seguir Seu profeta?
Ver também 1 Néfi 10:17; Doutrina e Convênios 28:1–7; Dallin H. Oaks, “Duas linhas de comunicação”, A Liahona, novembro de 2010, p. 83.
Concentre-se no que é mais importante. Algumas pessoas ficam sobrecarregadas com as sugestões de leitura semanais do Vem, e Segue-Me. Ao examinar os esboços, siga o Espírito. Pense em suas próprias necessidades e nas necessidades das pessoas a quem você está ensinando. Entender e aplicar plenamente um princípio em uma semana pode ser mais útil do que ler vários capítulos apenas superficialmente.
Algumas pessoas ficam surpresas ao saber que Moisés, o poderoso líder que estava diante do Faraó e realizou milagres impressionantes com o poder do Senhor, também era “muito manso” (Números 12:3). O que significa ser manso? Você pode estudar a explicação do élder David A. Bednar em “Ser manso e humilde de coração” (Liahona, maio de 2018, p. 30) ou em “Mansidão, manso, mansuetude” no Guia para Estudo das Escrituras (Biblioteca do Evangelho).
O que você aprendeu com os exemplos de mansidão de Moisés em Êxodo 18:13–25; Números 11:26–29; Números 12; Hebreus 11:24–27 e Moisés 1:10–11? Vocês também debater sobre como o Salvador demonstrou mansidão (ver Mateus 11:29; 27:11–14; Lucas 22:41–42; João 13:4–5). O que esses exemplos ensinam a você?
Ao ler Números 13–14, procure se colocar no lugar dos israelitas. Por que eles queriam “[voltar] ao Egito”? (Números 14:3.) Como você descreveria o outro “espírito” que havia em Calebe? (Números 14:24.) O que o impressiona a respeito da fé de Calebe e Josué, e como você pode aplicar o exemplo deles às situações que enfrenta?
Os profetas do Livro de Mórmon conheciam a história encontrada em Números 21:4–9 e compreendiam sua importância espiritual. Leia os ensinamentos deles sobre essa história em 1 Néfi 17:40–41; Alma 33:18–22 e Helamã 8:13–15. Aqui estão algumas perguntas para você ponderar enquanto faz isso:
O que a serpente de bronze pode representar?
O que as mordidas de cobra podem representar?
Os israelitas tinham que “[olhar] para a serpente de bronze” (Números 21:9) a fim de se curar. Por que você acha que algumas pessoas se recusaram a olhar? Algo semelhante já aconteceu com você?
O que você se sente inspirado a fazer a fim de mais plenamente “[olhar] para o Filho de Deus, com fé” e ser curado? (Helamã 8:15.)
Ler essas passagens pode lembrar você de outras ocasiões nas escrituras em que as pessoas precisavam manter o foco em Cristo. Por exemplo, compare a mensagem de Números 21:4–9 com Mateus 14:25–31 e 1 Néfi 8:24–28 (ver também as gravuras no final do esboço desta semana). O que tende a nos afastar de Cristo? Como Ele abençoa as pessoas que permanecem concentradas Nele?
Ver também “Só por em Ti, Jesus, pensar” (Hinos, nº 84).
Quando Balaque, o rei de Moabe, soube que os israelitas estavam se aproximando, ele chamou Balaão, um homem conhecido por pronunciar bênçãos e maldições. Balaque queria que ele amaldiçoasse os israelitas. Observe como Balaque tentou persuadir Balaão (ver Números 22:5–7, 15–17) e pense nas tentações para ir contra a vontade de Deus que você pode enfrentar. O que o impressiona nas respostas de Balaão em Números 22:18, 38; 23:8, 12, 26; 24:13? Infelizmente, Balaão acabou cedendo à pressão e traiu Israel (ver Números 31:16; Judas 1:11). Pondere sobre como você pode permanecer fiel ao Senhor apesar da pressão de outras pessoas.
Pergunte a seus filhos se eles se lembram de alguns dos milagres que o Senhor realizou para ajudar os israelitas (ver “As pragas do Egito” e “A Páscoa”, Histórias do Velho Testamento, pp. 67–74). Depois, resuma para eles Números 11:4–10 e enfatize que os israelitas haviam esquecido suas bênçãos e estavam reclamando. Que bênçãos às vezes esquecemos?
Ao cantar ou ouvir uma música sobre gratidão, como “Conta as bênçãos” (Hinos, nº 57), seus filhos podem desenhar gravuras das bênçãos que o Senhor lhes deu.
Para apresentar Números 12, você poderia dizer a seus filhos que o Senhor estava insatisfeito com Aarão e Miriã, irmão e irmã de Moisés. Peça-lhes que leiam Números 12:1–8 para descobrir o motivo. Você pode usar o Livro de Gravuras do Evangelho para ajudar seus filhos a encontrar exemplos de pessoas nas escrituras que respeitaram o profeta do Senhor e foram abençoadas. De que modo somos abençoados quando seguimos o profeta do Senhor?
Você pode usar “Moisés e a serpente de bronze”, Histórias do Velho Testamento, pp. 83–84, para ajudar seus filhos a aprender o que aconteceu em Números 21:6–9. Como a serpente de bronze é semelhante a Jesus Cristo? (Ver João 3:14–15.) Seus filhos podem gostar de fazer uma serpente de papel e escrever nela algumas coisas simples que podem fazer a fim de “[olhar] para o Filho de Deus, com fé” (Helamã 8:15).
As crianças mais velhas podem escolher uma das seguintes escrituras e compartilhar o que ela acrescenta a nosso entendimento da história: 1 Néfi 17:41; Alma 33:18–20; Helamã 8:13–15; Doutrina e Convênios 6:36.
Faça um resumo de Números 22:1–18 para seus filhos e enfatizem como Balaão se recusou a amaldiçoar o povo de Deus embora Balaque, o rei de Moabe, oferecesse a ele honra e riquezas. Em seguida, você pode ajudar seus filhos a procurar nos versículos a seguir as frases que eles acham que mostram que Balaão queria seguir a Deus: Números 22:18; 23:26; 24:13. Talvez seus filhos possam escolher uma frase de que gostem e escrevê-la em um cartão para ajudá-las a lembrar de obedecer ao Senhor.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Deuteronômio 6–8; 15; 18; 29–30; 34
Moisés no Monte Nebo, de John Steel, © Providence Collection/licenciado pela goodsalt.com
O ministério terreno de Moisés começou em uma montanha, quando Deus falou com ele de uma sarça ardente (ver Êxodo 3:1–10). E terminou em uma montanha, mais de 40 anos depois, quando Deus deu a ele um vislumbre da terra prometida no cume do monte Nebo (ver Deuteronômio 34:1–4). Moisés passara a vida preparando os filhos de Israel para entrar na terra prometida, e o livro de Deuteronômio registra suas instruções, seus lembretes, suas exortações e súplicas finais aos israelitas. Ao ler suas palavras, fica claro que o objetivo real do ministério de Moisés — a preparação de que o povo precisava — não era a sobrevivência no deserto, a conquista de inimigos ou a edificação de uma nação. Tratava-se de aprender a amar a Deus, obedecer a Ele e permanecer leal a Ele. Essa é a preparação de que todos nós precisamos para entrar na terra prometida da vida eterna. Assim, embora Moisés nunca tenha colocado os pés na “terra que mana leite e mel” (Êxodo 3:8), graças à sua fé e fidelidade, ele entrou na terra prometida que Deus preparou para todos aqueles que O seguem.
Para uma visão geral do livro de Deuteronômio, ver “Deuteronômio” no Guia para Estudo das Escrituras.
Deuteronômio 6:4–7; 8:2–5, 11–17; 29:18–20; 30:6–10, 14–20
A lei de Moisés incluía muitas cerimônias e rituais externos. Como você verá no conselho de Moisés em Deuteronômio, o Senhor também estava preocupado com o estado interior de Seu povo — a condição espiritual de seu coração.
Nas passagens a seguir, procure a palavra coração e pondere o que ela pode simbolizar. Você pode pensar nestas passagens como uma espécie de verificação espiritual de seu coração. Que diagnóstico você daria a si mesmo? Que tratamentos você prescreveria para melhorar a saúde espiritual de seu coração? Escreva suas Impressões:
Uma maneira de organizar seus pensamentos pode ser desenhar um coração e escrever dentro dele coisas que o Senhor diz que você deve ter em seu coração. Depois, escreva fora dele coisas que você deve manter fora de seu coração.
Como você demonstra que ama a Deus de todo o coração? Para obter ideias, ver “Amar a Deus, amar ao próximo”, Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, pp. 10–12.
Ver também M. Russell Ballard, “Amas-me mais do que estes?”, Liahona, novembro de 2021, p. 51.
Busque suas próprias inspirações espirituais. O Vem, e Segue-Me sugere passagens e princípios para se concentrar nas escrituras, mas não deixe que isso limite seu estudo. Ao ler Deuteronômio, você pode descobrir um princípio que não está destacado aqui. Permita que o Espírito o guie às verdades que precisa aprender.
A maioria dos israelitas que entraria na terra prometida não tinha visto as pragas no Egito nem atravessado o Mar Vermelho. Moisés sabia que eles — e as gerações futuras — precisariam se lembrar dos milagres e das leis de Deus para permanecer como o povo de Deus.
Que conselho você encontra em Deuteronômio 6:4–12, 20–25 que pode ajudá-lo a se lembrar das grandes coisas que Deus fez por você? O que você se sente inspirado a fazer para que a palavra do Senhor “[esteja] no [seu] coração” diariamente? (Versículo 6.)
Você também pode estudar a mensagem do irmão Jan E. Newman “Preservar a voz do povo do convênio na nova geração” (Liahona, novembro de 2023, p. 36) e ponderar sobre como você passará sua fé em Cristo para as gerações futuras.
Ver também Deuteronômio 11:18–21; Dale G. Renlund, “Ponderar sobre a bondade e a grandiosidade de Deus”, Liahona, maio de 2020, p. 41.
Ainda não chegamos ao dia em que entre nós não haverá pobres (ver Deuteronômio 15:4), então os princípios sobre ajudar os pobres em Deuteronômio 15 ainda são valiosos mesmo que as práticas específicas tenham mudado. Observe o que os versículos 1–15 ensinam sobre por que ajudamos as pessoas necessitadas e qual deve ser nossa atitude em relação a isso.
O que significa “[abrir] de todo a tua mão” às pessoas necessitadas? (Versículos 8, 11.) O que você aprende com o exemplo do Senhor sobre ajudar as pessoas necessitadas? (Ver o versículo 15.)
Ver também “Neste mundo”, Hinos, nº 136.
Pedro, Néfi, Morôni e o próprio Salvador comentaram sobre a profecia em Deuteronômio 18:15–19 (ver Atos 3:20–23; 1 Néfi 22:20–21; Joseph Smith—História 1:40; 3 Néfi 20:23). O que você aprende sobre o Salvador nesses versículos? Pense no que você leu sobre Moisés nas últimas semanas. De que maneira Moisés é “[como]” Jesus Cristo?
Pode ser interessante comparar as palavras de Moisés em Deuteronômio 29:9; 30:15–20 com alguns dos ensinamentos finais de Leí para sua família em 2 Néfi 2:26–29; 4:4. Como Leí expandiu os ensinamentos de Moisés? O que você encontra nesses versículos que o inspira a “[escolher], pois, a vida”? (Deuteronômio 30:19.)
Para ajudar seus filhos a entender Deuteronômio 6:5, desenhe um coração, o contorno de um corpo e um braço forte. Seus filhos podem apontar para as figuras enquanto você lê as palavras “coração”, “alma” e “poder” no versículo. Como mostramos ao Senhor que O amamos de todo o coração, alma e poder?
Leia com seus filhos o conselho do Senhor aos israelitas de colocar passagens das escrituras onde as veriam todos os dias (ver Deuteronômio 6:6–9). Isso pode inspirar você e seus filhos a pensar em maneiras de se certificar de não se esquecer do Senhor (versículo 12) e do que Ele fez por você.
Você pode salientar que Deuteronômio 6:13, 16 e 8:3 ajudaram o Salvador durante um momento importante da vida Dele. Para ver como, leiam juntos Mateus 4:1–10. Depois, vocês podem compartilhar uns com os outros algumas passagens das escrituras que os ajudaram em momentos de necessidade.
Ao lerem juntos Deuteronômio 18:18, ajude seus filhos a entender que o profeta, como Moisés nesse versículo, é Jesus Cristo. Você pode olhar gravuras de coisas que Moisés fez e de coisas que Jesus Cristo fez e deixar que seus filhos as combinem (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 15, nº 16, nº 38 e nº 39). O que nosso profeta de hoje nos ensinou sobre o Salvador?
Deuteronômio 29:12–13; 30:8–10
Falar sobre Deuteronômio 29:12–13 abre uma oportunidade para você e seus filhos falarem sobre os convênios que farão ou já fizeram com o Pai Celestial. O que significa ser o povo de Deus? Como nossas promessas nos tornam o povo de Deus? (Ver o versículo 13; ver também Mosias 18:8–10.)
Se seus filhos precisarem de ajuda para entender o que é um convênio, sugira que encontrem uma definição em “Convênio”, no Guia para Estudo das Escrituras (Biblioteca do Evangelho). Que promessas Deus e os israelitas fizeram um com o outro em Deuteronômio 30:8–10? Que promessas fizemos com Deus? (Ver Doutrina e Convênios 20:37, 77.) Como essas promessas nos conectam a Ele? Cantem juntos uma música sobre convênios, como “Standing on the Promises” (Biblioteca do Evangelho).
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Os livros históricos do Velho Testamento
Os livros de Josué até Ester são tradicionalmente conhecidos como os “livros históricos” do Velho Testamento. Isso não quer dizer que os outros livros do Velho Testamento não tenham valor histórico. Os livros históricos são assim chamados porque o principal objetivo de seus autores foi mostrar a mão de Deus na história do povo de Israel. O propósito não foi esboçar a lei de Moisés, como Levítico e Deuteronômio. Também não foi o de expressar louvor ou lamentação de maneira poética como em Salmos e Lamentações. Eles também não são um registro das palavras dos profetas, como os livros de Isaías e Ezequiel. Em vez disso, os livros históricos narram histórias.
Naturalmente, essas histórias são contadas a partir de certo ponto de vista. Assim como é impossível olhar para uma flor, uma rocha ou uma árvore de mais de um ângulo ao mesmo tempo, é inevitável que um relato histórico reflita a perspectiva da pessoa ou do grupo que o está redigindo. Essa perspectiva inclui os vínculos nacionais ou étnicos de seus autores, bem como suas normas culturais e crenças. Saber disso pode nos ajudar a entender que os autores e compiladores dos livros históricos se concentraram em certos detalhes e deixaram outros de fora. Eles fizeram suposições que outros não teriam feito. E chegaram a conclusões com base nesses detalhes e nessas suposições. Podemos até mesmo ver perspectivas diferentes entre os livros da Bíblia (e às vezes dentro do mesmo livro). Quanto mais conhecemos essas perspectivas, melhor podemos entender os livros históricos.
Uma perspectiva comum a todos os livros históricos do Velho Testamento é aquela dos filhos de Israel, do povo do convênio do Senhor. A fé que depositavam no Senhor os ajudou a ver Sua mão na vida deles e nos negócios de sua nação. Enquanto os livros seculares não costumam ver as coisas dessa maneira, essa perspectiva espiritual é uma das coisas que torna os livros históricos do Velho Testamento tão valiosos para as pessoas que estão procurando edificar uma fé pessoal em Deus.
Os livros históricos começam onde termina o livro de Deuteronômio, do começo ao fim dos anos em que os israelitas vagaram pelo deserto. O livro de Josué mostra os filhos de Israel prontos para entrar em Canaã, sua terra prometida, e descreve como eles a conquistaram. Os livros que se seguem, de Juízes até 2 Crônicas, descrevem a experiência de Israel na terra prometida, desde quando lá se instalaram até a época em que foram conquistados pela Assíria e pela Babilônia. Os livros de Esdras e Neemias falam do retorno de vários grupos de israelitas para sua capital, Jerusalém, décadas depois. Por fim, o livro de Ester relata a história dos israelitas deixando o exílio sob o governo da Pérsia.
Nesse ponto, termina a cronologia do Velho Testamento. Algumas pessoas que leem a Bíblia pela primeira vez ficam surpresas em ver que, na verdade, terminaram de ler a história do Velho Testamento depois de terem lido pouco mais da metade dele. Depois de Ester, não obtemos muitas informações sobre a história dos israelitas. Em vez disso, os livros que se seguem — especialmente os livros dos profetas — encaixam-se dentro da cronologia apresentada pelos livros históricos. O ministério do profeta Jeremias, por exemplo, ocorreu durante os acontecimentos registrados em 2 Reis 22–25 (e o relato paralelo em 2 Crônicas 34–36). Estar ciente disso pode influenciar a maneira como você lê tanto as narrativas históricas quanto os livros proféticos.
Ao ler o Velho Testamento, como em qualquer história, provavelmente você vai ler sobre pessoas fazendo ou dizendo coisas que, nos tempos atuais, parecem estranhas e até perturbadoras. É isto que devemos esperar ao ler o Velho Testamento — seus autores viam o mundo de uma perspectiva que, de certa maneira, era bem diferente da nossa. Violência, relações étnicas e o papel das mulheres são apenas alguns exemplos de como os autores antigos devem ter visto essas questões de maneira diferente de como as vemos hoje.
Então, o que devemos fazer quando encontramos passagens nas escrituras que parecem perturbadoras? Primeiro, seria bom considerar cada passagem em um contexto mais amplo. Como essa passagem se encaixa no plano de salvação de Deus? Como se encaixa com o que você sabe sobre a natureza do Pai Celestial e de Jesus Cristo? Como se encaixa com as verdades reveladas em outras escrituras ou com os ensinamentos dos profetas vivos? E, ainda, como se encaixa com os sussurros do Espírito em seu coração e sua mente?
Em alguns casos, a passagem pode não parecer se encaixar bem em lugar nenhum. Às vezes, a passagem pode ser como uma peça de quebra-cabeças que parece não se encaixar com outras que você já conseguiu juntar. Tentar forçar a peça a se encaixar não é a melhor opção, tampouco desistir de montar o quebra-cabeças. Em vez disso, talvez você precise deixar essa peça de lado por um tempo. À medida que você for aprendendo mais e montando mais do quebra-cabeças, você vai conseguir ver como as peças se encaixam.
Lembre-se de que, além de estarem limitadas a uma perspectiva histórica específica, as histórias das escrituras estão sujeitas ao erro humano. Por exemplo, com o passar dos séculos, “foram suprimidas muitas coisas claras e preciosas [da Bíblia]”, inclusive verdades importantes sobre doutrina, ordenanças e convênios (1 Néfi 13:28; ver também versículos 26, 29, 40). Ao mesmo tempo, devemos estar dispostos a admitir que nossas próprias perspectivas também são limitadas: sempre haverá coisas que não entendemos completamente e perguntas cujas respostas não conseguimos encontrar ainda.
Enquanto isso, as perguntas sem respostas não devem nos impedir de encontrar as pérolas de verdade eterna contidas no Velho Testamento — mesmo que essas pérolas estejam, às vezes, escondidas no terreno pedregoso de experiências perturbadoras e de escolhas erradas feitas por pessoas imperfeitas. Talvez as mais preciosas dessas pérolas sejam as histórias e passagens que testificam do amor de Deus, especialmente aquelas que direcionam nossa mente para o sacrifício de Jesus Cristo. Visto de qualquer ângulo, pérolas como essas brilham hoje da mesma maneira que brilharam no passado. Além disso, como esses relatos falam do povo do convênio de Deus — homens e mulheres que tinham fraquezas humanas e, ainda assim, amavam e serviam a Deus —, as pérolas da verdade estão em toda parte nos livros históricos do Velho Testamento.
Moisés Ordena Josué, de Darrell Thomas (detalhe)
Levou várias gerações, mas a promessa do Senhor estava para ser cumprida: os filhos de Israel finalmente herdariam a terra prometida. Mas alguns obstáculos ainda precisavam ser vencidos: o rio Jordão, as muralhas de Jericó e um povo poderoso que havia rejeitado o Senhor (ver 1 Néfi 17:35). E eles teriam que enfrentar tudo isso sem seu amado líder Moisés. A situação pode ter feito com que alguns israelitas se sentissem fracos e com medo, mas o Senhor disse: “Sê forte e corajoso”. Que motivo tinham para serem corajosos? Não foi porque confiavam em sua própria força — ou na força de Moisés ou de Josué —, mas porque “o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1:9). Quando temos nossos próprios rios para atravessar e muralhas para derrubar, coisas maravilhosas podem acontecer em nossa vida, porque “fará o Senhor maravilhas no meio de [nós]” (ver Josué 3:5).
Para uma visão geral do livro de Josué, ver “Josué” no Guia para Estudo das Escrituras.
Imagine como Josué deve ter se sentido ao ser chamado para substituir Moisés. Observe o que o Senhor disse em Josué 1:1–9 para encorajá-lo. Pense nos difíceis desafios que você enfrenta; o que nesses versículos lhe dá coragem?
O nome Josué (Yehoshua ou Yeshua em hebraico) significa “Jeová salva”. E o nome Jesus vem de Yeshua. Portanto, ao ler sobre Josué, pense em seu papel ao liderar os filhos de Israel através do rio Jordão e na terra prometida. Como a missão dele foi semelhante ao que Cristo faz por nós?
Ao encorajar Josué, o Senhor deu conselhos em Josué 1:8 sobre as escrituras, ou “o livro desta lei”. Considerando a pesada responsabilidade de Josué, por que esse conselho pode ter sido especialmente útil?
Quando o Senhor nos convida a ler as escrituras, Ele geralmente usa palavras que vão além da simples leitura. Ele também promete grandes bênçãos. A tabela a seguir pode ajudar você a descobrir esses convites e essas bênçãos prometidas:
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Convite |
Bênçãos prometidas |
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Meditar dia e noite |
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Prosperar na terra |
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Russell M. Nelson, “Ouvir o Senhor”, Liahona, maio de 2020, penúltimo parágrafo da página 89 |
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Como o Senhor cumpriu essas promessas em sua vida? Agora pode ser um bom momento para avaliar seus hábitos de estudo das escrituras. O que está indo bem? O que você se sente inspirado a fazer para ter experiências mais significativas com a palavra de Deus?
Ver também “Estudando as escrituras”, Hinos, nº 176.
Os cristãos do Novo Testamento consideravam Raabe como um exemplo do poder da fé e das obras (ver Hebreus 11:31; Tiago 2:25). Ao ler Josué 2, pense em como a fé e as obras de Raabe foram importantes para salvar a si mesma, sua família e os espias israelitas. O que isso ensina sobre a influência que sua fé em Cristo e suas obras podem ter sobre você mesmo e outras pessoas?
O Senhor fez maravilhas entre Seu povo ao conduzi-los à terra prometida, e Ele pode fazer o mesmo por você. Aqui estão algumas perguntas para orientar seu estudo de Josué 3–4:
Em sua opinião, por que os israelitas precisavam se santificar antes de cruzar o rio Jordão? (Ver Josué 3:5.)
Observe que o rio se separou somente após “os pés dos sacerdotes que levavam a arca se [molharem] na borda das águas”? (Josué 3:13, 15.) Por que isso é significativo?
Vários outros eventos significativos aconteceram no rio Jordão — ver 2 Reis 2:6–15; 5:1–14 e Marcos 1:9–11. Que conexões você vê entre esses eventos?
Como o Senhor fez “maravilhas” em sua vida? (Josué 3:5.) Como você pode sentir — ou reconhecer — essas maravilhas com mais frequência? (Por exemplo, ver Josué 3:17.)
Josué 6–8 trata das batalhas nas terras de Jericó e Ai. Ao ler esses capítulos, pense em como você luta contra a tentação (por exemplo, ver Josué 7:10–13). O que você aprende sobre como Deus pode ajudá-lo e o que você precisa fazer para ter acesso a Seu poder? Por exemplo, o que o impressiona sobre as instruções do Senhor para tomar Jericó? (Ver Josué 6:1–5.) Talvez o relato de Josué 7 o inspire a decidir se há algum “anátema” em sua vida que você precise remover (Josué 7:13).
Os ensinamentos finais de Josué aos israelitas em Josué 23–24 incluem advertências importantes, conselhos e bênçãos prometidas. Talvez você possa fazer uma lista do que encontrar. Considerando tudo o que os israelitas passaram, em sua opinião, por que Josué decidiu ensinar a eles essas coisas no final da vida? O que inspira você a se achegar “ao Senhor”? (Josué 23:8.)
Ver também Dale G. Renlund, “Escolhei hoje”, Liahona, novembro de 2018, p. 104.
Aqui está uma maneira de ajudar seus filhos a “[ser fortes] e [corajosos]” (Josué 1:6) por meio de Jesus Cristo. Peça-lhes que encontrem uma frase que se repete em Josué 1:6, 9 e 18 e a escrevam ou memorizem. Ajude seus filhos a pensarem em situações nas quais podemos precisar dessa mensagem, assim como Josué. Vocês também podem examinar juntos algumas das histórias de Josué 1–4; 6 (ver também “Josué, o Profeta” e “Raabe e os espias”, Histórias do Velho Testamento, pp. 85–91). Como as pessoas nessas histórias demonstraram coragem e força no Senhor?
Ler Josué 1:8 pode inspirar seus filhos a ler as escrituras sozinhos. Ajude-os a encontrar palavras nesse versículo que ensinam como e por que devemos ler as escrituras. Eles podem procurar a mesma coisa em 1 Néfi 15:23–24; 2 Néfi 31:20; 32:3; Jacó 4:6; Helamã 3:29–30. Você também pode ajudá-los a fazer e executar um plano para ler as escrituras.
Você pode usar a história dos israelitas cruzando o rio Jordão como um símbolo do batismo — abandonando nossa antiga vida no deserto e começando uma nova em um relacionamento de convênio com Deus. Então, ao lerem juntos Josué 3–4 (ou “Josué, o Profeta”, Histórias do Velho Testamento, pp. 85–89), vocês também podem olhar para uma gravura de Jesus sendo batizado e explicar que Jesus foi batizado no mesmo rio que os israelitas atravessaram. Em seguida, cante uma música como “Batismo” (Músicas para Crianças, pp. 54–55). Compartilhem uns com os outros como ser batizado é como começar uma nova vida no reino de Jesus Cristo.
O que você poderia fazer para ajudar seus filhos a aprender a escolher seguir Jesus Cristo, como Josué convidou os israelitas a fazer? Você pode convidá-los a:
Memorizar uma frase curta de Josué 24:15. Procure torná-la divertida para seus filhos. O número de palavras que memorizam pode depender da idade.
Encontrar histórias sobre pessoas que escolheram servir a Jesus Cristo. Eles podem procurar na revista Meu Amigo, no Livro de Gravuras do Evangelho ou em Histórias do Velho Testamento e outros livros de histórias das escrituras.
Praticar situações em que eles podem escolher seguir e servir ao Salvador.
Use uma variedade de atividades. “Todas as crianças são diferentes e, à medida que se desenvolvem, suas necessidades vão mudar. Variar seus métodos de ensino vai ajudá-lo a atender às diversas necessidades delas” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 34).
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
“Certamente Irei Contigo” — Débora, a Profetisa, de Des Leavitt
Todos sabemos como é pecar, sentir-nos mal por isso e, em seguida, arrepender-nos e decidir mudar nossos caminhos. Mas, muitas vezes, esquecemos nossa decisão anterior e, quando a tentação chega, acabamos cometendo o mesmo pecado. Esse padrão aparece com frequência no livro de Juízes. Influenciados pelas crenças e práticas de adoração dos cananeus — a quem eles deveriam expulsar da terra —, os israelitas quebraram os convênios que fizeram com o Senhor e deixaram de adorá-Lo. Como resultado, perderam Sua proteção e caíram em cativeiro. E, no entanto, cada vez que isso acontecia, o Senhor dava a Seu povo do convênio a oportunidade de se arrependerem e levantava um libertador, um líder militar chamado de “juiz”. Nem todos os juízes no livro de Juízes foram justos, mas alguns deles exerceram grande fé ao libertar os filhos de Israel e restaurá-los ao relacionamento de convênio com o Senhor. Essas histórias nos lembram que, não importa o que tenha nos afastado de Jesus Cristo, Ele é o Redentor de Israel e está sempre disposto a nos libertar e a nos receber de volta quando retornarmos a Ele.
Para uma visão geral do livro de Juízes, ver “Juízes, Livro dos” no Guia para Estudo das Escrituras.
O livro dos Juízes pode ser tanto uma advertência quanto um incentivo. Identifique essa advertência e esse incentivo ao ler Juízes 2:1–19; 3:5–12. Como você acha que a advertência e o incentivo se aplicam a você?
Por exemplo, se Juízes 2:19 fosse sobre você e suas tentações, e não sobre os antigos israelitas, o que diria? Se Juízes 3:9 fosse sobre o que o Senhor fez para livrá-lo, o que essa escritura diria?
Você pode ler a pergunta e a resposta na página 9 de Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas. Em sua opinião, como isso se aplica à experiência dos israelitas no livro de Juízes? O que esse relato ensina a respeito de Jesus Cristo?
Às vezes, a fé exercida por uma pessoa pode inspirar fé em muitas outras. Em Juízes 4, essa pessoa era Débora. Leia sobre ela em Juízes 4:1–15 e observe a influência que exercia sobre as pessoas ao seu redor. Aqui estão algumas perguntas para ajudá-lo a considerar como a experiência dela pode se aplicar à sua vida:
Como você descreveria as condições em que os israelitas se encontravam naquela época? (Ver os versículos 1–3.) Que semelhanças você vê com as condições atuais — nas pessoas e na sociedade?
Que palavras ou ações de Débora mostram sua fé no Senhor? Como sua fé influenciou outras pessoas? O que mais o impressiona nela?
Em sua opinião, o que Débora quis dizer com a pergunta que fez no versículo 14: “O Senhor não saiu diante de ti?” Como o Senhor “saiu diante” de você? (Ver Doutrina e Convênios 84:87–88.)
Pondere sobre como sua fé em Jesus Cristo pode abençoar outras pessoas da mesma maneira que a fé de Débora abençoou Baraque e os outros israelitas. Para ajudá-lo a pensar sobre isso, estude a mensagem do élder Neil L. Andersen “Falamos de Cristo” (Liahona, novembro de 2020, p. 88). Pesquise na mensagem (1) razões para falar mais abertamente sobre o Salvador e (2) maneiras de fazê-lo.
Em seguida, faça uma lista de coisas que você sabe sobre Jesus Cristo — das escrituras, das palavras dos profetas vivos e de suas experiências pessoais. Quem precisa saber disso? Como você vai compartilhá-lo?
Ver também Mateus 5:14–16; 1 Pedro 3:15; “Sempre que alguém nos faz o bem”, Hinos, nº 145.
Convide todos a participar. Se você é professor — em casa ou na igreja — “[proporcione] aos alunos oportunidades de falar uns com os outros o que estão aprendendo sobre o Salvador e Seu evangelho. Isso vai ajudá-los a internalizar as verdades que lhes são ensinadas e expressá-las” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 28). Por exemplo, ao estudarem juntos Juízes 4, você pode dar a cada aluno algo específico para procurar no capítulo e depois convidá-los a compartilhar uns com os outros o que encontraram.
Ao ler Juízes 6–8, anote as ocasiões em que o Senhor pediu a Gideão que acreditasse em algo que parecia improvável. Ele já perguntou algo semelhante a você?
Em sua opinião, o que o Senhor está querendo lhe ensinar com esse relato? Como você tem visto o Senhor realizar Sua obra de maneiras que pareciam improváveis?
Sansão perdeu sua força física e espiritual porque violou seus convênios com Deus, inclusive aqueles que se aplicavam especificamente aos nazireus (para informações sobre os nazireus, ver Números 6:1–6; Juízes 13:7). Ao ler sobre Sansão em Juízes 13–16, observe os versículos que mostram que o Senhor estava com Sansão, bem como os versículos que mostram que Sansão não estava totalmente comprometido com o Senhor.
Você também pode ponderar sobre os convênios que fez com o Senhor. Como esses convênios trouxeram Seu poder para sua vida? O que você aprendeu com as experiências de Sansão que o inspira a permanecer fiel a seus convênios com Deus?
A irmã Ann M. Dibb ensinou: “[Sansão] nasceu com grande potencial. Foi prometido à mãe dele: ‘Ele começará a livrar Israel da mão dos filisteus’ (Juízes 13:5). Mas, quando cresceu, Sansão olhou mais para as tentações do mundo do que para a orientação de Deus. Ele tomava uma decisão ‘porque ela [agradava] aos [seus] olhos’ (Juízes 14:3) e não porque era o certo. Repetidas vezes, as escrituras usam a expressão ‘e desceu’ (Juízes 14:7) ao relatar as jornadas, ações e escolhas de Sansão. Em vez de se erguer e brilhar para cumprir seu grande potencial, Sansão se deixou vencer pelo mundo, perdeu o poder que recebera de Deus e teve uma morte trágica e precoce” (“Erguei-vos e brilhai”, A Liahona, maio de 2012, p. 118).
Ver também Dallin H. Oaks, “Convênios e responsabilidades”, Liahona, maio de 2024, p. 93; Ulisses Soares, “Confiança nos convênios por meio de Jesus Cristo”, Liahona, maio de 2024, p. 17.
Como este domingo é o primeiro domingo do mês, as professoras da Primária são incentivadas a usar atividades de aprendizado no “Apêndice B: Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Juízes 3 descreve um padrão que ensina sobre o poder do Salvador para nos libertar do pecado. Para ajudar seus filhos a identificar esse padrão, você pode escrever estas frases: “parecia mau”, “clamaram ao Senhor” e “levantou um libertador”. Depois, seus filhos podem procurar essas frases em Juízes 3:7–9 e Juízes 3:12–15. O que aprendemos sobre o Senhor nesse padrão?
Para enfatizar que Jesus Cristo é nosso Libertador, você pode reunir várias gravuras de pessoas, incluindo uma gravura de Jesus, e colocá-las viradas para baixo. Deixe seus filhos se revezarem virando as gravuras. Quando encontrarem a gravura de Jesus, cantem uma música sobre Ele, como “Ele mandou Seu Filho” (Músicas para Crianças, pp. 20–21), e conte a seus filhos como Ele os libertou.
Você pode usar “Débora, a Profetisa”, Histórias do Velho Testamento, pp. 92–95, para contar a seus filhos a história em Juízes 4. Compartilhem uns com os outros o que admiram em Débora. Como a fé no Senhor abençoou as pessoas ao redor dela? O que podemos fazer para ajudar outras pessoas a ter mais fé em Jesus Cristo?
Use Juízes 7:4–7, a página de atividades desta semana ou “O exército de Gideão”, Histórias do Velho Testamento, pp. 96–99, para ensinar seus filhos sobre como o Senhor fez o exército de Israel menor. Por que o Senhor queria que o exército de Gideão fosse tão pequeno? (Ver Juízes 7:2.)
Seus filhos podem desenhar uma espada, um escudo, uma trombeta, uma tocha e um cântaro e conversar sobre quais desses objetos eles gostariam de ter em uma batalha. Depois, eles poderiam ler Juízes 7:16 para saber o que o Senhor disse que o exército de Gideão deveria usar. Ao ler sobre a batalha em Juízes 7:19–21, compartilhem uns com os outros o que aprenderam sobre o Senhor nessa história.
Os convênios de Sansão com o Senhor lhe deram força física, assim como nossos convênios nos dão força espiritual. Talvez seus filhos gostem de fazer alguns exercícios físicos e conversar sobre como esses exercícios podem ajudar a tornar nosso corpo mais forte. Como o cumprimento de nossos convênios fortalece nosso espírito? (Ver Mosias 18:8–10; Doutrina e Convênios 20:77, 79.)
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Aonde Quer Que Tu Fores, de Sandy Freckleton Gagon
Às vezes, imaginamos que nossa vida deve seguir um caminho claro do início ao fim. Afinal, a distância mais curta entre dois pontos é uma linha reta. E, no entanto, a vida costuma ser cheia de atrasos e desvios que nos levam a direções inesperadas.
Rute e Ana certamente entenderam isso. Rute não era israelita, mas se casou com um e, quando o marido morreu, ela teve que fazer uma escolha. Deveria ela voltar para sua família e sua antiga vida familiar, ou abraçaria a fé israelita e um novo lar com sua sogra? (Ver Rute 1:4–18.) O plano de Ana para sua vida era ter filhos, mas ela não podia, e isso a deixou “com amargura de alma” (ver 1 Samuel 1:1–10). Ao ler sobre Rute e Ana, pense na fé que elas devem ter tido para percorrer seus caminhos inesperados. Depois, pense em sua própria jornada. É diferente de Rute e de Ana, e de qualquer outra pessoa. Ao longo das provações e surpresas entre aqui e seu destino eterno, você pode aprender a dizer como Ana: “O meu coração exulta ao Senhor” (1 Samuel 2:1).
Ver também o Guia para Estudo das Escrituras para uma visão geral dos livros de Rute e 1 Samuel.
A vida é difícil para uma viúva em qualquer época. Mas, quando o marido de Rute morreu, a situação ficou particularmente difícil. Na cultura israelita da época, uma mulher sem marido ou filhos não tinha direito à propriedade e tinha poucas maneiras de ganhar a vida. Ao ler a história de Rute, observe como o Senhor transformou a tragédia em grandes bênçãos. O que você observa em Rute que pode tê-la ajudado? Como Boaz redimiu Rute de sua situação desesperadora? (Ver Rute 4:4–10.) De que maneira Rute e Boaz eram semelhantes a Jesus Cristo?
Ver também “Be Still, My Soul”, Hymns, nº 124.
Talvez você tenha sofrido uma grande perda, como Rute e Noemi sofreram (ver Rute 1:1–5). Ou talvez, como Ana, você anseie por bênçãos que ainda não recebeu (ver 1 Samuel 1:1–10). Como essas mulheres demonstraram sua fé em Deus? O que você aprendeu com o exemplo delas?
É claro que nem todo mundo que ora por um filho o recebe, e nem todos cujo cônjuge morre se casam novamente. Mas todos os que se voltam para o Salvador recebem Sua ajuda e orientação. Pense em como você “[foi se] abrigar” no Senhor (ver Rute 2:12) durante seus momentos difíceis.
Ver também Amy A. Wright, “Suportar o dia em Cristo”, Liahona, novembro de 2023, p. 9.
Quando seus inimigos atacavam, os israelitas aparentemente pensavam que simplesmente possuir a arca da aliança os protegeria. Ao ler 1 Samuel 4–6, pense em por que isso não funcionou. (Observe também, em 1 Samuel 2:12–25, as ações injustas dos filhos de Eli, que serviam como sacerdotes no tabernáculo.) Em sua opinião, o que o Senhor estava querendo ensinar a Seu povo? O que você aprendeu com o que aconteceu aos filisteus depois de capturar a arca? (Ver os capítulos 5–6.) O que você aprende com os esforços de Israel para recuperar a proteção do Senhor em 1 Samuel 7?
Você pode se inspirar lendo o poema de louvor de Ana em 1 Samuel 2:1–10. O que você encontra nas palavras dela que poderia ter ajudado os filhos de Eli e o restante dos israelitas?
Às vezes, você pode se sentir como Samuel, que ouviu a voz do Senhor, mas não a reconheceu. Como todos nós, Samuel teve de aprender a reconhecer a voz do Senhor. Ao estudar 1 Samuel 3, o que você aprende com esse menino sobre ouvir a voz do Senhor e obedecer a ela? Você também pode pesquisar essas escrituras adicionais e fazer uma lista de diretrizes que podem ajudar uma pessoa a reconhecer a voz do Senhor: 1 Reis 19:11–12; Lucas 24:15–32; 3 Néfi 11:3–7; Doutrina e Convênios 6:22–23; 8:2–3; 9:7–9.
Outras vezes, você pode sentir que os céus estão fechados e que Deus não quer Se comunicar com você. O presidente Russell M. Nelson disse: “Deus realmente quer falar com vocês? Sim!” (“Revelação para a Igreja, revelação para nossa vida”, Liahona, maio de 2018, p. 95.) Ao estudar a mensagem do presidente Nelson, o que você encontrou que o inspira a ouvir a voz do Senhor e obedecer a ela? O que o presidente Nelson convida você a fazer e que bênçãos ele promete? Você também pode encontrar convites e bênçãos prometidas sobre revelação em “Andar na luz de Deus” (Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, pp. 16–20). Considere escolher uma coisa que você pode fazer para “aumentar sua capacidade espiritual de receber revelação”.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Ao contar para seus filhos a história de Rute (você pode usar “Rute e Noemi”, Histórias do Velho Testamento, pp. 100–103), peça-lhes que levantem a mão toda vez que ouvirem um ato de bondade na história. Eles também podem compartilhar como se sentem quando outras pessoas são gentis com eles ou quando são gentis com os outros. Como o Salvador tem sido bondoso conosco? Como podemos seguir Seu exemplo? (Ver “A bondade por mim começará”, Músicas para Crianças, p. 83.)
As histórias de Rute e Ana podem inspirar seus filhos a permanecerem fiéis durante os momentos difíceis. Você pode ajudá-los a criar um gráfico simples com os títulos Provações, Ações, Bênçãos. Então, vocês podem ler juntos Rute 1:3–5, 8, 16; 2:1–3, 8–12; 4:13–17; 1 Samuel 1:1–18 e escrever sob os títulos o que eles encontram nesses versículos. Como Rute e Ana demonstraram fé no Senhor? Você ou seus filhos podem então compartilhar exemplos de como o Senhor os abençoou em tempos difíceis.
Para aprender sobre Ana, seus filhos podem ler 1 Samuel 1:1–18 ou “Ana”, Histórias do Velho Testamento, pp. 104–105, ou assistir ao vídeo “Ana Exerce Fé no Senhor”. Pode ser divertido jogar uma bola para uma criança e convidá-la a contar parte da história antes de passar a bola para outra pessoa. O que aprendemos com o exemplo de Ana a respeito da oração?
Talvez uma simples encenação possa ajudar seus filhos a aprender com a experiência de Samuel com a revelação. Uma criança pode fingir ser Samuel e outra pode fingir que é Eli enquanto você lê 1 Samuel 3:1–10 (ver também “Samuel, o Profeta”, Histórias do Velho Testamento, pp. 106–109, ou o vídeo “Samuel e Eli”, Biblioteca do Evangelho). O que aprendemos com Samuel sobre como ouvir a voz do Senhor? Como mostramos que estamos dispostos a ouvir quando o Senhor fala conosco?
Pergunte a seus filhos como eles explicariam a alguém como o Senhor fala com eles. Você pode ajudá-los a procurar respostas em Doutrina e Convênios 6:22–23; 8:2–3; 9:7–9.
Ajude seus filhos a aprender a reconhecer o Espírito. Não é fácil discernir entre nossos próprios sentimentos e o Espírito Santo. Todo mundo luta com isso de vez em quando. Aproveite todas as oportunidades que puder para ajudar seus filhos a reconhecer quando estão sentindo a influência do Espírito. Por exemplo, ao ler 1 Samuel 3:1–10 e os versículos sugeridos em Doutrina e Convênios, você pode contar experiências nas quais o Senhor lhe ensinou em sua mente e em seu coração.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Ao Lado de Águas Tranquilas, de Simon Dewey
Saul era um guardador de jumentos. Embora alto e bonito, ele era “pequeno aos [seus] olhos” e autoconsciente sobre sua herança familiar (ver 1 Samuel 9:2–3, 21; 15:17). No dia em que deveria ser apresentado diante de Israel como seu rei, ele não apareceu; ele estava tão nervoso que “se escondeu” (1 Samuel 10:21–22). Olhando para Saul, você pode não ter adivinhado que ele levaria os israelitas à vitória sobre seus inimigos — ou que mais tarde ele se tornaria orgulhoso e se rebelaria contra o Senhor.
Davi era um pastor de ovelhas. Ele não era tão fisicamente impressionante quanto seus sete irmãos mais velhos. No dia em que Samuel foi escolher um novo rei para Israel, não parecia útil incluir Davi entre os possíveis candidatos, por isso ele foi deixado nos campos com as ovelhas. Olhando para Davi, talvez você não imaginasse que ele teria fé e coragem para derrotar um gigante e se tornar o rei mais bem-sucedido de Israel.
Mas o Senhor vê além de nossos rótulos, de nossa aparência física, de nossas inseguranças. Em vez disso, ele olha “para o coração” (1 Samuel 16:7). E, mesmo quando nosso coração não está certo, se estivermos dispostos, Ele nos dará “[outro] coração” (1 Samuel 10:9).
1 Samuel 8 fala de um acontecimento que mudaria para sempre o destino dos israelitas. Para proteção contra seus inimigos, os israelitas queriam o que seus vizinhos tinham — um rei para governá-los. Ao ler sobre o pedido deles e a resposta do Senhor, pense em quem você procura para obter segurança e orientação. Pense no que significa permitir que o Senhor “[reine] sobre [você]” (1 Samuel 8:7).
Nas próximas semanas, você vai ler sobre vários reis chamados para liderar Israel. Ao aprender sobre eles, considere as seguintes perguntas:
Como as advertências do Senhor foram cumpridas em 1 Samuel 8:10–18?
Como os filhos de Israel foram afetados por sua escolha de ter um rei terreno?
Como Jesus Cristo é diferente dos reis terrenos? Pense nas influências mundanas que você talvez precise remover de sua vida para permitir que Cristo seja seu Rei.
Ver também “A Deus, Senhor e Rei”, Hinos, nº 35.
Leia sobre como Deus escolheu os reis de Israel em 1 Samuel 9–10 e 16 (ver especialmente 9:15–17; 10:1–12; 16:1–13). Procure passagens que o ajudem a entender o que significa “ser chamado por Deus, por profecia” na Igreja do Senhor hoje (Regras de Fé 1:5). Você pode se colocar no lugar do líder que faz o chamado (Samuel), da pessoa que está sendo chamada (Saul e Davi) e das pessoas a quem ele vai servir (os israelitas). O que você aprendeu com as palavras e ações deles nesses capítulos?
Considerando o quanto Saul parecia tímido em 1 Samuel 10, é surpreendente ler sobre sua “rebelião” e “porfiar” depois de se tornar rei (1 Samuel 15:23). Por que você acha que isso aconteceu? Em 1 Samuel 13:5–14, que atitudes e comportamentos você vê que levaram à queda dele?
Em 1 Samuel 15, você vai ler sobre um mandamento do Senhor ao qual Saul não obedeceu por achar que tinha um bom motivo. Para aprender com as más escolhas de Saul, leia o versículo 22 e substitua as palavras “sacrifícios” e “gordura de carneiros” por coisas que parecem boas, mas não são tão importantes quanto ouvir o Senhor e obedecer a Ele. Como você foi abençoado por colocar a vontade do Senhor em primeiro lugar em sua vida?
Você já tomou uma decisão com base no “que está diante dos olhos”, apenas para descobrir que você estava errado? Talvez você tenha comido algo que não era tão bom quanto parecia. Ou talvez tenha julgado alguém injustamente.
Quando Samuel estava procurando um novo rei de Israel, o Senhor lhe ensinou um caminho melhor. Leia sobre isso em 1 Samuel 16:6–7 e faça uma lista de maneiras pelas quais as pessoas julgam os outros pelo “que está diante dos olhos”. Você pode encontrar alguns exemplos na mensagem do élder Christophe G. Giraud-Carrier “Somos Seus filhos” (Liahona, novembro de 2023, p. 114). O que significa olhar “para o coração” como faz o Senhor? (1 Samuel 16:7.) Você também pode encontrar exemplos disso na mensagem do élder Giraud-Carrier. Talvez você possa pensar em outras ocasiões em que o Salvador olhou além da aparência exterior de uma pessoa. (Ver, por exemplo, Marcos 12:41–44; Lucas 5:1–11; 19:1–9; João 4:5–30; Moisés 6:31–36.) O que você pode aprender com esses exemplos?
Como você pode seguir o exemplo do Salvador na maneira como vê as outras pessoas — e a si mesmo? Como isso pode afetar suas interações com outras pessoas? Você pode contar a alguém sobre a bondade que você vê no coração dela.
Ver também Ulisses Soares, “Irmãos e irmãs em Cristo”, Liahona, novembro de 2023, p. 70.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Ao ler 1 Samuel 8 com seus filhos, ajude-os a encontrar motivos pelos quais Samuel disse aos israelitas que ter um rei era uma má ideia. Por que é melhor ter Jesus Cristo como nosso rei? Talvez vocês possam fazer uma coroa de papel juntos e se revezar para usá-la e compartilhar algo que podemos fazer a fim de mostrar que queremos que Jesus seja nosso Rei. (Ver também Jeremias 23:5; Doutrina e Convênios 45:59.)
1 Samuel 8:6; 9:15–17; 10:1–24; 16:1–13
Os relatos de Deus ao escolher Saul e Davi para serem reis podem ajudar seus filhos a compreender como as pessoas são chamadas para servir na Igreja hoje por revelação. Para ensinar essas histórias, você pode escrever os acontecimentos das histórias em tiras de papel, e seus filhos podem colocá-las na ordem correta ao lerem as passagens das escrituras juntos (ver também “O jovem Davi”, Histórias do Velho Testamento, pp. 110–111). Depois, você pode falar sobre ocasiões em que Deus o abençoou com poder espiritual para cumprir uma designação ou um chamado (ver 1 Samuel 10:9–10).
Esse também pode ser um bom momento para ensinar a quinta regra de fé a seus filhos. Conte-lhes como você recebeu seu chamado na Igreja. Como você sabe que foi chamado por Deus?
Uma lição com objetos pode ajudar seus filhos a entender o princípio em 1 Samuel 16:7. Por exemplo, você pode mostrar a eles um alimento com uma embalagem que não corresponda ao seu conteúdo verdadeiro, ou um livro com uma capa diferente. O que 1 Samuel 16:7 e essa lição com objetos sugerem sobre como devemos ver a nós mesmos e às outras pessoas? Cante uma música que enfatize esse princípio, como “Amai-vos uns aos outros” (Músicas para Crianças, p. 74).
Use atividades com objetos. Quando seus filhos têm algo para ver e tocar relacionado a um princípio do evangelho, é mais provável que se lembrem dele. Por exemplo, ao ler 1 Samuel 16:7 com eles, você pode deixar que o ajudem a encontrar exemplos de ilusões de ótica para ilustrar o ponto que devemos procurar ver como o Senhor vê — olhando “para o coração” —, em vez de julgar com base no “que está diante dos olhos”.
Conte uma experiência em que você aprendeu por que deve “[olhar] para o coração”, não apenas para “a aparência” (versículo 7). Vocês também podem se revezar falando uns aos outros sobre as boas qualidades que veem no coração uns dos outros.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
1 Samuel 17–18; 24–26; 2 Samuel 5–7
Davi e Golias, de Steve Nethercott
Desde que as tribos de Israel se estabeleceram na terra prometida, os filisteus sempre foram uma ameaça à segurança dos israelitas. O Senhor os havia libertado muitas vezes no passado, mas agora os anciãos de Israel exigiam: “Haverá sobre nós um rei (…) e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras” (1 Samuel 8:19–20). Então Saul foi ungido rei. Mesmo assim, quando Golias, o gigante ameaçador, lançou seu desafio aos exércitos de Israel, Saul e o resto de seu exército “temeram muito” (1 Samuel 17:11). Naquele dia, não foi o rei Saul quem salvou Israel, mas um humilde pastor chamado Davi, que não usava armadura, mas estava revestido com uma fé inabalável no Senhor. Essa batalha provou a Israel, e a qualquer um que tenha batalhas espirituais a travar, que “o Senhor salva, não com espada, nem com lança” e que “do Senhor é a guerra” (1 Samuel 17:47).
A história de Davi e Golias é uma das mais conhecidas das escrituras. É claro que geralmente nos concentramos em Davi. Mas, desta vez, enquanto você estuda 1 Samuel 17, pondere sobre as palavras de várias pessoas nesse capítulo (veja a lista a seguir). O que você aprendeu sobre eles e seus motivos? O que você aprendeu sobre Davi? O que mudou nele?
Golias: versículos 8–10, 43–44
Eliabe: versículo 28
Saul: versículo 33
Sua história, embora não tão conhecida quanto a de Davi, certamente incluirá desafios do tamanho de Golias a serem vencidos e oportunidades de exercer fé no Senhor. O que o exemplo de Davi ensina sobre como enfrentar as adversidades em sua história? Leia também a mensagem da presidente Camille N. Johnson “Permitam que Cristo seja o autor de sua história” (Liahona, novembro de 2021, p. 80) com um de seus desafios em mente. Procure respostas para perguntas como estas: Como o Senhor quer que eu veja meus desafios? Como Ele me ajudou no passado? Como posso mostrar que confio Nele para escrever minha história?
Você já deve saber que haverá alguns capítulos trágicos mais adiante na história de Davi (ver, por exemplo, 2 Samuel 11). Se você tivesse a oportunidade de dar alguns conselhos a Davi depois da batalha contra Golias, o que diria? Como esse conselho pode se aplicar à sua vida?
Ver também “O Senhor Me Livrará” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Além dos desafios pessoais, também enfrentamos problemas grandes e complexos que afetam o mundo inteiro. Quando as forças do mal se “[ajuntarem] (…) para a guerra” contra as forças do bem (1 Samuel 17:1), podemos nos perguntar como nossos esforços individuais poderiam fazer a diferença. O que você encontra na história de Davi que lhe dá esperança?
Ver também “Trabalhemos hoje”, Hinos, nº 141.
Ao ler 1 Samuel 18, você pode contrastar Saul e seu filho Jônatas (que, se não fosse por Davi, poderia ter presumido que ele seria o próximo rei). Como Saul e Jônatas reagiram ao sucesso de Davi? O que você pode aprender com essa experiência?
O que você encontra nas atitudes e ações de Jônatas que o faz lembrar de Jesus Cristo?
“[Aplicar] todas as escrituras” (1 Néfi 19:23). As escrituras oferecem grandes oportunidades de aprender com as motivações e ações de pessoas como Davi, Jônatas e Saul. Você vai descobrir que ninguém nas escrituras é perfeito. Assim, ao ler, por exemplo, sobre as escolhas fiéis de Davi, esteja aberto a aprender também com seus erros. Isso pode nos ajudar a identificar possíveis fraquezas em nós mesmos e “[aprender] a ser mais sábios do que [outros foram]” (Mórmon 9:31).
Em 1 Samuel 24–26, procure lições sobre orgulho, perdão e autocontrole. Você também pode ler a mensagem do élder Mark A. Bragg “Uma atitude serena como a de Cristo” como parte de seu estudo (Liahona, maio de 2023, p. 60). Como Davi, Abigail e outros demonstraram — ou deixaram de demonstrar — uma postura cristã nesses capítulos? Que oportunidades você tem de demonstrar equilíbrio cristão?
A mensagem da irmã Kristin Yee “Grinalda por cinza: O caminho de cura do perdão” (Liahona, novembro de 2022, p. 36) pode ajudar você a estudar 1 Samuel 25. Como Abigail é parecida com Jesus Cristo?
Mesmo depois que Davi derrotou Golias, seus problemas com os filisteus não acabaram. Ao ler 2 Samuel 5:17–25, pense em como o exemplo de Davi pode ajudá-lo nos desafios que você enfrenta (ver também 1 Samuel 23:2, 10–11; 30:8; 2 Samuel 2:1). Como você está sendo abençoado por agir de acordo com a revelação que recebe?
Quando Davi se ofereceu para construir uma casa, ou seja, um templo, para o Senhor (ver 2 Samuel 7:1–3), o Senhor respondeu que o filho de Davi a construiria (ver os versículos 12–15; ver também 1 Crônicas 17:1–15). O Senhor também disse que Ele, por sua vez, construiria uma “casa” para Davi, ou seja, uma posteridade, e que seu trono duraria para sempre (ver 2 Samuel 7:11, 16, 25–29; Salmos 89:3–4, 35–37). Essa promessa foi cumprida em Jesus Cristo, nosso Rei Eterno, que era descendente de Davi (ver Mateus 1:1; Lucas 1:32–33; João 18:33–37).
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Você pode usar “Davi e Golias”, Histórias do Velho Testamento, pp. 112–116, para ajudar seus filhos a se familiarizarem com o que aconteceu em 1 Samuel 17:20–54. Depois, você pode deixá-los recontar a história usando as gravuras ou os desenhos neste esboço. Pergunte-lhes o que acham que o Senhor quer que aprendam com essa história.
Você e seus filhos também podem fazer uma lista de alguns desafios difíceis que podem enfrentar durante a vida. Depois, ajude-os a encontrar coisas que Davi disse que podem ajudar nesses desafios (ver 1 Samuel 17:26, 32, 34–37, 45–47). Compartilhe como Jesus Cristo o ajudou durante os desafios.
Seus filhos podem marchar como se fossem Davi para lutar contra Golias enquanto cantam uma música sobre ser corajoso, como “Serei valoroso” (Músicas para Crianças, p. 85).
Como você pode ajudar seus filhos a aprender com a amizade de Jônatas e Davi? Uma maneira seria dar a cada criança dois corações de papel, um para representar Davi e outro para representar Jônatas. Em seguida, leiam juntos algumas frases de 1 Samuel 18:1–4 que enfatizem o amor que esses dois amigos sentiam um pelo outro. Depois, seus filhos podem escrever ou desenhar em seu coração de papel como eles podem demonstrar amor a um amigo.
Nesses capítulos, Davi se torna o rei de Israel. Pode ser divertido para seus filhos fingirem ser um rei ou uma rainha. Que leis eles fariam? Onde eles iriam buscar ajuda? Ajude seus filhos a descobrir que, quando Davi precisou de ajuda, ele “consultou” ou orou pedindo respostas. Por exemplo, ao ler 2 Samuel 5:19, 23, peça às crianças que prestem atenção à palavra “consultou” e cruzem os braços ao ouvi-la. Por que Davi precisaria da ajuda do Senhor em sua nova função?
Contem uns aos outros sobre ocasiões em que oraram pedindo a ajuda do Pai Celestial. Que diferença fez Ele ter ajudado você?
Todos os reis sobre os quais lemos no Velho Testamento tinham falhas e todos os seus reinos acabaram. Mas Jesus Cristo é um Rei perfeito e reinará para sempre. Você pode ajudar seus filhos a descobrir isso lendo juntos o que o profeta Natã disse ao rei Davi em 2 Samuel 7:16–17. Como o reino de Davi não teria fim? Ajude seus filhos a encontrar e ler passagens das escrituras que ensinem que Jesus Cristo, um descendente de Davi, é nosso Rei, como Lucas 1:32–33; João 18:33–37 e Apocalipse 19:16. Como Jesus é diferente dos reis terrenos? Como honramos Jesus Cristo como nosso Rei Eterno?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
2 Samuel 11–12; 1 Reis 3; 6–9; 11
Salomão Dedica o Templo de Jerusalém, de James Tissot e outros
Saul, Davi e Salomão, os três primeiros reis de Israel, começaram com muitas promessas. Humildes, corajosos e sábios, cada um deles encontrou graça com o Senhor — pelo menos no início. Infelizmente, cada rei também cedeu às fraquezas humanas e às tentações. Eles colocaram seus próprios desejos antes dos do Senhor. E, como vimos repetidas vezes nas escrituras — e em nossa própria vida —, isso levou a uma tragédia.
Mas algo importante aconteceu durante o reinado de Salomão que deu alguma esperança de estabilidade na vida do povo do convênio. Salomão construiu um templo. Era para ser uma Casa do Senhor mais permanente do que o tabernáculo tinha sido. E isso representaria uma presença mais permanente do Senhor entre Seu povo. Salomão sabia que o povo continuaria a enfrentar fraquezas e provações de vários tipos. Ao dedicar a nova casa santa, Salomão suplicou ao Senhor: “Se converterem a ti com todo o seu coração (…), ouve então (…) a sua oração” (1 Reis 8:47–49). Isso faz parte do que os convênios do templo fazem por nós — eles criam uma conexão com Deus. Eles garantem para nós a promessa de que, por meio de nosso arrependimento e de Sua misericórdia, Ele pode “[habitar] no meio [de nós]” e nunca nos abandonar (1 Reis 6:13).
Para uma visão geral do livro de 1 Reis, ver “Reis” no Guia para Estudo das Escrituras.
Às vezes, olhamos para pessoas que parecem fortes em sua fé e presumimos que elas não são afetadas pela tentação. As escolhas trágicas de Davi descritas em 2 Samuel 11 mostram claramente que esse não é o caso. Pense nas lições que você pode aprender com as experiências dele. Perguntas como estas podem ajudar você a estudar 2 Samuel 11–12:
Que escolhas Davi fez que o levaram a um caminho cada vez mais pecaminoso? Que escolhas corretas ele poderia ter feito? (Ver também o vídeo “To Look Upon”, Biblioteca do Evangelho.)
Usar vídeos. Os vídeos podem ajudar você a visualizar os relatos das escrituras e considerar como eles se aplicam a você. Pense em como você pode usá-los para melhorar o ensino e o aprendizado. Por exemplo, enquanto assiste ao vídeo “Aquilo Que Olhamos” (Biblioteca do Evangelho), pause o vídeo em vários momentos para ponderar ou debater algumas das perguntas sugeridas nesta atividade.
Como o adversário está tentando guiar você por caminhos pecaminosos? Que escolhas você poderia fazer agora para se manter espiritualmente seguro?
Observe a reação de Davi à história de Natã em 2 Samuel 12:1–6. O que sua reação sugere sobre como Davi via a si mesmo? O que o Senhor fez para ajudar você a ver a si mesmo com mais precisão?
Como vocês resumiriam os acontecimentos de 2 Samuel 11–12 em uma advertência de uma frase?
Ler sobre as más escolhas de Davi pode levá-lo a aprender sobre os perigos da pornografia e do pecado sexual. Um bom recurso para isso é Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, especialmente as seções intituladas “O que fazer” e “Seu corpo é sagrado” (pp. 21–28). Talvez você possa procurar nesse recurso conselhos que teriam ajudado David a fazer escolhas melhores. Ou você pode ler “Jesus Cristo vai ajudar você” (pp. 6–9) e identificar algo que teria ajudado Davi a retornar ao Senhor.
Você pode cantar um hino como “Careço de Jesus” (Hinos, nº 61) e ponderar sobre como o Salvador o fortaleceu quando você enfrentou tentações.
Ver também 2 Néfi 28:20–24; Ulisses Soares, “Buscar a Cristo em cada pensamento”, Liahona, novembro de 2020, p. 82; “Assumir o controle da tecnologia”, Biblioteca do Evangelho; “Olhe Onde Pisa” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Se o Senhor lhe dissesse: “Pede o que quiseres que te dê” (1 Reis 3:5), o que você pediria? O que o impressiona no pedido de Salomão? Pondere sobre por que “um coração compreensivo” para “[discernir] entre o bem e o mal” (versículo 9) é um dom valioso. O que você pode fazer para buscar esse dom?
Ver também Morôni 7:12–19.
Em 1 Reis 6–7, você encontrará uma descrição detalhada da casa sagrada que Salomão construiu para o Senhor. Os detalhes podem não parecer tão importantes para você quanto eram para os antigos israelitas. Mas a leitura desses capítulos pode lhe dar uma ideia de como era importante para eles ter uma Casa do Senhor. Por que ela é importante para você?
Você pode ponderar sobre o que as diferentes partes do templo de Salomão podem simbolizar. Por exemplo, considere o que os querubins, as árvores e as flores em 1 Reis 6:35 podem representar (ver também Gênesis 3:24).
O capítulo 8 registra a oração de Salomão após terminar o templo (ver os versículos 22–61). Você pode fazer uma lista das bênçãos que Salomão pediu. O que o impressiona nessas bênçãos? (Observe também as promessas do Senhor em 1 Reis 6:11–13; 9:1–9.) Se você já esteve na Casa do Senhor, pense em suas experiências ao adorar lá. Como o cumprimento dos convênios do templo ajudou você a ter acesso às bênçãos do Senhor?
Ver também Doutrina e Convênios 109; Henry B. Eyring, “Eu gosto de ver o templo”, Liahona, maio de 2021, p. 28.
O que significa “e seja o vosso coração perfeito para com o Senhor”? (1 Reis 8:61.) É diferente de nossas ações serem perfeitas? De que maneira? Leia 1 Reis 11:1–11 e observe o que o Senhor disse sobre o coração de Salomão. Você pode ponderar se há influências em sua vida que podem desviar seu coração do Senhor e levá-lo a “outros deuses”.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
“O rei Davi”, Histórias do Velho Testamento, pp. 117–120, pode ajudar você a contar a seus filhos a história em 2 Samuel 11. Você pode pedir a seus filhos que identifiquem as escolhas erradas que Davi fez e sugiram boas escolhas que ele poderia ter feito. Quando somos tentados, o que podemos fazer para nos ajudar a fazer a escolha certa?
Ler sobre os trágicos pecados de Davi pode ser uma boa oportunidade para debater sobre os perigos da pornografia. O vídeo “O Que Devo Fazer ao Me Deparar com a Pornografia?” (Biblioteca do Evangelho) tem orientação útil. Ajude seus filhos a fazer um plano sobre o que farão quando se depararem com pornografia.
À medida que você e seus filhos aprenderem sobre a dedicação do templo em 1 Reis 8, vocês podem olhar para as gravuras de templos no esboço desta semana. Deixe que seus filhos falem sobre os detalhes que veem nas imagens. Você pode enfatizar os versículos 57–58. O que significa “andar em todos os [caminhos do Senhor]”? (1 Reis 8:58.) Talvez seus filhos possam dar um passo para cada resposta que derem.
Diga a seus filhos como guardar os convênios que você faz no templo o ajuda a andar nos caminhos do Senhor. Você pode dizer a eles o que são esses convênios (ver Manual Geral, item 27.2, Biblioteca do Evangelho). Vocês também podem cantar juntos uma música como “Eu gosto de ver o templo” (Músicas para Crianças, p. 99).
Ler sobre como as esposas de Salomão o influenciaram poderia levar a uma conversa sobre exemplos de “outros deuses” — ou coisas que as pessoas adoram ou amam em vez do Senhor. Como demonstramos que O amamos mais do que qualquer outra coisa em nossa vida?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Elias Contende com os Sacerdotes de Baal, de Jerry Harston
A casa de Israel foi dispersa. O reino havia se dividido, com dez tribos formando o reino de Israel ao Norte e duas tribos formando o reino de Judá ao Sul. Mas pior do que a separação um do outro foi a separação de ambos os reinos de seus convênios. Reis iníquos afastaram o povo do Senhor, e muitas pessoas vacilaram na fé.
Nesse cenário, o Senhor chamou Elias para ser um profeta. Sua vida mostra que uma pessoa pode ter grande fé no Senhor mesmo em circunstâncias ruins. Às vezes, o Senhor responde a essa fé com milagres públicos impressionantes, como fogo caindo do céu. Mas Ele também opera milagres discretos e particulares, como alimentar uma viúva fiel e seu filho. E, na maioria das vezes, os milagres do Senhor são tão individuais que são conhecidos apenas por uma pessoa — por exemplo, quando o Senhor Se revela a você por meio de “uma voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12).
Para saber mais sobre Elias, ver “Elias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Como você descreveria o erro que o rei Roboão, filho de Salomão, cometeu em 1 Reis 12:1–14? Que atributos cristãos poderiam ter ajudado Roboão a salvar seu reino? (Ver o versículo 7; Mateus 20:25–28; Mosias 2:10–21.) Como você pode usar esses atributos como líder, seja em um chamado na Igreja ou como líder de sua própria vida?
O profeta Elias pediu a uma viúva que lhe desse comida e água antes de alimentar a si mesma e a seu filho faminto. Por que ele faria isso? O pedido de Elias pode ser visto como uma bênção para essa pequena família. Eles precisavam das bênçãos do Senhor, e o sacrifício traz bênçãos, inclusive a bênção de uma fé mais vigorosa.
Ao ler 1 Reis 17:8–16, imagine que você era essa viúva. O que mais o impressiona a respeito dela? Você também pode fazer uma lista de escolhas que exigem fé em Jesus Cristo (para exemplos, ver Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, 2022). O que você aprendeu com essa viúva sobre o exercício da fé?
Como as ações de Eliseu em 1 Reis 19:19–21 são semelhantes às ações da viúva?
Pense nos sacrifícios que você fez para seguir o Salvador. O que 1 Reis 17:8–16; 19:19–21 ensina sobre esses sacrifícios? Como seu conhecimento do Salvador o ajuda quando Ele pede que você faça sacrifícios? Como Ele abençoou você?
Ver também Mateus 4:18–22; 6:25–33; Lucas 4:24–26; “Elias e a Viúva de Sarepta” (vídeo), Biblioteca do Evangelho; “Se tenho fé”, Hinos, nº 53.
Os israelitas podem ter sentido que tinham bons motivos para adorar Baal, que era conhecido como o deus das tempestades e da chuva. Depois de três anos de seca, eles precisavam desesperadamente de chuva. E a adoração a Baal era socialmente aceita e promovida pelo rei e pela rainha. Ao ler 1 Reis 18, pense em por que alguém em nossos dias pode estar indeciso em seguir ao Senhor. Nesse capítulo, em sua opinião, o que o Senhor estava querendo ensinar sobre Si mesmo? Que experiências o ajudaram a se comprometer a seguir o Salvador?
Ver também D. Todd Christofferson, “Escolha e compromisso”, devocional mundial para jovens adultos, 12 de janeiro de 2020, Biblioteca do Evangelho.
Infelizmente, o milagre no monte Carmelo não facilitou em nada a missão de Elias. Na verdade, sua vida estava em perigo, e ele teve que se esconder em uma caverna no deserto. Naquele lugar, enquanto lutava contra a solidão e o desânimo, ele teve uma experiência com o Senhor muito diferente da experiência no monte Carmelo. O que a experiência de Elias em 1 Reis 19:1–18 ensina sobre a maneira de o Senhor Se comunicar com você em momentos de necessidade?
Pense nos momentos em que sentiu que o Senhor falou com você. Como você descreveria a maneira como Ele Se comunica com você? Por que as palavras “mansa” e “delicada” são boas maneiras de descrever a voz do Espírito? Que outras palavras você encontra em Helamã 5:30; Doutrina e Convênios 6:22–23; 11:12–14? O que você precisa fazer para receber a orientação do Senhor com mais frequência?
Ver também Salmos 46:10.
Use múltiplos sentidos para melhorar o aprendizado. Todos nós aprendemos sobre o mundo por meio de nossos cinco sentidos. Usar esses sentidos também pode melhorar o aprendizado do evangelho. Por exemplo, pense em imagens ou sons que você poderia usar para ilustrar as palavras “mansa” e “delicada” ao aprender ou ensinar sobre a voz do Senhor em 1 Reis 19.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para ajudar seus filhos a aprender as histórias de fé em 1 Reis 17, você pode lhes mostrar gravuras ou objetos para ilustrar as histórias, como pássaros, pão ou um menino. Ao contar essas histórias a seus filhos, peça-lhes que encontrem a gravura ou o objeto que combina com cada história. “Elias, o Profeta” (Histórias do Velho Testamento, pp. 121–124) pode ajudá-lo a contar essas histórias. O que cada história nos ensina sobre demonstrar fé em Jesus Cristo?
Ajude seus filhos a pensar em maneiras de demonstrar fé em Jesus Cristo. Cantem juntos uma música sobre fé, como “I Have Faith in the Lord, Jesus Christ” (Biblioteca do Evangelho), e compartilhem uns com os outros o que aprenderam sobre fé com a música.
Seus filhos podem fazer um desenho do que o Senhor pediu que a viúva desse a Elias (ver 1 Reis 17:12–13) e o que a viúva recebeu em troca (ver 1 Reis 17:15–16). (Ver também a página de atividades desta semana.) Eles também podem procurar fotos de outras pessoas que desistiram de algo que queriam por algo melhor. Peça a seus filhos que encontrem gravuras no Livro de Gravuras do Evangelho ou no Vem, e Segue-Me. O que o Senhor nos pede que sacrifiquemos? Como Ele nos abençoa?
Ao lerem juntos 1 Reis 18:17–39, seus filhos podem escolher um versículo e fazer um desenho do que ele descreve. Eles podem usar o desenho para contar a história com suas próprias palavras (ver também “Elias e os sacerdotes de Baal”, Histórias do Velho Testamento, pp. 125–128).
Ajude seus filhos a pensar em situações em que talvez precisem decidir se querem ou não seguir Jesus Cristo. Talvez eles possam fazer desenhos de si mesmos fazendo a escolha certa. Compartilhem uns com os outros por que vocês escolheram seguir Jesus.
Ao resumir 1 Reis 19:9–12, peça a seus filhos que façam gestos para representar o vento forte, o terremoto e o fogo. Em seguida, convide-os a ficarem quietos enquanto vocês dizem juntos, em voz baixa, “e depois do fogo, uma voz mansa e delicada” (versículo 12; ver também “O Senhor fala a Elias”, Histórias do Velho Testamento, pp. 129–131). Conte a seus filhos sobre momentos em que você sentiu a voz mansa e delicada do Espírito Santo.
O que pode nos impedir de reconhecer o Espírito? O que pode nos ajudar a ouvi-Lo?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Às Margens do Rio, de Annie Henrie Nader
A principal missão de um profeta é ensinar e testificar do Salvador Jesus Cristo. No entanto, nosso registro do profeta Eliseu não fala muito a respeito de seus ensinamentos e seu testemunho. O que mais lemos em seus registros são os milagres que ele realizou, inclusive levantar uma criança dentre os mortos (ver 2 Reis 4:18–37), alimentar uma multidão com apenas um pouco de comida (ver 2 Reis 4:42–44) e curar um leproso (ver 2 Reis 5:1–14). Portanto, embora não tenhamos as palavras de Eliseu sobre Cristo, temos o ministério e os milagres de Eliseu, que testificam de Cristo. Eles são manifestações poderosas do poder do Senhor de dar vida, nutrir e curar. Os milagres acontecem com mais frequência em nossa vida do que às vezes imaginamos. Para vê-los, precisamos buscar a fé que Eliseu tinha quando orou em favor de seu jovem e temeroso servo: “Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja” (2 Reis 6:17).
Para saber mais sobre 2 Reis, ver “Reis” no Guia para Estudo das Escrituras.
Os milagres nos mostram o poder de Deus. Eles podem nos ajudar a vencer as dificuldades da mortalidade — como uma terra árida que precisa de água pura (ver 2 Reis 2:19–22) ou um machado perdido que precisa ser recuperado (ver 2 Reis 6:4–7). Mas, o mais importante, os milagres podem nos levar ao Senhor. Ao ler 2 Reis 2–6, faça uma lista dos milagres que encontrar e pondere as lições espirituais que aprender com cada um.
Você também pode comparar os milagres que Eliseu realizou com os milagres que Jesus Cristo realizou (ver 2 Reis 4:8–37 e Lucas 7:11–16; 2 Reis 4:42–44 e João 6:1–13; 2 Reis 5:1–15 e Lucas 17:11–19). O que esses milagres lhe ensinam sobre o Salvador e Seus profetas?
Ver também 2 Néfi 26:12–13; 27:23; Morôni 7:35–37; a seção “Buscar e esperar milagres” em Russell M. Nelson, “O poder do ímpeto espiritual”, Liahona, maio de 2022, p. 99.
O Senhor inspirou Eliseu a profetizar sobre coisas futuras — geralmente, coisas que pareciam improváveis de acontecer. Ao ler 2 Reis 4:8–17; 7:1–16, pense em como você reage à palavra do Senhor por meio de Seus profetas hoje. Que ensinamentos, profecias ou promessas você tem ouvido dos profetas vivos? O que está fazendo para agir com fé de acordo com essas palavras?
Ver também 3 Néfi 29:6; Doutrina e Convênios 1:37–38; Coleção “Ensinamentos dos Presidentes”, Biblioteca do Evangelho.
Ao ler 2 Reis 5, compare a lepra de Naamã com um desafio espiritual que esteja enfrentando.
Em sua vida, há alguém como a “menina” que o incentiva a buscar orientação dos profetas do Senhor em relação ao desafio que você está enfrentando? (Ver os versículos 2–3, 13.)
O que o Senhor está convidando você a fazer que pode parecer muito simples — como “lava-te, e ficarás purificado”? (Versículo 13.) O que pode estar impedindo você de aceitar Seus convites simples?
Como você pode mostrar humildade como Naamã fez?
Observe como a experiência de Naamã influenciou a fé que ele tinha no Deus de Israel (ver o versículo 15). O que podemos aprender com isso?
Ver também Lucas 4:27; 1 Pedro 5:5–7; Alma 37:3–7; Éter 12:27; L. Whitney Clayton, “Fazei tudo quanto Ele vos disser”, A Liahona, maio de 2017, p. 97; “Naamã e Eliseu” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Compare as escrituras à sua própria vida. Às vezes, é mais fácil encontrar um significado pessoal nas escrituras quando você compara em uma história as coisas físicas com as espirituais em sua vida. Por exemplo, ao estudar 2 Reis 2–7, você pode comparar situações em sua vida a coisas como lepra, um machado emprestado, o rio Jordão ou um grande exército invasor. Que lições o Senhor pode ter para você nesses relatos?
Ao buscar seguir a Cristo, você já se sentiu como o jovem servo de Eliseu — em menor número e com medo? Imagine que você estava no lugar dele ao ler 2 Reis 6:8–23. Como essa história muda sua maneira de pensar e se sentir a respeito de suas provações, suas responsabilidades ou seus esforços para viver o evangelho?
Ao ponderar, pense nas palavras do presidente Henry B. Eyring: “Assim como aconteceu com o servo de Eliseu, existem mais com vocês do que com os que se lhes opõem. Alguns dos que estão com vocês são invisíveis aos olhos mortais. O Senhor os sustentará e, por vezes, para isso chamará outros para apoiá-los” (“Ó vós que embarcais”, A Liahona, novembro de 2008, p. 58).
Você pode fazer uma lista dos “que estão [com você]” (versículo 16) — pessoas que Deus colocou em sua vida para apoiá-lo. Você pode pedir a Ele que o ajude a identificá-los, abrindo seus olhos espirituais. Ele provavelmente também colocou você na vida de outras pessoas para ajudá-las. Como vocês podem obter força e apoio uns dos outros?
Quando você sentiu o apoio que o Senhor descreve em Doutrina e Convênios 84:88?
Você também pode estudar a mensagem da irmã Michelle D. Craig “Olhos para ver” (Liahona, novembro de 2020, p. 15). Pergunte a si mesmo: “O que Deus quer que eu veja?”
Referindo-se à história em 2 Reis 6:8–23, o élder Ronald A. Rasband disse: “Talvez carros de fogo não sejam enviados para afastar nossos medos e vencer nossas angústias, mas a lição é clara. O Senhor está conosco, está ciente de nossas necessidades e nos abençoa de maneiras que só Ele pode fazer. A oração pode invocar a força e a revelação de que precisamos para centralizar nossos pensamentos em Jesus Cristo e em Seu sacrifício expiatório. O Senhor sabia que em alguns momentos sentiríamos medo. Eu já senti e vocês também (…). Nesta Igreja, talvez sejamos poucos em número em comparação ao que o mundo acha significativo, mas, quando abrimos nossos olhos espirituais, ‘mais são os que estão conosco do que os que estão com eles’ [2 Reis 6:16]” (“Não vos perturbeis”, Liahona, novembro de 2018, pp. 18–19). Como você usaria essas palavras para ajudar alguém que se sente ansioso ou com medo?
Ver também “Ó crianças, Deus vos ama”, Hinos, nº 192.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Depois de ajudar seus filhos a entender o que é um milagre, peça-lhes que mencionem tantos exemplos de milagres quanto puderem. As gravuras do Livro de Gravuras do Evangelho ou do Vem, e Segue-Me podem ajudar. Depois, eles podem procurar milagres em 2 Reis 4:1–7, 14–17, 32–35, 38–44. O que esses milagres ensinam sobre o Pai Celestial?
Você e seus filhos podem falar sobre como Deus demonstrou Seu amor por meio de milagres. Vocês também podem cantar juntos uma música como “O amor de Deus” (Biblioteca do Evangelho).
Ajude seus filhos a aprender a história em 2 Reis 5:1–3, 9–14. Você pode usar “Eliseu cura Naamã” (Histórias do Velho Testamento, pp. 134–137) ou a gravura de Naamã no esboço desta semana. Por que Naamã não quis se lavar no rio Jordão apesar de Eliseu ter dito que isso curaria sua doença? Como Naamã foi abençoado por seguir as instruções de Eliseu? Vocês podem compartilhar experiências de quando obedeceram ao Senhor mesmo quando não tinham certeza se queriam fazê-lo.
Você também pode enfatizar 2 Reis 5:13, em que os servos de Naamã o ajudaram a decidir obedecer ao profeta Eliseu. Seus filhos podem então falar sobre como podem ajudar seus amigos ou familiares a ouvir o profeta e obedecer a ele.
Você e seus filhos podem imaginar que estão cercados por um exército com espadas, cavalos e carruagens. Como você se sentiria? O que você faria? Seus filhos podem fechar os olhos enquanto você lê 2 Reis 6:16–17 para eles (ver também “Eliseu e o exército do Senhor”, Histórias do Velho Testamento, pp. 138–139, ou a gravura no final deste esboço). Quando chegar às palavras “abras os olhos” (versículo 17), peça às crianças que abram os olhos. Fale sobre o que o servo viu. Compartilhe com seus filhos maneiras pelas quais você sentiu que o Senhor estava com você durante seus desafios mesmo quando parecia que estava sozinho.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
“Jesus falará: ‘Israel, vem a mim’”
No deserto do Sinai, Moisés reuniu os filhos de Israel ao pé de uma montanha. Naquele lugar, o Senhor declarou que queria transformar aquele grupo de escravos libertos recentemente em um povo poderoso. “E vós me sereis”, disse Ele, “um reino de sacerdotes e povo santo” (Êxodo 19:6). Ele prometeu que floresceriam e prosperariam mesmo quando estivessem cercados por inimigos maiores e mais poderosos.
Isso aconteceria não porque os israelitas fossem numerosos, fortes ou habilidosos. Isso aconteceria, explicou o Senhor, se “diligentemente ouvirdes a [sua] voz, e guardardes o [seu] convênio” (Êxodo 19:5). O poder de Deus, e não o deles, os tornaria poderosos.
No entanto, os israelitas nem sempre obedeceram à voz de Deus e, com o tempo, pararam de guardar Seus convênios. Muitos adoravam outros deuses e adotavam as práticas das culturas ao seu redor. Eles rejeitaram exatamente aquilo que os tornava uma nação distinta — seu relacionamento de aliança com o Senhor. Sem o poder de Deus protegendo-os, nada havia para deter seus inimigos.
Entre aproximadamente 735 e 720 a.C., os assírios invadiram várias vezes o reino de Israel ao Norte, lar de 10 das 12 tribos, e levaram milhares de israelitas cativos para várias partes do Império Assírio. Esses israelitas ficaram conhecidos como “as tribos perdidas”, em parte porque foram removidos de sua terra natal e espalhados entre outras nações. Mas, com o tempo, também se perderam em um sentido mais profundo: perderam o senso de identidade como povo do convênio de Deus.
Por fim, muitas pessoas no Reino do Sul (Judá) também se afastaram do Senhor. Os assírios atacaram e conquistaram a maior parte desse reino também; apenas Jerusalém foi milagrosamente preservada. Mais tarde, entre 597 e 580 a.C., os babilônios destruíram Jerusalém, incluindo o templo, e levaram muitas pessoas cativas. Cerca de 70 anos depois, um remanescente de Judá foi autorizado a retornar a Jerusalém e reconstruir o templo. Muitos, porém, permaneceram na Babilônia.
Com o passar do tempo, os israelitas de todas as tribos foram “[espalhados] com tempestade entre todas as nações, que eles não conheciam” (Zacarias 7:14). Alguns o Senhor levou para outras terras. Outros deixaram Israel para escapar da captura, seja por razões políticas ou econômicas.
Chamamos todos esses eventos de dispersão de Israel. E é importante aprender sobre a dispersão por vários motivos. Por um lado, é um tópico importante do Velho Testamento — muitos profetas do Velho Testamento foram testemunhas da queda espiritual que levou à dispersão. Eles previram e advertiram sobre isso. Alguns deles até passaram por isso. É útil lembrar disso ao ler os livros de Isaías, Jeremias, Amós e outros profetas da última parte do Velho Testamento. Com esse contexto em mente, ao ler as profecias sobre a Assíria e a Babilônia, a idolatria e o cativeiro, a destruição e a eventual restauração, você saberá do que eles estão falando.
Ao compreender a dispersão de Israel, você compreenderá melhor o Livro de Mórmon, porque o Livro de Mórmon é o registro de um ramo disperso de Israel. Esse registro começa com a família de Leí fugindo de Jerusalém por volta de 600 a.C., pouco antes do ataque dos babilônios. Leí foi um dos profetas que alertou sobre a dispersão de Israel. E sua família ajudou a cumprir essa profecia, cujo ramo foi retirado de Israel e plantado no outro lado do mundo, nas Américas.
No entanto, a dispersão de Israel é apenas metade da história. O Senhor não Se esquece de Seu povo nem o abandona mesmo quando eles O abandonam. As muitas profecias de que Deus dispersaria Israel foram acompanhadas de muitas promessas de que um dia Ele os reuniria.
Esse dia é hoje — em nossa época. A coligação já começou. Em 1836, milhares de anos depois de reunir os filhos de Israel aos pés do monte Sinai, ele apareceu no Templo de Kirtland a fim de dar a Joseph Smith “as chaves para coligar Israel das quatro partes da Terra” (Doutrina e Convênios 110:11). Agora, com a direção das pessoas que possuem essas chaves, as tribos de Israel estão sendo reunidas de todas as nações em que os servos do Senhor podem ir.
O presidente Russell M. Nelson disse que essa coligação “é a coisa mais importante que está acontecendo na Terra hoje em dia. Nada se compara em grandeza, em importância e em majestade. E se vocês escolherem, se desejarem, podem ser parte essencial dela”.
Como podemos ajudar? O que significa coligar Israel? Significa levar as 12 tribos à terra que eles habitaram? Na verdade, significa algo muito maior, muito mais eterno. O presidente Nelson explicou:
“Quando falamos sobre coligação, estamos simplesmente nos referindo a esta verdade fundamental: todos os filhos do Pai Celestial, nos dois lados do véu, merecem ouvir a mensagem do evangelho restaurado de Jesus Cristo. (…)
Sempre que vocês fazem alguma coisa para ajudar alguém — nos dois lados do véu — a fazer os convênios fundamentais com Deus e receber as ordenanças essenciais de batismo e do templo, vocês estão ajudando na coligação de Israel. É simples assim”.
Como disse Isaías, isso acontece “um a um” (Isaías 27:12) ou, como Jeremias previu, “um de uma cidade, e dois de uma família” (Jeremias 3:14).
Coligar Israel significa trazer os filhos de Deus de volta a Ele. Significa restaurá-los ao relacionamento de convênio com Ele. Significa restabelecer o “povo santo” que Ele propôs estabelecer há muito tempo (Êxodo 19:6).
Como alguém que fez um convênio com Deus, você faz parte da casa de Israel. Você foi coligado e é um coligador. A história épica de séculos do povo do convênio está chegando ao seu clímax, e você é uma peça-chave. Esse é o tempo em que “Jesus falará: ‘Israel vem a mim’”.
Esta é a mensagem dos coligadores: Volte para seu lar, para o convênio. Venha para Sião. Volte para Jesus Cristo, o Santo de Israel, e Ele o levará para habitar com Deus, seu Pai.
A Fuga dos Prisioneiros, de James Jacques Joseph Tissot e outros
Apesar do poderoso ministério do profeta Eliseu, o povo do Reino do Norte de Israel não se arrependeu. Eventualmente o Império Assírio conquistou e espalhou as dez tribos de Israel. Enquanto isso, o reino de Judá ao Sul não estava muito melhor: a idolatria também era generalizada lá.
Em meio a toda essa decadência espiritual, as escrituras mencionam dois reis de Judá que, por algum tempo, voltaram seu povo para o Senhor. Um deles era Ezequias. Durante seu reinado, os assírios conquistaram grande parte de Judá. Mas Ezequias e seu povo mostraram fé no Senhor, e Ele salvou Jerusalém de maneira milagrosa. Mais tarde, após outro período de apostasia, Josias se tornou rei. Inspirado, em parte, por uma redescoberta do livro da lei, Josias promoveu reformas que reacenderam a vida religiosa de seu povo.
Semelhante a Israel e Judá, todos fazemos boas e más escolhas. Quando sentimos que nossa vida precisa de algumas reformas, podemos nos encorajar com esses dois pontos brilhantes nos anos sombrios da história de Judá. Talvez os exemplos de Ezequias e Josias possam nos inspirar a “no Senhor nosso Deus [confiar]” (2 Reis 18:22).
A maioria de nós tem experiências que desafiam nossa fé. Para Ezequias e seu povo, um desses desafios veio quando o exército assírio se aproximou de Jerusalém. Ao ler 2 Reis 18–19, imagine que você morasse em Jerusalém naquela época. Como você teria se sentido, por exemplo, ao ouvir as provocações dos assírios em 2 Reis 18:28–37; 19:10–13? O que teria feito? Compare as razões dos assírios para os israelitas não confiarem no Senhor com as razões que Satanás nos dá para duvidarmos de nossa fé hoje. Você também pode contrastar as razões dos assírios com as razões pelas quais você confia no Senhor.
O que você aprendeu com as ações de Ezequias nessa situação? (Ver 2 Reis 19:1–7, 14–19.) Como o Senhor respondeu? (Ver 2 Reis 19:35–37.) Por que você acha que Ezequias permaneceu fiel? (Ver 2 Reis 18:5–7.) Pondere sobre como o Senhor tem apoiado você em tempos difíceis. O que você se sente inspirado a fazer para aumentar sua confiança Nele?
A mensagem do presidente Jeffrey R. Holland “Não temam; creiam somente” (Liahona, maio de 2022, p. 34) contém conselhos úteis para os momentos de medo ou dúvida. Um hino como “Trabalhemos hoje” (Hinos, nº 141) também pode conter mensagens de incentivo. O que você encontra nesses recursos que o ajuda?
Ver também 2 Crônicas 31–32; 3 Néfi 3–4; Jörg Klebingat, “Discipulado valente nos últimos dias”, Liahona, maio de 2022, p. 107.
Use auxílios para o estudo das escrituras. A Igreja fornece muitos recursos para ajudá-lo a entender as escrituras. Por exemplo, na Biblioteca do Evangelho, você pode encontrar o Guia para Estudo das Escrituras, Tópicos e Perguntas e as revistas da Igreja. Além disso, ao ler o Velho Testamento, você pode encontrar contexto e ideias úteis nos artigos “Para ponderar” do Vem, e Segue-Me. O artigo intitulado “Jesus falará: ‘Israel, vem a mim’” pode ajudar seu estudo de 2 Reis 16–25.
Senaqueribe, rei da Assíria, tinha boas razões para acreditar que seu exército conquistaria Jerusalém (ver 2 Reis 17; 18:33–34; 19:11–13). Mas o Senhor tinha uma mensagem a respeito de Senaqueribe, dada por intermédio do profeta Isaías. Está registrado em 2 Reis 19:20–34. Que verdades você encontra na mensagem do Senhor que ajudam você a ter fé Nele e em Seu plano?
Você já sentiu falta de espiritualidade? Sentiu que seu relacionamento com Deus poderia ser mais forte. O que o ajudou a voltar para Ele? Pondere sobre essas perguntas enquanto lê 2 Reis 21–23, que descreve como o reino de Judá se afastou do Senhor sob o reinado do rei Manassés (ver 2 Reis 21) e como o rei Josias ajudou o povo a se voltar para Ele (ver 2 Reis 22–23). Como e por que Josias e seu povo mudaram? (Ver 2 Reis 22:8–11; 23:1–6, 21, 24.)
O presidente Spencer W. Kimball chamou a história do rei Josias de “uma das melhores histórias de todas as escrituras” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Spencer W. Kimball, 2006, p. 71). Leia as palavras do presidente Kimball sobre o rei Josias (pp. 71–72). Talvez você possa pensar em uma experiência em que uma passagem de escritura “[exerceu] poder” em você. O que você pode fazer para receber mais experiências como essa?
Ver também Alma 31:5; “Josias e o Livro da Lei” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
O que o impressiona no convênio que Josias fez em 2 Reis 23:3? Ao continuar lendo o capítulo 23, observe o que Josias fez para mostrar seu compromisso com o Senhor (ver também a gravura no final deste esboço). Como você pode demonstrar seu compromisso com Ele?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Em 2 Reis 18:3, 5–6, ajude seus filhos a descobrir o que fez de Ezequias um bom rei. Depois, ao lerem juntos 2 Reis 19:14–19, eles poderão descobrir como ele demonstrou confiança no Senhor. Você pode olhar para uma gravura de Jesus e falar sobre por que podemos confiar Nele. Como podemos mostrar que confiamos no Senhor?
Em 2 Reis 22:1, ajude seus filhos a descobrir quantos anos Josias tinha quando se tornou rei. O que aprendemos sobre Josias no versículo 2? Pense em uma atividade que ilustre seguir o Senhor e não se desviar “para a direita nem para a esquerda”.
Os trabalhadores descritos em 2 Reis 22:3–7 receberam o dinheiro para reconstruir o templo “porquanto trabalhavam com fidelidade” (versículo 7). Depois de ler esses versículos, você e seus filhos podem conversar sobre coisas que lhes foram confiadas. Como podemos ser confiáveis como eram os trabalhadores descritos nesses versículos?
Para apresentar a história do rei Josias em 2 Reis 22–23, esconda um exemplar das escrituras em algum lugar da sala. Convide seus filhos a encontrá-lo. Depois, você pode contar o que aconteceu quando um dos sacerdotes de Josias encontrou as escrituras no templo (ver 2 Reis 22:8–11; ver também “O rei Josias”, Histórias do Velho Testamento, pp. 148–149). O que poderia acontecer conosco se não tivéssemos as escrituras? Compartilhem uns com os outros por que estão felizes por termos as escrituras hoje.
Depois de ler 2 Reis 23:2–3, você e seus filhos podem conversar sobre escrituras que os inspiraram a “[seguir] ao Senhor” (versículo 3). Considerem cantar uma música sobre as escrituras, como “Ler, ponderar e orar” (Músicas para Crianças, p. 66).
Quando Josias e seu povo aprenderam os mandamentos de Deus, eles fizeram o convênio de vivê-los. Leia sobre isso com seus filhos em 2 Reis 23:1–3 e os ajude a encontrar palavras ou frases que mostrem como as pessoas se sentiam em relação aos mandamentos do Senhor. Talvez seus filhos possam ficar de pé e falar sobre o que isso pode significar para “[aderir ao] convênio”. Em seguida, eles podem caminhar no mesmo lugar e falar sobre o que pode significar “[seguir] ao Senhor”. Em seguida, eles poderiam colocar as mãos sobre o coração e sugerir maneiras de cumprir nossos convênios “com todo o [nosso] coração”.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
A Oração do Rei Josafá, de Keeley Rae
O reino de Judá foi cercado. Exércitos de três poderosas nações inimigas estavam todos avançando ao mesmo tempo, preparados para a batalha. Nesse momento desesperador de necessidade, Josafá, rei de Judá, voltou-se para o Rei do céu e da terra. Josafá reuniu seu povo no templo e orou. Ele reconheceu a fraqueza humana deles e suplicou por libertação. Em resposta, o Senhor prometeu Sua proteção: “Não temais, nem vos assusteis” (2 Crônicas 20:17).
Talvez não tenhamos um exército invasor à nossa porta ameaçando nos destruir, mas às vezes nos sentimos cercados de adversidades e do mal. Nosso caminho para a libertação é o mesmo que Josafá buscou, e nossa oração pode ser como a dele também: “Ah, nosso Deus, (…) não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos, porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Crônicas 20:12).
Em 2 Crônicas 14–30, você vai ler sobre Josafá e outros reis em Judá. Pense em como as reformas, as vitórias e os desafios motivados pela fé podem se aplicar à sua própria vida.
Para uma visão geral do livro 2 Crônicas, ver “Crônicas” no Guia para Estudo das Escrituras.
Quando Asa era o rei de Judá, ele enfrentou muitos desafios — assim como todos nós enfrentamos hoje. Ao ler sobre as provações que ele enfrentou, observe em que ele depositou sua confiança e como isso mudou ao longo do tempo.
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Referência |
Desafios que Asa enfrentou |
Em que Asa depositou sua confiança |
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Por que às vezes paramos de confiar no Senhor? O que mais você aprendeu com a vida de Asa?
Ver também élder D. Todd Christofferson, “Nosso relacionamento com Deus”, Liahona, maio de 2022, p. 78.
O profeta Micaías deve ter sentido muita pressão para prever o sucesso dos reis Josafá e Acabe na guerra contra a Síria. Procure evidências dessa pressão em 2 Crônicas 18:1–12. Que evidências da coragem e integridade de Micaías você encontra nos versículos 13–27? (Observe que, no versículo 14, Micaías dá uma resposta sarcástica; sua verdadeira resposta está no versículo 16.) Como as palavras de Micaías são cumpridas nos versículos 28–34?
Quais são algumas situações em que você pode enfrentar pressão como Micaías enfrentou? O que lhe dá coragem para defender o Senhor e Seus ensinamentos?
Ao ler 2 Crônicas 20:1–12, identifique o que o rei Josafá fez quando várias nações vieram atacar Judá. Como você poderia aplicar as ações dele nas circunstâncias desafiadoras que enfrenta?
A resposta do Senhor à oração de Josafá se encontra nos versículos 14–17. Que frases você encontra ali que poderiam confortar você ou alguém que você conhece em momentos difíceis?
No dia seguinte, o povo de Jerusalém saiu ao encontro do exército adversário. Ao ler 2 Crônicas 20:20, identifique a mensagem que Josafá deu ao povo de Jerusalém. Como suas palavras foram cumpridas? (Ver os versículos 22–23.) Como Deus o abençoou por acreditar Nele e seguir Seus profetas?
O presidente Russell M. Nelson disse: “Tenho por experiência que, quando deixamos de colocar um ponto de interrogação nos pronunciamentos do profeta, substituindo-o por pontos de exclamação, e seguimos seus conselhos, as bênçãos vertem sobre nós. Nunca me pergunto: ‘Quando o profeta fala como profeta e quando não?’ Meu interesse é: ‘Como posso me parecer mais com ele?’” (Lane Johnson, “Russell M. Nelson: Um exemplo de obediência”, A Liahona, abril de 1983, p. 26).
Ver também Doutrina e Convênios 21:4–6; “Uma Âncora Segura” (vídeo), Biblioteca do Evangelho; “Fazer escolhas inspiradas”, Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, 2022, pp. 4–5.
Identifique declarações simples da verdade. O élder Neal A. Maxwell ensinou: “As escrituras nos oferecem tantos diamantes doutrinários. E, quando a luz do Espírito brilha sobre suas múltiplas facetas, eles refletem um sentido espiritual e iluminam o caminho que devemos trilhar” (“Segundo o desejo de [nossos] corações”, A Liahona, janeiro de 1997, p. 21). Ao estudar as escrituras, reserve um tempo para identificar, marcar e ponderar mensagens curtas, mas poderosas. Alguns exemplos podem ser encontrados em 2 Crônicas 14:11; 15:7; 18:13; 20:15; 26:5. Que outros “diamantes doutrinários” você pode encontrar?
Como aconteceu com muitos outros reis de Judá, o reinado de Uzias começou com grandes realizações, mas terminou com tragédias. Identifique esse padrão em 2 Crônicas 26. Qual você diria que foi o ponto decisivo na vida de Uzias?
Ao ler os versículos 16–23, lembre-se de que, naquela época, apenas os sacerdotes tinham permissão para queimar incenso no templo. Por que vocês acham que o rei Uzias desobedeceu a Deus? O que você aprendeu com essa trágica experiência?
Ver também “Sê humilde”, Hinos, nº 74.
Em 2 Crônicas 30, Ezequias era o rei de Judá. Ele convidou o reino rival de Israel a se reunir em Jerusalém para celebrar a Páscoa — algo que os israelitas não conseguiam fazer havia muitos anos (ver os versículos 1–12). O que o impressiona sobre o convite e como ele foi recebido — tanto pelos convidados israelitas quanto por seus anfitriões em Judá?
Por ter passado muito tempo, alguns visitantes de Jerusalém não estavam familiarizados com os detalhes de como participar da Páscoa. Ao ler 2 Crônicas 30:18–27, o que você aprendeu com a resposta de Ezequias e os resultados dela?
Ver também Russell M. Nelson, “Precisa-se de pacificadores”, Liahona, maio de 2023, p. 98.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para apresentar a ideia de confiar no Senhor, você pode mostrar a seus filhos algo em que confia para mantê-lo seco quando chove, como um guarda-chuva ou casaco. Deixe que falem por que podemos confiar nessas coisas. Depois, ajude-os a comparar isso com nossa confiança no Senhor. Por que confiamos Nele para nos manter espiritualmente seguros?
Você pode ajudar seus filhos a descobrir como o rei Asa e o rei Josafá responderam aos desafios confiando no Senhor (ver 2 Crônicas 14:11; 20:3–5, 12). Compartilhem uns com os outros maneiras de mostrar ao Senhor que confiam Nele.
A página de atividades desta semana pode ajudar seus filhos a entender a história da oração de Josafá e a resposta do Senhor. Você e seus filhos podem compartilhar ocasiões em que Deus ouviu e respondeu suas orações. Você pode incluir ocasiões em que as respostas vieram de maneiras ou em ocasiões que você não esperava. Uma música sobre oração, como “A cabecinha abaixarei” (Músicas para Crianças, p. 18), pode ajudar a edificar a fé de seus filhos.
Para aprender sobre os perigos do orgulho, seus filhos podem construir uma torre com blocos ou copos pequenos. Ao colocarem cada bloco ou copo sobre a torre, ajude-os a identificar uma das realizações de Uzias, de 2 Crônicas 26:3–15. Depois que terminarem a torre, converse com seus filhos sobre como Uzias poderia mantê-la alta e forte. O que poderia fazê-la cair? Depois, ao ler o versículo 16, você pode falar sobre o que significa ter nosso coração “[exaltado] (…) até se corromper”. Conte para seus filhos o que aconteceu com Uzias nos versículos 16–23. Deixe-os derrubar sua torre. Fale sobre o que podemos fazer para permanecer humildes.
A imagem anterior mostra quando Ezequias convidou os vizinhos de Judá do reino de Israel para celebrar a Páscoa com eles. Você pode olhar para essa imagem com seus filhos e ler 2 Crônicas 30:18–19, que explica que alguns convidados não haviam se lavado de acordo com a lei de Moisés. O que fez Ezequias? Como isso teria feito os convidados se sentirem? Ajude seus filhos a pensar em como podem ser como Ezequias na maneira como tratam os outros.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Esdras 1; 3–7; Neemias 2; 4–6; 8
O povo judeu ficou cativo na Babilônia por cerca de 70 anos. Eles perderam Jerusalém e o templo, e muitos se esqueceram de seu compromisso com a lei de Deus. Mas Deus não se esqueceu do povo. Na verdade, Ele havia declarado por meio de Seu profeta: “Vos visitarei, e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar” (Jeremias 29:10). Fiel a essa profecia, o Senhor abriu caminho para que Seu povo retornasse — tanto para Jerusalém quanto, o que é mais importante, para seus convênios. E levantou servos que realizaram “uma grande obra” (Neemias 6:3): Um governador chamado Zorobabel supervisionou a reconstrução da Casa do Senhor. Esdras, um sacerdote e escriba, ajudou o povo a voltar o coração para a lei do Senhor. E Neemias liderou a reconstrução dos muros protetores em torno de Jerusalém. Eles encontraram oposição, mas também receberam ajuda de fontes inesperadas. As experiências pelas quais eles passaram podem nos instruir e inspirar, pois também estamos participando de uma grande obra. Semelhante a eles, nossa obra também está relacionada à Casa do Senhor, à lei do Senhor e à proteção espiritual que encontramos Nele.
Para uma visão geral dos livros de Esdras e Neemias, ver “Esdras” e “Neemias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Depois que a Pérsia conquistou a Babilônia, o Senhor inspirou o rei persa, Ciro, a enviar um grupo de judeus a Jerusalém para reconstruir o templo. Ao ler Esdras 1, observe o que Ciro fez para apoiar os judeus nesse importante trabalho. Como você vê o Senhor trabalhando por meio de homens e mulheres a seu redor, inclusive pessoas que não são membros de Sua Igreja? O que isso ensina sobre o Senhor e Sua obra?
Ver também Isaías 44:24–28.
Quando os babilônios invadiram Jerusalém, eles saquearam o templo e o queimaram completamente (ver 2 Reis 25:1–10; 2 Crônicas 36:17–19). Como você acha que teria se sentido se você fosse um dos judeus que testemunharam isso? (Ver Salmos 137.) Observe como os judeus se sentiram, décadas depois, quando foram autorizados a retornar e reconstruir o templo (ver Esdras 3:8–13; 6:16–22). Isso pode levar você a ponderar sobre seus próprios sentimentos em relação ao Senhor e à Sua casa. Por que a construção de um templo é um motivo para comemorar?
Esdras 4–7; Neemias 2; 4; 6
A obra do Senhor raramente acontece sem oposição. Isso se aplicou aos esforços liderados por Zorobabel e Neemias. Aqui está uma abordagem simples que pode ajudar você a aprender com essas histórias e considerar como você pode fazer a obra do Senhor apesar da oposição:
A obra de Deus para Zorobabel (Esdras 4:3):
A obra de Deus para Neemias (Neemias 2:17–18):
A obra de Deus para mim:
Oposição que Zorobabel enfrentou (Esdras 4:4–24):
Oposição que Neemias enfrentou (Neemias 2:19; 4:1–3, 7–8; 6:1–13):
Oposição que enfrento:
Como Zorobabel reagiu (Esdras 5:1–2):
Como Neemias reagiu (Neemias 2:20; 4:6, 9; 6:3–15):
Como posso reagir:
Para ajudar a comparar a experiência de Neemias com sua vida, você pode estudar a mensagem do presidente Dieter F. Uchtdorf intitulada “Fazemos uma grande obra, de modo que não poderemos descer” (A Liahona, maio de 2009, p. 59), especialmente as duas últimas seções. Ao pensar no trabalho que Deus lhe deu, você pode estudar o “Tema das Moças” ou o “Tema do quórum do Sacerdócio Aarônico” (Biblioteca do Evangelho). Ou você pode examinar um hino como “Irmãs em Sião” (Hinos, nº 200) ou “Ó élderes de Israel” (Hinos, nº 203).
O que você acha que significa ter “o coração (…) [inclinado] a trabalhar” no serviço do Salvador? (Neemias 4:6.) O que pode significar ter “a boa mão de Deus sobre [você]” enquanto você faz Sua obra? (Neemias 2:8; ver também Neemias 2:18; Esdras 7:6, 9, 27–28.) Como você tem visto a mão Dele em seus esforços para Lhe servir?
Por gerações no cativeiro, os judeus tiveram acesso limitado ao “livro da lei de Moisés” (Neemias 8:1). Em Neemias 8, Esdras leu a lei para o povo. O que você encontra nesse capítulo que mostra como Esdras e seu povo se sentiam em relação a Deus e Sua palavra? (Ver especialmente os versículos 1–12.) O que mostra em sua vida como você se sente em relação a Deus e Sua palavra?
Ver também Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Ezra Taft Benson, 2014, p. 123.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para ensinar seus filhos sobre a alegria que os judeus sentiram quando o templo foi reconstruído, você pode mostrar a eles uma imagem como a que está abaixo. Fale sobre por que estas pessoas podem estar felizes por estarem na Casa do Senhor. Você também pode dizer a seus filhos por que o templo é um lugar de alegria para você. De que maneira o templo ajuda você a se achegar mais ao Pai Celestial e ao Salvador?
Ao ler Esdras 3:10–13 com seus filhos, ajude-os a encontrar palavras que mostrem como os judeus se sentiram quando o templo estava sendo reconstruído. Quando chegarem ao final do versículo 13, talvez vocês possam gritar de alegria juntos. Ajude seus filhos a pensar em motivos para ter alegria pelo Senhor ter nos dado templos. Como podemos demonstrar essa alegria?
Você pode cantar uma música ou hino sobre o templo com seus filhos. Depois de cada verso ou estrofe, você pode fazer uma pausa para pedir a uma criança que fale sobre algo que ela ama no templo. Vocês também podem olhar gravuras de templos enquanto cantam.
Conte para seus filhos a história de Neemias (ver Neemias 2:17–20; 6:1–9; ou “Neemias”, em Histórias do Velho Testamento, p. 173). Ao ler Neemias 2:20, você e seus filhos podem “[se levantar]” e fingir que estão ajudando a construir os muros de Jerusalém. Ou seus filhos podem gostar de construir um muro com blocos ou outros objetos. Ao fazê-lo, você pode ajudá-los a pensar em coisas importantes que o Pai Celestial quer que realizemos.
Ao ler Neemias 6:9, peça a seus filhos que levantem a mão quando ouvirem você dizer “fortalece as minhas mãos”. Conte às crianças sobre uma ocasião em que você sentiu Deus fortalecer suas mãos para fazer a obra Dele.
Leia em voz alta algumas frases de Neemias 8:2–3, 5–6, 8–9, 12 que descrevem o que as pessoas fizeram quando ouviram Esdras ler as escrituras. Enquanto você lê, seus filhos podem encenar essas frases. Depois, vocês podem compartilhar uns com os outros como se sentem quando leem ou ouvem as escrituras.
Ao lerem juntos Neemias 8:8, pergunte a seus filhos o que os ajuda a entender as escrituras. Mostre-lhes como usar auxílios de estudo das escrituras como o Guia para Estudo das Escrituras e Tópicos e Perguntas (Biblioteca do Evangelho). Peça a seus filhos que compartilhem algo que aprenderam sobre o Salvador nas escrituras.
Procure a verdade eterna nas escrituras. “As escrituras (…) estão repletas de verdades do evangelho, mas às vezes é preciso esforço consciente para encontrá-las. Ao aprenderem juntos com as escrituras, pare e pergunte às pessoas a quem você ensina que verdades do evangelho elas encontraram. Ajude-as a ver como essas verdades se relacionam com o plano de salvação estabelecido pelo Pai Celestial. Às vezes, as verdades eternas são declaradas nas escrituras e, às vezes, são ilustradas nas histórias e na vida das pessoas sobre as quais lemos. Também pode ser útil explorar juntos o contexto histórico dos versículos que você está lendo, bem como o significado dos versículos e como eles se aplicam a nós hoje” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 22).
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
O Povo de Jeová É Salvo pela Rainha Ester, Sam Lawlor
Muitos dos acontecimentos no livro de Ester podem parecer sorte ou coincidência. Que outra explicação você encontra para uma menina judia órfã se tornar a rainha da Pérsia no momento certo para salvar seu povo de um massacre? Quais são as chances de Mardoqueu, primo de Ester, ter ouvido por acaso uma conspiração para assassinar o rei? Será que foram meras coincidências ou tudo isso era parte de um plano divino? O élder Ronald A. Rasband observou: “O que pode parecer aleatório, na verdade, é supervisionado por um Pai Celestial amoroso (…). O Senhor está nos pequenos detalhes de nossa vida” (“Por desígnio divino”, A Liahona, novembro de 2017, p. 55). Pode ser que nem sempre reconheçamos a influência do Senhor nesses “pequenos detalhes”. Mas aprendemos com a experiência de Ester que Ele pode guiar nosso caminho e nos preparar “para tal tempo” (Ester 4:14), quando podemos ser instrumentos em Suas mãos para cumprir Seus propósitos.
Para uma visão geral do livro de Ester, ver “Ester” no Guia para Estudo das Escrituras.
O então presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou que cada um de nós “está em uma situação especial e tem uma tarefa importante que só [nós podemos] realizar. (…) O Senhor lhes deu essas responsabilidades por um motivo. Há pessoas e corações que só vocês conseguem tocar e influenciar. Talvez ninguém mais possa fazê-lo da mesma maneira que vocês” (“Magnifique o chamado que tem”, A Liahona, novembro de 2008, p. 56).
Ao ler a história de Ester, pondere sobre como essa declaração se aplica à rainha. Identifique de que maneiras o Senhor possibilitou que ela salvasse os judeus (ver, por exemplo, Ester 2:21–23; 3:10–14; 4:14–16). Depois, pondere sobre como Ele tem lhe dado oportunidades de abençoar outras pessoas. Para quais circunstâncias ou relacionamentos Ele guiou você a fim de estar no lugar certo, “para tal tempo como este”? (Ester 4:14.) Leia sua bênção patriarcal, se já a recebeu, para saber mais sobre o trabalho que o Senhor tem para você. O que você pode fazer para realizar esse trabalho?
Ver também “Para Tal Tempo como Este” (vídeo), ChurchofJesusChrist.org.
Aprendemos mais fazendo do que ouvindo. O élder David A. Bednar aconselhou os professores: “Nossa intenção não deve ser: ‘O que vou dizer a eles?’ Em vez disso, as perguntas que fazemos a nós mesmos são: ‘O que posso convidá-los a fazer? Que perguntas inspiradas posso fazer, as quais, se eles estiverem dispostos a responder, começarão a convidar o Espírito Santo para a vida deles?’” (em Ensinar à Maneira do Salvador, p. 26). Se você estiver ensinando sua família ou uma classe a respeito de Ester, o que você poderia pedir a eles que fizessem para ajudá-los a aprender?
No livro de Ester, aprendemos com a fidelidade de Ester e Mardoqueu, mas também aprendemos com o orgulho e a raiva de Hamã. Ao ler Ester 3; 5:9–14, observe os sentimentos, as palavras e as ações de Hamã. O que essas coisas revelam sobre ele e suas motivações? Que consequências ele enfrentou? (Ver Ester 7.) Ao ler sobre Hamã, procure avaliar o que motiva seus próprios sentimentos e ações. Você se sente inspirado a fazer mudanças? Como você pode recorrer ao Pai Celestial para receber Sua ajuda?
Ver também Provérbios 16:32; Alma 5:28.
Observe por que Ester e o restante dos judeus decidiram jejuar (ver Ester 3:13; 4:1–3, 10–17). Como o jejum os abençoou? (Ver Ester 5:2–3; 8:11–12.) Por que o Senhor pede que jejuemos? (Ver Tópicos e Perguntas, “Jejum e ofertas de jejum”, Biblioteca do Evangelho.) Pense em como você pode tornar o jejum uma bênção maior em sua vida.
Ver também Isaías 58:6–12; “Jejum: Ala de Jovens Adultos Solteiros — Amanda” (vídeo), ChurchofJesusChrist.org.
Ester 3:1–11; 4:10–17; 5:1–4; 9:17–19
Ao defender suas crenças e seu povo, Mardoqueu e Ester colocaram a própria vida em risco. Nossas escolhas podem ter consequências menos severas, mas fazer a coisa certa ainda pode exigir coragem. O que você aprende com Ester 3:1–4; 4:10–17 sobre ter coragem para fazer o que é certo? Observe as diferentes consequências que Mardoqueu e Ester vivenciaram depois de mostrar coragem (ver Ester 3:5–11; 5:1–4). O que Ester e Mardoqueu precisavam saber sobre Deus para fazer as escolhas que fizeram?
Pense em situações em que você precisa de coragem para defender o que é certo. O que você aprendeu com Ester e Mardoqueu que pode ajudar você a encontrar coragem no Senhor?
A coragem de Ester resultou em um “dia de alegria” (ver Ester 9:17–19). Como a coragem cristã já lhe deu um “dia de alegria”?
Ver também “Coragem”, “Ouse Ficar Sozinho” (vídeos), Biblioteca do Evangelho; “Deve Sião fugir à luta?”, Hinos, nº 183.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Você pode se sentir inspirado a usar Ester 2:7 para ensinar seus filhos a ajudar os membros da família necessitados, como Mardoqueu fez com Ester. Vocês podem ler o versículo juntos ou você pode resumi-lo com suas próprias palavras. Depois, você e seus filhos podem pensar em familiares que talvez precisem de sua ajuda. Façam um plano para ajudar essas pessoas.
Os exemplos de Ester e Mardoqueu podem ajudar seus filhos a entender que coragem significa fazer o que é certo mesmo quando você está com medo. Considere escrever as frases: Mardoqueu foi corajoso quando ele… e Ester foi corajosa quando ela…. Ao aprenderem juntos a história de Ester, seus filhos podem sugerir maneiras de terminar as frases. Você pode ler Ester 3:1–11; 4:10–17 ou “A rainha Ester” (em Histórias do Velho Testamento, p. 166) ou olhar as gravuras neste esboço. Em seguida, escreva: Serei corajoso ao… e peça a seus filhos que façam uma lista das coisas que o Pai Celestial deseja que eles façam e que exigem coragem. Uma música sobre coragem, como “Ouse ser bom” (Músicas para Crianças, p. 80), pode ajudar.
Você também pode aprender sobre momentos em que Jesus Cristo foi corajoso — por exemplo, quando Ele sofreu por nossos pecados no Getsêmani e na cruz (ver Mateus 26:36–39; 27:33–35). Peça a seus filhos que contem uma ocasião em que foram corajosos e conte você também suas próprias experiências.
Ler Ester 4:1–3, 10–17 pode ajudar você a ensinar seus filhos sobre o jejum. Por que Ester e os judeus jejuaram? Diga a seus filhos por que você jejua. Você também pode perguntar a eles como explicariam o jejum a um amigo que nunca jejuou antes. Como podemos ajudar nossos amigos a entender as bênçãos que recebemos com o jejum?
Incentive seus filhos a pensar em algo para o qual possam precisar da ajuda do Senhor. Sugira que façam dessa necessidade parte de seu jejum no próximo domingo de jejum.
Ajude seus filhos a entender que, quando Ester teve medo, Mardoqueu a encorajou explicando que o Senhor a ajudara a se tornar a rainha “para tal tempo como este” (Ester 4:14). O que Mardoqueu quis dizer com isso? Conversem sobre como Ester foi um instrumento para o Senhor. Como podemos ser instrumentos para o Senhor?
Como você pode ajudar seus filhos a entender o que é um instrumento? Talvez você possa convidar alguém para tocar uma música em um instrumento musical ou mostrar uma gravura de alguém usando uma ferramenta. Você pode então falar sobre o que significa ser um instrumento nas mãos de Deus.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Ler a poesia do Velho Testamento
Nos livros do Velho Testamento, de Gênesis a Ester, encontramos principalmente histórias, isto é, relatos narrativos que descrevem eventos históricos de uma perspectiva espiritual. Noé construiu uma arca, Moisés libertou Israel, Ana orou por um filho, e assim por diante. Começando com Jó, encontramos um estilo de escrita diferente. Nesses livros, os escritores do Velho Testamento recorreram à linguagem poética para expressar sentimentos profundos ou profecias monumentais de modo memorável.
Já vimos alguns exemplos de poesia espalhados por todos os livros históricos do Velho Testamento. Do livro de Jó em diante, veremos isso com mais frequência. Os livros de Jó, Salmos e Provérbios são quase inteiramente poesia, assim como partes de livros proféticos como Isaías, Jeremias e Amós. Ler poesia é diferente de ler uma história, por isso, para entendê-la, geralmente é necessária uma abordagem diferente. Aqui estão alguns pensamentos que podem ajudar você a encontrar mais significado na poesia do Velho Testamento.
Em primeiro lugar, talvez seja útil saber que a poesia hebraica no Velho Testamento não se baseia em rimas, como alguns outros tipos de poesia. E, embora o ritmo, o jogo de palavras e a repetição de sons sejam características comuns da poesia hebraica antiga, esses aspectos normalmente se perdem na tradução. No entanto, uma característica que você observará é a repetição de pensamentos ou ideias, às vezes chamada de “paralelismo”. Aqui está um exemplo simples encontrado em Isaías:
Veste-te da tua fortaleza, ó Sião;
veste-te das tuas vestes formosas, ó Jerusalém! (Isaías 52:1)
Salmos 29 tem muitas linhas paralelas — por exemplo:
A voz do Senhor é poderosa;
a voz do Senhor é cheia de majestade. (Salmos 29:4)
E aqui está um exemplo em que saber que a segunda linha é paralela à primeira facilita a compreensão da passagem:
Também vos dei dentes limpos em todas as vossas cidades,
e falta de pão em todos os vossos lugares. (Amós 4:6)
Nesses exemplos, o poeta repetiu uma ideia com pequenas diferenças. Essa técnica pode dar ênfase à ideia repetida e usar as diferenças para descrever ou desenvolver essa ideia mais completamente.
Em outros casos, as duas sentenças paralelas usam uma linguagem semelhante para transmitir ideias contrastantes, como neste exemplo:
A resposta branda desvia o furor,
mas a palavra dura suscita a ira. (Provérbios 15:1)
Esse tipo de paralelismo não aconteceu por acaso. Os escritores escreviam dessa maneira intencionalmente. Isso os ajudava a expressar sentimentos espirituais ou verdades com poder e beleza. Então, quando você notar o paralelismo na escrita utilizada no Velho Testamento, pergunte a si mesmo como isso o ajuda a entender a mensagem do escritor. Por exemplo, o que Isaías quis dizer ao relacionar “fortaleza” com “vestes formosas” e “Sião” com “Jerusalém”? (Isaías 52:1.) O que podemos deduzir com a frase “resposta branda” se sabemos que “palavra dura” é seu oposto? (Provérbios 15:1.)
Algumas pessoas comparam a leitura de poesia a conhecer uma nova pessoa. Ler a poesia do Velho Testamento, então, pode ser como conhecer alguém de um país distante e de uma cultura estrangeira que fala um idioma diferente do nosso — e que por acaso tem mais de 2 mil anos de idade. Essa pessoa provavelmente dirá coisas que não entenderemos em um primeiro momento, mas isso não significa que ela não tenha nada de valioso a dizer. Precisamos passar algum tempo com ela, procurando ver as coisas do ponto de vista dela. Podemos descobrir que, em nosso coração, realmente nos entendemos muito bem. E, se demonstrarmos paciência e compaixão, nosso novo conhecido pode eventualmente se tornar um amigo querido.
Portanto, quando você ler uma passagem de Isaías, por exemplo, considere-a como sua primeira apresentação a um novo conhecido. Pergunte a si mesmo: “Qual é minha impressão geral?” Como a passagem faz você se sentir mesmo que não entenda o significado de todas as palavras? Em seguida, leia novamente, várias vezes, se possível. Você pode ler a passagem em voz alta; algumas pessoas acham que isso tem um significado adicional. Observe as palavras específicas que Isaías escolheu, especialmente palavras que criam uma imagem em sua mente. Como você se sente com essas imagens? O que elas sugerem sobre os sentimentos de Isaías? Quanto mais você estudar as palavras desses escritores do Velho Testamento, mais descobrirá que eles escolheram deliberadamente as palavras e as técnicas para expressar uma mensagem espiritual profunda.
Os poemas podem ser amigos maravilhosos porque nos ajudam a compreender nossos sentimentos e experiências. Os poemas do Velho Testamento são especialmente preciosos, porque nos ajudam a compreender nossos sentimentos e experiências mais importantes — aqueles ligados ao nosso relacionamento com Deus.
Ao estudar a poesia do Velho Testamento, lembre-se de que o estudo das escrituras é mais valioso quando nos leva a Jesus Cristo. Procure por símbolos, imagens e verdades que aumentem sua fé Nele. Ouça a inspiração do Espírito Santo à medida que você estuda.
Literatura de sabedoria
Uma categoria de poesia do Velho Testamento é o que os estudiosos chamam de “literatura de sabedoria”. Jó, Provérbios e Eclesiastes entram nessa categoria. Enquanto os salmos expressam sentimentos de louvor, luto e adoração, a literatura de sabedoria enfoca conselhos atemporais ou questões filosóficas profundas. O livro de Jó, por exemplo, explora a justiça de Deus e as razões do sofrimento humano. Provérbios oferece conselhos sobre como viver bem, inclusive provérbios sábios coletados e transmitidos de gerações anteriores. E Eclesiastes questiona o propósito da própria vida — quando tudo parece fugaz e aleatório, onde encontramos o verdadeiro significado? Você pode pensar na literatura de sabedoria como reflexões com mentores inspirados que desejam compartilhar observações sobre Deus e o mundo que Ele criou, e talvez ajudar você a entender essas coisas melhor.
Jó 1–3; 12–14; 19; 21–24; 38–40; 42
Os Julgamentos de Jó, de Joseph Brickey
É natural se perguntar por que coisas ruins acontecem a pessoas boas — ou, por outro lado, por que coisas boas acontecem a pessoas ruins. Por que Deus, que é justo, permite que isso aconteça? O livro de Jó explora questões como essas. Jó foi uma daquelas pessoas boas com quem muitas coisas ruins aconteceram. Por causa das provações de Jó, seus amigos se perguntavam se, afinal, ele realmente era bom. Jó afirmava sua própria retidão e se perguntava se Deus realmente era justo afinal. Mas, apesar de seu sofrimento e suas dúvidas, Jó manteve sua integridade e fé em Jesus Cristo. No livro de Jó, a fé é questionada e testada, mas nunca completamente abandonada. Isso não significa que todas as perguntas foram respondidas. Mas o livro de Jó ensina que, até que sejam respondidas, as perguntas podem coexistir com a fé. E, independentemente do que aconteça nesse meio tempo, podemos dizer de nosso Senhor: “Nele esperarei” (Jó 13:15).
Para uma visão geral do livro de Jó, ver “Jó” no Guia para Estudo das Escrituras (Biblioteca do Evangelho).
Os capítulos iniciais de Jó enfatizam, de forma poética, o papel de Satanás como nosso adversário ou acusador; eles não descrevem uma interação real entre Deus e Satanás. Ao ler o que Satanás disse sobre Jó (ver Jó 1:9–11; 2:4–5), você pode se perguntar: “Por que permaneço fiel a Deus?” Por que seria perigoso obedecer ao Senhor apenas pelo motivo que Satanás sugeriu?
O que o impressiona na reação de Jó às provações? (Ver Jó 1:20–22; 2:9–10.)
Os amigos de Jó sugeriram que Deus o estava punindo (ver Jó 4–5; 8; 11). Que problemas você vê nessa ideia? Leia a resposta de Jó nos capítulos 12–13. O que Jó sabia sobre Deus que lhe permitiu continuar confiando? O que você conhece sobre Deus que o ajuda a enfrentar seus desafios?
Às vezes, aprendemos as verdades mais importantes durante nossos momentos mais difíceis. Pondere sobre as provações que Jó descreveu em Jó 19:1–22 e as verdades que ele declarou nos versículos 23–27. Como você sabe que seu Redentor vive? Que diferença esse conhecimento faz em sua vida?
Considere a possibilidade de cantar ou ouvir um hino sobre Jesus Cristo, como “Eu sei que vive meu Senhor” (Hinos, nº 70). Que palavras desse hino expressam seus sentimentos a respeito Dele?
Ver também Doutrina e Convênios 121:1–12; 122.
Em Jó 21–24, você vai ler um debate entre Jó e seus amigos. No centro desse debate estava uma pergunta que muitas pessoas fazem: Por que as pessoas justas às vezes sofrem?
Embora não tenhamos todas as respostas, no evangelho restaurado de Jesus Cristo, temos algumas verdades que podem nos ajudar a entender a adversidade e o sofrimento. Abaixo estão escrituras atuais que contêm algumas dessas verdades. O que essas escrituras lhe ensinam sobre o Pai Celestial e Seu plano?
Você também pode ler os ensinamentos do presidente Spencer W. Kimball sobre adversidade em “Tragédia ou destino?” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Spencer W. Kimball, 2011, p. 12).
Com base no que estudou, como você responderia a uma pergunta como “Por que Deus permite que pessoas justas sofram?”
Frustrado com as acusações de seus amigos (ver Jó 16:1–5; 19:1–3), Jó perguntou repetidamente a Deus por que ele tinha que sofrer tanto (ver Jó 19:6–7; 23:1–9; 31). O Senhor não deu uma razão clara no livro de Jó. Mas Ele ensinou uma mensagem importante nos capítulos 38–40. Como você resumiria essa mensagem? Por exemplo, o que você aprendeu com as perguntas do Senhor em Jó 38:1–7, 18–24?
Você vai notar que o Senhor falou a Jó sobre algumas de Suas criações e outras obras poderosas (ver Jó 38–39). Você pode olhar para algumas dessas criações (ou fotos delas). Como essas coisas o ajudam a pensar de modo diferente sobre Deus? Sobre suas provações? Como eles mudaram a perspectiva de Jó? (Ver Jó 42:1–6; ver também Moisés 1:8–10.)
Aqui estão duas mensagens da conferência geral que podem ajudar a mudar nossa perspectiva: Tamara W. Runia, “Ver a família de Deus através de lentes panorâmicas” (Liahona, novembro de 2023, p. 62); Russell M. Nelson, “Pensem celestial!” (Liahona, novembro de 2023, p. 117). Em qualquer uma das mensagens, procure algo que você vai querer lembrar da próxima vez que suas provações parecerem esmagadoras. Como você se lembrará do que aprendeu?
Seja criativo. O aprendizado não precisa consistir apenas em ler, pensar e falar. Às vezes, o aprendizado mais memorável vem de maneiras fisicamente ativas. Por exemplo, quando você ler sobre como o Senhor mudou a perspectiva de Jó em Jó 38–40, você pode dar uma caminhada e ver algumas das criações do Senhor, grandes e pequenas. Ou você pode olhar para um objeto de diferentes perspectivas — de cima, de baixo, de perto, de longe e assim por diante.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Incentive seus filhos a lhe contar o que sabem sobre Jó. Se precisarem de ajuda, indique-lhes Jó 1:1, 13–22; 2:7–10 ou “Jó” (em Histórias do Velho Testamento, p. 145). Como Jó reagiu aos desafios? (Ver Jó 1:21; 2:10.)
Jó foi fiel em seus desafios por causa do que sabia sobre o Senhor. Você e seus filhos podem ver gravuras de Jesus Cristo interagindo com outras pessoas (como a abaixo ou gravuras do Livro de Gravuras do Evangelho). Fale sobre o que você sabe sobre Ele e como Ele é. Aqui estão alguns versículos que mostram o que Jó sabia sobre o Senhor: Jó 12:10, 13, 16; 19:25–27. Por que é valioso conhecermos essas coisas a respeito Dele?
Jó fez uma pergunta importante em Jó 14:14. Talvez você e seus filhos possam se revezar para dizer como você responderia a Jó. Você pode procurar ideias em Alma 11:42–44, no vídeo “#GraçasAEle | Uma Mensagem de Páscoa sobre Esperança e Vitória” (Biblioteca do Evangelho) ou em uma música sobre a Ressurreição, como “Jesus da morte ressurgiu?” (Música para as Crianças, p. 45).
Quando Jó estava triste, seus amigos disseram que Deus o estava punindo porque ele havia pecado (ver Jó 22:5). Se fôssemos amigos de Jó, como procuraríamos ajudá-lo? Como nossas palavras podem ajudar as pessoas quando elas estão tristes? (Ver Jó 16:5.) Você pode mostrar uma ou mais das gravuras contidas neste esboço ao debater essas perguntas.
Você pode pedir a seus filhos que façam uma lista de algumas qualidades de um bom amigo e mencionem um amigo que tenha essas qualidades. Depois, você pode olhar para uma gravura de Jesus Cristo. De que modo Jesus é um bom amigo para cada um de nós? Você pode pensar em alguém que esteja passando por um momento difícil. Planeje como você será um amigo cristão para essa pessoa.
Depois de ler Jó 19:23–27, você e seus filhos podem conversar sobre como sabem que nosso Redentor vive. Vocês podem trabalhar juntos para colocar seu testemunho (ou desenhos do Salvador) em um livro (ver versículo 23).
Você também pode cantar uma música que testifique do Salvador, como “Eu sei que vive meu Senhor” (Hinos, nº 70). Compartilhe frases do hino que fortaleçam sua fé Nele. Por que é importante saber que Jesus Cristo vive?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Salmos 1–2; 8; 19–33; 40; 46
O Senhor é o Meu Pastor, de Yongsung Kim. Imagem cortesia de havenlight.com
Não sabemos com certeza quem escreveu o livro de Salmos. Alguns salmos são atribuídos ao rei Davi, mas, para a maioria deles, os escritores permanecem anônimos. No entanto, depois de ler Salmos, sentimos como se conhecêssemos o coração dos salmistas mesmo que não saibamos o nome deles. Nós sabemos que os salmos eram uma parte importante da adoração entre os israelitas e sabemos que o Salvador os citava com frequência. Nos salmos, temos uma janela para a alma do antigo povo de Deus. Vemos como eles se sentiam a respeito de Deus, com o que se preocupavam e como encontravam paz. Sendo um povo que acredita em Deus hoje, ainda usamos essas palavras em nossa adoração a Ele em todo o mundo. É quase como se os escritores de Salmos tivessem uma janela para nossa alma, porque expressaram como nos sentimos a respeito de Deus, com o que nos preocupamos e como encontramos paz.
Para uma visão geral do livro de Salmos, ver “Salmo” no Guia para Estudo das Escrituras.
Ao ler Salmos, você talvez note como os autores expressam medo, tristeza ou ansiedade com frequência. Tais sentimentos são normais, até para as pessoas de fé. Mas o que torna os Salmos inspiradores é o fato de que eles também oferecem soluções inspiradoras, incluindo a confiança total no Senhor. Ao ler Salmos 1; 23; 26–28; 46, escreva:
Convites para confiar no Senhor.
Palavras que O descrevem.
Palavras que descrevem a paz, a força e outras bênçãos que Ele nos dá.
Palavras que descrevem as pessoas que confiam Nele.
Observe também as imagens e os símbolos vívidos que os salmos usam para ensinar sobre o Salvador. Por exemplo, em Salmos 23, o que frases como “deitar (…) em verdes pastos” ou “águas tranquilas” (versículo 2) trazem à mente? O que a “vara” e o “cajado” consoladores (versículo 4) podem simbolizar? O que pode significar nosso “cálice” (versículo 5) transbordar?
Vários salmos falam sobre a vida mortal de Jesus Cristo. Os cristãos da época do Novo Testamento também viam essas conexões. Você pode ler as seguintes referências de escritura. Procure conexões entre as palavras destes salmos e a vida do Salvador:
O que você aprendeu ao estudar essas conexões? Que profecias e promessas das escrituras ainda não foram cumpridas? O que você encontra nessas promessas que lhe dá esperança para o futuro?
Ler Salmos 8; 19 e 33 pode inspirá-lo a pensar nas muitas criações maravilhosas do Senhor. Preste atenção em seus sentimentos ao fazer isso. Você também pode cantar ou ponderar as palavras de uma música relacionada a esses salmos, como “Grandioso és Tu”, Hinos, nº 43. Como as criações do Senhor “proclamam a glória de Deus” para você? (Salmos 19:1.)
Aqui estão alguns outros hinos inspirados em Salmos:
Salmos 23: “O Senhor meu pastor é”, Hinos, nº 37
Salmos 23:6; 150: “Louvai a Deus”, Hinos, nº 34
Salmos 26:8: “We Love Thy House, O God”, Hymns, nº 247
Salmos 27:1: “Jesus, minha luz”, Hinos, nº 44
Salmos 33:1–6; 95:1–6: “Pela beleza do mundo”, Hinos, nº 49
Salmos 37:3–9: “Be Still, My Soul”, Hymns, nº 124
Salmos 148: “Ó criaturas do Senhor”, Hinos, nº 29
Utilize músicas. O presidente Dallin H. Oaks disse: “Cantar hinos é uma das melhores formas de estarmos em sintonia com o Espírito do Senhor. (…) A música sacra tem a habilidade singular de exprimir nosso sentimento de amor pelo Senhor. Esse tipo de comunicação auxilia maravilhosamente nossa adoração. (…) Nossos hinos contêm sermões doutrinários sem igual, superados apenas pelas escrituras em sua verdade e impacto poético” (“Adoração por meio da música”, A Liahona, janeiro de 1995, p. 9). Que hinos relacionados aos salmos você poderia ouvir ou cantar para melhorar sua adoração esta semana?
Nos Salmos, palavras como testemunho, preceitos, mandamento e juízos podem se referir à palavra do Senhor. Tenha isso em mente enquanto lê Salmos 19:7–11. O que esses versículos sugerem a respeito da palavra de Deus? O que Salmos 29 ensina sobre Sua voz? Em sua experiência, como a palavra ou a voz do Senhor condiz com essas descrições?
Visto que o templo de Jerusalém foi construído sobre um monte, a frase “monte do Senhor” (Salmos 24:3) pode se referir ao templo ou à presença de Deus. O que isso acrescenta ao seu entendimento de Salmos 24? O que significa para você ser “limpo de mãos e puro de coração”? (Versículo 4.) Ao ler Salmos 26–27, o que mais você aprendeu sobre a Casa do Senhor?
Às vezes, podemos ficar desanimados ao ouvir que precisamos ser puros para entrar na presença de Deus. Afinal, todos nós temos dificuldades e nenhum de nós é perfeito. Que esperança você encontra na mensagem do élder David A. Bednar “Mãos limpas e coração puro”? (A Liahona, novembro de 2007, p. 80.) Como você poderia usar a mensagem dele para ajudar alguém que se sente sobrecarregado por querer ser perfeito? Pense em como você pode receber a ajuda do Salvador em seus esforços para ter “mãos limpas e coração puro”.
Ver também Bradley R. Wilcox, “Dignidade não significa perfeição”, Liahona, novembro de 2021, p. 61.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Considere escrever O Senhor é… Peça a seus filhos que procurem maneiras de completar essa frase usando escrituras como estas: Salmos 23:1; 27:1; 28:1; 28:7; 32:7; 46:1. O que esses versículos nos ensinam sobre como o Senhor pode nos ajudar?
Você pode conversar com seus filhos sobre o que um cordeiro precisa para estar seguro e saudável. Depois, ao lerem juntos Salmos 23, ajude seus filhos a comparar o que um pastor faz por um cordeiro com o que Jesus faz por nós. O que precisamos para estar espiritualmente seguros e saudáveis? Cantem juntos uma música que possa dar ideias a seus filhos, como “O amor do Salvador” (Músicas para Crianças, p. 42).
Ao lerem juntos Salmos 24:3, seus filhos podem procurar palavras que os lembrem do templo. Eles também podem olhar para a gravura de um templo. Depois, vocês podem ler juntos o versículo 4 para saber quem pode entrar no templo. Você poderia falar sobre como as mãos ficam sujas e como as limpamos. Como podemos nos sujar espiritualmente? Como o Salvador ajuda a nos limpar espiritualmente?
Se você tiver filhos pequenos, pode convidá-los a fingir que estão chorando enquanto você lê um trecho de Salmos 30:5: “O choro pode durar uma noite”. Em seguida, peça-lhes que expressem alegria enquanto você lê: “Mas a alegria vem pela manhã”. Repita essa frase algumas vezes.
Mostre uma gravura do Salvador e diga a seus filhos o que Ele fez por você que lhe traz alegria. Você também pode dar a cada criança a oportunidade de segurar a gravura e compartilhar o que Jesus fez que lhe dá alegria.
Ajude seus filhos a memorizar a primeira linha de Salmos 46:10: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”. O que pode significar “[aquietar-se]”? Talvez vocês possam passar algum tempo praticando ficar quietos. Vocês também podem compartilhar experiências em que o ato de “[aquietar-se]” fortaleceu seu relacionamento com Deus. Ajude seus filhos a pensar em ocasiões durante o dia em que eles podem “[aquietar-se]” para se sentirem próximos do Pai Celestial.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Salmos 49–51; 61–66; 69–72; 77–78; 85–86
Encontrar o Que Se Havia Perdido, de Michael Malm
Os escritores de Salmos compartilharam sentimentos pessoais profundos em sua poesia. Eles escreveram sobre desânimo, medo e remorso. Às vezes, eles até se sentiam abandonados por Deus, e alguns salmos carregam um tom de frustração ou desespero. Se você já se sentiu assim, a leitura de Salmos pode ajudá-lo a saber que você não é o único. Mas você também encontrará salmos que podem incentivá-lo quando estiver com tais sentimentos, porque os salmistas também louvaram ao Senhor por Sua bondade, maravilharam-se com Seu poder e se alegraram em Sua misericórdia. Eles sabiam que sentimos o fardo do mal e do pecado, mas que o Senhor é “bom, e pronto a perdoar” (Salmos 86:5). Eles entenderam que ter fé no Senhor não significa que você nunca lutará contra a ansiedade, o pecado ou o medo. Significa que você sabe a quem recorrer quando precisar.
Salmos 49 tem uma mensagem tanto para “baixos como altos, tanto ricos como pobres” (versículo 2). Do que se trata essa mensagem? Em sua opinião, o que Salmos 62:5–12 acrescenta a essa mensagem?
A leitura desses salmos pode lhe inspirar a ponderar sobre maneiras pelas quais somos tentados a confiar em algo que não seja Deus para a redenção (ver Salmos 49:6–7). Como sua vida é influenciada por seu testemunho de que “Deus redimirá a [sua] alma do poder da sepultura”? (Salmos 49:15.)
O rei Davi escreveu Salmos 51 depois de reconhecer sua necessidade desesperada de perdão — algo de que todos precisamos. Que versículos descrevem sentimentos que você já teve? O que você encontra nesse salmo que lhe dá esperança de ser perdoado?
Você também pode procurar em Salmos 51 pistas sobre o que significa se arrepender. Faça uma lista do que descobrir. Veja se você consegue adicionar mais itens à sua lista ao estudar a mensagem do presidente Russell M. Nelson “Podemos agir melhor e ser melhores” (Liahona, maio de 2019, p. 67).
De que modo você descreveria como é receber perdão por meio de Cristo? Se precisar de ajuda para descrever seus sentimentos, leia Salmos 51:1–2, 7–12; 85:2–9. Algumas pessoas gostam de desenhar ou encontrar imagens para expressar seus sentimentos; você pode tentar fazer essas coisas. Você também pode cantar ou ouvir um hino sobre o Salvador, como “Assombro me causa” (Hinos, nº 112).
Para nos arrependermos, precisamos ter fé não apenas de que Jesus Cristo pode nos limpar, mas também de que Ele o fará. O que você encontra em Salmos 86:5, 13, 15 que o ajuda a saber que o Salvador é capaz de perdoar e está disposto a fazê-lo?
Ver também Alma 36; Peter F. Meurs, “Ele podia me curar!”, Liahona, maio de 2023, p. 39.
Salmos 51:13–15; 66:5–20; 71:15–24
Pondere sobre como você obteve seu testemunho de Jesus Cristo e de Seu poder expiatório. Então, ao estudar Salmos 51:13–15; 66:5–20; 71:15–24, pense em como você pode convidar outras pessoas a “[vir], e [ver] as obras de Deus” (Salmos 66:5). Se você “[contasse] o que [o Senhor] tem feito à [sua] alma” (Salmos 66:16), o que você declararia?
O que significa para você “[falar] da [Sua] justiça todo o dia”? (Salmos 71:24.)
Ver também Alma 26.
Vários salmos descrevem como é se sentir distante de Deus e precisar desesperadamente de Sua ajuda (ver Salmos 63:1, 8; 69:1–8, 18–21; 77:1–9). Em Salmos 63; 69; 77–78, o que você acha que concedeu segurança aos salmistas?
De que modo “[lembrar-se] das obras do Senhor” e de Suas “maravilhas da antiguidade” o ajuda quando você está angustiado? (Salmos 77:11.) Algumas dessas maravilhas estão descritas em Salmos 78. Ao ler a respeito delas, pondere sobre o que o ajuda a depositar “em Deus a sua esperança” (versículo 7).
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Como este domingo é o quinto domingo do mês, as professoras da Primária são incentivadas a usar atividades de aprendizado encontradas no “Apêndice B: Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Para ajudar seus filhos a descobrir verdades sobre o arrependimento em Salmos 51, desenhe um coração grande. Depois, você pode ajudar seus filhos a escrever dentro do coração coisas ruins que Satanás nos tenta a fazer. Como tiramos essas coisas de nosso coração? Peça a seus filhos que encontrem a palavra “coração” em Salmos 51:10, 17. Fale sobre o que esses versículos ensinam sobre o arrependimento. Deixe que seus filhos apaguem as palavras que estão dentro do coração e escrevam novas palavras que descrevam as maneiras pelas quais Jesus pode nos mudar quando nos arrependemos.
Você pode ajudar seus filhos a aprender o que significa ter “um quebrantado e contrito coração” (Salmos 51:17). Eles podem se revezar para quebrar algo que tenha uma casca dura, como um ovo ou uma noz. Você pode ajudá-los a comparar a casca com as coisas que nos impedem de sentir o amor do Pai Celestial. Como podemos abrir nosso coração para Ele?
Vocês também podem olhar juntos para uma gravura do Salvador e você pode perguntar a seus filhos que palavras eles usariam para descrever o Senhor. Peça-lhes que encontrem palavras que O descrevam em Salmos 86:5, 13, 15. Por que é importante conhecermos essas coisas a respeito Dele?
Seus filhos podem gostar de desenhar os símbolos mencionados em Salmos 61:2–3. De que maneira Jesus Cristo é como uma “rocha” alta (versículo 2), “um refúgio” e “uma torre forte”? (Versículo 3.)
Peça a seus filhos que contem algumas de suas histórias favoritas das escrituras (as gravuras do Livro de Gravuras do Evangelho podem ajudar). O que essas histórias nos ensinam sobre o Senhor? Vocês podem ler juntos Salmos 66:16 e se revezar respondendo à pergunta: “o que [o Senhor] tem feito à minha alma”?
Ao ler juntos Salmos 77:11; 78:6–7, vocês podem compartilhar uns com os outros como procuram “[lembrar-se] das obras do Senhor” (Salmos 77:11), incluindo as obras Dele em sua vida. Como o sacramento nos ajuda a “recordá-lo sempre”? (Morôni 4:3; 5:2.)
Depois de ler Salmos 71:8 com seus filhos, peça-lhes que desenhem uma boca grande. Peça a eles que o ajudem a “[encher]” a boca com imagens ou palavras que representem coisas que podemos dizer a outras pessoas sobre Jesus Cristo.
Você poderia passar, de um por um, uma gravura de Jesus Cristo. A pessoa que estiver segurando a gravura pode dizer uma coisa que sabe sobre Ele. Como podemos ajudar outras pessoas a saber essas coisas?
As crianças têm muito a compartilhar. “Quando as crianças aprendem algo novo, elas naturalmente querem contar para outras pessoas. Incentive esse desejo dando a elas oportunidades de ensinar os princípios do evangelho umas às outras, à família e aos amigos. Peça-lhes que compartilhem com você os pensamentos, os sentimentos e as experiências relacionados aos princípios que você está ensinando. Você vai descobrir que elas têm ideias que são simples, puras e poderosas” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 35).
Muitos dos salmos são como orações a Deus. Ao ler Salmos com seus filhos, mostre a eles coisas que podemos usar para nos comunicar com pessoas que estão distantes, como um telefone ou uma carta. Depois leia Salmos 86:7. Como podemos “[clamar]” ao Pai Celestial? Como Ele nos responde?
Cantem juntos uma música sobre oração, como “Oração de uma criança” (Músicas para Crianças, p. 6; ver também Susan H. Porter, “Orem, Deus perto está”, Liahona, maio de 2024, p. 77). Contem uns aos outros sobre ocasiões em que Deus respondeu às suas orações.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Salmos 102–103; 110; 116–119; 127–128; 135–139; 146–150
Retorno Reverente, de Kelsy e Jesse Lightweave
O nome judaico tradicional para o livro de Salmos é Tehillim, uma palavra hebraica que significa “louvores”. Essa palavra está relacionada à exclamação aleluia (que significa “louvar a Jeová” ou “louvar ao Senhor”). Se você tivesse que escolher uma palavra para resumir a mensagem principal de Salmos, louvor seria uma boa escolha. Alguns salmos contêm o convite direto para “louvar ao Senhor” (ver especialmente Salmos 146–150), e todos eles podem inspirar a adoração e o louvor. Os Salmos nos convidam a reconhecer o poder do Senhor, Sua misericórdia e as grandes coisas que Ele fez. Nunca conseguiremos retribuir a Ele nada disso, mas podemos louvá-Lo. Esse louvor pode assumir diferentes formas para pessoas diferentes — pode envolver cantar, orar ou prestar testemunho. Frequentemente, o louvor leva a um compromisso mais profundo com o Senhor e a observância de Seus ensinamentos. Qualquer que seja o significado de “louvar ao Senhor” em sua vida, você pode encontrar inspiração para fazê-lo ao ler e ponderar o livro de Salmos.
Observe como Salmos 102:1–11 descreve sentimentos de angústia e solidão que costumam surgir durante os desafios. Talvez você ou outras pessoas que conheça tenham vivenciado tais sentimentos. Ao ler Salmos 102:12–28; 103; 116, identifique frases que lhe transmitam confiança para “[invocar] o nome do Senhor” em suas provações (Salmos 116:13). Você pode marcar, memorizar ou compartilhar com outras pessoas frases que lhe dão esperança Nele.
Ver também Isaías 25:8; Hebreus 2:17–18; Alma 7:11–13; Camille N. Johnson, “Jesus Cristo é nossa fonte de alívio”, Liahona, maio de 2023, p. 81; “Onde encontrar a paz?” (Hinos, nº 73).
Os salmos contêm passagens que apontam para a vida e o ministério de Jesus Cristo. Aqui estão alguns exemplos:
Salmos 118:25–26 (ver Mateus 21:9)
O que esses versículos ensinam sobre Jesus Cristo? Por que é importante saber essas coisas a respeito Dele?
Salmos 119 contém muitas frases que comparam nossa vida a uma jornada de volta ao Pai Celestial. Ao ler, observe palavras como “andar”, “caminho”, “caminhos”, “pés” e “desviar”. Pondere sobre a jornada de sua própria vida — onde você esteve, onde está agora e para onde está indo. O que você aprendeu com esse salmo sobre sua jornada de volta para casa? O que você aprendeu observando a trajetória de outras pessoas? De acordo com esse salmo, o que Deus providenciou para ajudar você a permanecer em Seu caminho?
Pense em uma ocasião em que seguir um caminho ou um mapa ajudou você a viajar bem para algum lugar. O que essa experiência ensina sobre seguir o caminho de Deus?
Em muitas outras escrituras, o Senhor e Seus profetas falam de um caminho. São mostrados abaixo alguns exemplos. Você pode estudar esses versículos e escrever ou compartilhar com outras pessoas o que aprendeu.
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Escritura |
O que aprendo sobre o caminho que leva a Deus |
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Como essas verdades podem ajudar você a permanecer no caminho de Deus?
Que outras ideias você pode aprender com o seguinte conselho do presidente Russell M. Nelson?
“Se quisermos ter sucesso em nossa jornada da vida, precisamos seguir a orientação divina. O Senhor disse: ‘Buscai-me em cada pensamento; não duvideis, não temais’ (Doutrina e Convênios 6:36). E o salmista escreveu: ‘A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho’ (Salmos 119:105). (…)
Em sua jornada da vida, vocês encontrarão muitos obstáculos e cometerão alguns erros. A orientação das escrituras vai ajudá-los a reconhecer o erro e fazer as correções necessárias. Vocês param de seguir na direção errada. Estudam cuidadosamente o mapa das escrituras. Depois, prosseguem com o arrependimento e a restituição necessários para voltar ao ‘caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna’ (2 Néfi 31:18)” (“Viver sob a orientação das escrituras”, A Liahona, janeiro de 2001, p. 20).
Ver também Dieter F. Uchtdorf, “O filho pródigo e o caminho que leva para casa”, Liahona, novembro de 2023, p. 86.
Observe por que, de acordo com os Salmos 135:15–18, é tolice confiar em falsos deuses. Em que você pode ser tentado a confiar que é semelhante a um ídolo? Você pode fazer uma lista das coisas que o Senhor é capaz de fazer, como fizeram os salmistas em Salmos 134–136. Que coisas poderosas Ele fez por você?
O que você encontra em Salmos 139 que o ajuda a entender que o Senhor está ciente de você — de seus pensamentos e ações, pontos fortes e fracos? De que maneira essa verdade influencia sua vida e suas escolhas?
Ao ler esses salmos finais de louvor, pense nos motivos que você tem para louvar ao Senhor. Por que é importante louvá-Lo? Quais são algumas das maneiras pelas quais você pode louvá-Lo?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Você ou um de seus filhos pode ler Salmos 102:1–2 e identificar como o Senhor nos ajuda em nossas dificuldades. Como podemos encontrar Sua ajuda? Vocês também podem compartilhar uns com os outros momentos em que precisaram de ajuda e sentiram que Deus ouviu suas orações.
Seus filhos podem se divertir conversando sobre como é estar no escuro. Ou podem discutir coisas que são difíceis de fazer no escuro. Você pode convidá-los a fazer algo com os olhos fechados, como fazer um desenho. O que aprendemos em Salmos 119:105 sobre a luz e a palavra de Deus?
Nos seguintes versículos, procure algo que o Pai Celestial nos deu para nos ajudar a permanecer em Seu caminho: Salmos 119:47–48; 119:105; 1 Néfi 11:25; 2 Néfi 31:20. O que podemos fazer para permanecer no caminho de Deus?
Seus filhos podem gostar de ver gravuras das coisas mencionadas em Salmos 119:105. Eles podem colocar as gravuras em ordem enquanto leem o versículo. Vocês também podem cantar juntos uma música relacionada ao versículo, como “Faz-me andar só na luz” (Hinos, nº 199) ou “Quero andar com Cristo” (Biblioteca do Evangelho).
Você pode fazer uma pequena lista de coisas que sabe sobre cada um de seus filhos. Ao ler as listas, uma de cada vez, peça às crianças que adivinhem quem você está descrevendo. Depois de lerem juntos Salmos 139:1–3, você pode listar coisas que o Pai Celestial e Jesus sabem sobre nós.
Escreva as palavras de Salmos 139:23–24 em um pedaço de papel ou em um quadro. Convide seus filhos a sublinhar palavras que descrevam coisas que Deus pode fazer por nós. Por que queremos que Deus faça essas coisas?
Talvez seus filhos possam compartilhar experiências em que alguém os elogiou ou lhes disse que fizeram um bom trabalho. Compartilhe algumas das coisas boas mencionadas em Salmos 146:6–9 que o Senhor fez (ajude seus filhos a entender palavras desconhecidas). Convide seus filhos a falar sobre outras coisas que Ele faz por nós. Como podemos louvá-Lo por essas coisas?
Aprenda em casa; compartilhe com outras pessoas o que aprendeu. O presidente Russell M. Nelson ensinou que nossa casa deve ser o “centro de aprendizado do evangelho” (“Tornar-nos santos dos últimos dias exemplares”, Liahona, novembro de 2018, p. 113). O que você pode fazer esta semana para aprofundar seu estudo pessoal ou familiar de Salmos? Depois de estudar, você pode compartilhar com outras pessoas o que aprendeu e sentiu. Você pode fazer isso por meio de conversas, por mensagens de texto, pelas mídias sociais ou na igreja.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Provérbios 1–4; 15–16; 22; 31; Eclesiastes 1–3; 11–12
Você pode pensar no livro de Provérbios como uma coletânea de conselhos sábios de pais amorosos (ver Provérbios 1:8). Sua mensagem principal é que, se buscarmos sabedoria, especialmente a sabedoria de Deus, a vida correrá bem. No entanto, Provérbios é seguido do livro de Eclesiastes, que parece dizer que “não é tão simples assim”. O pregador citado em Eclesiastes observou que ele “[aplicou o seu] coração a entender sabedoria”, mas encontrou apenas “aflição de espírito” e “muito desgosto” (Eclesiastes 1:17–18). De várias maneiras, o livro pergunta: “Pode existir verdadeiro significado em um mundo onde tudo parece vão, temporário e incerto?”
Contudo, embora os dois livros olhem para a vida com perspectivas diferentes, eles ensinam verdades parecidas. Eclesiastes declara: “De tudo o que se tem ouvido, o fim da coisa é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isso é o dever de todo homem” (Eclesiastes 12:13). Esse é o mesmo princípio encontrado em Provérbios: “Confia no Senhor de todo o teu coração” (Provérbios 3:5; ver também o versículo 7). A vida é sempre melhor — se não sempre perfeita — quando confiamos no Senhor Jesus Cristo e O seguimos.
Para uma visão geral desses livros, ver “Provérbio, Livro de Provérbios” e “Eclesiastes” no Guia para Estudo das Escrituras.
Provérbios 1–4; 15–16; Eclesiastes 1–3; 11–12
Os livros de Provérbios e Eclesiastes estão repletos de percepções sobre sabedoria. Talvez seja interessante marcar a palavra “sabedoria” e outras palavras como “conhecimento” e “entendimento” ao encontrá-las em Provérbios 1–4; 15–16; Eclesiastes 1–3; 11–12. Como esses versículos influenciam sua maneira de pensar a respeito de sabedoria? Com base no que encontrou, como você descreveria a sabedoria que o Senhor concede? (Ver Provérbios 2:6.) Que bênçãos recebemos da sabedoria de Deus?
Ver também Mateus 7:24–27; 25:1–13.
Ajude os alunos a compartilhar o que estão aprendendo. “Por isso que é tão importante proporcionar aos alunos oportunidades de falar uns com os outros o que estão aprendendo sobre o Salvador e Seu evangelho. Isso vai ajudá-los a internalizar as verdades que lhes são ensinadas e expressá-las. Também vai ajudá-los a ganhar confiança em sua capacidade de compartilhar verdades em outras situações (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 28). Por exemplo, você pode pedir aos alunos que escrevam algumas referências de Provérbios ou Eclesiastes nas quais eles encontraram ideias sobre a sabedoria de Deus. Em seguida, convide os alunos a falar sobre o que aprenderam.
Provérbios 1:7; 2:5; 3:7; 15:33; 16:6; 31:30; Eclesiastes 12:13
Outro tema encontrado em Provérbios e Eclesiastes é “[temer] ao Senhor”. Preste atenção a essa frase enquanto você a lê. O que você acha que significa temer o Senhor? Procure ideias na mensagem do élder David A. Bednar “‘Portanto reprimiram os seus temores’” (A Liahona, maio de 2015, p. 46). De que modo o temor ao Senhor difere de outros tipos de temores?
Ver também Provérbios 8:13.
Como você buscaria persuadir alguém de que é melhor “[confiar] no Senhor” do que “[se estribar] no [seu] próprio entendimento”? (Provérbios 3:5.) Que comparações ou lições com objetos você usaria? Ao ponderar sobre Provérbios 3:5–7, pense em maneiras de completar frases como estas: Confiar no Senhor é como… Apoiar-se em nosso próprio entendimento é como…
Por que é insensato confiar em nosso próprio entendimento? Como você descobriu que o Senhor é confiável?
Mesmo assim, às vezes, podemos achar difícil confiar no Senhor. Por quê? O élder Gerrit W. Gong sugere algumas razões, juntamente com conselhos úteis, em “Confiar novamente” (Liahona, novembro de 2021, p. 97). Que histórias ou ensinamentos você encontra nessa mensagem que podem ajudar alguém a restaurar a confiança no Senhor?
Tanto Provérbios 3:6 quanto Provérbios 4 comparam a vida a um “caminho” ou a uma “vereda”. O que você acha que significa deixar que o Senhor “[endireite] as tuas veredas”? (Provérbios 3:6.) O que você encontra no capítulo 4 que o ajuda a “[ponderar] a vereda de [seus] pés”? (Versículo 26.) Por exemplo, o que os versículos 11–12 e 18–19 ensinam sobre as bênçãos de seguir o caminho certo? O que os versículos 26–27 significam para você?
Ver também 2 Néfi 31:18–21; “Sim, eu Te seguirei”, Hinos, nº 134.
Algumas das ideias em Provérbios 15–16 podem inspirar você a melhorar a maneira como se comunica com outras pessoas, especialmente com sua família e seus amigos. Por exemplo, pense em momentos específicos em que “[uma] resposta branda” ajudou a “[desviar] o furor” (Provérbios 15:1).
Você também pode pensar em ocasiões em que o Salvador exemplificou os ensinamentos mencionados em Provérbios 15:1–4, 18 (ver Marcos 12:13–17; João 8:1–11). Como você pode seguir o exemplo Dele ao se relacionar com outras pessoas?
De que modo o conselho em Provérbios 15; 16:24–32 pode se aplicar à comunicação digital de hoje? Veja se você consegue encontrar um versículo nesses capítulos que você poderia reescrever em formato de conselho sobre como interagir nas mídias sociais ou por meio de mensagens de texto.
Ver também Neil L. Andersen, “Seguir a Jesus: Ser um pacificador”, Liahona, maio de 2022, p. 17; Ronald A. Rasband, “As palavras importam”, Liahona, maio de 2024, p. 70; Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas, 2022, pp. 11–12.
Provérbios 31:10–31 descreve uma “mulher virtuosa” ou uma mulher de grande força espiritual, capacidade e influência. Você poderia fazer um resumo com suas próprias palavras do que cada um desses versículos diz sobre as mulheres virtuosas. Quais dessas características você pode desenvolver?
Por que é importante lembrar que muitas coisas neste mundo, como afirma Eclesiastes 1–2, são “vaidades” (ou são temporárias e muitas vezes supérfluas)? O que você encontrou em Eclesiastes 12 que valoriza a vida eterna?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Provérbios 1:7; 2:5; 15:33; 16:6; Eclesiastes 12:13
Para ajudar seus filhos a entender as passagens sobre temer a Deus, substitua a palavra “temor” por palavras como reverência, amor ou obediência (ver também Hebreus 12:28). Como isso afeta o modo como pensamos sobre esses versículos? Como podemos mostrar que tememos ao Senhor?
Você e seus filhos podem inventar ações para acompanhar Provérbios 3:5–7, como fazer um coração com as mãos, inclinar-se para um lado, andar no lugar certo e apontar para os olhos. Como podemos mostrar que confiamos em Cristo de todo o nosso coração?
Para mostrar o que significa “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5), peça a seus filhos que se apoiem em algo firme e estável, como uma parede. Depois, que se apoiem em algo que não seja firme, como uma vassoura. Ou eles podem encostar um bastão ou um lápis em objetos de resistência variável, como um livro ou um pedaço de papel. Por que é importante “[confiar] no Senhor” (versículo 5) em vez de se apoiar no “próprio entendimento”?
Talvez você e seus filhos possam pensar em situações em que vocês ou eles possam sentir raiva. Leiam juntos Provérbios 15:1 e ajude seus filhos a aplicar esse versículo às situações em que pensaram. Talvez eles possam praticar uma “resposta branda”. Uma música sobre bondade, como “Fala-se com amor” (Músicas para Crianças, p. 102), poderia reforçar esse princípio.
Para aprender o que significa ser “longânimo” (Provérbios 15:18), você e seus filhos poderiam compartilhar momentos em que você (ou alguém que você conhece) sentiu raiva, mas optou por ser gentil. Ajude seus filhos a pensar em coisas que podemos ser rápidos em fazer se formos “[longânimos]”. Por exemplo, podemos pensar rapidamente em Jesus, pedir ajuda ao Pai Celestial, pensar em uma música da Primária ou, se possível, afastar-se da situação.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Profetas e profecia
Na divisão cristã tradicional do Velho Testamento, a última seção (de Isaías a Malaquias) é chamada de livros proféticos. Essa seção, cerca de um quarto do Velho Testamento, contém as palavras de Deus a seus servos autorizados que falaram com o Senhor e depois falaram por Ele, transmitindo Sua mensagem ao povo entre os anos 900 e 500 a.C.
Os profetas e a profecia desempenham um papel importante no Velho Testamento. Abraão, Isaque e Jacó tiveram visões e falaram com mensageiros celestiais. Moisés conversou com Deus face a face e comunicou Sua vontade aos filhos de Israel. O primeiro e o segundo livros de Reis fazem um relato memorável das obras e mensagens dos profetas Elias e Eliseu. O Velho Testamento também fala de profetisas como Miriam e Débora, além de outras mulheres abençoadas com o espírito de profecia, como Rebeca e Ana. Além disso, mesmo que os salmos não tenham sido escritos por profetas chamados por Deus, eles também estão repletos do espírito de profecia, especialmente aqueles que apontam para a vinda do Messias.
Nada disso é surpresa para os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. De fato, o evangelho restaurado de Jesus Cristo nos ensina que profetas não são apenas figuras históricas interessantes, mas são essenciais no plano de Deus. Embora alguns possam achar que os profetas são exclusivos da época do Velho Testamento, nós os vemos como algo que temos em comum com aquela época.
Mesmo assim, ler um capítulo de Isaías ou Ezequiel pode ser bem diferente de ler uma mensagem de conferência geral do profeta atual da Igreja. Às vezes, é difícil notar que os profetas antigos tinham algo a nos dizer. Afinal, o mundo em que vivemos hoje é bem diferente do mundo em que eles pregaram e profetizaram. Além disso, o fato de que realmente temos um profeta vivo poderia levantar a pergunta: por que se dar ao trabalho — e dá trabalho mesmo — de ler as palavras dos profetas antigos?
Em sua maioria, as pessoas de hoje não são o público principal dos profetas do Velho Testamento. Aqueles profetas tinham uma preocupação imediata com a qual estavam lidando em sua época e lugar, da mesma forma que os profetas dos últimos dias lidam com nossas preocupações imediatas hoje.
Ao mesmo tempo, os profetas também podem ver além dessas preocupações imediatas. Eles ensinam verdades eternas, relevantes para qualquer tempo e lugar. Abençoados com revelação, eles veem a perspectiva mais ampla da obra de Deus. Por exemplo, Isaías advertiu as pessoas em sua época sobre os pecados que cometiam. Ele também escreveu sobre a libertação dos israelitas que viveriam 200 anos no futuro. Ao mesmo tempo, ele ensinou sobre a libertação que todo o povo de Deus busca. E ele escreveu profecias que, mesmo hoje, ainda estão esperando para serem cumpridas — como as promessas de uma “terra nova” (Isaías 65:17) que se “encherá do conhecimento do Senhor” (Isaías 11:9), onde as tribos perdidas de Israel serão reunidas e “as nações” não “aprenderão mais a guerrear” (Isaías 2:4). Parte da alegria e inspiração que sentimos com a leitura das palavras dos profetas do Velho Testamento, como Isaías, é perceber que nós desempenhamos um papel na visão que eles tiveram de um dia glorioso.
Portanto, ao ler profecias antigas, aprender sobre o contexto em que foram escritas pode ser útil — mas você também deve se ver nelas ou “[aplicá-las] a [si mesmo]” (1 Néfi 19:24; ver também versículo 23). Às vezes, isso significa reconhecer Babilônia como um símbolo do pecado e orgulho, não apenas como uma cidade antiga. Pode significar entender Israel como o povo de Deus em qualquer tempo e lugar. Ou pode significar ver Sião como a causa que o povo de Deus abraça nos últimos dias, em vez de vê-la como apenas mais uma palavra para Jerusalém.
Podemos comparar as escrituras a nossa vida porque entendemos que uma profecia pode ser cumprida de inúmeras maneiras. Um bom exemplo é a profecia que se encontra em Isaías 40:3: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor”. Para os judeus cativos na Babilônia, essa declaração poderia se referir ao Senhor provendo um caminho para saírem do cativeiro e voltarem a Jerusalém. Para Mateus, Marcos e Lucas, essa profecia se referia a João Batista, que preparou o caminho para o ministério mortal do Salvador. Joseph Smith, por outro lado, recebeu uma revelação de que essa profecia ainda está sendo cumprida hoje em preparação para o ministério de Cristo no Milênio. De maneiras que ainda estamos descobrindo, os profetas antigos realmente falaram para nós. Eles ensinaram muitas verdades valiosas e eternas que são tão relevantes para nós hoje como foram para a antiga Israel.
Talvez, algo ainda mais importante do que ver a nós mesmos nas profecias do Velho Testamento seja ver Cristo nelas. Se você procurar por Ele, vai encontrá-Lo, mesmo que Ele não tenha sido mencionado pelo nome. Tenha em mente que o Deus do Velho Testamento, o Senhor Jeová, é Jesus Cristo. Toda vez que os profetas descrevem o que o Senhor está fazendo ou o que Ele vai fazer, eles estão falando do Salvador.
Você também encontrará referências a um Ungido, um Redentor e um futuro rei na linhagem de Davi. Essas são profecias sobre Jesus Cristo. De maneira mais geral, você vai ler sobre libertação, perdão, redenção e restauração. Se você tiver o Salvador na mente e no coração, essas profecias vão naturalmente levá-lo ao Filho de Deus. Afinal, a melhor forma de entender uma profecia é ter “o espírito de profecia” sobre o qual João nos fala em seu “testemunho de Jesus” (Apocalipse 19:10).
Isaías Escreve sobre o Nascimento de Cristo, de Harry Anderson
Mesmo que você esteja lendo o livro de Isaías pela primeira vez, talvez você encontre passagens que lhe pareçam familiares. Isso acontece porque, de todos os profetas do Velho Testamento, Isaías é o mais citado em outros livros de escrituras, inclusive pelo próprio Salvador. As palavras de Isaías também aparecem muitas vezes em hinos e outras músicas sacras.
Por que Isaías é citado com tanta frequência? Certamente um motivo é que Isaías tinha o dom de expressar a palavra de Deus em uma linguagem vívida e memorável. Mas é mais do que isso. Isaías inspirou profetas por gerações porque as verdades que ele ensinou transcenderam sua própria época (entre 740 e 701 a.C.). Ele escreveu sobre a grande obra de redenção de Deus, que é muito maior do que uma nação ou um período de tempo. Néfi aprendeu com Isaías que ele e seu povo, apesar de estarem separados do restante de Israel, ainda faziam parte do povo do convênio de Deus. Em Isaías, os escritores do Novo Testamento encontraram profecias sobre o Messias que foram cumpridas bem diante de seus olhos. E, em Isaías, Joseph Smith encontrou inspiração para o trabalho dos últimos dias de coligar Israel e edificar Sião. O que você encontrará ao ler Isaías?
Para saber mais sobre Isaías e seus escritos, ver “Isaías” no Guia para Estudo das Escrituras. Para mais informações sobre a época em que Isaías viveu, ver 2 Reis 15–20 e 2 Crônicas 26–32.
O Salvador ensinou que “todas as coisas que Isaías disse foram e serão cumpridas de acordo com as palavras que ele disse” (3 Néfi 23:3). Ao estudar o livro de Isaías, você pode fazer um quadro de profecias com títulos como estes: Dias de Isaías, O ministério mortal do Salvador e Os últimos dias. Observe que muitas das profecias de Isaías são cumpridas de mais de uma maneira (ver Guia para Estudo das Escrituras, “Isaías”).
O presidente Dallin H. Oaks ensinou: “O livro de Isaías contém numerosas profecias que parecem se cumprir diversas vezes. Uma delas parece se referir ao povo da época de Isaías ou à situação da geração seguinte. Parece que outro significado, muitas vezes simbólico, refere-se aos acontecimentos do meridiano dos tempos, quando Jerusalém foi destruída e seus habitantes foram dispersos, após a Crucificação do Filho de Deus. Ainda outro significado ou cumprimento da mesma profecia parece estar relacionado aos acontecimentos ligados à Segunda Vinda do Salvador. O fato de que muitas dessas profecias podem ter diversos significados ressalta o quanto é importante que busquemos revelações do Espírito Santo para nos ajudar a interpretá-las” (“Scripture Reading and Revelation”, Ensign, janeiro de 1995, p. 8).
Compreender Isaías. O Salvador disse: “Examineis estas coisas diligentemente, porque grandes são as palavras de Isaías” (3 Néfi 23:1; ver também versículos 2–3). No entanto, para muitos, pode ser difícil entender Isaías. As ideias a seguir podem ajudar:
Pondere sobre os símbolos e as metáforas que Isaías usou.
Pergunte a si mesmo: “O que estou aprendendo sobre Jesus Cristo?” (Ver 1 Néfi 19:23.)
Procure tópicos que pareçam relevantes para o nosso tempo.
Use os auxílios de estudo, como um dicionário, as notas de rodapé, o cabeçalho dos capítulos e o Guia para Estudo das Escrituras.
Como os profetas de todos os tempos, Isaías continuamente advertiu o povo sobre sua condição espiritual. Ao ler Isaías 1; 3; 5, procure frases que descrevam como as pessoas estavam espiritualmente (ver, por exemplo, Isaías 1:2–4, 21–23; 3:9, 16–17; 5:11–12, 20–23). Que problemas semelhantes você vê em nossa época? Você também pode procurar versículos que alertem sobre as consequências da condição espiritual dos israelitas (como Isaías 1:7; 3:17–26; 5:5–7, 13–15).
Além das advertências, Isaías deixou mensagens de esperança na redenção por meio do Salvador (ver, por exemplo, Isaías 1:16–19, 25–27; 3:10; 4). O que você aprendeu a respeito do Senhor por meio dessas mensagens? Como a mensagem do Senhor nesses versículos difere do que Satanás deseja que acreditemos?
Assim como Isaías, os profetas de hoje nos advertem sobre o pecado e suas consequências, e transmitem mensagens de esperança por meio de Jesus Cristo. Em quais exemplos você consegue pensar? Você pode examinar uma mensagem de uma conferência geral passada e procurar tais advertências e promessas.
Muitas das profecias de Isaías têm um significado específico para nossos dias. Para encontrá-los, procure verbos no tempo futuro (como “será” ou “irão”). Por exemplo, procure esses verbos ao ler Isaías 2; 4; 11–12. Você pode até tentar substituí-los por verbos no tempo presente (como é ou estão indo). Dentre as profecias, quais têm um significado inspirador para você? O que você aprendeu com essas profecias sobre Sião, a construção de templos e a coligação de Israel?
Isaías 2:2–3 é especialmente relevante para os santos dos últimos dias. Como essas profecias estão sendo cumpridas? O que você aprende sobre os “caminhos” e as “veredas” do Senhor em Sua casa? (Versículo 3.)
Ver também Isaías 5:26; “No monte a bandeira”, Hinos, nº 4.
Em Isaías 6, Isaías relata seu chamado para ser profeta. Ao ler esse capítulo, o que impressiona você com relação à experiência de Isaías? Como esse capítulo influencia a maneira como você pensa sobre o Senhor e sobre Seus profetas e a obra que eles são chamados a realizar?
Durante o ministério de Isaías, Israel formou uma aliança com a Síria para se defender da Assíria. Israel e a Síria queriam forçar Acaz, o rei de Judá, a se unir a eles. Mas Isaías profetizou que a aliança não daria certo e aconselhou Acaz a confiar no Senhor (Isaías 7:7–9; 8:12–13).
Enquanto Isaías aconselhava Acaz, ele fez várias profecias bem conhecidas, como as encontradas em Isaías 7:14; 8:13–14; 9:2, 6–7. Seja qual for o significado dessas profecias para Acaz, elas se aplicam claramente a Jesus Cristo (ver também Mateus 1:21–23; 4:16; 21:44; Lucas 1:31–33). Por que “Emanuel” é um bom título para o Salvador? (Ver Mateus 1:23.) Como Ele tem sido um “Conselheiro” ou “Príncipe da Paz” para você? (Isaías 9:6.) O que mais você aprendeu sobre o Salvador nesses versículos?
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Em Isaías 1:2–4, você e seus filhos puderam encontrar motivos pelos quais o Senhor não estava feliz com o povo. Observe a comparação com os animais feita no versículo 3— quem é nosso “dono”? Como mostramos que O conhecemos?
Para visualizar Isaías 1:16–18, você e seus filhos podem observar algo vermelho vivo e algo branco puro. Ou talvez vocês possam trabalhar juntos para lavar alguma coisa. Como nos tornamos impuros espiritualmente? Como Jesus nos ajuda a ficar limpos? O que aprendemos sobre o Salvador nesses versículos? Compartilhe com seus filhos como você se sente a respeito Dele e o que Ele fez por você.
Isaías previu um tempo em que o templo, “o monte da casa do Senhor”, atrairia pessoas de “todas as nações” (Isaías 2:2). Como você pode ajudar seus filhos a se sentirem animados para ir à Casa do Senhor? Você pode convidá-los a fazer um desenho de sua própria casa. Depois, leiam juntos Isaías 2:2 e peça a eles que desenhem a “casa do Senhor”, que é o templo. Leiam juntos Isaías 2:3. Convide-os a adicionar ao desenho muitas pessoas que vão ao templo, inclusive sua família.
Leiam juntos Isaías 2:2–3 e identifiquem algo que inspira você e seus filhos a irem ao templo. Depois de lerem juntos Isaías 2:4, vocês podem debater como o templo lhes traz paz. Cantem uma música sobre o templo, como “Eu gosto de ver o templo” (Músicas para Crianças, p. 99). Ajude seus filhos a encontrar palavras na música que ensinem o que é o templo e o que fazemos nele.
Para apresentar as profecias de Isaías sobre Cristo, você e seus filhos podem falar sobre títulos de pessoas, como presidente, bispo ou professor. O que esses títulos nos dizem sobre essas pessoas? Ajude seus filhos a encontrar títulos de Jesus Cristo em Isaías 7:14 e 9:6–7 (ver também a página de atividades desta semana). O que cada um desses títulos ensina sobre Ele? O que mais podemos aprender sobre Jesus Cristo nesses versículos?
Você também pode compartilhar com seus filhos “Isaías, o profeta” (em Histórias do Velho Testamento, p. 150). Pause de vez em quando para perguntar o que Isaías sabia sobre Jesus Cristo muitos anos antes de Ele nascer. Você pode então usar Mateus 1:21–23; Lucas 1:31–33 para falar sobre como as profecias de Isaías em Isaías 7:14; 9:6–7 foram cumpridas.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Isaías 13–14; 22; 24–30; 35
O Bosque Sagrado, de Brent Borup
Uma coisa que o Senhor pede aos profetas é que alertem as pessoas a respeito das consequências do pecado. Para os profetas do Velho Testamento, isso muitas vezes significava dizer aos governantes dos reinos poderosos que eles precisavam se arrepender. Era uma tarefa perigosa, mas Isaías não tinha medo, e suas advertências para os reinos em sua época — inclusive Israel, Judá e as nações circunvizinhas — foram ousadas (ver Isaías 13–23).
Por outro lado, Isaías também tinha uma mensagem de esperança. Embora as destruições profetizadas tenham ocorrido nesses reinos, Isaías previu uma chance de restauração e renovação. O Senhor convidaria Seu povo a retornar para Ele. Faria com que “a terra seca se [tornasse] em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de água” (Isaías 35:7). Ele faria “uma obra maravilhosa e um assombro” (Isaías 29:14), restaurando à Israel as bênçãos que havia prometido a eles. Nem Isaías nem ninguém daquela época viveu para ver essa obra maravilhosa. Mas estamos vendo essa obra hoje. Na verdade, fazemos parte dela.
Isaías 13:1–11, 19–22; 14:1–20
Nos dias de Isaías, a Babilônia era um reino poderoso com um poderoso governante. Agora Babilônia é história antiga. Então, por que a mensagem de Isaías para a Babilônia, em Isaías 13–14, é importante para nós hoje? Porque a Babilônia simboliza o orgulho, a ganância e o pecado, coisas que ainda nos cercam hoje. Pense nesse simbolismo ao fazer sua leitura de Isaías 13:1–11, 19–22; 14:1–20. Pondere sobre perguntas como estas:
Que semelhanças você vê entre o orgulho do rei da Babilônia e o orgulho de Satanás? (Ver Isaías 14:4–20; Moisés 4:1–4.) Que advertências você encontrou para si mesmo nesses versículos?
Como o Senhor lhe dá “descanso do [seu] trabalho, e do [seu] temor”? (Isaías 14:3.)
Isaías 22:22–23; 24:21–23; 25:6–8; 26:19; 28:16
Os ensinamentos de Isaías muitas vezes se referem à missão do Salvador, inclusive a Seu sacrifício expiatório, Sua Ressurreição e Segunda Vinda. Que aspectos de Sua missão lhe vêm à mente ao ler os seguintes versículos: Isaías 22:22–23; 24:21–23; 25:6–8; 26:19; 28:16? Que outras passagens fazem com que você se lembre do Salvador?
Dê aos alunos oportunidades de prestar testemunho de Jesus Cristo. “Ser professor do evangelho de Jesus Cristo significa ajudar as pessoas a compreender Seus ensinamentos, Seu poder redentor e Seu perfeito amor” (Ensinar à Maneira do Salvador,p. 8). Uma maneira simples de fazer isso toda vez que você ensinar é fazer uma pergunta como: “O que você encontrou nas escrituras esta semana que lhe ensinou algo sobre o Salvador?” Em seguida, deixe que os alunos compartilhem suas experiências e fortaleçam a fé uns dos outros.
Isaías 24:1–12; 28:1–8; 29:7–13; 30:8–14
Em Sua misericórdia, o Senhor enviou Isaías para advertir o povo do convênio de que eles estavam se afastando Dele. Veja se você consegue encontrar os sinais espirituais de alerta disso em Isaías 24:5; 29:13; 30:8–12. Por que essas atitudes e ações são espiritualmente perigosas?
Para advertir sobre as consequências de nos afastarmos do Senhor, Isaías usou algumas comparações memoráveis. Ao estudá-las, pergunte a si mesmo como é se afastar do Senhor:
Uma terra triste e vazia (Isaías 24:1–12).
Embriaguez (Isaías 28:7–8).
Fome e sede (Isaías 29:7–10).
Uma parede ou um vaso quebrado (Isaías 30:13–14).
Por que é importante para você permanecer perto do Senhor?
Você já perdeu algo que pensou que nunca mais encontraria? Ou talvez algo quebrou, e você se preocupou que nunca poderia ser reparado? Quando nos afastamos do Senhor, Satanás quer que pensemos que nunca poderemos voltar ou ser curados. No entanto, Isaías descreveu algumas das coisas maravilhosas que o Senhor fará para nos ajudar a retornar a Ele. O que você aprendeu ao ler Isaías 29:13–24; 30:18–26; 35 sobre o Senhor, Seu amor e Seu poder? Talvez você possa encontrar uma frase nessas passagens que lhe dê esperança quando precisar de cura. Você também pode ver a mensagem da irmã Amy A. Wright “Cristo restaura o que está destruído” (Liahona, maio de 2022, p. 81).
Uma das maneiras pelas quais o Senhor manifesta Seu poder e misericórdia é por meio da Restauração de Seu evangelho. Isaías 29 contém várias passagens paralelas com os acontecimentos da Restauração. Por exemplo:
Compare Isaías 29:11–12 com 2 Néfi 27:6–26 e Joseph Smith—História 1:63–65.
Compare Isaías 29:13–14 com Doutrina e Convênios 4 e Joseph Smith—História 1:17–19.
Compare Isaías 29:18–24 com a página de título do Livro de Mórmon.
Em sua opinião, por que “maravilhosa” e “assombro” (Isaías 29:14) são boas palavras para descrever o Senhor restaurando Seu evangelho? Como você pode ajudar a cumprir as profecias sobre a Restauração? Para obter ideias, veja a mensagem do élder Gerrit W. Gong “Todas as nações, tribos e línguas” (Liahona, novembro de 2020, p. 38).
Ver também “A Restauração da Plenitude do Evangelho de Jesus Cristo: Uma Proclamação do Bicentenário ao Mundo” (Biblioteca do Evangelho); “A alva rompe”, Hinos, nº 1.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Como você vai ajudar seus filhos a ver o Salvador nos escritos de Isaías? Você pode ajudá-los a encontrar frases que os lembrem Dele em Isaías 14:3; 25:8; ou 28:16. Eles também podem relacionar esses versículos de Isaías com outros versículos que ensinam sobre o Salvador, como Mateus 11:28–30; 1 Coríntios 15:53–57; Helamã 5:12. Que coisas grandiosas o Senhor tem feito por nós?
Depois de lerem juntos Isaías 25:8–9, vocês podem ver gravuras do Salvador no Getsêmani, na cruz e depois de Sua Ressurreição. Deixe seus filhos falarem sobre o que está acontecendo nas gravuras e por que eles amam Jesus e “na sua salvação [se regozijam]” (versículo 9).
Você pode contar a seus filhos sobre a tristeza que sentiu quando alguém que você ama faleceu. Preste testemunho do consolo que você recebe por causa de Jesus Cristo. Seus filhos podem desenhar um rosto chorando e depois apagar as lágrimas enquanto vocês leem juntos Isaías 25:8.
Você e seus filhos já vivenciaram a bênção de estar em um abrigo seguro durante uma tempestade ou protegidos em uma sombra em um dia quente de verão? Ou vocês já desfrutaram de uma boa refeição quando estavam com fome? Falem sobre essas experiências enquanto você lê Isaías 25:4–6. Como Jesus se parece com essas coisas?
Enquanto você e seus filhos leem Isaías 29:14, compartilhe com eles outras palavras que significam o mesmo que “maravilhosa” e “assombro”. Deixe que eles o ajudem a encontrar objetos ou gravuras que representem algumas das obras maravilhosas do Senhor nos últimos dias. Elas podem incluir um exemplar do Livro de Mórmon, a gravura de um templo ou uma gravura da Primeira Visão (há uma no início deste esboço). Depois, seus filhos podem escolher um item e dizer por que esse item é maravilhoso para eles.
Uma canção sobre a Restauração do evangelho poderia combinar bem com Isaías 29, como “Em um dia primaveril” (Músicas para Crianças, p. 57). E talvez uma experiência pessoal possa ajudar as crianças a compreenderem o que significa restauração. Por exemplo, você e seus filhos podem falar sobre algo que perderam e como encontraram esse item. Ajude seus filhos a fazer uma comparação com a Restauração do evangelho. De acordo com Isaías 29:13–15, por que precisamos da Restauração? Que obras maravilhosas o Senhor está fazendo para restaurar Seu evangelho? (Ver a página de atividades desta semana.)
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Curando o Cego, de Carl Heinrich Bloch, no Museu de História Nacional de Frederiksborg
“Consolai” é a primeira palavra de Isaías capítulo 40. Ela marca o começo de um tom diferente, de uma ênfase diferente nas mensagens do profeta. Os primeiros escritos de Isaías advertiam Israel e Judá sobre a destruição e o cativeiro que viriam por causa de seus pecados. Mas essas profecias posteriores tinham o objetivo de consolar o povo judeu mais de 150 anos no futuro — depois que Jerusalém e o templo foram destruídos e o povo foi levado cativo para a Babilônia. Essas profecias, no entanto, afetariam muitas pessoas no futuro além dos desalentados e derrotados israelitas. Elas falam a nós, que também nos sentimos, às vezes, desalentados, derrotados e até perdidos.
A mensagem de Isaías para seu povo e para nós é simples: “Não temas” (Isaías 43:1). Nem tudo está perdido. O Senhor não Se esqueceu de você e Ele tem poder sobre situações que parecem fora de seu controle. O Senhor, que “criou os céus” (Isaías 42:5), não é mais poderoso do que a Babilônia, do que o pecado, do que tudo o que mantém você cativo? “Torna-te para mim” é o Seu apelo, “porque eu te remi” (Isaías 44:22). Ele pode curar, restaurar, fortalecer, perdoar e consolar — qualquer coisa que, no seu caso, seja necessária para você ser redimido.
Quando os israelitas foram cativos na Babilônia, muitos devem ter se perguntado se haviam perdido para sempre seu lugar como povo escolhido e do convênio de Deus. Ao estudar Isaías 40–49, procure passagens que forneçam consolo e esperança. Para cada passagem que você encontrar, pondere e escreva o que o Senhor poderia estar dizendo a você nesses versículos. Aqui estão algumas para você começar:
O que você acha que o Senhor quer que você saiba sobre Ele?
Você pode notar que o hino “Que firme alicerce” (Hinos, nº 42) tem como base as palavras de Isaías encontradas em Isaías 41:10; 43:2–5; 46:4. Você pode cantar ou ouvir esse hino e procurar paralelos entre a letra e esses versículos de Isaías. Como o Senhor cumpriu as promessas desses versículos em sua vida?
Ver também Patrick Kearon, “Ele ressuscitou e trará cura debaixo das suas asas: Podemos ser mais do que vencedores”, Liahona, maio de 2022, p. 37.
Use escrituras adicionais. Às vezes, podemos entender melhor o Velho Testamento se complementarmos nosso estudo com versículos do Livro de Mórmon. Por exemplo, os profetas Néfi e Jacó, do Livro de Mórmon, tiveram acesso aos escritos de Isaías nas placas de latão (ver 1 Néfi 19:22–23) e usaram essas profecias para ensinar sobre o Salvador. Para saber como Néfi e Jacó compararam Isaías 48–49 a seu povo, veja 1 Néfi 22. Isso pode ajudar você a aplicar esses capítulos à sua própria vida.
Em Isaías 40–49, o Senhor fala de seu “servo” e de suas “testemunhas”. Essas palavras podem se referir a Jesus Cristo (ver Isaías 42:1–7), à casa de Israel (ver Isaías 45:4) e ao rei Ciro, que permitiu que o povo judeu retornasse a Jerusalém e reconstruísse o templo (ver Isaías 44:26–28; 45:1–4). Você também pode considerar como as passagens se aplicam a você como servo e testemunha do Senhor. Por exemplo, reflita sobre perguntas como as seguintes:
Isaías 40:1–3, 9–11; 43:9–12. De que maneira você é uma testemunha de Jesus Cristo? Quais são as “boas novas” que você pode compartilhar como testemunha Dele? Você pode imaginar que foi chamado para o banco das testemunhas em um julgamento. Nesse julgamento, Jesus Cristo foi acusado de fazer a afirmação que lemos em Isaías 43:11. Que testemunho você poderia prestar para apoiar a afirmação de Jesus? Que evidências de sua vida você apresentaria?
Isaías 41:8–13; 42:6; 44:21. O que o Senhor quer que você faça? Pense nos chamados da Igreja, bem como em outras oportunidades de servir a Ele. Como Ele “formou” ou preparou você para se tornar Seu servo? Como Ele o apoia enquanto você serve?
Isaías 49:1–9. Que mensagens você encontrou nesses versículos que podem ajudá-lo quando seu empenho e serviço parecerem inúteis e em vão? (Ver versículo 4.)
Isaías 40:3–8, 15–23; 42:15–16; 47:7–11
Isaías lembrou seu povo repetidamente sobre o incomparável poder de Deus e até o comparou ao poder opressivo do mundo que os cercava. Procure essa mensagem ao ler Isaías 40:3–8, 15–23; 42:15–16 e 47:7–11 (observe que o capítulo 47 é dirigido à Babilônia, que capturou os israelitas). O que essas passagens ensinam sobre as coisas do mundo? O que esses versículos ensinam sobre Deus? Pondere por que essa mensagem pode ter sido valiosa para o povo judeu em cativeiro. Por que ela é importante para você?
Ao ler Isaías 48:10, pondere sobre sua própria “fornalha da aflição”. Como o Senhor está “purificando” você? De que maneira Isaías 49:13–16 o ajuda quando você passa por aflições?
Ver também “The Refiner’s Fire” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Pense em algumas maneiras de ilustrar o que pode significar “preparai o caminho do Senhor”, como descrito em Isaías 40:3–5. Por exemplo, você e seus filhos podem endireitar algo torto, arrumar um espaço desorganizado ou abrir um caminho em um terreno rochoso. Você também pode mostrar gravuras de João Batista e Joseph Smith (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 35 e 87). Como eles prepararam o caminho para a vinda do Senhor? (Ver Lucas 3:2–18; Doutrina e Convênios 135:3.) Como podemos ajudar? Essa pode ser uma oportunidade de falar sobre como os portadores do Sacerdócio Aarônico ajudam a preparar o caminho do Senhor (ver Doutrina e Convênios 84:26–28).
Depois de lerem juntos Isaías 43:10, conversem sobre o que significa ser uma testemunha. Compartilhem uns com os outros coisas que vivenciaram e das quais podem ser “testemunhas” — por exemplo, um alimento que vocês provaram, um lugar que visitaram ou uma pessoa que conhecem. O que significa ser uma testemunha do Senhor? O que podemos dizer às outras pessoas sobre Ele?
Depois de ler esses versículos, seus filhos podem regar uma planta e falar sobre as bênçãos que o Senhor derramou sobre eles. O que acontece a uma planta quando ela recebe água? Como as bênçãos do Senhor nos ajudaram a crescer?
Gravuras ou vídeos de rios e ondas do mar podem ajudar seus filhos a visualizar Isaías 48:18 (como as figuras neste esboço). Seus filhos podem gostar de mover as mãos e os braços como um rio e as ondas do mar. De que maneira a paz pode ser como um rio? Como a retidão pode ser como as ondas do mar? Fale sobre como guardar os mandamentos de Deus ajuda você a se sentir em paz como um rio ou forte como uma onda.
Cantem juntos um hino sobre os mandamentos, como “Guarda os mandamentos” (Músicas para Crianças, p. 68). O que essa música ensina sobre por que devemos guardar os mandamentos de Deus?
Isaías 49:14–16 pode ser um grande consolo para seus filhos nos anos vindouros. Ao ler o versículo 14, converse sobre o que pode fazer as pessoas se sentirem esquecidas ou abandonadas. Como sabemos que o Senhor não se esqueceu de nós?
Para apresentar os versículos 15–16, pergunte a seus filhos sobre alguém que eles nunca esquecerão, como um membro da família ou amigo. De acordo com Isaías 49:15–16, por que o Senhor nunca Se esquecerá de nós? Depois, vocês podem compartilhar uns com os outros seus sentimentos sobre Jesus Cristo.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Zombaram de Cristo, de Carl Heinrich Bloch
Ao longo de seu ministério, Isaías falou de um poderoso libertador. Essas profecias teriam sido especialmente valiosas para os israelitas séculos depois, quando foram levados cativos para a Babilônia. Alguém que pudesse derrubar os muros de Jerusalém com certeza seria um poderoso conquistador. No entanto, esse não é o tipo de Messias descrito nos capítulos 52–53: “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado em padecimentos; e como um de quem os homens escondiam o rosto. (…) Nós o [reputamos] por aflito, ferido de Deus, e oprimido” (Isaías 53:3–4).
Ao enviar um tipo de libertador como esse, que não era esperado, Deus ensinou sobre a verdadeira libertação. Para nos salvar da opressão e da aflição, Deus enviou Aquele que “foi oprimido, e (…) afligido”. Quando alguns esperavam um leão, Ele enviou um cordeiro (ver Isaías 53:7). Com certeza, os caminhos de Deus não são os nossos caminhos (ver Isaías 55:8–9). Jesus Cristo nos liberta não apenas abrindo a prisão, mas tomando nosso lugar no cárcere. Ele nos liberta das correntes da tristeza e da dor enquanto carrega esses fardos por nós (ver Isaías 53:4–5, 12). Ele não nos salva à distância. Ele sofre conosco, em atos de uma “benignidade eterna” que “não se desviará de [nós]” (Isaías 54:8, 10).
Embora os israelitas tenham passado muitos anos em cativeiro — mesmo que isso tenha sido resultado das próprias escolhas erradas que fizeram —, o Senhor queria que Eles olhassem o futuro com esperança. O que você encontra na mensagem de Isaías que lhe dá esperança? Um gráfico como este pode ajudar você a estudar:
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O que aprendo sobre Deus (ver, por exemplo, Isaías 50:2, 5–9; 51:3–8, 15–16; 52:3, 9–10) |
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Mensagens de esperança (ver, por exemplo, Isaías 50:9; 51:3–5, 11–12, 22–23; 52:9–10) |
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O que posso fazer para tornar a esperança uma realidade (ver, por exemplo, Isaías 50:10; 51:1–2, 6–9; 52:1–3, 9–11) |
Ver também Mosias 12:20–24; 15:13–18; 3 Néfi 20:29–46; Doutrina e Convênios 113:7–10; Russell M. Nelson, “Abraçar o futuro com fé”, Liahona, novembro de 2020, p. 73.
Ajude os alunos a se achegarem a Jesus Cristo. “Nada que você faça como professor abençoará mais os alunos do que ajudá-los a conhecer o Pai Celestial e Jesus Cristo e a sentir o amor Deles” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 8). Ao se preparar para ensinar Isaías 50–57 a outras pessoas, pense em como você pode ajudá-las a ver a conexão entre os desafios de Israel, as profecias de Isaías sobre Cristo e a ajuda divina recebida durante nossas dificuldades.
Poucos capítulos nas escrituras descrevem a missão redentora de Jesus Cristo de maneira tão bela quanto Isaías 53. Pense em atividades como estas para entender e aplicar melhor esses ensinamentos poderosos:
Pondere ou debata como as histórias e os filmes geralmente retratam heróis que resgatam pessoas. Compare essas representações com as descrições do Salvador em Isaías 53.
Após ler cada versículo, faça uma pausa para contemplar o que o Salvador sofreu — as “dores”, “enfermidades” e “transgressões” que Ele suportou — por todas as pessoas e especialmente por você. Substitua palavras como “nós” e “nossas” por “eu” e “minhas” enquanto lê. Que sentimentos ou frases nesses versículos são significativos para você?
Você pode assistir ao vídeo “O Meu Reino Não É Deste Mundo” (Biblioteca do Evangelho) e ponderar como as profecias de Isaías 53 foram cumpridas. Quais são algumas de suas dores e enfermidades que o Salvador tomou sobre Si?
Encontre gravuras dos acontecimentos relacionados à Expiação de Jesus Cristo (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 56 a 60). Você pode então encontrar frases em Isaías 53 que descrevem os acontecimentos nas gravuras. O que esses ensinamentos o inspiram a fazer?
Ver também “Vede, morreu o Redentor”, Hinos, nº 110.
Todos nós temos períodos nos quais nos sentimos distantes do Salvador por causa de nossos pecados ou fraquezas. Alguns até perderam a esperança de serem algum dia perdoados por Ele. Isaías 54 e 57 são excelentes capítulos para sentirmos segurança e termos o incentivo de que precisamos nesses momentos. Particularmente em Isaías 54:4–10; 57:15–19, que palavras ensinam como o Salvador Se sente a seu respeito? Que diferença faz em sua vida saber essas coisas sobre Ele?
O presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou:
“Não importa o quanto nossa vida pareça completamente arruinada. Não importa se nossos pecados sejam como a escarlata, se nossa amargura seja profunda, o quanto nosso coração esteja solitário, abandonado ou partido. Mesmo aqueles que estão sem esperança, que vivem no desespero, que traíram a confiança, que renegaram sua integridade ou que se afastaram de Deus podem ser reconstruídos. (…)
As alegres novas do evangelho são estas: graças ao plano eterno de felicidade proporcionado por nosso amoroso Pai Celestial e por meio do infinito sacrifício de Jesus, o Cristo, podemos não apenas ser redimidos de nosso estado decaído e restaurados à pureza, mas também transcender a imaginação mortal e tornar-nos herdeiros da vida eterna e participantes da indescritível glória de Deus” (“Ele vai colocar você sobre os ombros e carregá-lo para casa”, A Liahona, maio de 2016, p. 102).
Ver também Patrick Kearon, “Deus deseja levá-los para casa”, Liahona, maio de 2024, p. 87.
Por gerações, Israel foi o povo do convênio de Deus. No entanto, o plano de Deus sempre incluiu mais de uma nação, porque Ele disse: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas” (Isaías 55:1). Tenha isso em mente ao ler Isaías 55 e 56 e pondere o que significa ser o povo de Deus. Qual é a mensagem de Deus para aqueles que se sentem “de todo [apartados]” Dele? (Isaías 56:3.) Talvez seja bom marcar os versículos que descrevem as atitudes e ações daqueles que “abraçam o [Seu] convênio” (ver Isaías 56:4–7).
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Pode ser divertido para seus filhos identificar frases como “desperta-te”, “levanta-te” e “veste-te de força” em Isaías 51:9, 17; 52:1–2, 9, e depois encenar essas ações. Depois de fazer isso, você pode falar sobre o que significa despertar, levantar-se e se fortalecer espiritualmente. O que o Senhor está nos pedindo para fazer nesses versículos?
Peça a seus filhos que leiam Isaías 51:1, 4, 7 e identifiquem com quem o Senhor está falando e o que Ele deseja que façam. O que significa “ouvir” ao Senhor? Como podemos mostrar ao Senhor que vamos “ouvi-Lo”?
Você e seus filhos podem ver várias gravuras que mostram o sofrimento e a morte de Jesus Cristo (ver, por exemplo, Livro de Gravuras do Evangelho, nº 56, 57 e 58). Depois , leiam juntos Isaías 53:3–6, 9 e identifiquem palavras que descrevam o que está acontecendo nas gravuras. Ajude seus filhos a entender que Isaías compartilhou essas verdades centenas de anos antes de elas acontecerem. Por que seria importante que as pessoas soubessem dessas coisas com tantos anos de antecedência? (Ver Alma 39:15–19.)
Depois de ler Isaías 53:4: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si”, seus filhos podem levantar um objeto pesado (ou fingir que estão levantando um). Fale sobre como as “enfermidades” e as “dores” ou tristezas podem ser pesadas e difíceis de carregar. Por que Jesus carrega nossas “enfermidades”, “dores” e “iniquidades”? (Ver também Alma 7:11–12.)
Para ensinar seus filhos sobre Isaías 55:6, esconda uma gravura de Jesus em algum lugar da sala. Você pode convidar seus filhos a encontrar a gravura e citar uma maneira pela qual eles podem “[buscar] ao Senhor enquanto se pode achar”. Uma música como “Buscarei cedo ao Senhor” (Músicas para Crianças, p. 67) pode lhes dar ideias. Depois, você pode deixar uma das crianças esconder a gravura e repetir a atividade.
Depois de ler Isaías 55:9, pode ser divertido para seus filhos se levantarem em um banquinho e falarem sobre como as coisas parecem diferentes quando se está “mais alto”. Ou eles podem fazer um desenho do que Isaías 55:9 significa para eles. Você poderia então discutir alguns dos caminhos do Senhor que são mais altos do que os nossos. Por exemplo, qual é a maneira Dele de tratar os pecadores? (Ver Marcos 2:15–17.) Qual é a maneira Dele de liderar as pessoas? (Ver Mateus 20:25–28.) Compartilhe com seus filhos como você aprendeu a confiar nos caminhos e pensamentos mais elevados do Senhor.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Jesus na Sinagoga de Nazaré, de Greg Olsen
No início de Seu ministério, Jesus Cristo visitou uma sinagoga em Nazaré, cidade onde foi criado. Ele estava lá para ler as escrituras, abriu o livro de Isaías e leu o que hoje conhecemos como Isaías 61:1–2. Ele, então, anunciou: “Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos”. Essa foi uma das declarações mais diretas do Salvador de que Ele era o Ungido, que iria “curar os quebrantados de coração” e “apregoar liberdade aos cativos” (ver Lucas 4:16–21). Essa escritura foi realmente cumprida naquele dia. E, como muitas outras profecias de Isaías, ela também está sendo cumprida em nossos dias. O Salvador continua a curar os quebrantados de coração que vêm a Ele. Ainda há muitos cativos que precisam de libertação. E há um futuro glorioso para o qual se preparar — um tempo em que o Senhor “[criará] céus novos e terra nova” (Isaías 65:17) e “fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações” (Isaías 61:11). Ler Isaías abre nossos olhos para o que o Senhor já fez, o que Ele está fazendo e o que ainda fará por Seu povo.
Por que alguém ficaria sem comida voluntariamente quando há comida disponível? Ao estudar Isaías 58:3–12, pense nas razões que você tem para jejuar — assim como nas razões que o Senhor tem para dar essa lei. Aqui estão algumas outras perguntas para ponderar:
Por que o jejum às vezes pode ser percebido mais como um fardo do que uma bênção? (Ver Isaías 58:3–5.) Como os ensinamentos do Senhor nesse capítulo mudam essa percepção para você?
O que significa “[soltar] as ligaduras da impiedade” e “[despedaçar] todo o jugo”? (Isaías 58:6.) Como o jejum pode abençoar outras pessoas? (Ver versículo 7.)
Como o jejum lhe traz as bênçãos descritas em Isaías 58:8–12?
Em sua mensagem “‘Porventura não é este o jejum que escolhi?’” (A Liahona, maio de 2015, p. 22), o presidente Henry B. Eyring compartilhou vários exemplos de como as pessoas têm sido abençoadas por meio do jejum e das ofertas de jejum. Você já recebeu bênçãos semelhantes em sua vida?
Ver também “Bless Our Fast, We Pray”, Hymns, nº 138; Tópicos e Perguntas, “Jejum e ofertas de jejum”, Biblioteca do Evangelho.
Conheça as pessoas a quem você ensina. “Ser um professor semelhante a Cristo inclui conhecer as pessoas a quem você ensina e se esforçar para compreender o que está no coração delas. (…) Você pode descobrir como aprendem melhor. Você pode fazer perguntas, ouvir atentamente e observar. Mas, principalmente, você pode orar pelo entendimento que só o Espírito pode dar. Quanto mais você conhecer uma pessoa, mais capaz você será de ajudá-la a encontrar significado e poder pessoais no evangelho de Jesus Cristo. Quando você compreender a sede de uma pessoa, o Espírito pode ensiná-lo a oferecer a essa pessoa a água viva do Salvador” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 13).
O Dia do Senhor é “deleitoso” para você? Ao estudar Isaías 58:13–14, pense em como você poderia encontrar mais deleite no Dia do Senhor. Por exemplo, o que significa deixar de “[fazer] a tua vontade no [Seu] santo dia”? Qual é a diferença entre “[deleitar-se] no Senhor” e “[seguir] os teus caminhos”?
Ver também Russell M. Nelson, “O Dia do Senhor é deleitoso”, A Liahona, maio de 2015, p. 129.
Isaías 59:9–21; 61:1–3; 63:7–9
Em Isaías 58–66, há várias referências à missão expiatória de Jesus Cristo. Procure essas referências ao estudar. Em particular, observe os títulos e as palavras usadas para descrever o Salvador. Por exemplo:
O que impressiona você na descrição do “intercessor” em Isaías 59:16–21? Como o Salvador supera as condições descritas nos versículos 9–15?
Quando Jesus Cristo anunciou ao povo de Nazaré que Ele era o Messias, citou Isaías 61:1–3 (ver Lucas 4:16–21; ver também o vídeo “Jesus Declara Ser Ele o Messias”, Biblioteca do Evangelho). Como Jesus Cristo abençoou você e outras pessoas da maneira descrita nesses versículos? Como Ele deu “grinalda por cinza”?
Que “benignidades do Senhor” você pode “[fazer] menção”? (Ver Isaías 63:7–9.)
Que outras referências ao Salvador você encontra em Isaías 58–66?
Ver também Mosias 3:7; Doutrina e Convênios 133:46–53.
Os capítulos 60 e 62 de Isaías falam de luz e escuridão, olhos e visão, para ensinar como o evangelho de Jesus Cristo abençoará o mundo nos últimos dias. Procure esses conceitos em Isaías 60:1–5, 19–20; 62:1–2. Ao ler esses capítulos, pondere sobre como Deus está reunindo Seus filhos da escuridão para Sua luz. Qual é seu papel nessa obra?
Ver também 1 Néfi 22:3–12; 3 Néfi 18:24; Doutrina e Convênios 14:9; Bonnie H. Cordon, “De tal forma que vejam”, Liahona, maio de 2020, p. 78.
Isaías falou de uma época em que “já estão esquecidas as angústias passadas” (Isaías 65:16). Embora essa profecia tenha vários cumprimentos, em seu sentido mais pleno, esse dia ainda está por vir: quando Jesus Cristo retornará. Isaías descreveu esse dia futuro em Isaías 64:1–5; 65:17–25; 66. Observe quantas vezes ele usou palavras como “exultar” e “alegrar”. Por que a volta do Salvador será um dia de alegria para você? O que você pode fazer a fim de se preparar para Sua vinda?
Ver também Regras de Fé 1:10; Russell M. Nelson, “O futuro da Igreja: Preparando o mundo para a Segunda Vinda do Salvador”, Liahona, abril de 2020, p. 6.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Talvez a melhor maneira de incentivar seus filhos a jejuar — quando estiverem prontos — é ajudá-los a entender os propósitos do Senhor com relação a essa lei. Leiam juntos Isaías 58:6–11 para encontrar respostas para estas perguntas: Por que jejuamos? Como jejuamos? Você também pode consultar “Jejuar, Jejum” no Guia para Estudo das Escrituras.
Se você já teve uma experiência significativa com o jejum, compartilhe-a com seus filhos. Você também pode perguntar como eles explicariam a um amigo por que o Senhor nos deu essa lei.
Depois de ler Isaías 58:13–14, aponte os dias da semana no calendário e peça a seus filhos que falem os dias com você. Quando chegar ao Dia do Senhor, peça-lhes que chamem esse dia de “deleitoso”. Diga-lhes por que o Dia do Senhor é deleitoso para você.
Compartilhem uns com os outros maneiras pelas quais vocês podem “[se deleitar] no Senhor” no dia Dele. Seus filhos podem desenhar suas ideias e colocá-las em uma “caixa de atividades para se deleitar do Dia do Senhor”. Depois, quando precisarem de ideias sobre o que fazer no Dia do Senhor, eles podem tirar uma ideia da caixa.
Você pode convidar seus filhos a fecharem os olhos enquanto você lê Isaías 60:1–3. Peça-lhes que abram os olhos quando ouvirem a palavra “luz” e que os fechem novamente quando ouvirem a palavra “trevas”. Explique-lhes que Jesus Cristo e Seu evangelho são como uma luz que nos ajuda a ver o caminho de volta ao Pai Celestial.
Isaías 65:17–25 descreve como será a Terra quando o Salvador retornar. Ao ler esses versículos com seus filhos, ajude-os a identificar como a vida será diferente na “terra nova” descrita por Isaías. Por que iremos nos “[alegrar] e [exultar] perpetuamente” nessa época? (Versículo 18.)
Vocês também podem cantar uma música sobre a Segunda Vinda, como “Quando o Salvador voltar”, Hinos — Para o Lar e para a Igreja, nº 1002. Compartilhem uns com os outros o que vocês esperam ansiosamente sobre o retorno do Salvador. O que podemos fazer para nos prepararmos para esse dia?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Jeremias 1–3; 7; 16–18; 20
Jeremias, de Walter Rane
No início, Jeremias não achava que ele seria um bom profeta. “Eis que não sei falar”, protestou ele (Jeremias 1:6). Mas o Senhor o tranquilizou: “Ponho as minhas palavras na tua boca” (versículo 9). Jeremias se sentia como um “menino” inexperiente (versículo 6), mas o Senhor explicou que ele estava bem mais preparado do que imaginava — ele havia sido ordenado àquele chamado antes mesmo de nascer (ver versículo 5). Então, Jeremias deixou seus medos de lado e aceitou o chamado. Ele advertiu os reis e os sacerdotes de Jerusalém que a pretensa santidade deles não os salvaria. O “menino” que pensou que não podia falar sentiu a palavra de Deus “no [seu] coração como fogo ardente” e não conseguiu ficar em silêncio (Jeremias 20:9).
A história de Jeremias também é a sua história. Deus também conhecia você antes de nascer e o preparou para sua missão na vida. Entre outras coisas, essa missão inclui algo que Jeremias previu: coligar o povo de Deus, um por um, para “[levá-los] a Sião” (Jeremias 3:14). E, mesmo que você não saiba exatamente o que fazer ou dizer, você não precisa “[temer] (…), porque eu estou contigo, diz o Senhor” (Jeremias 1:8, 19).
Para uma visão geral do livro de Jeremias, ver “Jeremias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Jeremias 1:4–19; 7:1–7; 20:8–9
Imagine que você esteja conversando com um amigo que nunca ouviu falar de profetas, e você decide explicar o conceito usando o chamado de Jeremias para ser profeta, mencionado em Jeremias 1:4–19. O que você encontra nesses versículos que ensina algo sobre os profetas de Deus? Você também pode ler Jeremias 7:1–7; 20:8–9 e ouvir um hino como “Ouçamos do profeta” (A Liahona, outubro de 2000, p. A7).
Você também pode ensinar seu amigo sobre o profeta vivo de hoje. Há algo nesses versículos que possa ajudar? Por exemplo, o que os profetas em nossos dias “arrancam” ou “derrubam”? O que eles “edificam” e “plantam”? (Jeremias 1:10.) Como você sabe por si mesmo que nosso profeta vivo foi chamado por Deus?
Ver também Regras de Fé 1:6, 9; “Why Do We Have Prophets?” (vídeo), ChurchofJesusChrist.org.
O que Jeremias aprendeu sobre si mesmo em Jeremias 1:5? Como profeta recém-chamado, por que seria importante que ele soubesse dessa informação?
Muito do que Jeremias aprendeu sobre si mesmo em Jeremias 1:5 também é verdade sobre você. Deus também o conhecia antes de você nascer e o preparou para responsabilidades específicas. Para saber mais sobre sua vida antes de nascer, leia Alma 13:1–4; Doutrina e Convênios 138:53–56 e Abraão 3:22–23. Você pode fazer uma lista das verdades que descobrir. Por que é importante que você saiba dessas informações?
Para aprender como essas verdades afetaram a vida do élder Ahmad S. Corbitt, estude a mensagem dele intitulada “Vocês podem coligar Israel!” (Liahona, maio de 2021, p. 61). De que maneira o conhecimento sobre sua vida pré-mortal afeta a maneira como você vive sua vida mortal?
Aqui está o que o presidente Russell M. Nelson disse sobre sua vida pré-mortal:
“Seu Pai Celestial já os conhece há muito tempo. Vocês, como Seus filhos e Suas filhas, foram escolhidos por Ele para vir à Terra precisamente nesta época para ser um líder em Sua grandiosa obra na Terra. Vocês não foram escolhidos por suas características corpóreas, mas por seus atributos espirituais, tais como bravura, coragem, integridade de coração, sede da verdade, fome de sabedoria e desejo de servir ao próximo.
Vocês desenvolveram alguns desses atributos na pré-mortalidade. Outros vocês podem desenvolver aqui na Terra se os buscarem com persistência” (“Decisões para a eternidade”, A Liahona, novembro de 2013, p. 107).
Pense em algumas situações que você pode enfrentar nas quais seria importante se lembrar dessas verdades sobre sua vida pré-mortal. O que você pode fazer para se lembrar dessas verdades?
Ver também Russell M. Nelson, “Decisões para a eternidade”, A Liahona, novembro de 2013, p. 106; Tópicos e Perguntas, “Preordenação”, “Vida pré-mortal”, Biblioteca do Evangelho.
Na região seca onde viviam os israelitas, as pessoas armazenavam água preciosa em reservatórios subterrâneos chamados cisternas. O que você acha que as “cisternas fendidas” mencionadas em Jeremias 2:13 simbolizam? Por que receber água de uma fonte é melhor do que depender de uma cisterna? O que significa abandonar “o manancial de águas vivas”? Ao ler Jeremias 2 e 7, observe como o povo estava abandonando as águas vivas do Senhor (ver, por exemplo, Jeremias 2:26–28; 7:2–11). Por que as “águas vivas” são um bom exemplo do que o Salvador lhe dá? Pense em como você está recebendo água viva.
Jeremias 7 é dirigido às pessoas que estavam entrando “[na] casa do Senhor (…) para [adorar] ao Senhor”, mas suas ações não correspondiam à sua devoção exterior (ver versículos 2–11). Que mensagens você sente que o Senhor tem para você nos versículos 21–23?
Use atividades com objetos. Os profetas do Senhor muitas vezes comparam verdades espirituais a objetos conhecidos. Você pode fazer o mesmo ao aprender e ensinar o evangelho. Por exemplo, para visualizar Jeremias 2:13, você pode colocar água em um recipiente rachado ou quebrado ou beber água em um bebedouro. De que maneira Jesus é semelhante a um “manancial de águas vivas”? (Jeremias 2:13.) Como bebemos de Sua água viva?
Em Jeremias 16:14–15, Jeremias comparou a coligação de Israel nos últimos dias com o êxodo de Israel do Egito. Em sua opinião, por que a coligação seria ainda mais importante para o povo de Deus do que o êxodo?
O que Jeremias 3:14–18; 16:14–21 sugere sobre como a coligação acontece?
Em sua mensagem “Juventude da promessa”, o presidente Russell M. Nelson, assim como Jeremias, ensinou que a coligação de Israel “é a coisa mais importante que está acontecendo na Terra hoje em dia” (devocional mundial para os jovens, 3 de junho de 2018, Biblioteca do Evangelho). Leia ou ouça a mensagem dele e veja se você consegue descobrir (a) como o presidente Nelson define a coligação de Israel, (b) como ele descreve sua importância e (c) como você pode fazer parte da coligação.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Para apresentar a importante verdade ensinada em Jeremias 1:5, você pode mostrar a seus filhos uma foto de um bebê (ou, se possível, vocês podem ver fotos de seus filhos de quando eles eram bebês). Pergunte a seus filhos se eles sabem onde viviam antes de nascer. Vocês também podem cantar juntos uma música que ensine sobre nossa vida pré-mortal, como “No céu eu vivi” (Músicas para Crianças, p. 140).
Se seus filhos quiserem aprender mais, você pode ajudá-los a encontrar o tópico “Vida Pré-mortal” no Guia para Estudo das Escrituras. Eles podem procurar respostas para perguntas sobre “quem”, “quando” e “o quê” relacionadas à vida pré-mortal.
Você pode mostrar gravuras do profeta vivo ou de profetas das escrituras (você pode encontrar algumas dessas gravuras nas revistas da Igreja, no Livro de Gravuras do Evangelho e no Vem, e Segue-Me). Pergunte a seus filhos o que eles sabem sobre esses profetas.
Para ensinar sobre o que os profetas fazem, você pode selecionar alguns versículos úteis em Jeremias 1, como os versículos 5, 7, 10 e 19. Cada um de seus filhos pode escolher um dos versículos, lê-lo e compartilhar algo que aprenderam sobre os profetas.
Enquanto você lê Jeremias 16:16, seus filhos podem fingir que estão “pescando” ou “caçando” objetos pela sala. O presidente Russell M. Nelson comparou os pescadores e os caçadores citados nesse versículo com os missionários (ver “A coligação da Israel dispersa”, A Liahona, novembro de 2006, p. 81). O que os missionários fazem? Como podemos ajudar a “pescar” e “caçar” a Israel dispersa? (Ver “Uma Mensagem do Presidente Russell M. Nelson para as Crianças”, vídeo, ChurchofJesusChrist.org.)
Para explorar esses versículos, você pode debater ou mostrar como a cerâmica é feita (veja a gravura no final deste esboço). Que mensagem o Senhor tem para nós em Jeremias 18:1–6? O que significa ser barro nas mãos do Senhor? (Ver também Isaías 64:8.) Para outra história que nos compara ao barro do oleiro, veja a mensagem do élder Richard J. Maynes “A alegria de viver uma vida centralizada em Cristo” (A Liahona, novembro de 2015, p. 27).
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Jeremias 31–33; 36–39; Lamentações 1; 3
Jeremias Lamentando a Destruição de Jerusalém, de Rembrandt van Rijn
Quando foi chamado para ser um profeta, o Senhor disse a Jeremias que sua missão seria “arrancar e derrubar” (ver Jeremias 1:10) — e em Jerusalém havia muita iniquidade para ser arrancada e derrubada. No entanto, essa foi apenas uma parte da missão de Jeremias — ele também foi chamado para “edificar e plantar” (ver Jeremias 1:10). O que poderia ser construído ou plantado nas ruínas desoladas deixadas pela rebelião do povo do convênio? Em outras palavras, quando o pecado ou a adversidade deixam nossa vida em ruínas, como podemos reconstruir e plantar novamente? A resposta está no “Renovo de justiça” (Jeremias 33:15), o Messias prometido. Ele traz “um novo convênio” (Jeremias 31:31) — que exige mais do que a aparência externa de devoção. Sua lei tem que estar “no [nosso] interior”, escrita em “[nosso] coração”. É isso que significa para o Senhor “ser [nosso] Deus” e para nós “[sermos Seu] povo” (ver Jeremias 31:33). É um processo que leva a vida inteira, e ainda vamos cometer erros e ter motivos para prantear de tempos em tempos. Mas, quando o fizermos, o Senhor promete: “E tornarei o seu pranto em alegria” (Jeremias 31:13).
Para uma visão geral de Lamentações, ver “Lamentações, Livro de” no Guia para Estudo das Escrituras.
Em Jeremias 31; 33, o Senhor está ciente da “lamentação [e do] choro amargo” (Jeremias 31:15) dos israelitas que haviam sido levados em cativeiro. No entanto, Ele também profere palavras de consolo e esperança. Procure-as ao ler esses capítulos. Que promessas você encontrou que se aplicam a você?
Embora os israelitas tivessem quebrado seus convênios, Jeremias profetizou que o Senhor estabeleceria novamente um “novo” e “eterno convênio” com eles (Jeremias 31:31; 32:40). O que é esse convênio? Procure ideias no Guia para Estudo das Escrituras, em “Novo e eterno convênio”, Biblioteca do Evangelho.
Ao ler Jeremias 31:31–34; 32:37–42, pondere:
O que significa para você fazer parte do povo do convênio de Deus.
O que significa ter Sua lei escrita em seu coração.
O que o Senhor promete quando você faz convênios com Ele.
Como seu relacionamento de convênio com o Senhor muda você.
Que promessas você fez a Deus ao participar de ordenanças sagradas? Como Ele está cumprindo Suas promessas a você?
Ver também David A. Bednar, “‘Tu permanecerás em mim e eu, em ti; portanto, anda comigo’”, Liahona, maio de 2023, p. 123.
De acordo com Jeremias 36:2–3, por que o Senhor ordenou que Jeremias registrasse suas profecias? Ao ler Jeremias 36, observe como as pessoas a seguir se sentiram com respeito a essas profecias:
O Senhor (ver versículos 1–3, 27–31)
Jeremias (ver versículos 4–7, 32)
Baruque (ver versículos 4, 8–10, 14–18)
Jeudi e o rei Joaquim (ver versículos 20–26)
Elnatã, Delaías e Gemarias (ver versículo 25)
Pondere sobre como você se sente a respeito das escrituras. Como elas o ajudam a se afastar do mal?
Em Jeremias 37:1–3, 15–21; 38:1–6, 14–28, que evidências você vê de que o rei Zedequias acreditava que Jeremias era o verdadeiro profeta do Senhor? Que evidências você vê de que Zedequias não acreditava? O que você aprendeu com essa comparação? Ao ler Jeremias 39, pondere sobre a diferença que teria feito se Zedequias e seu povo tivessem seguido o profeta e guardado os mandamentos do Senhor. (Compare o que aconteceu com Zedequias ao que aconteceu com a família de Leí em 1 Néfi 1–2.)
Os oficiais do rei sentiram que as profecias de Jeremias estavam deixando seus soldados menos dispostos a lutar, então eles jogaram Jeremias em uma cisterna suja (ver Jeremias 38:1–4). Em Jeremias 38:6–13, o que impressiona você sobre a resposta de Ebede-Meleque, o etíope? Observe também a bênção que o Senhor deu a Ebede-Meleque em Jeremias 39:15–18.
Como você poderia seguir o exemplo de Ebede-Meleque?
O livro de Lamentações é uma coleção de poemas escritos depois da destruição de Jerusalém e seu templo. Por que você acha que é importante que esses poemas tenham sido preservados? Pense em como as metáforas em Lamentações 1 e 3 ajudam você a entender a grande tristeza que Israel sentiu. Que mensagens de esperança em Cristo você encontra? (Ver especialmente Lamentações 3:20–33; ver também Mateus 5:4; Tiago 4:8–10; Alma 36:17–20.)
O presidente M. Russell Ballard mencionou várias situações que podem fazer com que alguns percam a esperança e deu conselhos sobre onde encontrá-la:
“Podemos achar que a vida é cheia de frustrações, decepções e dor. Muitos se sentem incapazes de enfrentar o caos que parece dominar o mundo. Outros sofrem com familiares que estão sendo carregados por uma corrente veloz e furiosa de baixos valores e de padrões morais decadentes. (…) Muitas pessoas até mesmo se resignaram a aceitar a iniquidade e a crueldade do mundo como algo irremediável. Desistiram da esperança. (…)
Alguns dentre nós podem ter perdido toda a esperança por causa de pecados e transgressões. Uma pessoa pode ficar tão profundamente imersa nos caminhos do mundo que não vê a saída e perderá toda a esperança. Meu apelo a todos os que caíram na armadilha do adversário é que nunca desistam! Não importa o quão desesperadoras as coisas pareçam ou o quão desesperadoras ainda possam ficar, acreditem em mim: vocês sempre podem ter esperança. Sempre” (“A alegria da esperança realizada”, A Liahona, janeiro de 1993, pp. 33, 34).
Ver também “Come, Ye Disconsolate”, Hymns, nº 115.
Ajude outras pessoas a assumir a responsabilidade por seu próprio aprendizado. Às vezes, parece que a maneira mais fácil de ensinar é apenas dizer aos alunos o que achamos que eles devem saber. No entanto, a maneira mais fácil nem sempre é a melhor. O élder David A. Bednar ensinou: “Nossa intenção não deve ser: ‘O que vou dizer a eles?’ Em vez disso, as perguntas que fazemos a nós mesmos são: ‘O que posso convidá-los a fazer? Que perguntas inspiradas posso fazer, as quais, se eles estiverem dispostos a responder, começarão a convidar o Espírito Santo para a vida deles?’” (Uma Autoridade Geral Fala a Nós, 7 de fevereiro de 2020, broadcasts.ChurchofJesusChrist.org; ver também Ensinar à Maneira do Salvador, p. 26). Há muitas maneiras de ajudar os alunos a assumir a responsabilidade por seu aprendizado. Por exemplo, neste esboço, os alunos são convidados a pesquisar, ponderar, fazer listas, ver gravuras, participar de lições com objetos, desenhar, compartilhar e aplicar o que aprenderam.
Ao ler Jeremias 31:3 com seus filhos, eles podem ajudar você a encontrar objetos (ou gravuras de objetos) que duram muito tempo, como uma moeda de metal, e alguns objetos que não duram muito, como uma fatia de fruta. Vocês podem falar sobre o que significa “eterno” e compartilhar uns com os outros como sentem o “amor eterno” do Pai Celestial. Vocês também poderiam cantar juntos uma música como “Meu Pai Celeste me tem afeição” (Músicas para Crianças, p. 16).
Pode ser interessante para seus filhos a atividade de desenhar um coração em uma folha de papel e depois escrever no coração coisas que aprenderam em Jeremias 31:31–34 sobre fazer convênios com Deus. Você pode examinar o convênio que eles fizeram no batismo (ver Mosias 18:10, 13) e debater o que significa ter essas promessas escritas no coração deles.
A página de atividades desta semana pode ajudar seus filhos a aprender sobre Jeremias, Baruque e o rei (ver Jeremias 36). Eles também podem fazer ações que acompanhem as palavras em Jeremias 36:4–10, como escrever em um livro (ver versículo 4) e ler as escrituras para o povo (ver versículos 8, 10).
Você e seus filhos podem olhar um livro infantil e um exemplar das escrituras e conversar sobre como esses livros são diferentes. O que torna as escrituras especiais? Pode ser inspirador compartilhar uns com os outros algumas passagens das escrituras que são especiais para você.
Você pode usar a gravura no final do esboço para ajudar seus filhos a visualizar a história de Ebede-Meleque em Jeremias 38:6–13. Talvez você possa ajudá-los a encontrar um versículo em que Ebede-Meleque fez algo corajoso para ajudar o profeta do Senhor. O que podemos fazer para mostrar que sabemos que nosso profeta atual é chamado por Deus?
Lamentações 1:1–2, 16; 3:22–26
Para apresentar Lamentações, você pode explicar a seus filhos que, como os israelitas não se arrependeram, Jerusalém e o templo foram destruídos. Vocês podem compartilhar uns com os outros como teriam se sentido se estivessem morando lá naquela época (ver Lamentações 1:1–2, 16). Como a mensagem em Lamentações 3:22–26 pode dar esperança a você?
Vocês também podem contar uns aos outros sobre ocasiões em que se sentiram tristes por uma escolha ruim que fizeram. O que encontramos em Lamentações 3:22–26 que nos ajuda a entender o perdão que Jesus Cristo oferece?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Ezequiel 1–3; 33–34; 36–37; 47
Ezequiel foi um profeta exilado. Juntamente com outros israelitas, ele havia sido capturado e enviado para a Babilônia. Em Jerusalém, Ezequiel teria sido um sacerdote servindo no templo. Na Babilônia, ele estava entre “[os] do cativeiro” e “[morou] onde eles moravam” (Ezequiel 3:15), há centenas de quilômetros da amada casa de Deus e com pouca esperança de voltar. Então, um dia, Ezequiel teve uma visão. Ele viu a “glória do Senhor” (Ezequiel 1:28) — não no templo em Jerusalém, mas lá na Babilônia entre os exilados. Ele soube que a iniquidade em Jerusalém havia se tornado tão grande que a presença de Deus não estava mais lá (ver Ezequiel 8–11; 33:21).
Ainda assim, há algo de esperançoso na mensagem de Ezequiel. Apesar da queda do povo do convênio, Deus não os abandonou totalmente. Se eles “[ouvissem] a palavra do Senhor” (Ezequiel 37:4), o que antes estava morto poderia ser revivido. Seu “coração de pedra” seria substituído por “um novo coração” (Ezequiel 36:26). E, no futuro, o Senhor estabeleceria um novo templo e uma nova Jerusalém, “e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor está ali” (Ezequiel 48:35).
Para uma visão geral do livro de Ezequiel, ver “Ezequiel” no Guia para Estudo das Escrituras.
Em Ezequiel 3 e 34, o Senhor Se refere aos líderes de Seu povo como vigias e pastores. Ao ler esses capítulos, pense no que esses títulos sugerem sobre o que significa ser um líder.
Quem são as “ovelhas” que o Senhor deseja que você apascente? O que você encontra em Ezequiel 34 que poderia ajudar alguém a se preparar para servir missão, criar filhos ou cumprir uma designação de ministração? Como você pode seguir o exemplo do Salvador como nosso pastor? (Ver versículos 11–31.)
Pondere também sobre o simbolismo que você encontra nesse capítulo. O que os “bons pastos” e o “bom redil” representam no versículo 14? Qual é a diferença entre uma ovelha que está “perdida” e outra que está “desgarrada”? (Versículo 16.) Que outros símbolos você encontrou?
Ver também João 21:15–17; Gerrit W. Gong, “Ministrar”, Liahona, maio de 2023, p. 16.
“Visto que (…) os nossos pecados estão sobre nós”, os israelitas cativos se perguntavam: “Como viveremos então?” (Ezequiel 33:10.) Em resposta, o Senhor lhes ensinou sobre o arrependimento e o perdão. Estas perguntas podem ajudar você a ponderar sobre o que Ele ensinou:
O que você acha que significa “confiar na sua [própria] justiça”? (Ver Ezequiel 33:12–13.)
O que você diria a alguém que acha que as pessoas descritas em Ezequiel 33:12–19 não estão sendo tratadas com justiça? (Ver também Mateus 21:28–31; Lucas 18:9–14.)
O que você encontra nesses versículos que o ajuda a entender o que significa se arrepender? Que explicações adicionais você encontra em Ezequiel 36:26–27 e Alma 7:14–16?
A coligação de Israel é relatada em Ezequiel 37 por meio de dois símbolos. Ao ler sobre o primeiro — ossos mortos sendo restaurados à vida (ver versículos 1–14) —, pondere sobre o que isso lhe sugere a respeito da coligação de Israel em ambos os lados do véu (ver também Ezequiel 36:24–30). Considere perguntas como estas:
O que o Senhor está realizando por meio da coligação de Israel?
De que maneira Ele está fazendo isso?
Você pode fazer a si mesmo essas mesmas perguntas ao ler sobre o segundo símbolo, nos versículos 15–28. Esse símbolo envolve dois pedaços de madeira, que muitos estudiosos interpretam como tábuas de escrever de madeira unidas por uma dobradiça. A vara de Judá pode representar a Bíblia (já que grande parte da Bíblia foi escrita pelos descendentes de Judá), e a vara de José pode representar o Livro de Mórmon (já que a família de Leí era descendente de José do Egito). Com isso em mente, o que esses versículos ensinam sobre o papel das escrituras na coligação de Israel?
Pense em como a Bíblia e o Livro de Mórmon trabalham juntos em sua vida — especialmente para ajudá-lo a se achegar a Cristo. Que passagens são especialmente significativas para você?
Ver também 2 Néfi 3:11–13; 29:14; “Israel, Jesus te chama”, Hinos, nº 5; Tópicos e Perguntas, “Bíblia”, “Livro de Mórmon”, em Biblioteca do Evangelho; “O Livro de Mórmon Coliga a Israel Dispersa”, vídeo, Biblioteca do Evangelho.
Ao ler Ezequiel 47:1–12, talvez seja útil saber que o Mar Morto é tão salgado que peixes e plantas não conseguem viver nele. O que impressiona você com relação às águas descritas nos versículos 1–12? (Ver também Apocalipse 22:1.) O que essas águas podem simbolizar? O que representam as árvores descritas no versículo 12?
Como a mensagem do élder Dale G. Renlund “Trabalho de templo e história da família: Selar e curar”, amplia seu entendimento? (Ver Liahona, maio de 2018, p. 46.) Pondere sobre como você encontra vida espiritual e cura por causa do templo.
As crianças pequenas podem gostar de fazer gestos relacionados a Ezequiel 3:17. Por exemplo, elas podem apontar para os olhos, ouvidos e boca quando você ler as palavras “atalaia”, “ouvirás” e “boca”. Elas também podem gostar de fazer uma caminhada — ao ar livre ou ao redor da sala. Ao caminharem, avise as crianças sobre coisas na trilha, como rios para pular, galhos para se abaixar ou animais para evitar (reais ou de faz de conta). Isso pode levar a uma conversa sobre como o profeta do Senhor nos adverte de perigos que não podemos ver.
Aqui está outra maneira de ilustrar Ezequiel 3:17; 33:1–5. Um de seus filhos pode fingir ser um “atalaia” olhando pela janela e contando a todos os outros o que está acontecendo do lado de fora. Vocês podem também assistir ao vídeo “O Atalaia na Torre” (ChurchofJesusChrist.org). De que modo nosso profeta vivo é como um atalaia para nós?
Depois de ler Ezequiel 37:15–23 juntos, você e seus filhos podem encontrar dois pedaços de madeira e escrever em um Por Judá (Bíblia) e no outro Por José (Livro de Mórmon). Você poderia então compartilhar histórias ou escrituras da Bíblia e do Livro de Mórmon que ajudem vocês a se sentirem mais próximos do Salvador e a se tornarem “[Seu] povo” (versículo 23). Por que é bom ter esses dois livros de escrituras?
Não tente ensinar todo o conteúdo. Talvez você não consiga explorar todas as verdades encontradas em Ezequiel com seus filhos. Em espírito de oração, pense no que eles precisam entender e busque orientação espiritual para determinar em que se concentrar. (Ver Ensinar à Maneira do Salvador, p. 17.)
Ezequiel 47 descreve a visão que Ezequiel teve da água fluindo do templo e curando o Mar Morto — um mar tão salgado que peixes e plantas não podem viver nele. Talvez seus filhos possam desenhar um ou dois itens da visão, como um templo, um rio, um deserto, o Mar Morto, uma multidão de peixes ou uma árvore frutífera. Depois, ao lerem juntos os versículos 1–12, eles podem compartilhar seu desenho quando esse objeto for mencionado. Que bênçãos vieram do rio nessa visão? Ajude as crianças a ver como essas bênçãos são semelhantes às bênçãos que o Salvador oferece àqueles que guardam os convênios do templo. O vídeo “E o Rio Vai Crescer” (Biblioteca do Evangelho) pode ajudar.
Vocês também podem cantar juntos uma canção que descreva as bênçãos do templo, tal como “As famílias poderão ser eternas” (Músicas para Crianças, p. 98). O que essa música ensina sobre como o Senhor nos abençoa em Sua casa santa?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Daniel Interpreta o Sonho de Nabucodonosor, de Grant Romney Clawson
Provavelmente, ninguém vai ameaçar jogar você em uma fornalha ardente ou em uma cova de leões por causa de sua fé em Jesus Cristo. Mas nenhum de nós passa por esta vida sem uma prova de fé. Portanto, todos nós podemos nos beneficiar do exemplo de pessoas como Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que foram levados cativos quando jovens pelo poderoso Império Babilônico (ver 2 Reis 24:10–16). Cercados por uma cultura desconhecida com valores diferentes, eles enfrentaram grandes tentações para abandonar suas crenças e tradições justas. Mesmo assim, eles permaneceram fiéis a seus convênios. Como eles conseguiram fazer isso? Ao fazer as coisas pequenas e simples que Deus pede a todos nós — orar, jejuar, escolher bons amigos, confiar Nele e ser uma luz para os outros. Como José no Egito e Ester na Pérsia, Daniel e seus amigos na Babilônia mantiveram a fé em Deus, e Deus operou milagres que ainda inspiram fiéis até hoje.
Para uma visão geral do livro de Daniel, ver “Daniel” no Guia para Estudo das Escrituras.
De certo modo, todos nós vivemos na Babilônia. Muitas vezes enfrentamos a tentação de comprometer nossos padrões e nos afastar da fé em Cristo. Ao ler Daniel 1, 3 e 6, observe como Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram pressionados a fazer coisas que sabiam ser erradas. Como eles reagiram a essas situações? (Ver Daniel 1:10–13; 3:15–18; 6:10.) Quais foram os resultados da fé que eles professavam? O que você aprendeu com essas experiências que pode ajudá-lo a confiar no Senhor ao enfrentar oposição? Pondere também sobre as seguintes perguntas:
Quando você se sentiu pressionado a fazer algo que sabia ser errado? Como o Senhor o abençoou por guardar Seus mandamentos?
E se sua fé não levar aos milagres que você busca? (Ver, por exemplo, Alma 14:8–13.) Com base no que leu em Daniel 3:13–18, em sua opinião, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego teriam respondido a essa pergunta? Como o exemplo deles pode influenciar a maneira como você enfrenta suas provações?
De que modo suas escolhas justas podem levar outras pessoas a ter mais fé no Senhor? (Ver Daniel 2:47; 3:28-29.) Pondere a respeito dos efeitos que suas escolhas podem ter sobre outras pessoas.
Ver também Dieter F. Uchtdorf, “Não temas, crê somente”, A Liahona, novembro de 2015, p. 76.
Procure envolver todos. O Salvador “convida todos a virem a ele e a participarem de sua bondade” (2 Néfi 26:33). Se estiver ensinando sua família ou uma classe, pondere como você pode dar a todos a oportunidade de participar de alguma maneira. Por exemplo, você pode dar a cada pessoa uma passagem de escritura, trecho de uma mensagem da conferência ou estrofe de um hino para que ponderem e comentem. Não pressione ninguém a participar, mas dê-lhes oportunidades.
Por meio de revelação, Daniel viu que o sonho de Nabucodonosor predisse futuros reinos terrenos, bem como o futuro reino de Deus, que “não será jamais destruído” (Daniel 2:44). “A Igreja é o reino dos últimos dias que foi profetizado”, ensinou o élder D. Todd Christofferson, “não foi criada pelo homem, mas estabelecida pelo Deus dos céus e rola como uma pedra ‘que do monte foi cortada (…), sem mãos’ para encher a Terra” (“Qual a razão da Igreja”, A Liahona, novembro de 2015, p. 111). Pense no reino de Deus nos últimos dias ao ler as descrições da pedra em Daniel 2:34–35, 44–45. Qual é seu papel em ajudar essa profecia a se cumprir?
Ver também “Povos da Terra, vinde, escutai!”, Hinos, nº 168; “Deus Lhes Deu Conhecimento”, vídeo, ChurchofJesusChrist.org.
Ao examinar Daniel 2:1–15, pense em como você se sentiria se estivesse no lugar de Daniel. O que Daniel fez? (Ver Daniel 2:16–18.) O que você aprendeu com Daniel 1:17 sobre como Deus preparou Daniel? O que você pode aprender com as palavras e ações de Daniel depois que ele recebeu ajuda do Senhor? (Ver Daniel 2:19–30.)
Durante o ministério terreno do Salvador, muitos judeus consideraram o título “Filho do Homem”, mencionado em Daniel 7:13, como referência à vinda do Messias. O que você aprende sobre o Messias em Daniel 7:13–14? (Ver também Moisés 6:57.)
O Salvador muitas vezes fez referência a Si mesmo como “o Filho do Homem”. Você pode examinar alguns exemplos: Mateus 25:31; Marcos 9:31; 10:45. O que Ele está ensinando sobre Si mesmo nesses versículos? Em Marcos 14:61–64, Jesus usou esse título no último dia de Sua vida mortal. Observe a reação das pessoas que ouviram Sua declaração. Como a profecia de Daniel sobre o Filho do Homem influencia seus sentimentos sobre o que aconteceu com Ele em Marcos 15?
Assim como Jesus foi odiado por declarar que Ele era “o Filho do Homem”, você também pode enfrentar perseguição por declarar a verdade. Compare a profecia em Daniel 7:13–14 com as promessas em Doutrina e Convênios 121:29, 46.
Ver também Doutrina e Convênios 49:6; Guia para Estudo das Escrituras, “Filho do Homem”, em Biblioteca do Evangelho.
Para ajudar seus filhos a aprender com as histórias inspiradoras do livro de Daniel, você pode encontrar gravuras dos acontecimentos narrados em Daniel 1, 3 e 6 (ver a página de atividades desta semana ou o Livro de Gravuras do Evangelho, nº 23, 25 e 26). Depois, coloque as figuras viradas para baixo e peça a uma criança que vire uma e fale sobre a história que ela representa. (Para obter ajuda, ver “Daniel e seus amigos”, “Sadraque, Mesaque e Abede-Nego” e “Daniel na cova dos leões”, em Histórias do Velho Testamento).
Ajude seus filhos a pensar em situações em que podem ser pressionados a fazer uma escolha errada, assim como Daniel e seus amigos foram pressionados em Daniel 1, 3 e 6. Compartilhem uns com os outros como vocês foram abençoados por fazer a escolha certa mesmo quando foi difícil. Vocês também podem cantar juntos uma música relacionada a esse tópico, como “Faze o bem, escolhendo o que é certo” (Hinos, nº 148).
Ler a história em que Daniel e seus amigos recusaram a carne e o vinho do rei pode inspirar uma conversa sobre a lei de saúde que o Pai Celestial nos deu hoje (ver Doutrina e Convênios 89). Procure as bênçãos que Daniel e seus amigos receberam e as compare com as bênçãos prometidas na Palavra de Sabedoria (ver Daniel 1:15–17 e Doutrina e Convênios 89:18–21).
Ao ler Daniel 2:31–35, 44–45 com seus filhos, peça-lhes que façam um desenho do sonho de Nabucodonosor. Ajude-os a entender que a pedra do sonho representa A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O que aprendemos sobre a Igreja com esse sonho? Seus filhos poderiam citar algumas coisas que o Pai Celestial fez para estabelecer Sua Igreja nos últimos dias. Se eles precisarem de ajuda, você pode mostrar fotos de eventos da Restauração da Igreja (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nºs 90 a 95).
Por que orar ao Pai Celestial era tão importante para Daniel? Talvez você e seus filhos possam conversar sobre essa pergunta enquanto leem juntos Daniel 6. Depois, vocês podem dizer uns aos outros por que orar é importante para vocês. Seus filhos podem gostar de desenhar a si mesmos orando em várias situações. Eles podem usar os desenhos para ensinar uns aos outros que podemos orar ao Pai Celestial onde quer que estejamos ou sobre qualquer coisa de que precisemos.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
O convênio de Israel com o Senhor tinha o propósito de ser tão profundo e significativo que o Senhor o comparou a um casamento. O convênio, como um casamento, incluía um compromisso eterno, experiências compartilhadas, a edificação de uma vida juntos, lealdade exclusiva e, acima de tudo, amor profundo. Infelizmente, os israelitas não foram fiéis a seu convênio. Ainda assim, a mensagem do Senhor para eles não foi: “Rejeitar-vos-ei para sempre”. Em vez disso, a mensagem foi que o Senhor atrairia Israel de volta para Si (ver Oseias 2:14–15). “Desposar-te-ei comigo em justiça”, Ele declarou por meio do profeta Oseias (Oseias 2:19). “Eu sararei a sua perversão, eu voluntariamente os amarei” (Oseias 14:4). Essa é a mesma mensagem que Ele nos dá hoje ao procurarmos cumprir nossos convênios com amor e devoção.
Joel transmitiu uma mensagem semelhante: “Convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e é clemente, e tardio em irar-se, e grande em benevolência” (Joel 2:13). Ler as palavras desses profetas pode levar você a ponderar sobre seu próprio relacionamento com o Senhor — a pensar em como a fidelidade Dele a você o inspira a ser fiel a Ele.
Para uma visão geral dos livros de Oseias e Joel, ver “Oseias” e “Joel” no Guia para Estudo das Escrituras.
A esposa de Oseias, Gômer, foi-lhe infiel, e Deus mencionou esse triste acontecimento para ensinar aos israelitas como Se sentia a respeito deles e de seus convênios com Ele. Ao ler Oseias 1–3, pondere sobre como o Senhor vê Seu relacionamento com o povo do convênio. De que maneira fazer um convênio com o Senhor é como um casamento? Como o fato de não cumprir esse convênio é como ser infiel a um cônjuge? (Ver Oseias 2:5–7, 13.) O que Oseias 2:14–23 ensina a você sobre o amor e a misericórdia do Senhor? Como você Lhe demonstra seu amor e sua lealdade?
Em Oseias 14, identifique as muitas belas promessas que o Senhor faz àqueles que retornam a Ele. O que a frase “voluntariamente os amarei” significa para você? (versículo 4). O que a metáfora das plantas nos versículos 5–8 ensina você sobre as bênçãos do Senhor, incluindo as bênçãos do arrependimento? Como parte de seu estudo, cante ou ouça um hino sobre a misericórdia do Salvador, como “Vinde a Cristo” (Hinos, nº 69).
O povo da época de Oseias oferecia sacrifícios de animais, mas quebrava mandamentos mais importantes. O que você acha que significa o Senhor dizer: “Eu quero é a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”? (Oseias 6:6.) O que significa a benevolência ser como uma nuvem ou como o orvalho? (Ver Oseias 6:4.) Como deve ser nossa justiça? (Ver Isaías 48:18; 1 Néfi 2:9–10.)
Leia também Mateus 9:10–13; 12:1–8 para ver como o Senhor usou Oseias 6:6 durante Seu ministério. Como essas passagens ajudam você a entender as palavras de Oseias?
Ao ler Joel 2:12–13, talvez seja útil saber que rasgar as roupas era um sinal externo de luto ou remorso. De que maneira rasgar o coração é diferente de rasgar as vestes?
Que semelhanças você vê entre nossos dias e os dias previstos por Joel? (Ver principalmente Joel 2:1–2, 11, 18–32.) O que impressiona você com relação às bênçãos que o Senhor prometeu nos versículos 18–32? Por que essas bênçãos podem ser especialmente valiosas hoje em dia?
Pode ser interessante ler o que Morôni disse sobre Joel 2 quando visitou Joseph Smith em 1823 (ver Joseph Smith—História 1:41). Como você acha que as profecias em Joel 2:28–32 estão sendo cumpridas em nossos dias? (Ver também Atos 2:1–21.) Em sua opinião, o que significa que o Senhor “[derramará] o [Seu] Espírito sobre toda a carne”? (Joel 2:28.)
Pondere também estas palavras do presidente Russell M. Nelson: “Nos dias que estão por vir, não será possível sobreviver espiritualmente sem a orientação, a direção, o consolo e a influência constante do Espírito Santo” (“Revelação para a Igreja, revelação para nossa vida”, Liahona, maio de 2018, p. 96). Por que a revelação é fundamental para sua sobrevivência espiritual?
O que você pode fazer caso sinta que não está recebendo o derramamento do Espírito do Senhor? Aqui estão alguns exemplos que podem ajudar. O que as pessoas nestas escrituras fizeram para receber o derramamento do Espírito do Senhor?
Ao ler estas palavras do élder David A. Bednar, pondere o que significa para você sentir o derramamento do Espírito Santo em sua vida diária:
“Frequentemente dificultamos o recebimento de revelação pessoal. O que quero dizer é que uma promessa que recebemos por convênio é a de que, se honrarmos nossos convênios, sempre teremos o Espírito como nosso companheiro constante. Mas falamos disso e tratamos disso como se ouvir a voz do Senhor por intermédio de Seu Espírito fosse um acontecimento raro. (…) [O Espírito] deveria estar conosco o tempo todo. Não a cada nanossegundo, mas, se a pessoa está fazendo o melhor que pode — não temos que ser perfeitos —, mas se cada um de nós estiver fazendo o melhor possível e não estivermos cometendo transgressões graves, então podemos contar com o Espírito para nos guiar. (…)
Parece que acreditamos que o Espírito Santo é algo grandioso, dramático e repentino, quando na verdade é algo suave, modesto e gradual” (“Élder David A. Bednar”, Uma Autoridade Geral Fala a Nós, 7 de fevereiro de 2020, broadcasts.ChurchofJesusChrist.org).
Ver também Gary E. Stevenson, “Sussurros do Espírito”, Liahona, novembro de 2023, p. 42; “Território Inimigo” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Crie um ambiente espiritual. “O que você observou que contribui para um ambiente espiritual para o aprendizado do evangelho? O que não contribui? (…) Pense no ambiente em que você ensina [ou aprende] com mais frequência. Como se sente quando está lá? Como você pode, de maneira mais eficaz, convidar o Espírito a estar presente ali?” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 18.)
No livro de Oseias, o Senhor comparou Seus convênios com Seu povo a um casamento. Para aprender com essa comparação, você e seus filhos podem olhar para a foto de um casal de noivos e conversar sobre como o Pai Celestial quer que marido e esposa tratem um ao outro. Ajude seus filhos a encontrar palavras em Oseias 2:19–20 que descrevam como o Senhor Se sente a nosso respeito. Como podemos mostrar ao Senhor que o amamos e seremos fiéis a Ele?
Oseias 10:12 refere-se à semeadura, à colheita, ao tempo e à chuva para nos convidar a buscar o Senhor. Ao ler esse versículo, que ideias criativas lhe vêm à mente que podem inspirar as crianças a buscar ao Senhor? Por exemplo, seus filhos podem desenhar um relógio e escrever maneiras pelas quais podem buscar ao Senhor em diferentes momentos ao longo do dia. Uma música como “A qualquer hora ou lugar” (Hinos — Para o Lar e para a Igreja, nº 1012) pode ajudar você a ensinar que sempre é um bom momento para buscar ao Senhor.
Ou seus filhos podem fazer ações simples relacionadas ao versículo, como fingir plantar sementes, colher legumes ou ficar em pé na chuva. Ajude seus filhos a comparar o plantio de uma semente e a colheita de um bom alimento com uma vida digna e o recebimento das bênçãos do Senhor. Depois, vocês poderiam contar uns aos outros a respeito das bênçãos que o Senhor derramou sobre vocês quando tentaram buscá-Lo.
Para enfatizar a verdade encontrada em Oseias 13:4 de que não há outro Salvador além de Jesus Cristo, você pode mostrar a seus filhos gravuras de várias pessoas, inclusive de Jesus. Seus filhos podem se revezar apontando para a pessoa que tem o poder de nos salvar do pecado e da morte. Compartilhe seu testemunho de Jesus Cristo e Sua Expiação.
Seus filhos podem procurar palavras em Oseias 13:4, 14 que descrevam Jesus Cristo. O que essas palavras nos ensinam sobre Ele? Você pode ajudar seus filhos a usar o Guia para Estudo das Escrituras para encontrar outras escrituras que ensinam que Jesus é nosso Salvador e Redentor. Compartilhem uns com os outros como se sentem em relação a Jesus Cristo.
Você pode ajudar seus filhos a entender Joel 2:28–29 deixando-os derramar um líquido e depois contrastando com um gotejamento ou escoamento. O que significa o Espírito ser “derramado” sobre nós?
Ao lerem juntos Joel 2:28–29, peça a seus filhos que insiram o nome uns dos outros no lugar das frases “vossos filhos” e “vossas filhas”. Depois, ajude-os a examinar escrituras como João 14:16; Morôni 10:5; Doutrina e Convênios 42:17 para descobrir como o Espírito pode ajudá-los.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Jonas na Praia de Nínive, de Daniel Lewis
Jonas estava em um navio com destino a Társis. Não há nada de errado em navegar para Társis, exceto que é longe de Nínive, onde Jonas deveria ter ido para transmitir a mensagem de Deus. Quando o navio se deparou com uma grande tempestade, Jonas sabia que era por causa de sua desobediência. Por insistência de Jonas, seus companheiros marinheiros o jogaram nas profundezas do mar para que a tempestade parasse. Parecia o fim de Jonas e seu ministério. Mas o Senhor não havia desistido de Jonas — assim como Ele não havia desistido do povo de Nínive, da casa de Israel e também não desistiu de qualquer um de nós.
Assim, Ele continua enviando profetas — como Jonas, Amós, Obadias e nossos profetas atuais — com a mensagem de que, se nos arrependermos, não seremos rejeitados para sempre. De todos os “[segredos]” que Deus revela (ver Amós 3:7), este está entre os mais preciosos: que, graças a Jesus Cristo, não é tarde demais para mudar. Ele ainda quer nos ajudar a viver de acordo com os convênios que fizemos com Ele e está disposto a nos oferecer outra chance.
Para saber mais sobre esses livros, ver “Amós”, “Obadias” e “Jonas” no Guia para Estudo das Escrituras.
Em Amós 3:3–6, o profeta Amós apresentou exemplos de conclusões que podemos tirar dos sinais que ouvimos ou vemos: quando um leão ruge, deve ter capturado a presa; se uma ave é capturada em uma armadilha, deve ter existido uma isca. Nos versículos 7–8, Amós aplica essa lógica aos profetas. Que conclusões podemos tirar quando um profeta profetiza? O que mais você aprendeu sobre os profetas em Amós 7:10–15?
O que o Senhor revelou a você por meio de Seus profetas?
O élder Ulisses Soares afirmou que “termos profetas é um sinal do amor de Deus” (“Os profetas falam pelo poder do Espírito Santo”, Liahona, maio de 2018, p. 99). Pense em como você completaria esta frase: “Sei que Deus me ama, porque Ele envia profetas que…” Aqui estão algumas escrituras que podem ajudar: Deuteronômio 18:18; Ezequiel 3:16–17; Efésios 4:11–14; 1 Néfi 22:2; Doutrina e Convênios 21:4–6; 84:36–38; 107:91–92.
O que você diria a alguém que sente que os profetas não são necessários hoje?
Ver também Tópicos e Perguntas, “Profetas”, Biblioteca do Evangelho.
De acordo com Amós 4:6–13, o que o Senhor esperava que acontecesse depois que os israelitas passassem por provações? (Ver também Helamã 12:3.) Embora suas provações talvez não tenham sido enviadas por Deus, como elas lhe deram oportunidades de se voltar para Ele?
Ao ler Amós 5:4, 14–15, pondere sobre como o Senhor tem sido misericordioso com você. Como buscá-Lo trouxe vida a você?
Ao ler Amós 8:11–12, pense no motivo pelo qual ter fome é uma boa comparação com viver sem a palavra de Deus (ver também João 6:26–35; 2 Néfi 9:50–51; 32:3; Enos 1:4–8). Como você sabe quando está com fome espiritual?
Esses versículos também podem se aplicar à Grande Apostasia (ver Tópicos e Perguntas, “Apostasia”, Biblioteca do Evangelho). Como essa “fome” espiritual afetou os filhos de Deus? Como a Restauração satisfez sua fome espiritual?
Veja também “A Grande Apostasia” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Referindo-se a Obadias 1:21, o presidente Gordon B. Hinckley explicou que nos tornamos salvadores no monte Sião quando recebemos as ordenanças pelos mortos no templo (ver “Comentários finais”, A Liahona, novembro de 2004, p. 105). Como fazer esse trabalho é semelhante — mesmo que apenas um pouco — ao que o Salvador fez por nós? Como esse trabalho ajuda você a se sentir mais próximo do Salvador?
Ver também “Holy Temples on Mount Zion”, Hymns, nº 289.
Nínive era uma nação inimiga de Israel conhecida por sua violência e crueldade. Para Jonas, parecia irreal que o povo de Nínive estivesse pronto para se arrepender. Pode ser interessante comparar a atitude de Jonas (ver Jonas 1; 3–4) aos sentimentos de Alma e dos filhos de Mosias (ver Mosias 28:1–5; Alma 17:23–25). O que você aprendeu com Jonas 3 que o inspira a compartilhar o evangelho mesmo com pessoas que parecem não estar prontas para mudar?
Ao ler Jonas, procure exemplos da misericórdia do Senhor. Por que você acha que Jonas “desagradou-se” e ficou “irado” (Jonas 4:1) quando o Senhor estendeu misericórdia ao povo de Nínive? Em sua opinião, o que o Senhor estava ensinando a ele no capítulo 4? Pense em como você vivenciou a misericórdia Dele em sua vida. O que você aprendeu com Jonas que pode ajudar você a ser mais misericordioso?
Como este domingo é o quinto domingo do mês, as professoras da Primária são incentivadas a usar atividades de aprendizado encontradas no “Apêndice B: Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Para ajudar seus filhos a entender Amós 3:7, você pode sussurrar uma mensagem simples para um deles e pedir que compartilhe a mensagem com as outras crianças. De que maneira o mensageiro nessa atividade se assemelha a um profeta? Por que o Senhor nos dá profetas?
Para saber mais sobre o que os profetas fazem, você e seus filhos podem examinar as mensagens recentes do atual presidente da Igreja. Vocês também podem cantar uma música como “Segue o profeta” (Músicas para Crianças, p. 58). Compartilhem uns com os outros por que vocês escolheram seguir o profeta de Deus.
Ajude as crianças a memorizar escrituras. O élder Richard G. Scott compartilhou: “Quando decoramos uma escritura, é como se fizéssemos uma nova amizade. É como descobrir um novo amigo que pode nos ajudar na hora da necessidade, proporcionar inspiração e consolo, e ser uma fonte de motivação para a mudança necessária” (“O poder das escrituras”, A Liahona, novembro de 2011, p. 6). Para ajudar seus filhos a memorizar Amós 3:7 inteiro ou parte dele, escreva-o e repitam o versículo juntos. Depois, apague ou cubra algumas palavras de cada vez até que seus filhos consigam repetir o versículo inteiro de cor.
Peça a seus filhos que finjam estar com fome enquanto você lê Amós 8:11–12. Como nos sentimos quando estamos famintos pela palavra de Deus? Seus filhos podem fingir comer enquanto vocês compartilham uns com os outros algumas de suas escrituras favoritas.
Você pode usar o Guia para Estudo das Escrituras, “Apostasia” (Biblioteca do Evangelho) ou “Depois do Novo Testamento” (em Histórias do Novo Testamento, p. 167) para ajudar seus filhos a entender a “fome” que adveio da Grande Apostasia e como ela terminou quando a Restauração teve início. Compartilhem uns com os outros motivos pelos quais vocês são gratos pelo Senhor ter restaurado Seu evangelho em nossos dias.
Para ajudar seus filhos a aprender a história de Jonas, você pode examinar “Jonas, o profeta”, em Histórias do Velho Testamento; ver também a página de atividades desta semana. Você também pode perguntar:
O que aconteceu quando Jonas não obedeceu ao Senhor? (Ver Jonas 1:4–17.)
O que Jonas fez para se arrepender? (Ver Jonas 1:10–12; 2:1–4, 9; 3:1–4.)
O que aconteceu quando Jonas obedeceu? (Ver Jonas 3:35.)
Pode ser divertido para seus filhos recontar a história de Jonas ou encená-la. Compartilhem uns com os outros algumas experiências em que o Senhor quis que vocês fizessem algo que era difícil para vocês. Como Ele os ajudou a obedecer a Ele?
Talvez seus filhos possam fingir que estão entrevistando Jonas sobre sua experiência. Que perguntas eles fariam a ele? Incentive-os a fazer perguntas para descobrir o que Jonas aprendeu sobre o Senhor. O que Jonas poderia dizer, por exemplo, sobre a misericórdia do Senhor? (Ver, por exemplo, Jonas 2:7–10; 3:10; 4:2.)
Ajude seus filhos a pensar em ocasiões em que o Salvador demonstrou misericórdia para com as outras pessoas, tais como em Marcos 2:3–12; Lucas 23:33–34 e João 8:1–11. Você e seus filhos podem procurar gravuras desses exemplos. Que oportunidades temos de ser misericordiosos com as pessoas?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Miqueias; Naum; Habacuque; Sofonias
No Princípio Era o Verbo, de Eva Timothy
Ler o Velho Testamento muitas vezes significa ler profecias sobre destruição. O Senhor frequentemente chamava profetas para advertir os iníquos sobre Seus julgamentos. O ministério de Miqueias, Naum, Habacuque e Sofonias é um bom exemplo disso. Com detalhes assustadores, esses profetas previram a queda de cidades que, naquela época, pareciam fortes e poderosas, como: Nínive, Babilônia e Jerusalém. Mas isso ocorreu há milhares de anos. Por que é importante ler essas profecias hoje?
Embora essas cidades orgulhosas e perversas tenham sido destruídas, a perversidade orgulhosa persiste. Podemos até detectar traços disso em nosso próprio coração. Os profetas do Velho Testamento revelam como podemos nos afastar desses males. Talvez essa seja uma das razões pelas quais ainda hoje lemos suas palavras. Eles não foram apenas profetas da desgraça — eles foram profetas da libertação. As descrições de destruição são amenizadas por convites para vir a Cristo e receber Seu perdão. Como disse Miqueias, o Senhor não tem prazer em nos condenar, mas “tem prazer na benignidade” (Miqueias 7:18). Antigamente, esse era o caminho do Senhor e continua sendo Seu caminho hoje. “Seus caminhos são eternos” (Habacuque 3:6).
Para uma visão geral desses livros, ver “Miqueias”, “Naum”, “Habacuque” e “Sofonias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Miqueias nos convida a imaginar como seria “[apresentar-se] ao Senhor, e [inclinar-se] ao Deus altíssimo” (Miqueias 6:6). O que os versículos 6–8 ensinam sobre o que é importante para o Senhor quando Ele avalia sua vida?
Ver também Dale G. Renlund, “Praticar a justiça, amar a benevolência e andar humildemente com Deus”, Liahona, novembro de 2020, p. 109.
A missão de Naum era profetizar sobre a destruição de Nínive, a capital do violento império da Assíria, que havia dispersado Israel e tratado Judá brutalmente. Naum começou descrevendo a ira de Deus e Seu incomparável poder, mas também falou sobre Sua misericórdia e bondade. Procure versículos no capítulo 1 que ajudem você a entender cada um desses atributos, bem como outras qualidades de Deus que você notar. Por que é importante conhecermos essas coisas a respeito do Senhor?
Até os profetas, às vezes, têm perguntas sobre os caminhos do Senhor. Habacuque, que viveu numa época em que havia muita iniquidade em Judá, começou seu registro com perguntas ao Senhor (ver Habacuque 1:1–4). Como você resumiria as preocupações de Habacuque? Que perguntas semelhantes as pessoas fazem sobre Deus hoje? Você já sentiu algo semelhante? Você pode comparar suas perguntas com outras que lemos nas escrituras, como as encontradas em Marcos 4:37–38 e Doutrina e Convênios 121:1–6.
O Senhor respondeu às perguntas de Habacuque, dizendo que iria enviar os caldeus (os babilônios) para punir Judá (ver Habacuque 1:5–11). Ainda assim, Habacuque estava preocupado porque parecia injusto que o Senhor não interferisse “quando o ímpio [Babilônia] devora aquele que é mais justo [Judá]” (ver versículos 12–17). O que você encontra em Habacuque 2:1–4 que o inspira a confiar no Senhor quando você tiver perguntas sem resposta? (Ver também Marcos 4:39–40; Doutrina e Convênios 121:7–8; “Deus Nos Dará Apoio”, vídeo, Biblioteca do Evangelho.)
O capítulo 3 é uma oração de louvor e fé oferecida por Habacuque. Como o tom de Habacuque no capítulo 3 é diferente do capítulo 1? Aqui está uma ideia para ajudar você a ponderar sobre os versículos 17–19: faça uma lista das bênçãos temporais e espirituais que Deus lhe deu. Então imagine que você perdeu as bênçãos temporais. Como isso pode fazer você se sentir em relação às outras bênçãos? Por que pode ser difícil “[alegrar-se] no Senhor” (versículo 18) durante dificuldades como as descritas no versículo 17? Pondere sobre como você pode desenvolver mais fé em Deus mesmo quando a vida parecer injusta.
Ver também Gerrit W. Gong, “Todas as coisas para o nosso bem”, Liahona, maio de 2024, p. 41; “Brilha, meiga luz”, Hinos, nº 60; Tópicos e Perguntas, “Buscar respostas para suas perguntas”, Biblioteca do Evangelho.
Seja paciente. Às vezes, queremos respostas imediatas para nossas perguntas, mas a inspiração divina é algo que não se pode forçar. Como o Senhor disse a Habacuque: “Espera-o, porque certamente virá” (Habacuque 2:3).
Ao ler as profecias de Sofonias, observe as atitudes e os comportamentos que levaram à destruição — ver especialmente Sofonias 1:4–6, 12; 2:8, 10, 15; 3:1–4. Depois, procure as características do povo que Deus iria preservar em Sofonias 2:1–3; 3:12–13, 18–19. Que mensagem você sente que o Senhor tem para você nesses versículos?
Depois de ler Sofonias 3:14–20, veja de quantas maneiras você pode completar esta frase: “Regozija-te, e exulta de todo o coração” porque… Por que é importante para você conhecer esses motivos para se alegrar? Talvez seja interessante comparar esses versículos com as experiências descritas em 3 Néfi 17 e ponderar sobre como Jesus Cristo Se sente a respeito de Seu povo — inclusive de você.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Seus filhos podem não saber que foi uma profecia de Miqueias que ajudou os magos a encontrar o menino Jesus em Belém. Usando Miqueias 5:2 e Mateus 2:1–6, seus filhos podem encenar a experiência dos magos. Depois, você pode falar por que o nascimento de Jesus foi tão importante que os profetas souberam disso muitos anos antes de Ele nascer.
Depois de ler Naum 1:7, seus filhos podem construir ou desenhar uma “fortaleza” simples (há uma figura neste esboço). Quais são alguns dos motivos pelos quais as pessoas podem precisar de uma fortaleza? Como se caracteriza um “dia [de] angústia”? Como Jesus Cristo é uma fortaleza para nós?
Para apresentar Habacuque 2:3, você e seus filhos podem conversar sobre coisas que são boas, mas só depois de esperarmos — como frutas que precisam amadurecer ou massas que precisam assar. O que aconteceria se tentássemos comer a fruta ou a massa antes de estar pronta? Depois, você poderia falar sobre o profeta Habacuque, que queria saber quando o Senhor iria acabar com a iniquidade no mundo. Leia a resposta do Senhor em Habacuque 2:3. Você pode ajudar seus filhos a pensar em coisas que Deus prometeu. A cada exemplo, vocês poderiam dizer juntos: “Espere; porque certamente virá”.
Para ilustrar Habacuque 2:14, você e seus filhos podem encher um jarro ou outro recipiente com gravuras ou palavras que representem coisas que Jesus fez ou ensinou. Como podemos ajudar a encher o mundo com o conhecimento do Senhor?
Você também pode mostrar a seus filhos um mapa-múndi (ver Mapas da História da Igreja, nº 7, “Mapa-múndi”). Ajude-os a encontrar o lugar onde vocês moram e onde missionários que vocês conhecem serviram. Vocês também podem cantar juntos um hino sobre compartilhar o evangelho, como “Levaremos ao mundo a verdade” (Músicas para Crianças, p. 92). Como podemos falar com as pessoas sobre Jesus Cristo?
Em Sofonias 3:14–20, seus filhos podem procurar algo que os faça querer “[cantar, regozijar e exultar] de todo o coração”. Talvez vocês possam cantar alguns hinos ou músicas alegres juntos e falar sobre a alegria que encontram no evangelho de Jesus Cristo.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Templo de Laie Havaí
Após décadas de cativeiro, um grupo de israelitas — provavelmente incluindo os profetas Ageu e Zacarias — foi autorizado a retornar a Jerusalém. Algumas pessoas nesse grupo se lembravam de como o templo era antes de ser destruído. Para aqueles que se perguntaram se algum dia ele voltaria a se assemelhar à “casa [do Senhor] na sua primeira glória” (Ageu 2:3), Ageu citou as palavras de incentivo do Senhor: “Sê forte, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, (…) não temais. (…) Encherei esta casa de glória, (…) e neste lugar darei a paz” (Ageu 2:4–5, 7, 9).
Mas não era apenas o templo sagrado que precisava ser reconstruído. De muitas maneiras, o povo de Deus estava espiritualmente em ruínas. E, para reconstruir um povo santo, é preciso mais do que cortar pedras e posicioná-las para construir uma casa santa. Significa que a inscrição “Santidade ao Senhor” não deve ser gravada apenas na parede do templo, ou mesmo nas “campainhas dos cavalos” e em “todas as panelas em Jerusalém” (Zacarias 14:20–21). Essa inscrição também deve ser gravada em cada coração.
Para uma visão geral dos livros de Ageu e Zacarias, ver “Ageu” e “Zacarias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Havia muitas coisas importantes a fazer para reconstruir Jerusalém. Mas, depois de quase 15 anos desde o retorno dos israelitas, o Senhor ficou descontente porque a reconstrução do templo não tinha sido colocada em mais alta prioridade (ver Ageu 1:2–5; ver também Esdras 4:24). Ao ler Ageu 1; 2:1–9, pense em perguntas como estas:
Que consequências os israelitas enfrentaram por não terem terminado o templo?
Que bênçãos o Senhor prometeu a eles se terminassem de construir Sua casa?
Qual é a mensagem do Senhor para você em Ageu 1:5–7? Como você poderia alinhar suas prioridades com as do Senhor? Quando você foi abençoado por colocar Deus em primeiro lugar em sua vida?
Os primeiros santos dos últimos dias enfrentaram uma situação semelhante à dos israelitas na época de Ageu (ver Doutrina e Convênios 95). O que você aprendeu com esses dois exemplos sobre os sentimentos do Senhor a respeito dos templos?
Ver também Dale G. Renlund, “Jesus Cristo é o tesouro”, Liahona, novembro de 2023, p. 96; Terence M. Vinson, “Verdadeiros discípulos do Salvador”, Liahona, novembro de 2019, p. 9; “We Love Thy House, O God”, Hymns, nº 247; “Provo City Center Temple Completed” (vídeo), ChurchofJesusChrist.org.
Em sua opinião, qual é o valor de ter as palavras “Santidade ao Senhor” gravadas em objetos do dia a dia, como aqueles mencionados em Zacarias 14:20? (Ver também Êxodo 28:36–38.) Qual é o valor de tê-las gravadas nos templos hoje? O que essa frase significa para você? Como você pode tornar a santidade parte de sua vida diária? Pondere sobre essas perguntas ao ler os convites do Senhor a Seu povo para se tornar mais santo em Zacarias 1:1–6; 3:1–7; 7:8–10; 8:16–17.
Você também pode ler Zacarias 2:10–11; 8:1–8; 14:9–11, 20–21 para aprender como será a vida em um dia futuro quando todos habitaremos com o Senhor em um estado de santidade. O que impressiona você a respeito da visão de Zacarias sobre o futuro de Jerusalém? O que você encontrou aqui que gostaria de ver em sua comunidade? Como você pode se preparar para viver nas condições descritas por Zacarias?
Zacarias 9:9–11; 11:12–13; 12:10; 13:6–7; 14:1–9
Vários dos escritos de Zacarias apontam tanto para o ministério terreno de Jesus Cristo quanto para Sua eventual Segunda Vinda. Abaixo estão algumas das profecias de Zacarias, juntamente com as escrituras sobre seu cumprimento. Ao estudar essas passagens, pergunte a si mesmo: O que isso me ensina sobre o Salvador?
Como você acha que teria sido estar entre as pessoas que receberam Jesus em Jerusalém, conforme descrito em Zacarias 9:9–11? Como você pode recebê-Lo em sua vida, em seu lar e em sua comunidade?
Ver também Guia para Estudo das Escrituras, “Messias”, Biblioteca do Evangelho; “A Entrada Triunfal do Senhor em Jerusalém” (vídeo), Biblioteca do Evangelho; Ronald A. Rasband, “‘Hosana ao Deus Altíssimo’”, Liahona, maio de 2023, p. 108.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Ao ler partes de Ageu 1:2–5 com seus filhos, ajude-os a descobrir por que o Senhor não estava satisfeito com o povo. Talvez seus filhos possam escolher uma frase do versículo 6 e fazer um desenho. Eles podem mostrá-lo uns aos outros e adivinhar que frase cada desenho representa. Quando gastamos nosso tempo com coisas que não são as que o Senhor deseja, isso é como comer e não se saciar? Vocês podem conversar uns com os outros sobre como podem reservar tempo para as coisas que são importantes para o Senhor.
Você também pode ler o versículo 8 para as crianças e pedir a elas que finjam “[subir] ao monte”, “[trazer] madeira” e “[edificar] a casa [do Senhor]”. Seus filhos podem escrever uma lista das coisas que fazem em um dia normal, incluindo as coisas que o Senhor lhes pediu para fazer. Peça a seus filhos que “[considerem os seus] caminhos” e circulem as coisas que o Senhor diria que são as mais importantes na lista delas.
Ensino centralizado no lar. O presidente Russell M. Nelson ensinou que nossa casa deve ser o “centro de aprendizado do evangelho” (“Tornar-nos santos dos últimos dias exemplares”, Liahona, novembro de 2018, p. 113). Enquanto sua família estuda o conselho de Ageu de “[considerar] os vossos caminhos”, vocês podem conversar sobre como colocar Deus em primeiro lugar em sua vida familiar.
Em uma visão, Zacarias viu o sumo sacerdote “vestido de trajes sujos” (Zacarias 3:3). Um anjo lhe deu roupas limpas. Você pode ajudar seus filhos a descobrir verdades importantes lendo juntos Zacarias 3:1–7 e conversando sobre o que as roupas sujas e limpas podem representar. Como nos tornamos limpos de nossos pecados mesmo depois de sermos batizados? Como o nosso convênio batismal nos ajuda a “[andarmos nos] caminhos [do Senhor]”?
Você e seus filhos podem olhar para a gravura de um batismo, como a deste esboço. Por que usamos branco em nosso batismo? Vocês também podem cantar uma música sobre o batismo, como “Quando eu for batizado” (Músicas para Crianças, p. 53); o que a música ensina sobre por que o Senhor quer que sejamos batizados?
Zacarias 9:9–11; 11:12; 13:6–7
Seus filhos podem gostar de visualizar o acontecimento predito em Zacarias 9:9, quando Jesus veio a Jerusalém na última semana de Sua vida mortal. Para ajudar nisso, mostre-lhes uma gravura do evento, como a que está neste esboço. Você também pode compartilhar com eles “O Salvador vai a Jerusalém” (Histórias do Novo Testamento, p. 110). Seus filhos podem apontar, nas imagens, para as pessoas que estão muito felizes. Quem é o Rei mencionado em Zacarias 9:9? Por que somos gratos a Ele?
Você pode ajudar seus filhos a comparar as profecias de Zacarias com os versículos do Novo Testamento que descrevem seu cumprimento. Aqui estão alguns exemplos: Zacarias 9:9 e Mateus 21:5–9; Zacarias 9:11 e 1 Pedro 3:18–19; Zacarias 11:12 e Mateus 26:14–16; Zacarias 13:7 e Mateus 26:31. O que aprendemos sobre o Salvador nesses versículos?
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
“Eu vos amei”, disse o Senhor a Seu povo por intermédio do profeta Malaquias, Mas os israelitas, que haviam sofrido gerações de aflição e cativeiro, perguntaram: “Em que nos amaste?” (Malaquias 1:2.) Depois de tudo pelo que Israel tinha passado, eles podem ter se perguntado se sua história era realmente uma história do amor de Deus por Seu povo do convênio. De certa maneira, é mais fácil vê-la como uma história de fraqueza e rebeldia humana. No entanto, em meio a tudo isso, Deus nunca deixou de estender a mão em amor. Quando os filhos de Jacó maltrataram seu irmão José, o Senhor ainda os salvou da fome (ver Gênesis 45:4–8). Quando Israel reclamou no deserto, Ele os alimentou com maná (ver Êxodo 16:1–4). Até quando Israel voltou-se para outros deuses e foi dispersa, Deus prometeu que, se o povo se arrependesse, Ele o reuniria e redimiria “com grandes misericórdias” (Isaías 54:7). Na verdade, o Velho Testamento é a história do amor paciente e contínuo de Deus. Essa história continua até hoje. Jesus Cristo, “o sol da justiça”, como Malaquias O chamou, veio “com cura debaixo das suas asas” (Malaquias 4:2). Cristo é a maior evidência do amor de Deus por Israel e por todos nós.
Para mais informações sobre o livro de Malaquias, ver “Malaquias” no Guia para Estudo das Escrituras.
Nos dias de Malaquias, os israelitas já tinham reconstruído o templo de Jerusalém, mas, como povo, eles ainda precisavam refazer seu relacionamento com o Senhor. Ao estudar Malaquias, identifique as perguntas que o Senhor fez aos israelitas ou que eles fizeram a Ele. Pense em talvez fazer perguntas semelhantes a si mesmo (veja alguns exemplos a seguir) para ajudá-lo a avaliar seu relacionamento com o Senhor e aproximá-lo mais Dele.
De que maneira já senti ou sinto o amor de Deus por mim? (Ver Malaquias 1:2.)
Minhas ofertas ao Senhor realmente O honram? (Ver Malaquias 1:6–11.)
De que maneira preciso “retornar” ao Senhor? (Malaquias 3:7.)
Estou roubando a Deus de alguma forma? (Ver Malaquias 3:8–11.)
De que modo minha atitude em momentos de dificuldade reflete meus sentimentos em relação ao Senhor? (Ver Malaquias 3:13–15; ver também 2:17.)
Ao ler sobre as ofertas descritas em Malaquias 1, o que você notou sobre os sacrifícios que os sacerdotes estavam oferecendo? O que esses sacrifícios sugerem sobre o que os sacerdotes sentiam em relação ao Senhor? (Ver Malaquias 1:13.) Você pode fazer uma lista das ofertas ou dos sacrifícios que você faz ao Senhor. Para cada item da lista, reflita sobre o que poderia torná-lo uma oferta “imunda” ou uma oferta “pura” (Malaquias 1:7, 11).
Imagine que você tenha um amigo que acabou de descobrir que você paga o dízimo. “Por que você faz isso?”, pergunta seu amigo. Pense a respeito disso ao ler Malaquias 3:8–12. O que você encontra nesses versículos que poderia ajudar a responder à pergunta de seu amigo? O que mais você gostaria que seu amigo entendesse sobre o dízimo? Para obter mais ajuda, você pode estudar a mensagem do élder Neil L. Andersen “Dízimo: Abrir as janelas do céu” (Liahona, novembro de 2023, p. 32) e procurar respostas para perguntas como estas:
Por que o Senhor quer que paguemos o dízimo?
O que pode impedir alguém de pagar o dízimo e como podemos superar esses obstáculos?
Como o pagamento do dízimo fortalece nossa fé no Pai Celestial e em Jesus Cristo?
Você também pode compartilhar com seu amigo como o Senhor o abençoa quando você paga o dízimo. Encontre ideias na seção intitulada “Lição número 1 — Bênçãos significativas, porém sutis”, na mensagem do élder David A. Bednar “As janelas do céu” (A Liahona, novembro de 2013, p. 17). Que tipo de pessoa nos tornamos ao pagar o dízimo?
O que você acha que significa a frase “vos abrir as janelas do céu” (versículo 10)? Talvez você possa olhar por uma janela e pensar nos propósitos das janelas. Por que “janelas do céu” é uma boa maneira de descrever como o Senhor nos abençoa quando pagamos o dízimo?
Quando Morôni citou Malaquias 4:5–6 a Joseph Smith, ele o fez “com pequena variação do modo como aparece na Bíblia” (ver Joseph Smith—História 1:36–39). O que essa variação acrescenta ao seu entendimento dessa profecia? Em particular, reflita sobre perguntas como estas:
Quem são “teus pais”? (Ver Deuteronômio 29:13.) Que promessas foram feitas a eles? (Ver Abraão 2:9–11.) Como você ajuda a cumprir essas promessas?
Que experiências ajudaram você a voltar seu coração a seus antepassados? Por que isso é tão importante no plano do Pai Celestial?
Para saber mais sobre a vinda de Elias e como essa profecia está sendo cumprida hoje, ver Doutrina e Convênios 110:13–16 e D. Todd Christofferson, “O poder selador” (Liahona, novembro de 2023, p. 19). Por que você é grato por saber que Elias já veio?
Ver também Gerrit W. Gong, “Cada um de nós tem uma história”, Liahona, maio de 2022, p. 43; “Turn Your Hearts”, Hymns, nº 291; “O Poder Selador” (vídeo), p. ChurchofJesusChrist.org.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Como você e seus filhos responderiam à pergunta em Malaquias 1:2: “Em que [o Senhor nos amou]?” Compartilhem uns com os outros motivos pelos quais vocês sabem que Ele os ama. Peça a seus filhos que façam desenhos que os lembrem de Seu amor.
Envolva as crianças em conversas sobre o evangelho. Se estiver ensinando crianças menores, talvez seja preciso pensar em maneiras criativas de envolvê-las em conversas sobre o evangelho. Por exemplo, vocês podem brincar de bola, passando-a de uma pessoa para outra; quando cada criança estiver segurando a bola, ela pode compartilhar um motivo pelo qual sabe que Jesus a ama.
Como você vai ajudar seus filhos a aprender sobre o dízimo? Você pode pedir a eles que contem dez pequenos objetos, como as moedas da página de atividades desta semana. Depois, eles podem separar um dos objetos dos outros — isso é o quanto damos ao Senhor como dízimo. De acordo com Malaquias 3:8–12, por que o Senhor quer que paguemos o dízimo? (Ver também “Malaquias, o profeta”, em Histórias do Velho Testamento, p. 171; “Primeiro, O Mais Importante!”, vídeo, Biblioteca do Evangelho.)
Ao lerem juntos Malaquias 3:10, peça a seus filhos que fiquem junto a uma janela quando lerem a frase “janelas do céu”. Ou você pode colocar água em um copo até transbordar para ilustrar a frase “que não haja mais lugar para a recolherdes”. Fale às crianças sobre as bênçãos que Deus lhe deu ao pagar o dízimo. Seus filhos podem fazer desenhos representando essas bênçãos e pendurá-los na janela de sua casa ou perto dela.
Em Malaquias 4:5–6, seus filhos podem procurar respostas para as seguintes perguntas sobre a profecia de Malaquias: Quem o Senhor prometeu enviar? Quando Ele disse que essa pessoa viria? O que o Senhor disse que essa pessoa faria? Por que essa pessoa precisaria vir? Onde essa profecia foi cumprida? (Ver Doutrina e Convênios 110:13–16.)
Para descobrir como a promessa em Malaquias 4:5 foi cumprida, você também pode examinar “Joseph e Oliver recebem o Sacerdócio”, em Histórias de Doutrina e Convênios, p. 26. Você pode acessar o site FamilySearch.org/discovery, o aplicativo Árvore Familiar do FamilySearch ou o livreto Minha Família para fazer atividades que podem ajudar você e seus filhos a voltar o coração para seus antepassados.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Natal
Um Menino Nos Nasceu, de Simon Dewey
O Velho Testamento contém um espírito de grande expectativa. De certa maneira, é um pouco como a época de Natal. Desde Adão e Eva, os patriarcas, profetas, poetas e muitas pessoas do Velho Testamento esperaram por dias melhores, repletos de esperança pela renovação e libertação do Messias. Os israelitas necessitavam com frequência dessa esperança por estarem em cativeiro no Egito ou na Babilônia, ou por causa de seus próprios pecados e rebelião. Em meio a tudo isso, os profetas lembravam ao povo que um Messias, um Libertador, viria “apregoar liberdade aos cativos” (Isaías 61:1).
Essa esperança começou a se concretizar quando Jesus Cristo nasceu em Belém. O poderoso Libertador de Israel nasceu em um estábulo e foi colocado numa manjedoura (ver Lucas 2:7). No entanto, ele não foi apenas o Libertador dos antigos israelitas. Ele veio para libertar você — para tomar sobre Si suas enfermidades, carregar suas dores, ser moído por suas iniquidades, para que, pelas Suas pisaduras, você fosse sarado (ver Isaías 53:4–5). É por isso que o Natal é repleto de alegres expectativas até hoje. O Messias veio há mais de 2 mil anos e continua a vir para nossa vida toda vez que O buscamos.
O Natal é considerado uma época muito feliz por causa da alegria que Jesus Cristo traz ao mundo. Séculos antes do nascimento do Salvador, os profetas do Velho Testamento também sentiram alegria ao falarem do Messias que viria. Leia algumas das passagens a seguir e pense no quanto elas devem ter sido importantes para as pessoas que ansiavam pela missão do Salvador: Salmos 35:9; Isaías 25:8–9; 44:21–24; 51:11; Sofonias 3:14–20; Moisés 5:5–11. Por que essas passagens são importantes para você? Que razões essas passagens de escritura nos dão para sermos alegres?
Ver também Dallin H. Oaks, “Novas de grande alegria”, Devocional de Natal da Primeira Presidência, 4 de dezembro de 2022, Biblioteca do Evangelho; “Mundo feliz, nasceu Jesus”, Hinos, nº 121.
Muitas das tradições associadas ao Natal podem ter significados simbólicos que nos ajudam a voltar a atenção para Cristo. Ao estudar o Velho Testamento este ano, você deve ter notado muitos símbolos a respeito do Salvador. Veja os exemplos a seguir. Você pode estudá-los e talvez anotar o que eles ensinam sobre o Senhor.
Estrela (Números 24:17; Mateus 2:2; Apocalipse 22:16).
Pastor (Salmos 23; Lucas 15:4–7; João 10:11).
Cordeiro (Gênesis 22:8; Êxodo 12:5; 1 Pedro 1:18–20).
Água (Êxodo 17:1–6; Jeremias 2:13; Ezequiel 47:1–12; João 4:7–14).
Rocha (1 Samuel 2:2; 2 Samuel 22:2–3; Salmos 118:22–23; Isaías 28:16; Efésios 2:20).
Renovo (Isaías 11:1–2; Jeremias 23:5; 33:15).
Luz (Salmos 27:1; Isaías 9:2; 60:19; Miqueias 7:8; João 8:12).
Que outros símbolos, passagens e relatos que testificam de Jesus Cristo você encontra nas escrituras?
Ver também 2 Néfi 11:4; Mosias 3:14–15; Moisés 6:63; “Simbolismos ou símbolos de Cristo” e “Jesus Cristo”, ambos no Guia para Estudo das Escrituras (Biblioteca do Evangelho).
Jesus Cristo é mencionado utilizando-se vários nomes e títulos diferentes. Procura os títulos nos versículos seguintes: Salmos 23:1; 83:18; Isaías 7:14; 9:6; 12:2; 63:16; Amós 4:13; Zacarias 14:16; Moisés 7:53. Que outros títulos você poderia citar? Se desejar, faça uma lista dos títulos de Jesus Cristo mencionados em hinos de Natal. De que modo cada título influencia o que você sente por Ele?
Você pode escolher um título ou papel do Salvador que ajude você a se lembrar Dele durante o próximo ano.
Ver também Quentin L. Cook, “Paz individual em tempos difíceis”, Liahona, novembro de 2021, p. 89; Eis dos anjos a harmonia”, Hinos, nº 132.
Para saber mais, leia a edição deste mês das revistas Liahona e Força dos Jovens.
Você e seus filhos podem selecionar algumas decorações de Natal que podem ser usados para iniciar uma conversa sobre Jesus Cristo. Talvez você possa falar sobre como uma estrela de Natal, luzes ou um presente nos lembram do Salvador. Depois, procure em uma ou mais das seguintes escrituras algo que possa simbolizar Jesus Cristo: Gênesis 22:8; Números 24:17; Salmos 23:1; 27:1. Peça a seus filhos que levantem uma gravura ou um enfeite que acompanhe cada versículo enquanto leem. De que modo Jesus é como um cordeiro, uma estrela, um pastor ou uma luz? Vocês podem cantar juntos uma música de Natal, como “Astros brilham nas alturas” (Músicas para Crianças, p. 24).
Seus filhos também podem olhar para a gravura no final deste esboço enquanto você lê Isaías 9:6 para eles. Peça a seus filhos que apontem para o menino Jesus quando ouvirem a frase “um menino nos nasceu”. Preste testemunho de que os profetas do Velho Testamento sabiam que Jesus nasceria.
Ao se preparar para estudar a vida de Jesus Cristo no Novo Testamento no próximo ano, faça uma revisão do que seus filhos aprenderam sobre Ele este ano com o Velho Testamento. Vocês poderiam examinar os esboços neste manual e as anotações de estudo pessoais para ajudá-los a se lembrar do que aprenderam. As crianças menores podem gostar de ver as Histórias do Velho Testamento ou as gravuras no Vem, e Segue-Me. Que profecias ou histórias se destacaram? O que aprendemos sobre o Salvador?
As famílias israelitas tinham tradições, como a Páscoa e outras festas, com o propósito de voltar o coração e a mente das pessoas para o Senhor (ver Êxodo 12). Que tradições você e seus filhos têm na época do Natal que os ajudam a se concentrar em Jesus Cristo? Que tradições vocês conhecem que vieram de sua história da família? Talvez vocês possam conversar com seus filhos sobre algumas tradições que gostariam de iniciar. Algumas ideias podem incluir: servir alguém em necessidade, escolher algo para oferecer como “presente” ao Salvador, convidar um amigo para assistir ao Devocional de Natal da Primeira Presidência com você (broadcasts.ChurchofJesusChrist.org), escrever sua própria canção de Natal ou encontrar uma maneira criativa de compartilhar a mensagem do nascimento de Cristo.
Em casa, o aprendizado e a vivência são inseparáveis. “O evangelho assume relevância imediata em casa. Ali, as pessoas com quem você está aprendendo o evangelho são as pessoas com quem você o viverá — todos os dias. Na verdade, na maior parte do tempo, viver o evangelho é como aprendemos o evangelho. Assim, ao aprender e ensinar o evangelho em casa, procure maneiras de conectar o que está aprendendo com o que está fazendo. Em sua casa, deixe o evangelho ser algo que você se esforça para viver, não apenas algo sobre o qual você fala” (Ensinar à Maneira do Salvador, p. 33).
Como você pode ajudar seus filhos a sentir reverência e alegria pelo nascimento de Cristo? Vocês poderiam assistir ao vídeo “O Menino Jesus: A História da Natividade” (Biblioteca do Evangelho) ou poderiam ler juntos Mateus 1:18–25; 2:1–12; Lucas 1:26–38; 2:1–20. Cada criança pode escolher uma pessoa que aparece no vídeo ou que é mencionada no relato das escrituras e dizer como aquela pessoa se sentiu a respeito do Salvador. Depois, vocês podem compartilhar uns com os outros seus próprios sentimentos a respeito Dele.
Talvez você e seus filhos possam falar sobre presentes que deram ou receberam ao longo dos anos que trouxeram alegria. Depois, leiam juntos Isaías 25:9 e conversem sobre por que se regozijam pelo fato de o Pai Celestial nos ter enviado um Salvador. Para ajudar seus filhos a entender melhor o papel de Jesus Cristo como nosso Salvador, peça-lhes que leiam Isaías 25:8–9; 53:3–5 e Oseias 13:14. O que essas escrituras nos ensinam sobre como o Senhor nos salva?
Vocês também podem cantar juntos uma música de Natal, como “Jesus num presépio” (Músicas para Crianças, p. 26) ou “Pequena vila de Belém” (Hinos, nº 129). Ajude seus filhos a encontrar frases na música que os ajudem a saber que o Pai Celestial e Jesus Cristo os amam.
Para saber mais, leia a edição deste mês da revista Meu Amigo.
Para os pais — Preparar seus filhos para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus
Por amá-lo, confiar em você e conhecer seu potencial, o Pai Celestial lhe deu a oportunidade de ajudar seus filhos a entrar e progredir ao longo de Seu caminho do convênio, que é o caminho para a vida eterna (ver Doutrina e Convênios 68:25–28). Isso inclui ajudá-los a se prepararem para fazer e guardar convênios sagrados, como o convênio do batismo e os convênios realizados no templo. Por meio desses convênios, seus filhos serão capazes de estar alegremente ligados ao Salvador, Jesus Cristo.
Há muitas maneiras de preparar os filhos para essa jornada no caminho do convênio, e o Pai Celestial vai ajudá-lo a descobrir a melhor maneira de auxiliá-los. Ao buscar inspiração, tenha em mente que nem todo aprendizado acontece durante aulas formais. Na verdade, parte do que torna o aprendizado em casa tão poderoso é a oportunidade de aprender pelo exemplo e por meio de pequenos momentos simples de ensino, aqueles que acontecem naturalmente na rotina diária da vida. Assim como seguir o caminho do convênio é um processo constante e contínuo, o mesmo acontece com o aprendizado a respeito do caminho do convênio. (Ver “Lar e família”, Ensinar à Maneira do Salvador, 2022, p. 32.)
A seguir estão algumas ideias que podem levá-lo a receber mais inspiração. Você pode encontrar ideias adicionais para ensinar crianças em idade de Primária em “Apêndice B: Para a Primária — Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus”.
Néfi ensinou que “a porta pela qual [devemos] entrar” no caminho do convênio “é o arrependimento e o batismo com água” (2 Néfi 31:17). Seus esforços para ajudar seus filhos a se prepararem para o batismo e a confirmação podem fazer com que eles permaneçam firmes no caminho. Esses esforços têm início com o ensino sobre fé em Jesus Cristo e arrependimento. Eles também incluem os ensinamentos a respeito de como renovamos nosso convênio batismal ao partilhar do sacramento toda semana.
Aqui estão alguns recursos que podem ajudar você: 2 Néfi 31; edição especial da revista Meu Amigo sobre o batismo; Tópicos e Perguntas, “Batismo”, Biblioteca do Evangelho.
Sempre que tiver uma experiência que fortaleceu sua fé no Pai Celestial e em Jesus Cristo, compartilhe-a com seus filhos. Ajude-os a entender que a fé pode se tornar cada vez mais forte ao longo da vida. Que coisas seus filhos podem fazer para desenvolver mais fé em Cristo antes de serem batizados?
Quando um filho fizer uma escolha errada, fale com alegria sobre o dom do arrependimento. E, quando você fizer uma escolha errada, fale da alegria que sente quando se arrepende de seus pecados todos os dias. Testifique que, por Jesus Cristo ter sofrido e morrido por nossos pecados, podemos nos arrepender diariamente, ser perdoados e receber o poder de mudar. Quando seu filho ou sua filha buscar seu perdão, perdoe livremente e com alegria.
Conte a seus filhos a respeito de seu batismo. Mostre fotografias e compartilhe recordações. Fale sobre como você se sentiu, sobre como o cumprimento do convênio batismal o ajudou a conhecer melhor Jesus Cristo e sobre como os convênios continuam a abençoar sua vida. Incentive seus filhos a fazer perguntas.
Quando tiver um batismo em sua família ou na ala, leve-os para ver. Conversem sobre o que viram e sentiram durante o batismo. Se possível, fale com a pessoa que está sendo batizada e faça-lhe perguntas como estas: “Como você tomou esta decisão? Como se preparou?”
Sempre que notar que um filho está fazendo algo que prometeu fazer, elogie-o sinceramente. Explique-lhe que cumprir compromissos nos ajuda a nos preparar para guardar os convênios que fazemos quando somos batizados. O que prometemos a Deus quando somos batizados? O que Ele nos promete? (Ver Mosias 18:8–10, 13.)
Fale sobre as bênçãos que você tem recebido por ter sido confirmado e se tornado membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Por exemplo, como você se aproxima do Pai Celestial e de Jesus Cristo à medida que serve a outras pessoas e elas lhe servem? Ajude seus filhos a pensar como podem, sendo membros da Igreja, servir e fortalecer a outras pessoas. Também os ajude a vivenciar e reconhecer a alegria que advém do serviço.
Quando você e seus filhos tiverem uma experiência sagrada juntos (seja na igreja, enquanto leem as escrituras ou ao servirem a alguém), conte-lhes sobre os sentimentos ou as impressões espirituais que você tiver. Peça a seus filhos que contem como se sentem. Observe as várias maneiras pelas quais o Espírito pode falar com as pessoas, inclusive as maneiras que Ele utiliza para falar com você pessoalmente. Ajude seus filhos a reconhecer os momentos em que vivenciarem a influência do Espírito Santo e a compartilhá-los com você.
Assistam juntos a alguns dos vídeos da coleção da Biblioteca do Evangelho intitulada “Ouvir o Senhor”. Conversem sobre as diferentes maneiras pelas quais os servos do Senhor ouvem Sua voz. Peça a seus filhos que façam um desenho ou um vídeo a respeito de como ouvem a voz do Salvador.
Faça do sacramento um evento sagrado e alegre em sua família. Fale com seus filhos sobre como você se concentra em Jesus Cristo durante o sacramento. Ajude seus filhos a fazer um plano para mostrar que o sacramento é sagrado para eles. Por exemplo, prestar atenção às palavras das orações sacramentais pode nos lembrar de nosso convênio batismal.
Muitas edições da revista Meu Amigo incluem artigos, histórias e atividades que ajudam as crianças a se preparar para o batismo e a confirmação. Deixe que seus filhos escolham alguns itens da revista para lerem com você e, juntos, passarem bons momentos.
O sacerdócio é a autoridade e o poder de Deus por meio do qual Ele abençoa Seus filhos. O sacerdócio de Deus está na Terra hoje em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. “Todos os membros da Igreja que cumprem seus convênios — sejam mulheres, homens e crianças — são abençoados com o poder do sacerdócio de Deus em seu lar, o que fortalece a si mesmos e a sua família” (Manual Geral: Servir em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, item 3.6, Biblioteca do Evangelho). Esse poder auxilia os membros a realizar o trabalho de salvação e exaltação de Deus em sua vida pessoal e em família (ver Manual Geral, item 2.2).
Quando homens e mulheres servem em chamados na Igreja, eles o fazem com autoridade do sacerdócio e sob a direção daqueles que possuem as chaves do sacerdócio. Todos os filhos do Pai Celestial — Seus filhos e Suas filhas — serão abençoados à medida que entenderem melhor Seu sacerdócio.
Recebemos ordenanças pela autoridade do sacerdócio. “Os membros dignos da Igreja do sexo masculino recebem essa autoridade quando o sacerdócio lhes é conferido e quando são ordenados aos ofícios do sacerdócio” (Manual Geral, item 3.4). Aqueles que possuem ofícios do sacerdócio podem ser autorizados por alguém que possua as chaves do sacerdócio a realizar as ordenanças do sacerdócio.
Para aprender mais a respeito do sacerdócio, ver Russell M. Nelson, “Tesouros espirituais”, Liahona, novembro de 2019, p. 76; Russell M. Nelson, “O valor do poder do sacerdócio”, A Liahona, maio de 2016, p. 66; “Princípios do sacerdócio”, capítulo 3 do Manual Geral.
Faça com que as ordenanças do sacerdócio sejam parte consistente de sua vida familiar. Por exemplo, ajude seus filhos a se prepararem espiritualmente para o sacramento todas as semanas. Incentive-os a pedir uma bênção do sacerdócio quando estiverem doentes ou precisarem de consolo ou orientação. Crie o hábito de ressaltar as maneiras pelas quais o Senhor tem abençoado sua família por meio do Seu poder.
Ao lerem as escrituras juntos, identifiquem oportunidades para conversar sobre como Deus abençoa as pessoas por meio de Seu poder. Compartilhe suas próprias experiências de quando Deus o abençoou por meio de Seu sacerdócio. Para exemplos de bênçãos que recebemos de Deus por meio do sacerdócio, veja o Manual Geral, itens 3.2 e 3.5.
Ensine seus filhos que, depois do batismo, eles poderão receber o poder de Deus à medida que guardarem o convênio batismal. Examinem juntos a mensagem do presidente Russell M. Nelson “Tesouros espirituais” (Liahona, novembro de 2019, p. 76). Conte a seus filhos como as ordenanças do sacerdócio trouxeram o poder de Deus para sua vida. Para ler uma lista de algumas maneiras pelas quais somos abençoados pelo poder de Deus, veja Manual Geral, item 3.5.
Debata a pergunta: Como é um servo do Senhor? Leiam juntos Doutrina e Convênios 121:36–42 e encontrem as respostas. Sempre que observar um filho (ou outra pessoa) colocando em prática um dos princípios ou atributos contidos nesses versículos, reconheça-o.
Quando você ou seus filhos usarem uma chave para abrir uma porta ou ligar o carro, reserve um momento para comparar essa chave às chaves que os líderes do sacerdócio possuem. (Para ler a definição de chaves do sacerdócio, ver Manual Geral, item 3.4.1.) O que as chaves do sacerdócio “abrem” ou “ligam” para nós? Ver também Gary E. Stevenson, “Onde estão as chaves e a autoridade do sacerdócio?”, A Liahona, maio de 2016, p. 29; “Onde Estão as Chaves e a Autoridade do Sacerdócio?” (vídeo), Biblioteca do Evangelho.
Os templos fazem parte do plano do Pai Celestial para Seus filhos. Na Casa do Senhor, fazemos convênios sagrados com o Pai Celestial ao participarmos de ordenanças sagradas, sendo que todas elas nos direcionam para Jesus Cristo. O Pai Celestial providenciou um meio para que todos os Seus filhos fizessem convênios e participassem de ordenanças, inclusive as pessoas que não as receberam nesta vida. No início do ano em que seu filho completa 12 anos, ele tem idade suficiente para ser batizado e confirmado no templo em favor de antepassados falecidos (ver também 1 Coríntios 15:29).
Frequentem a Casa do Senhor o máximo que puderem. Converse com seus filhos sobre as razões pelas quais você vai ao templo e como isso o ajuda a se sentir mais próximo do Pai Celestial e de Jesus Cristo.
Examinem e debatam juntos as perguntas para a entrevista de recomendação para o templo. Você pode encontrá-las nas páginas 36–37 de Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas. Converse com seus filhos a respeito do que acontece na entrevista de recomendação para o templo. Conte por que motivo ter uma recomendação para o templo é importante para você.
Leiam juntos Malaquias 4:6. Fale a respeito de como seu coração pode se voltar a seus antepassados. Aprendam mais sobre seus antepassados ao pesquisarem juntos a história de sua família no FamilySearch.org. Procurem antepassados que precisam ser batizados e confirmados. Um consultor de templo e história da família da ala pode ajudá-los.
Vejam juntos alguns dos recursos da coleção “Templos” na seção das crianças da Biblioteca do Evangelho. (Ver também “Preparar seu filho para fazer batismos e confirmações no templo”, em ChurchofJesusChrist.org.)
A bênção patriarcal pode ser uma fonte de orientação, consolo e inspiração. Ela contém conselhos pessoais do Pai Celestial para nós e nos ajuda a entender nossa identidade e nosso propósito eternos. Ajude seus filhos a se prepararem para receber a bênção patriarcal, ensinando-lhes o significado e a natureza sagrada das bênçãos patriarcais.
Para saber mais, ver Tópicos e Perguntas, “Bênçãos patriarcais”, Biblioteca do Evangelho.
Compartilhe com seu filho sua experiência de receber uma bênção patriarcal. Conte, por exemplo, como você se preparou para receber a bênção, como ela o ajuda a se aproximar de Deus e como Ele continua a guiar você por meio de sua bênção. Convide seus filhos a conversar com outros membros da família que receberam a bênção patriarcal.
Examinem juntos a mensagem do élder Randall K. Bennett “Sua bênção patriarcal — Orientação inspirada do Pai Celestial”, e a mensagem do élder Kazuhiko Yamashita “Quando receber sua bênção patriarcal” (Liahona, maio de 2023, pp. 42, 88). Compartilhem uns com os outros o que aprenderam com essas mensagens sobre por que o Pai Celestial quer que recebamos uma bênção patriarcal. Para aprender a respeito do processo para receber uma bênção patriarcal, veja Manual Geral, item 18.17.
Se você tiver antepassados que receberam uma bênção patriarcal, pode ser inspirador ler algumas delas com seus filhos. Para solicitar a bênção de antepassados que morreram, acesse ChurchofJesusChrist.org, clique em Recursos, no canto superior direito da tela, e selecione Bênção patriarcal.
Depois que um filho receber uma bênção patriarcal, peça a um membro da família que esteve presente que registre seus sentimentos e os compartilhe com seu filho.
Deus quer investir, ou abençoar, todos os Seus filhos “com poder do alto” (Doutrina e Convênios 95:8). Vamos ao templo para receber nossa própria investidura apenas uma vez, mas os convênios que fazemos com Deus e o poder espiritual que Ele nos concede como parte da investidura podem nos abençoar todos os dias de nossa vida.
Coloque uma gravura do templo em sua casa. Converse com seus filhos sobre os sentimentos que você tem quando está na Casa do Senhor. Fale com frequência sobre seu amor pelo Senhor e por Sua casa e sobre os convênios que fez lá. Procure oportunidades de ir ao templo com seus filhos para realizar batismos e confirmações por seus antepassados.
Explorem juntos temples.ChurchofJesusChrist.org. Leiam artigos como “Sobre a investidura do templo” e “Preparar-se para o templo”. Deixe que seus filhos façam as perguntas que tiverem a respeito do templo. Para mais orientação sobre o que você pode falar fora do templo, veja a mensagem do élder David A. Bednar “Preparados para obter todas as coisas necessárias” (Liahona, maio de 2019, p. 101; ver especialmente a seção intitulada “O aprendizado do evangelho centralizado no lar e apoiado pela Igreja e a preparação para o templo”).
À medida que você e seus filhos participarem de outras ordenanças ou as presenciarem, como o sacramento ou uma bênção de cura, reservem um momento para conversar sobre o simbolismo envolvido na ordenança. O que os símbolos representam? Como testificam de Jesus Cristo? Isso pode ajudar seus filhos a se prepararem para ponderar sobre o significado simbólico das ordenanças do templo, que também testificam de Jesus Cristo.
Ajude seus filhos a observar como eles estão guardando o convênio batismal descrito em Mosias 18:10, 13 (ver também os versículos 8–9, que descrevem os frutos desse convênio). Auxilie-os também a observar como o Senhor os tem abençoado. Desenvolva a confiança de seus filhos na capacidade que eles têm de guardar convênios.
Fale abertamente e com frequência sobre as maneiras pelas quais seus convênios do templo direcionam suas escolhas e o ajudam a se aproximar de Jesus Cristo. Utilize o Manual Geral, item 27.2, para relembrar os convênios que fazemos no templo. Se você recebeu a investidura, conte a seus filhos como o garment do templo o ajuda a se lembrar dos convênios que você fez com Jesus Cristo (ver “Roupas Sagradas do Templo”, vídeo, Biblioteca do Evangelho; Anette J. Dennis, “‘Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo’”, Liahona, maio de 2024, p. 10).
O élder David A. Bednar ensinou: “A coisa mais importante que podem fazer para se prepararem para servir é se tornarem missionários bem antes de ir para a missão. (…) A ideia não é ir para a missão, mas tornar-se um missionário e servir a vida inteira de todo o coração, poder, mente e força. (…) Vocês estão se preparando para uma vida de serviço missionário” (“Tornar-se um missionário”, A Liahona, novembro de 2005, pp. 45, 46). As experiências que seus filhos terão ao se tornarem missionários os abençoarão eternamente, não apenas durante o período em que servirem missão.
Para saber mais, ver Russell M. Nelson, “Pregar o evangelho da paz”, Liahona, maio de 2022, p. 6; Gary E. Stevenson, “Amar, compartilhar, convidar”, Liahona, maio de 2022, p. 84; “Ajustar-se à vida missionária”, Biblioteca do Evangelho.
Seja um exemplo de como compartilhar o evangelho de maneira natural. Esteja sempre atento a oportunidades de compartilhar com outras pessoas seus sentimentos sobre o Pai Celestial e o Salvador, e as bênçãos que recebe por meio do evangelho restaurado do Salvador e como membro de Sua Igreja. Convide outras pessoas a participar de atividades da Igreja com sua família.
Crie oportunidades para que sua família interaja com os missionários. Peça-lhes que ensinem seus amigos ou disponibilize seu lar para que venham e ensinem outras pessoas. Converse com os missionários sobre experiências que eles têm vivenciado e como o serviço missionário os tem ajudado a se aproximarem de Jesus Cristo. Pergunte também o que fizeram (ou desejariam ter feito) a fim de se prepararem para ser missionários.
Se você serviu missão, fale abertamente e com frequência sobre suas experiências. Ou, ainda, convide amigos ou familiares que serviram missão para falar sobre o que vivenciaram. Comente também a respeito de momentos em que compartilhou o evangelho com outras pessoas ao longo de sua vida. Ajude seus filhos a pensar em como podem compartilhar o evangelho.
Dê-lhes oportunidades para ensinar princípios do evangelho à sua família. Eles também podem praticar como compartilhar suas crenças com outras pessoas. Por exemplo, debatam as seguintes perguntas: “Como apresentaríamos o Livro de Mórmon a alguém que nunca ouviu falar dele?” ou “Como falaríamos da necessidade de termos o Salvador a alguém que não é cristão?” (Ver Ahmad S. Corbitt, “‘Você sabe por que eu, sendo cristão, acredito em Cristo?’”, Liahona, maio de 2023, p. 119.)
Auxilie seus filhos a se sentirem à vontade para conversar com outras pessoas. Quais são algumas boas ideias de como iniciar uma conversa? Incentive seus filhos a aprender a ouvir o que as pessoas dizem, entender o que está no coração delas e compartilhar verdades do evangelho que as abençoariam.
Procure oportunidades para que seus filhos aprendam sobre outras culturas e religiões. Ajude-os a reconhecer e respeitar os princípios bons e verdadeiros em outras crenças.
No templo, o marido e a esposa podem se casar para a eternidade. Isso acontece em uma ordenança chamada “selamento do templo”. Embora provavelmente ainda leve alguns anos para que seus filhos recebam essa ordenança, as coisas pequenas, simples e constantes que vocês fazem juntos durante esse tempo podem ajudá-los a se preparar para essa maravilhosa bênção.
Leiam juntos “A Família: Proclamação ao Mundo” (Biblioteca do Evangelho). O que a proclamação ensina sobre a felicidade na vida familiar e sobre casamentos bem-sucedidos? Escolha e estude com seus filhos um dos princípios listados na proclamação. Vocês podem procurar escrituras relacionadas a esse princípio no Guia para Estudo das Escrituras. Além disso, estabeleçam metas para colocar em prática mais plenamente esse princípio em sua família. Ao se empenharem em realizar as metas, discutam juntos que resultados a prática desse princípio trará para a vida familiar.
Leiam juntos a mensagem do presidente Dieter F. Uchtdorf “Em louvor dos que salvam” (A Liahona, maio de 2016, p. 77). Quando chegarem à seção intitulada “Uma sociedade de descartáveis”, encontrem coisas em sua casa que são descartáveis e coisas que não são. Fale sobre como tratamos as coisas de modo diferente quando queremos que durem por muito tempo. O que isso sugere sobre como devemos tratar o casamento e os relacionamentos familiares? O que mais aprendemos com a mensagem do presidente Uchtdorf a respeito de como o Salvador pode nos ajudar a edificar casamentos e famílias fortes?
Seja franco com seu filho sobre as coisas que você e seu cônjuge estão aprendendo sobre ter um casamento eterno centralizado em Cristo e as maneiras pelas quais vocês estão tentando melhorar. Se você e seu cônjuge foram selados no templo, sejam um exemplo para os filhos ao se esforçarem para guardar os convênios que fizeram com o Senhor. Digam a seus filhos como vocês se esforçam para fazer do Pai Celestial e do Salvador o centro de seu relacionamento e como Eles estão ajudando vocês (ver também Ulisses Soares, “Em parceria com o Senhor”, Liahona, novembro de 2022, p. 42).
Quando decisões em família precisarem ser tomadas, realize conselhos de família e debates. Certifique-se de que a opinião de todos na família seja ouvida e valorizada. Use esses debates como uma oportunidade para demonstrar de que modo a comunicação saudável e a bondade fazem parte dos relacionamentos familiares mesmo quando nem todos veem as coisas da mesma maneira. (Ver M. Russell Ballard, “Conselhos de família”, A Liahona, maio de 2016, p. 63.)
Quando houver desentendimentos ou conflitos na família, tenha paciência e compaixão. Ajude seus filhos a ver como lidar com conflitos de maneira cristã pode auxiliá-los a se prepararem para um casamento feliz. Leiam juntos Doutrina e Convênios 121:41–42 e conversem sobre como os princípios nesses versículos podem ser aplicados ao casamento.
Para a Primária — Preparar as crianças para uma vida inteira no caminho do convênio de Deus
Nos meses que têm cinco domingos, os professores da Primária são incentivados a substituir o esboço programado do Vem, e Segue-Me por uma ou mais destas atividades de aprendizado no quinto domingo.
Quando Jesus Cristo apareceu ao povo das Américas, Ele lhes ensinou Sua doutrina. Ele disse que podemos entrar no reino de Deus se tivermos fé, arrepender-nos, formos batizados, recebermos o Espírito Santo e perseverarmos até o fim (ver 3 Néfi 11:31–40; ver também Doutrina e Convênios 20:29). As atividades a seguir podem ajudar você a ensinar às crianças que esses princípios e essas ordenanças nos ajudarão a nos aproximar do Salvador por toda a vida.
Para saber mais sobre a doutrina de Cristo, veja 2 Néfi 31.
Dê às crianças gravuras que representem a fé em Jesus Cristo, o arrependimento, o batismo e a confirmação (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nºs 1, 111, 103 e 105). Leia ou recite com as crianças a quarta regra de fé e peça-lhes que segurem bem alto a gravura correspondente quando esse princípio ou ordenança for mencionado. Ajude as crianças a entender de que modo cada um desses princípios e dessas ordenanças nos ajuda a nos tornar mais semelhantes ao Pai Celestial e a Jesus Cristo.
Como você pode ajudar as crianças a entender que a fé, o arrependimento, o batismo e a confirmação não são eventos únicos, mas influenciam nosso crescimento espiritual por toda a vida? Você pode lhes mostrar uma gravura de uma semente e uma árvore grande (ou desenhar essas coisas no quadro). Ajude as crianças a pensar em coisas que auxiliam a semente a crescer e se tornar uma grande árvore, como água, solo e luz do sol. Ajude-as a perceber que essas coisas são como as coisas que fazemos para nos aproximar de Deus ao longo de nossa vida: edificar nossa fé em Jesus Cristo, arrepender-nos a cada dia, guardar nosso convênio batismal, tomar o sacramento e ouvir o Espírito Santo.
Conte para as crianças a história da bombinha mencionada na mensagem do élder Dale G. Renlund “Como o arrependimento pode me ajudar a ser feliz?” (Liahona, dezembro de 2017, p. 70, ver também o vídeo “Arrependimento: Uma Escolha Feliz”, Biblioteca do Evangelho). Em vários momentos da história, peça às crianças que pensem em como o élder Renlund deve ter se sentido. Por que sentimos alegria quando nos arrependemos? Compartilhe com as crianças a alegria e o amor que você sentiu quando pediu perdão ao Pai Celestial.
Embora Jesus não tenha pecado, Ele foi batizado para dar um exemplo perfeito de obediência ao Pai Celestial (ver 2 Néfi 31:6–10).
Para saber mais sobre o batismo, ver Doutrina e Convênios 20:37; Tópicos e Perguntas, “Batismo”, Biblioteca do Evangelho.
Mostre uma gravura do batismo do Salvador e do batismo de outra pessoa (ou utilize gravuras do Livro de Gravuras do Evangelho, nºs 35 e 103 ou 104). Peça às crianças que falem sobre as diferenças e semelhanças entre as duas gravuras. Leiam juntos Mateus 3:13–17 ou o “Capítulo 10: O batismo de Jesus”, em Histórias do Novo Testamento, p. 26. Deixe que as crianças apontem nas gravuras as coisas que ouvem nessas histórias. Fale para as crianças sobre seu amor pelo Salvador e seu desejo de segui-Lo.
Ouçam ou cantem uma música sobre o batismo, como “Quando eu for batizado” (Músicas para Crianças, p. 53). O que podemos aprender a respeito do batismo com essa música? Leia 2 Néfi 31:9–10 e peça às crianças que prestem atenção em por que Jesus Cristo foi batizado. Peça-lhes que desenhem a si mesmas no dia do batismo delas.
Preparar-se para o batismo significa muito mais do que se preparar para um evento. Significa se preparar para fazer um convênio e depois guardar esse convênio por toda a vida. Pondere sobre como você pode ajudar as crianças a entender o convênio que elas vão fazer com o Pai Celestial quando forem batizadas, que inclui as promessas que Ele faz a elas e as promessas que elas fazem a Ele.
Explique às crianças que um convênio é uma promessa entre uma pessoa e o Pai Celestial. Ao nos esforçarmos para cumprir nossas promessas a Deus, Ele promete nos abençoar. Escreva no quadro: Minhas promessas a Deus e Promessas de Deus para mim. Leiam juntos Mosias 18:10, 13 e Doutrina e Convênios 20:37, e ajude as crianças a fazer uma lista das promessas que encontrarem, escrevendo-as sob os títulos apropriados (ver também Dallin H. Oaks, “Seu convênio batismal”, Meu Amigo, fevereiro de 2021, p. 2). Conte como o Pai Celestial tem abençoado você ao se esforçar para guardar seu convênio batismal.
Mostre às crianças gravuras de coisas que Jesus Cristo fez durante seu ministério (para alguns exemplos, ver o Livro de Gravuras do Evangelho, nºs 33 a 49). Deixe que as crianças falem sobre o que Jesus está fazendo na gravura. Leia Mosias 18:8–10, 13 e peça às crianças que identifiquem maneiras pelas quais elas podem guardar o convênio do batismo (ver também “Meu convênio batismal”, Meu Amigo, agosto de 2023, p. 10). Como o convênio batismal pode influenciar nossas ações diárias? Peça às crianças que façam um desenho de si mesmas ajudando alguém da mesma maneira que Jesus faria.
Tornar-se membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias traz muitas bênçãos, inclusive oportunidades para que as crianças sejam participantes ativas na obra de Deus.
Convide alguém que foi batizado e confirmado recentemente para vir à aula e falar sobre quando foi confirmado. Peça a essa pessoa que fale sobre o que significa para ela se tornar membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ajude as crianças a pensar em maneiras de guardar o convênio batismal como membros da Igreja. Fale de que modo fazer essas coisas ajuda você a sentir a alegria de ser membro da Igreja de Cristo.
Mostre uma gravura das pessoas nas Águas de Mórmon (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nº 76) e peça às crianças que descrevam o que veem na gravura. Conte a história de Alma e seu povo sendo batizados lá (ver Mosias 18:1–17; “Alma nas Águas de Mórmon”, em Histórias do Livro de Mórmon). Examine Mosias 18:8–9 e peça às crianças que façam algo para ajudá-las a se lembrarem das coisas que as pessoas estavam dispostas a fazer como membros da Igreja de Cristo. Conte uma experiência em que você testemunhou os membros da Igreja servindo dessa maneira.
Quando somos batizados e confirmados, o Pai Celestial promete que teremos sempre conosco Seu Espírito (ver Doutrina e Convênios 20:77). Esse maravilhoso dom de Deus é chamado de dom do Espírito Santo.
Para saber mais sobre o dom do Espírito Santo, ver Gary E. Stevenson, “Sussurros do Espírito”, Liahona, novembro de 2023, p. 42; Tópicos e Perguntas, “Dom do Espírito Santo”, Biblioteca do Evangelho.
Leia Doutrina e Convênios 33:15 e peça às crianças que prestem atenção ao dom especial que o Pai Celestial nos dá quando somos batizados e confirmados. Para ajudá-las a aprender mais sobre como o dom do Espírito Santo as auxiliará, examinem juntos João 14:26; Gálatas 5:22–23; 2 Néfi 32:5; 3 Néfi 27:20. Vocês também podem ler o artigo “Um dom especial” (Meu Amigo, agosto de 2023, p. 18).
Antes da aula, peça aos pais de uma ou mais crianças que contem como foram abençoados por terem o dom do Espírito Santo. Como Ele os ajudou? Como eles ouvem a voz Dele?
Cantem juntos uma canção sobre o Espírito Santo, como “O Espírito Santo” (Músicas para Crianças, p. 56). Pergunte às crianças o que a música nos ensina sobre como o Espírito Santo pode nos ajudar.
As crianças que reconhecerem a voz do Espírito estarão preparadas para receber revelação pessoal a fim de guiá-las por toda a vida. Ajude-as a entender que há muitas maneiras pelas quais o Espírito Santo pode falar conosco.
Ajude as crianças a pensar em diferentes maneiras de conversar com um amigo que mora longe, como escrever uma carta, enviar um e-mail ou conversar ao telefone. O Pai Celestial fala conosco de diferentes maneiras, por intermédio do Espírito Santo. Use a mensagem do presidente Dallin H. Oaks “Como o Pai Celestial fala conosco?” para ajudar as crianças a entender as diferentes maneiras pelas quais o Espírito Santo pode falar à nossa mente e ao nosso coração (Liahona, março de 2020, p. A2).
Conte uma experiência em que o Espírito Santo se comunicou com você, seja por meio de seus pensamentos ou de um sentimento em seu coração (ver Doutrina e Convênios 6:22–23; 8:2–3; ver também Henry B. Eyring, “Abrir o coração para o Espírito Santo”, Liahona, agosto de 2019, p. A2). Testifique às crianças que o Espírito Santo pode ajudá-las de maneiras semelhantes.
Ajude-as a reconhecer quando estão sentindo o Espírito — por exemplo, quando cantaram uma música sobre o Salvador ou quando fizeram algo bondoso para outras pessoas. Ajude-as a reconhecer os sentimentos espirituais que o Espírito Santo traz, especialmente Seus sussurros que nos levam a agir. Por que você acha que o Espírito Santo nos dá esses sentimentos? Ajude as crianças a pensar em coisas que precisamos fazer para ouvir o Espírito Santo falar conosco. Fale sobre o que você faz para ouvir o Espírito com mais clareza.
Quando tomamos o sacramento, fazemos o convênio de sempre nos lembrar do Salvador, tomar Seu nome sobre nós e guardar Seus mandamentos.
Para saber mais, veja Mateus 26:26–30; 3 Néfi 18:1–12; Doutrina e Convênios 20:77, 79.
Peça às crianças que pintem “Jesus ensinou aos nefitas a respeito do sacramento”, no Livro de Colorir das Escrituras: Livro de Mórmon, 2019, p. 26. Peça que apontem o que as pessoas na gravura estão pensando. Leia para as crianças trechos de 3 Néfi 18:1–12 ou “Jesus compartilha o sacramento”, em Histórias do Livro de Mórmon. O que podemos fazer para nos lembrarmos de Jesus durante o sacramento?
Peça às crianças que digam algumas coisas que devem sempre se lembrar de fazer, como amarrar os sapatos ou lavar as mãos antes de comer. Por que é importante se lembrar de fazer essas coisas? Leia Morôni 4:3 para as crianças e peça-lhes que prestem atenção ao que prometemos lembrar sempre que tomamos o sacramento. Por que é importante obedecer a Jesus Cristo? Ajude as crianças a entender como o pão e a água do sacramento ajudam a nos lembrarmos do que Jesus fez por nós (ver Morôni 4:3; 5:2).
Escreva no quadro: “Prometo…” Leia as orações sacramentais para as crianças (ver Doutrina e Convênios 20:77, 79). Quando ouvirem uma promessa que fazemos a Deus, faça uma pausa e ajude as crianças a completar a frase no quadro com a promessa que ouviram.
O que significa tomar sobre si o nome de Jesus Cristo? Para ajudar as crianças a responder a essa pergunta, dê um exemplo de algo em que colocamos nosso nome. Por que colocamos nosso nome em algumas coisas? Por que Jesus Cristo quer colocar Seu nome sobre nós? Se desejar, leia esta explicação dada pelo presidente Russell M. Nelson: “Tomar sobre nós o nome do Salvador inclui declararmos e testemunharmos aos outros — por meio de nossas ações e palavras — que Jesus é o Cristo” (“O nome correto da Igreja”, Liahona, novembro de 2018, p. 88).
Todos os filhos de Deus, homens e mulheres, jovens e idosos, recebem o poder de Deus ao guardarem os convênios que fizeram com Ele. Fazemos esses convênios quando recebemos ordenanças do sacerdócio como o batismo (ver Manual Geral: Servir em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, itens 3.5 e 3.6, Biblioteca do Evangelho). Para saber mais, ver Russell M. Nelson, “Tesouros espirituais”, Liahona, novembro de 2019, p. 76; “Princípios do sacerdócio”, capítulo 3 do Manual Geral.
Ajude as crianças a perceber as bênçãos que recebem por causa do sacerdócio. Para lhes dar algumas ideias, talvez você queira mostrar o vídeo “As Bênçãos do Sacerdócio” (Biblioteca do Evangelho). Pode ser uma boa ideia escrever essas bênçãos no quadro. Por que essas bênçãos são importantes para nós? Testifique à classe que recebemos essas bênçãos por causa de Jesus Cristo e do poder de Seu sacerdócio.
Ajude as crianças a encontrar gravuras que ilustrem como Deus usa Seu poder para nos abençoar. Por exemplo, elas podem encontrar gravuras do mundo que Ele criou para nós, de ocasiões em que Ele curou os enfermos e de ordenanças sagradas que Ele providenciou para nós (ver Livro de Gravuras do Evangelho, nºs 3, 46, 104, 105, 107, 120). Fale por que você é grato pelo sacerdócio e pelas bênçãos que ele traz. Ajude as crianças a pensar em experiências em que foram abençoadas pelo poder do sacerdócio de Deus.
Uma das principais maneiras de recebermos as bênçãos do poder de Deus em nossa vida é por meio das ordenanças do sacerdócio (ver Doutrina e Convênios 84:20). Para ajudar as crianças a aprender essa verdade, faça uma lista das seguintes escrituras no quadro: 3 Néfi 11:21–26, 33 (batismo); Morôni 2 (confirmação); Morôni 4–5 (sacramento). Cada uma das crianças pode escolher uma dessas passagens e identificar a ordenança que ela descreve. Peça às crianças que falem sobre como foram abençoadas individualmente por receberem as ordenanças do sacerdócio.
Ajude as crianças a entender que receberão poder de Deus ao serem batizadas e guardarem seu convênio batismal. Pergunte às crianças como esse poder poderia ajudá-las.
Sempre que uma pessoa for designada por imposição de mãos para um chamado ou receber uma responsabilidade para ajudar na obra de Deus, ela pode exercer a autoridade delegada do sacerdócio. Além disso, os homens dignos da Igreja podem receber o sacerdócio e ser ordenados a um ofício do sacerdócio. Toda autoridade do sacerdócio na Igreja é usada sob a orientação de líderes que portam as chaves do sacerdócio, como o presidente da estaca, o bispo e os presidentes de quórum. As chaves do sacerdócio são a autoridade para orientar o uso do sacerdócio a fim de realizar a obra de Deus.
Leia com as crianças Marcos 3:14–15 e mostre a elas uma gravura da situação ali descrita (como o Livro de Gravuras do Evangelho, nº 38). Pergunte às crianças se elas já viram alguém ser designado por imposição de mãos para um chamado ou ser ordenado a um ofício do sacerdócio (ou conte-lhes sobre experiências que você teve). Como isso se assemelha ao que o Salvador fez com Seus apóstolos? Ajude as crianças a fazer uma lista no quadro, escrevendo os chamados ou ofícios do sacerdócio que podem ser dados aos membros da Igreja, como professor ou líder de uma organização. Ao lado de cada chamado ou ofício, escreva o que alguém com esse chamado ou ofício tem autoridade para fazer. Diga às crianças como ser designado por imposição de mãos por alguém com as chaves do sacerdócio ajuda você a servir.
Peça às crianças que pensem em algo para o qual você precisa de uma chave, como um carro ou uma porta. O que acontece se você não tiver a chave? Leiam juntos Doutrina e Convênios 65:2 e preste testemunho da importância de termos as chaves do sacerdócio. Vocês também podem assistir ao vídeo “Onde Estão as Chaves e a Autoridade do Sacerdócio?” (Biblioteca do Evangelho) e identificar o que o élder Gary E. Stevenson ensina sobre as chaves do sacerdócio.
Os templos fazem parte do plano do Pai Celestial para Seus filhos. Nos templos, fazemos convênios sagrados com Ele, recebemos a investidura do poder do sacerdócio, recebemos revelação, realizamos ordenanças por nossos antepassados falecidos e somos selados a nossa família para a eternidade. Tudo isso é possível graças a Jesus Cristo e Seu sacrifício expiatório.
Como você pode ajudar as crianças a quem ensina a reconhecer a santidade da Casa do Senhor e a se preparar para serem dignas de participar das ordenanças do templo? Você pode examinar estes recursos: Russell M. Nelson, “O templo e o nosso alicerce espiritual”, Liahona, novembro de 2021, p. 93; “Por que os santos dos últimos dias constroem templos”, temples.ChurchofJesusChrist.org.
Mostre uma ou mais gravuras de templos. Pergunte às crianças o que torna o templo um lugar especial. Saliente que, em cada templo, há esta inscrição: “Santidade ao Senhor — A Casa do Senhor”. Pergunte às crianças o que elas acham que significa “Santidade ao Senhor”. Por que o templo é chamado de a Casa do Senhor? O que isso nos ensina sobre os templos? Se algumas das crianças já foram ao templo, elas também podem contar como se sentiram quando estiveram lá. Se você já foi ao templo, conte como sentiu a presença do Senhor lá e fale sobre por que o templo é um lugar sagrado para você.
Leiam juntos Doutrina e Convênios 97:15–17. Peça às crianças que identifiquem o que o Senhor espera das pessoas que entram em Sua casa santa. Por que precisamos ser dignos de entrar na Casa do Senhor? Como parte dessa conversa, fale com as crianças sobre a recomendação para o templo, inclusive como recebê-la. Você poderia convidar um membro do bispado para falar como é uma entrevista de recomendação para o templo e sobre as perguntas que são feitas.
O presidente Russell M. Nelson ensinou: “Jesus Cristo nos convida a trilhar o caminho do convênio para que voltemos ao lar de nossos Pais Celestiais e que estejamos com nossos entes queridos” (“Vem, e segue-Me”, Liahona, maio de 2019, p. 91). Ajude as crianças a entender que o caminho do convênio inclui o batismo, a confirmação, a investidura e o selamento no templo.
Peça às crianças que o ajudem a rever os convênios que fazemos com Deus quando somos batizados e quando tomamos o sacramento (ver Mosias 18:10, 13; Doutrina e Convênios 20:77, 79). Mostre uma gravura do templo e explique-lhes que o Pai Celestial tem outras bênçãos que Ele quer nos dar no templo.
Desenhe um portão que conduz a um caminho. Pergunte às crianças por que elas acham que é importante ter um caminho a trilhar. Leiam juntos 2 Néfi 31:17–20, em que Néfi compara o convênio do batismo a uma porta e nos convida a continuar no caminho após o batismo. Há outros convênios a serem feitos depois do batismo, inclusive aqueles feitos no templo. Explique-lhes que o presidente Nelson chamou esse caminho de “caminho do convênio”.
O evangelho de Jesus Cristo possibilita que todos os filhos de Deus voltem a viver com Ele mesmo que morram sem conhecer o evangelho. No templo, podemos ser batizados e confirmados em nome deles.
Pense em uma situação em que alguém fez algo por você que você não poderia fazer por si mesmo. Convide as crianças a contar experiências semelhantes. Explique-lhes que, quando vamos ao templo, podemos receber ordenanças sagradas, como o batismo, por outras pessoas que morreram. De que modo estamos sendo como Jesus quando fazemos o trabalho pelos mortos? O que Ele fez por nós que não poderíamos fazer por nós mesmos?
Convide um ou mais jovens que foram batizados em favor de seus antepassados a contar a experiência deles. Pergunte-lhes como foi a experiência no templo. Incentive-os a dizer como se sentiram fazendo esse trabalho por seus antepassados.
Desenhe uma árvore no quadro, inclusive as raízes e os ramos. Peça às crianças que pensem de que maneira uma família é como uma árvore. Dê às raízes o nome de Antepassados, aos ramos o nome de Descendentes e ao tronco da árvore o nome Você. Leiam juntos esta frase de Doutrina e Convênios 128:18: “Pois nós, sem [eles, nossos antepassados], não podemos ser aperfeiçoados; nem podem eles, sem nós, ser aperfeiçoados”. Faça perguntas como estas: “Por que precisamos de nossos antepassados? Por que nossos antepassados precisam de nós? Como nossos pais, avós e outros antepassados nos ajudaram?” Peça às crianças que procurem no restante de Doutrina e Convênios 128:18 uma frase que descreva como podemos ajudar nossos antepassados.
Você pode trabalhar com os pais de cada criança para encontrar o nome de um antepassado que precisa receber as ordenanças no templo (ver FamilySearch.org).
Para a Primária — Instruções para o tempo de cantar e a apresentação das crianças na reunião sacramental
As músicas sagradas são um recurso muito importante para ajudar as crianças a aprender sobre o plano de felicidade estabelecido pelo Pai Celestial e as verdades fundamentais do evangelho de Jesus Cristo. Conforme as crianças cantarem sobre os princípios do evangelho, o Espírito Santo vai confirmar a elas a veracidade desses princípios. As palavras e a música vão permanecer na mente e no coração das crianças por toda a vida.
Busque a ajuda do Espírito ao se preparar para ensinar o evangelho por meio da música. Preste testemunho das verdades encontradas nas músicas que vocês cantam. Ajude as crianças a ver como a música se relaciona com o que estão aprendendo e fazendo em casa e nas aulas da Primária.
Com a direção do bispo, a apresentação das crianças na reunião sacramental geralmente é feita no último trimestre do ano. A presidência e a líder de música da Primária trabalham com o conselheiro do bispado que supervisiona a Primária para planejar a apresentação.
A apresentação deve permitir que as crianças mostrem o que elas e a família aprenderam sobre o Velho Testamento no lar e na Primária, inclusive as músicas da Primária que cantaram durante o ano. Ao planejar a apresentação, pense em maneiras de ajudar a congregação a ter como foco o Salvador e Seus ensinamentos.
Unidades com poucas crianças podem considerar maneiras de envolver os familiares na apresentação com as crianças. Um membro do bispado pode concluir a reunião com uma breve mensagem.
Ao preparar a apresentação, tenha em mente as diretrizes a seguir:
Os ensaios não devem tomar tempo desnecessário das aulas da Primária ou das famílias.
Auxílios visuais, trajes especiais e apresentações multimídia não são condizentes com a reunião sacramental.
Ver Manual Geral: Servir em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, item 12.2.1.2, Biblioteca do Evangelho.
Cinco minutos (presidência da Primária): Oração de abertura, escritura ou regra de fé e um discurso
Vinte minutos (líder de música): Tempo de cantar
Todo mês, a presidência da Primária e o líder de música selecionam músicas que reforçam os princípios que as crianças estão aprendendo nas aulas e em casa. Veja neste guia uma lista de músicas que reforçam esses princípios.
Ao ensinar as músicas para as crianças, convide-as a contar o que já aprenderam sobre as histórias e os princípios doutrinários que as músicas ensinam. Convide as crianças a falar o que pensam e sentem sobre as verdades encontradas nas músicas.
O livro Músicas para Crianças é o recurso básico de música na Primária. Os hinos do hinário e as músicas publicadas na revista Meu Amigo também são adequados. Você também pode usar músicas de Hinos — Para o Lar e para a Igreja. A utilização de quaisquer outras músicas na Primária precisa ser aprovada pelo bispado (ver Manual Geral, item 12.3.4).
“Meu Pai Celestial me tem afeição”, Músicas para Crianças, p. 16
“Vou cumprir o plano de Deus”, Músicas para Crianças, p. 86
“Segue o profeta”, Músicas para Crianças, p. 58
“Oração de uma criança”, Músicas para Crianças, p. 6
“A bondade por mim começará”, Músicas para Crianças, p. 83
“Careço de Jesus”, Hinos, nº 61
“Getsêmani”, Hinos — Para o Lar e para a Igreja, nº 1009
“Guarda os mandamentos”, Músicas para Crianças, p. 68
“Lugares santos”, Biblioteca do Evangelho
“Estudando as escrituras”, Hinos, nº 176
“Serei valoroso”, Músicas para Crianças, p. 85
“Amai-vos uns aos outros”, Músicas para Crianças, p. 74
“Ler, ponderar e orar”, Músicas para Crianças, p. 66
“Oro com fé”, A Liahona, março de 1991, p. 5 da Seção Infantil
“Ouse ser bom”, Músicas para Crianças, p. 80
“O amor do Salvador”, Músicas para Crianças, p. 42
“Faz-me andar só na luz”, Músicas para Crianças, p. 70
“Fala-se com amor”, Músicas para Crianças, p. 102
“Buscarei cedo ao Senhor”, Músicas para Crianças, p. 67
“No céu eu vivi”, Músicas para Crianças, p. 140
“As famílias poderão ser eternas”, Músicas para Crianças, p. 98
“Faze o bem, escolhendo o que é certo”, Hinos, nº 148
“Levaremos ao mundo a verdade”, Músicas para Crianças, p. 92
O tempo de cantar tem como objetivo ajudar as crianças a aprender as verdades do evangelho. As sugestões a seguir podem inspirar você ao planejar maneiras de ensinar os princípios do evangelho encontrados nos hinos e nas músicas da Primária.
Ler as escrituras relacionadas. Muitas músicas do livro Músicas para Crianças e do hinário incluem referências de escrituras relacionadas. Ajude as crianças a ler algumas dessas passagens e converse sobre como as escrituras estão relacionadas à música. É possível também escrever algumas referências de escrituras no quadro e pedir às crianças que relacionem cada referência a uma música ou à estrofe de uma música.
Preencher a lacuna. Escreva uma estrofe da música no quadro com algumas palavras importantes faltando. Depois, peça às crianças que cantem a música, ouvindo as palavras que preenchem os espaços. Conforme elas preenchem cada espaço em branco, converse sobre quais princípios do evangelho são ensinados com as palavras que faltavam.
Testificar. Preste testemunho às crianças sobre as verdades do evangelho encontradas nas músicas da Primária. Ajude-as a entender que cantar é uma maneira de prestar testemunho e sentir o Espírito.
Ser uma testemunha. Peça às crianças que se revezem, levantando-se e falando o que aprenderam com a música que cantaram e como se sentem sobre as verdades ensinadas nela. Pergunte como elas se sentem enquanto cantam a música e as ajude a identificar a influência do Espírito Santo.
Usar gravuras. Peça às crianças que ajudem a encontrar gravuras ou fazer desenhos que se relacionem com palavras ou frases importantes da música. Peça-lhes que digam como as gravuras se relacionam com a música e o que a música ensina. Por exemplo, se estiver ensinando a música “Quando Jesus voltar” (Músicas para Crianças, p. 46), você pode colocar gravuras por toda a sala que realcem palavras importantes da música (como anjos, neve e estrelas). Peça às crianças que peguem as gravuras e as segurem na ordem correta enquanto vocês cantam a música juntos.
Compartilhar uma lição com objetos. Use um objeto para iniciar uma conversa sobre a música. Por exemplo, ao cantar o hino “Meu Pai Celestial me tem afeição” (Músicas para Crianças, p. 16), você pode mostrar às crianças uma imagem de coisas como um pássaro, chuva ou flores. Isso pode levar a um debate sobre como podemos encontrar sinais do amor do Pai Celestial ao nosso redor.
Convidar as crianças a relatar experiências pessoais. Ajude as crianças a fazer a correlação entre os princípios ensinados na música e as experiências que elas tiveram com esses princípios. Por exemplo, antes de cantarem “Eu gosto de ver o templo” (Músicas para Crianças, p. 99), diga às crianças que levantem a mão caso já tenham visto um templo. Peça-lhes que, enquanto cantam, pensem em como se sentem quando veem um templo.
Fazer perguntas. Há muitas perguntas que podem ser feitas à medida que vocês cantam as músicas. Por exemplo, pergunte às crianças o que elas aprendem com cada estrofe da música. Peça-lhes também que pensem em perguntas que a música responde. Isso pode levar a uma conversa sobre as verdades ensinadas na música.
Fazer gestos simples com as mãos. Peça às crianças que pensem em gestos simples com as mãos que possam ajudá-las a se lembrar das palavras e mensagens da música. Por exemplo, quando cantarem “Ler, ponderar e orar” (Músicas para Crianças, p. 66), peça às crianças que apontem para os olhos delas enquanto cantam sobre ler as escrituras, que apontem para a cabeça enquanto cantam sobre ponderar e que cruzem os braços enquanto cantam sobre a oração.
Para os quóruns do Sacerdócio Aarônico e as classes das Moças — Agenda de reuniões
Data da reunião:
Dirigida por (membro da presidência da classe ou do quórum):
Hino (opcional):
Oração:
Repita o tema das Moças ou o tema do quórum do Sacerdócio Aarônico.
Liderados pela pessoa que conduz a reunião, a classe ou o quórum se reúne de 5 a 10 minutos em conselho sobre suas responsabilidades no trabalho de salvação e exaltação realizado por Deus. Essa é uma oportunidade para a presidência da classe ou do quórum acompanhar os itens debatidos nas reuniões de presidência ou nas reuniões do conselho de jovens da ala.
A pessoa que conduz também pode usar uma ou mais das perguntas a seguir:
Que experiências recentes fortaleceram nosso testemunho de Jesus Cristo e Seu evangelho?
O que estamos fazendo para nos achegarmos ao Salvador? Como estamos procurando ser mais semelhantes a Ele?
Como temos sentido a orientação do Senhor em nossa vida?
Que pessoa nos sentimos inspirados a ajudar ou servir? Que designações recebemos para ajudar os necessitados?
Que desafios os membros de nossa classe ou quórum estão enfrentando? Como podemos nos apoiar mutuamente nas coisas pelas quais estamos passando?
Alguém se mudou recentemente para nossa ala ou se filiou à Igreja? Como podemos ajudá-los a se sentirem bem-vindos?
O que podemos fazer para ajudar outras pessoas a sentir o amor de Deus?
Há alguma atividade para a qual possamos convidar nossos amigos a participar?
Que planos para compartilhar o evangelho têm sido debatidos nas reuniões do conselho de jovens da ala? De que maneira nosso quórum e nossa classe podem participar?
De que maneira podemos nos relacionar melhor com nossos familiares, incluindo nossos avós e primos?
O que estamos fazendo para encontrar o nome de nossos antepassados que precisam das ordenanças do templo? O que podemos fazer para ajudar outras pessoas a encontrar o nome de seus antepassados?
Como podemos participar mais do trabalho no templo — individualmente e como classe ou quórum?
Um líder adulto ou membro do quórum ou da classe deve liderar as instruções sobre a leitura do Vem, e Segue-Me desta semana. Eles usam as ideias de estudo em Vem, e Segue-Me — Para Uso em Casa e na Igreja. A ideia de estudo com este ícone está alinhada ao seminário e é especialmente relevante para os jovens. No entanto, qualquer uma das ideias de estudo pode ser usada. Essa parte da reunião geralmente leva cerca de 35 a 40 minutos.
A pessoa que está conduzindo a reunião:
Presta testemunho dos princípios ensinados.
Debate como a classe ou o quórum agirá de acordo com o que aprenderam — como um grupo ou individualmente.
Oração: